5/11/2009
Crónica Feminina - Números 482, 483, 488, 489
5/09/2009
Cafés Tofa
5/08/2009
Vestuário - roupas dos anos 60 - 7
Mais alguns exemplos de modelos de roupas femininas, tão característicos dos anos 60. Como era norma, simplicidade quanto baste.
5/07/2009
Caderneta de cromos de caramelos - Reis do Futebol – 62/63 – Divertimentos Zélito
Trazemos à memória a caderneta de cromos de caramelos, intitulada "Reis do Futebol - Colecção de Jogadores da 1ª Divisão e Emblemas da 1ª e 2ª Divisões", uma edição de Divertimentos Zélito, correspondente à época futebolística de 1962/1963.
Equipas que integram a colecção (14): Benfica, Sporting, F.C. do Porto, Belenenses, Atlético C.P:, Académica, Vitória de Guimarães, Lusitânio de Évora, G.D. da CUF, Olhanense, Leixões, F.C. Barreirense, Vitória de Setúbal e C.D. Feirense.
A caderneta segue a linha estrutural de muitas cadernetas da época, com lugar para 11 cromos. Os jogadores são representados a meio-corpo (do peito para cima), sobre um fundo sólido, que se diferencia nas diferentes equipas, por exemplo: Benfica e Académica com fundo amarelo, Sporting e Atlético com fundo azul, Porto e Belenenses com fundo vermelho, etç. Apesar disso, esta caderneta tinha de certa foram uma inovação relativamente ao que era comum, já que reservava páginas para os cromos referentes aos clubes da 1ª Divisão, mas também da 2ª Divisão, e aqui reside a novidade.
A capa, com um grafismo interessante, reproduz uma jogada entre dois jogadores no que poderá ser um clássico Benfica – Sporting. Na metade esquerda de cada cromo aparece representada a taça correspondente ao Campeonato Nacional de Futebol.
Resta acrescentar que o Campeonato de Futebol da 1ª Divisão correspondente à época 62/63 foi ganho pelo SL Benfica, com 48 pontos (12º título da prova), seguido do FC do Porto, com 42 pontos e do Sporting, com 38 pontos.
*****SN*****
5/06/2009
Blondie – Heart of Glass - Atomic
Em 1980, os teenagers de então, onde me incluía, não tinham os actuais leitores de MP3 nem telemóveis artilhados com as modernas tecnologias, mas tinham leitores de cassetes e os famosos walkmans, da Sony. Por isso, mesmo sem memórias internas ou pen-drives, usavam as clássicas cassetes de fita magnética, nomeadamente as produzidas pela BASF e TDK, entre outras. Era frequente irem às lojas de discos onde era possível escolher os temas para as suas compilações.
Nesse ano, uma das músicas quase obrigatórias era o single Atomic, do grupo “Blondie”, extraído do álbum “Eat to the Beat”, de 1979. Este tema, um dos mais conhecidos desta banda norte-americana de características New Wave/Punk Rock, foi um êxito mundial logo após o seu lançamento e em Outubro, chegou ao número 1 do top de vendas no Reino Unido e Estados Unidos (no Billboard's Hot Dance Club Play Chart, chegando ainda a lugares cimeiros em muitos outros países, não só da Europa como na Austrália e Nova Zelândia.
"Blondie", era um grupo constituído inicialmente por Deborah Harry, a vocalista loura e único elemento feminino do grupo, Chris Stein, Clem Burke, Jimmy Destri e Gary Valentine. Antes da adopção do nome Blondie, o grupo era designado de “Angel and the Snakes”.
A explosiva Deborah Harry era de facto a figura principal da banda, sendo vista como uma sex-symbol da época. O seu álbum de estreia, "Blondie" foi lançado em 1978 mas o êxito e popularidade chegariam em 1978 com o single "Heart of Glass" do álbum "Parallel Lines" (que vendeu milhões de cópias), obtendo um êxito a nível mundial. O êxito da banda continuou com a sua participação na banda sonora do conhecido filme "American Gigolo", nomeadamente com o tema "Call Me" e depois com o já referido “Atomic”, de 1979, do álbum “Eat to the Beat”.
Entretanto, a banda teve alguns problemas internos mas volvido algum tempo, em 1982, gravou o álbum “The Hunter” e depois dele só voltou a juntar-se para gravar em 1999, produzindo o álbum “No Exit”, onde o principal tema viria a ser “Maria”. Pelo meio, Deborah (Debbie) realizou alguns trabalhos a solo.
Por tudo isto, e independentemente do estilo musical tão característico dos anos 80, “Blondie” e os seus principais êxitos, fazem parte da minha memória musical e, certamente, de muitos portugueses. Apesar dos anos, são temas que ainda hoje se ouvem com alguma frequência e, diga-se, com agrado e nostalgia.
(Heart of Glass)
(Atomic)
*****SN*****
5/05/2009
Pippi das Meias Altas
Inger Nilsson nasceu na Suecia, tal como a série que interpretou, no original com o título de "Pippi Langstrump". No inglês "Pippi Longstocking". O nome da personagem ficou para sempre colado à actriz pelo que a mesma tem salientado publicamente que preferia não ser tão conhecida apenas por esse facto mas pelo todo da sua carreira, já que o seu trabalho tem sido diversificado, nomeadamente na televisão sueca e alemã, onde tem tido algum êxito.
A série de televisão baseia-se nos livros infanto-juvenis escritos pela também sueca, Astrid Lindgren.
Antes da versão para TV, "Pippi das Meias Altas" foi realizado como um filme para cinema, em 1949, então com Viveca Serlachius no papel da Pippi.
A série para televisão, com produção sueca, teve o seu início em 1969 com continuidade até 1973, creio que com 13 episódios, sempre com Inger Nilsson no papel principal.
Para além desta série, a que de facto popularizou a Pippi das Meias Altas, esta figura do imaginário infanto-juvenil teve ainda outras versões, nomeadamente uma soviética, em 1982 e uma americana, em 1988. Teve ainda uma versão de origem canadiana, em animação, com 26 episódios, em duas temporadas de 1997 a 1999, que também se tornou muito popular.
Entre nós, a série "Pippi das Meias Altas" passou na RTP em meados dos anos 70, por isso a preto-e-branco.
Pippi era uma rapariga de 10 anos, com uma figura deveras característica, com as suas pernas altas e magras, vestidas com umas longas meias coloridas (donde lhe advém o apelido), cabelo ruivo, atado em duas espécies de tranças ou puxos laterais, com o rosto sardento, um nariz arrebitado e uns dentes um pouco salientes. Pippi destacava-se pela sua irreverência, permanente boa disposição mas sobretudo pela sua coragem e incrível força, que lhe permitia pegar com facilidade nas coisas mais pesadas. Penso que era essa a sua característica que mais fascinava as crianças de então que seguiam avidamente os episódios.
Entre nós, a série foi um êxito e como tal, por essa altura, entre outras vertentes de marketing, foi editada uma caderneta de cromos, que coleccionei, cuja tema era dedicado ao filme "Pippi e os Piratas".
Neste filme, os amigos, em plena brincadeira, descobrem uma garrafa com uma mensagem de socorro, por coincidência enviada algures pelo pai de Pippi, o capitão Langkous, que tinha sido feito prisioneiro por um grupo de ferozes piratas, encontrando.se algures numa ilha do Pacífico. Então Pippi e os amigos (que estavam de férias), a bordo do seu balão voador, decidem ir à procura do pai para o resgatar.
Depois a aventura continua, entre muitas peripécias, com o confronto com os piratas e finalmente a libertação do pai de Pippi e o regresso de todos a casa, à Vila Revoltosa.
A caderneta tinha inserto um cupão que depois de preenchido dava direito ao sorteio de uma viagem à Suécia.
As saquetas dos cromos tinham também senhas surpresa (250000), cada qual correspondente a 1 ponto. Depois, somando os diversos pontos era possível reclamar vários prémios, tais como jogos, puzzles e livros, correspondendo a cada qual um determinado número de pontos de acordo com uma tabela impressa na caderneta.
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