4/06/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 4

 vestuario anos 60 santa nostalgia 07

Colámos hoje mais alguns interessantes modelos de roupas características dos meados dos anos 60. São propostas para Outono/Inverno onde proliferam os elegantes sobretudos, quer nas jovens quer nas crianças.

vestuario anos 60 santa nostalgia 08

vestuario anos 60 santa nostalgia 09

4/03/2009

A hora de Alfred Hithcock

hitchcock 01

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A Hora de Hitchcock é uma fantástica antologia de thrillers apresentada pelo grande mestre do suspense e do mistério, Alfred Hithcock.
Serão emitidos 32 episódios de crime e de bizarro, onde o bem e o mal se confrontam numa linguagem inteligente e fascinante, envolvendo o telespectador de uma forma tão intensa, sendo o final sempre inesperado...
De segunda a sexta-feira, pelas 21.00h.
(fonte: RTP Memória)
Depois de exibida a série "Hercule Poirot", esse fantástico herói nascido da fértil e engenhosa imaginação de Agatha Christie, a RTP Memoria começou ontem, 2 de Abril, a passar a antologia  "A Hora de Hitchcock", que se resumirá a 32 filmes do mestre do suspense. Pena que esta antologia não seja exibida na totalidade dos seus episódios. Talvez esteja reservada para outra altura.
Sobre Hitchcock pouco haverá a dizer de tão conhecido que é. Mesmo os seus filmes são intemporais e volta e meia passam pela TV.

Emblemas e distintivos de clubes - 9

associacao desportiva de esposende

Associação Desportiva de Esposende


associeacao desportiva e cultural de lobao

Associação Desportiva e Cultural de Lobão


sport clube baira mar

Sport Clube Beira-Mar


sport clube torreense

Sport Clube União Torreense


4/02/2009

Bandeira de Portugal

bandeira de portugal trindade coelho

A Bandeira de Portugal, seu significado e simbolismo, bem como uma forte marca do conceito de Pátria,  é um dos temas recorrentes nos antigos livros escolares, nomeadamente do tempo do Estado Novo.
A bandeira tem um significado republicano e nacionalista. A comissão encarregada da sua criação explica a inclusão do verde por ser a cor da esperança e por estar ligada à revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. Segundo a mesma comissão, o vermelho é a cor combativa, quente, viril, por excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre (...). Lembra o sangue e incita à vitória. Durante o Estado Novo, foi difundida a ideia de que o verde representava as florestas de Portugal e de que o vermelho representava o sangue dos que tinham morrido pela independência da Nação. As cores da bandeira podem, contudo, ser interpretadas de maneiras diferentes, ao gosto de cada um. (fonte: wikipedia)
"...As cores da bandeira podem, contudo, ser interpretadas de maneiras diferentes, ao gosto de cada um". Bonitas palavras!
Esta é uma verdade indesmentível. Efectivamente, à custa de um quase extermínio do conceito de Pátria  tal e qual era fundamentado pelo Ensino no Estado Novo, hoje em dia somos tudo menos patriotas. Poderia ser uma alternativa, mas até o nacionalismo deixou de ser politicamente correcto e compreende-se perante uma realidade de um país que de há muito deixou de ser independente face ao contexto da União Europeia. Faz mais sentido o federalismo ou até o globalismo.

Por isso, Pátria e Nacionalismo são palavras malditas e tudo o que delas se possa fundamentar como génese de uma ideologia. Não têm lugar nos novos ensinamentos, nos novos manuais. O lápis da censura ainda risca, passados que estão quase 40 anos após a revolução.

Neste contexto, a Bandeira de Portugal tornou-se num mero objecto decorativo, sem qualquer valor intrínseco. É ainda utilizada como elemento clubístico, no âmbito das selecções nacionais em competições estrangeiras, sobretudo no futebol, convivendo com bebedeiras de vitórias ou ressacas de derrotas. A sua sobrevivência  é assim um pouco devida ao futebol, esse desporto de muita paixão e pouca razão.

Ainda me recordo do meu Juramento de Bandeira, ainda no tempo do serviço militar obrigatório. Então, como noutros tempos, o dever, mais do que um voluntarismo do corpo e da alma, era uma obrigação, mas, apesar de tudo, sentida. Hoje já nem isso. Ainda por estes dias vi na televisão uma cerimónia de Juramento de Bandeira. Muito comoventes as juras de defesa até à morte, de soldados (homens e mulheres) bem assalariados e que enveredam pelas actividades castrenses à falta de emprego fora dos quartéis, porque os tempos são de crise e o país (sai daqui Pátria!) está atolado num lamaçal de governantes e políticos que de competência só têm o interesseiro zelo pelas suas proprias vidinhas fartas.

Presume-se, pois, que o amor a esta coisa parecida com um país, que não Pátria, tem um preço e se este for pago em notas, tanto melhor, pois o sangue, suor e lágrimas pertencem a outros tempos, a um passado que se quer esquecer e amaldiçoar; tempos sangrentos de espadadas em Aljubarrota ou Valverde ou até mesmo de rajadas de metralhadora na Guiné, Angola ou Moçambique.

Outros tempos, outras vontades e realidades. Umas para melhor, outras nem por isso.

Cartas de amor

cartas de amor

Vai longe o tempo das cartas de amor.
Com o desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação, hoje consignadas nos computadores, no generalizado uso do correio electrónico e mensagens instantâneas, bem como o vulgarizado telemóvel, os pombinhos namorados estão em permanente contacto, quase 24 sobre 24 horas.
Conversas, mensagens, e toques, por tudo e por nada, por algo importante, poucas vezes, e por banalidades, quase sempre, fazem parte do dia-a-dia dos namorados de agora.

De há vinte anos para trás, porém, tudo era substancialmente diferente: Ninguém tinha telemóvel, nem computador nem internet. Havia o telefone fixo, mesmo assim em poucas casas e telefonar para casa do pombinho ou da pombinha era quase sempre um tiro de sorte, pois a quem se ligava podia não estar e por conseguinte a chamada ser recebida pelos pais ou irmãos, o que, convenhámos, na maior parte dos casos era um inconveniente.

Neste contexto, escrever cartas de amor era um dos recursos muito utilizados. A carta servia assim para falar do dia-a-dia mas também expressar sentimentos de saudade e de paixão, muitas vezes com a coragem que fugia nos encontros pessoais. Servia também para marcar o encontro do próximo fim-de-semana.
Claro que escrever boas cartas de amor, não era para qualquer um. Muitas vezes à falta de inspiração, juntava-se a dificuldade na escrita e no português. Uma carta carregada de erros podia em alguns casos abafar como erva daninha a pureza dos sentimentos a transmitir. Deste modo, as cartas poderiam ser resumidas, telegráficas ou longas e expressivas.
Depois havia quem usasse uma simples folha arrancada a um ordinário caderno da escola mas também quem utilizasse papel próprio, daqueles com desenhos suaves como marca-de-água e com envelopes a condizer. Muitas vezes perfumados. A caneta ou a esferográfica também era importante. Pessoalmente, mesmo para a minha namorada, minha actual esposa, escrevi dezenas de cartas, especialmente no tempo de tropa e gostava de escrever com caneta de tinta permanente. No final de cada carta arranjava sempre tempo para um breve poema ou um desenho.

Finalmente, após a carta ser entregue no correio, num qualquer marco postal ou entregue em mão ao próprio carteiro da zona, era a expectativa e a ansiedade quanto ao momento em que a carta seria recebida pelo(a) destinatário(a). Por sua vez, quando se recebia carta da outra parte, o coração saltava de expectativa. Muitas vezes era a rotina, a continuidade do namoro. Outras, porém, era uma carta inesperada, como o rompimento do namoro. Pela forma mais fácil de tratar este assunto, os rompimentos geralmente eram comunicados por carta.

Para além deste aspecto, quanto ao modo de comunicação dos namorados, recordo-me que estava mais ou menos instituído o tempo e a forma de namorar. O Domingo era de facto o dia reservado aos namorados, mas por norma só da parte da tarde e só até ao jantar. Durante a semana a Quinta-Feira era o clássico dia para o desougo, pelo que era permitido um bocadinho de namoro depois da hora do jantar.

Finalmente, pelo menos em ambientes de aldeia, onde estes usos e costumes sociais sempre foram mais vincados e conservadores, o que se compreende, de um modo geral não era permitido às raparigas saírem nos carros dos rapazes. Quando muito, acompanhadas por alguém da casa. Depois de algum avanço no namoro, poderia ser permitido namorar dentro do carro, mas junto à casa dos pais da moça.

É claro que se recuarmos ainda mais no tempo, não muito, na primeira fase a rapariga namorava mas quase sempre acompanhada por um irmão mais pequeno, uma espécie de vigia. Junto à porta ou à janela, quando o namoro se prolongava já depois do sol-posto, a mãe da moça, mandava alguém da casa colocar junto dos namorados uma vela acesa, em sinal de que já era tarde e urgia recolher. Muitas vezes, depois de entrada em casa, a rapariga ouvia o sermão e eventualmente, dependendo da gravidade do atraso, um bofetão.

Um ponto assente no sistema de namoro, mesmo na fase da sua procura, eram sempre os rapazes que se deslocavam, pela terra ou terras vizinhas, de lugar em lugar, pelas romarias, bailaricos e desfolhas. Noutros tempos a pé, de bicicleta e mais recentemente de motorizada ou de carro.

À luz da situação actual, tudo é diferente, não só nos meios (toda a gente tem carro, computador e telemóvel) mas sobretudo nos comportamentos. Hoje são elas a assumir a conquista, os engates e vão mesmo apanhá-los a casa. Já não se namora ao pé da casa dos pais. Vão para o mais longe possível, frequentam bares, discotecas e logo a partir do primeiro dia já dormem juntos. Tudo isto não só na fase de maioridade mas sobretudo na adolescência e até quase em criança.

É claro que muitas destas mudanças são positivas, mas, pelo meio, ao nível comportamental, sobra todo um conjunto de situações complexas, quer ao nível da instabilidade das relações quer ainda no aspecto de saúde, porque aumentaram as gravidezes indesejadas, os consequentes abortos, transmissão de doenças, mães solteiras, mães adolescentes, divórcios, uniões de facto, etc.

Como costumo dizer, são tudo situações inerentes à mudança dos tempos. Certamente que sim, mas é fácil admitir que no meio de tanto progresso e avanço das sociedades, nem tudo se salda por um mar-de-rosas.

Pelo menos, para trás ficaram as cartas de amor. Serão apenas um fetiche ou uma excentricidade. Já não faz sentido a cantiga: "Cartas de amor, quem as não tem..." Hoje será: "Cartas de amor, poucos as tem..."
Cartas de amor,
Quem as não tem?
Cartas de amor,
Pedaços de dor
Sentidas de alguém.
Cartas de amor, andorinhas
Que num vai e vem, levam bem
Saudades minhas.
Cartas de amor, quem as não tem?

4/01/2009

Caderneta de cromos de caramelos - Campeões da Bola - 1961/62 - A Francesa

 

campeoes da bola a francesa capa

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Hoje trazemos à memória a caderneta de cromos de caramelos, "Campeões da Bola", uma edição da casa "A Francesa".
A caderneta está referenciada como sendo de 1960, mas as equipas representadas não coincidem com as épocas próximas (59/60 ou 60/61), o que de resto era uma situação relativamente normal nas colecções da altura, quer devido a estratégias de mercado, quer pela baixa de custos das edições que habitualmente aproveitavam as fotografias das épocas anteriores. De resto, tenho indicações de que será uma edição referente à época 61/62.


Na caderneta estão representadas as seguintes equipas:
Benfica, Sporting, FC Porto, Boavista, Belenenses, Atlético, SP. Covilhã, Académica, Olhanense, Lusitânio Évora, Salgueiros, GD CUF, Beira Mar, V Guimarães, V. Setúbal, Sp. Braga, Sp. Farense e FC Barreirense.


Analisando a lista dos clubes participantes na época 59/60, verifica-se o seguinte:
Na caderneta estão a mais as equipas do Salgueiros, Sp. Farense, Olhanense, Beira-Mar e o FC Barreirense. Por outro lado falta o Leixões.
Comparando com a época seguinte (60/61), a caderneta tem a mais o Boavista, o V. Setúbal (que desceram da época anterior), o Sp. Farense, o Olhanense e o Beira Mar. A equipa do Leixões continua a faltar.

Ao analisar a época 61/62, estão a mais o Sp. Farense, Sp. Braga, FC Barreirense, Boavista e V. Setúbal. Volta a faltar o Leixões.


Continuando a verificar as épocas imediatamente anteriores e seguintes observam-se de novo discrepâncias, desde logo porque a caderneta contém 16 equipas e os campeonatos dessa época, desde 46/47, eram a 14 equipas. O Campeonato foi alargado para 16 equipas a partir da época 71/72.


Contrariamente ao que era norma na época, a maior parte dos cromos desta colecção reproduzem o cenário natural, predominando, por isso, o azul do céu.

Esta caderneta de cromos de caramelos, a exemplo de todas as edições congéneres, são muito raras e valiosas.

 

*****SN*****

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