5/25/2009

5/22/2009

Caderneta de cromos – Azes do Foot-Ball – Chocolates Regina - 1930

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Hoje trazemos à memória uma das mais antigas cadernetas de cromos (então designados de fotografias) de futebol, editada em 1930 pela Fábrica de Chocolates Regina, integrada no que seria designado por I Concurso dos Rebuçados Azes do Foot-Ball.
A caderneta é composta por 12 equipas: Belenenses, Sporting, Benfica, Casa Pia, FC Barreirense, União Futebol Lisboa, VFC Setúbal, Lusitano FC (Vila Real de Santo António?), Carcavelinhos, Académica de Coimbra, FC Porto e Olhanense.

Como se disse, esta colecção comportava um concurso que atribuía um total de 55 prémios, com uma grande variedade de artigos. O primeiro prémio era uma máquina de escrever portátil da marca UNDERWOOD, o segundo prémio, uma bicicleta e o terceiro prémio um gramofone, e por aí abaixo, incluindo produtos da própria Fábrica de Chocolates Regina. Ainda 1 camarote de 1ª no Coliseu dos Recreios, 1 camarote para o Cinema Olímpia, 1 par de botas de foot-ball, 5 Kg de "fino" bacalhau, 1 estojo para barba, uma raquete de ténis, uma bengala, um queijo da serra, um chapéu de homem, um par de polainas, 12 garrafas de moscatel e muitos outros curiosos prémios. Deduz-se que a maior parte dos 55 prémios eram oferecidos pelas respectivas casas comerciais.

Para além de tudo, deveras curiosa era a forma de distribuição dos prémios, integrada numa festa devidamente organizada num Domingo, que teve lugar no Campo das Amoreiras, cedido pelo Benfica, e cujo programa constava dois jogos de futebol (um encontro entre estudantes de liceu, até aos 15 anos e outro entre "simpáticos" vendedores de jornais e aprendizes da Fábrica Metalúrgica de Santo Amaro, até aos 14 anos), corridas de bicicletas, corridas de sacos e jogo da rosa. O programa incluía ainda uma banda de música, um grupo de jazz e uma largada de balão, entre outras. O policiamento era assegurado por um grupo de escuteiros. Um programa deveras sui-géneris, convenhamos.

O acesso ao sorteio final deste concurso, bem como a entrada na festa de entrega de prémios, era assegurados por uma senha de participação que era atribuída contra a entrega da caderneta completa. Este tipo de condição, fez com que muitas cadernetas completas se perdessem. Infelizmente, este foi um estratagema seguido durante muitos anos por outras editoras, contribuindo para o desaparecimento de colecções completas. Os poucos exemplares hoje existentes em alguns coleccionadores são autênticas raridades.

A Fábrica de Chocolates Regina foi fundada em 1 de Novembro de 1927, tendo por isso uma longa tradição e faz parte do imaginário e das mais doces memórias de muitas gerações de portugueses. Actualmente a marca pertence à Fábrica de Chocolates Imperial, adquirida em 2000, por sua vez, desde 1973,  pertencente ao grupo RAR.



rebuçados azes do foot-ball regina 3

5/21/2009

Brindes dos detergentes

 brindes jua 01
Já tivemos a oportunidade de relembrar aqui a marca de detergentes JUÁ, muito popular nos anos 60 e 70.
Uma das características dessa marca, como aliás de outras congéneres, era a frequente oferta de brindes, alguns mais complexos, a exigir comparticipação do consumidor, mas outros totalmente de borla. Era o caso de uns pequenos bonecos plásticos em PVC, alguns, quase sempre, monocromáticos, mas outros pintados. 
 
Dessa altura, ainda guardo alguns exemplares. Deixo, em baixo, uma curta amostra com brindes de uma colecção de animais, distribuídos com o detergente AZUR. 
 
Acrescente-se que estes pequenos e simples brindes, tanto dos detergentes JUÁ, DET, AZUR e outros produtos populares nos anos 60 e 70, como os gelados RAJÁ e OLÁ, continuam a exercer um fascínio especial por parte de quem com eles conviveu, pelo que existem muitos coleccionadores e frequentemente aparecem em sítios de vendas e leilões, atingindo valores surpreendentes, dependendo, obviamnete,  da colecção a que pertencem e da qualidade e raridade dos mesmos. 
 
Estes pequenos bonecos estavam inseridos em colecções, muitas vezes reproduzindo bonecos de séries animadas que passavam na TV ou da banda desenhada.


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5/20/2009

O lavrador da arada – Viagens pelos livros escolares - 7

 

 

Deixámos aqui mais uma das lições nostálgicas do livro de leitura da terceira classe, intitulada “O lavrador da arada”.

Este poema cheguei-o a saber de cor, como muitos outros insertos nos livros de leitura do meu ensino primário.

o lavrador da arada 1

o lavrador da arada 2

(clicar nas imagens para ampliar)

 

*****SN*****

5/19/2009

Royco cup-a-soup – É do caneco…

caldos royco santa nostalgia


Quem já não ouviu falar das sopas instantâneas Royco? E Royco cup-a-soup? Creio que muita gente, até porque o vídeo publcitário ao produto, com o inconfundível Nuno Melo, tornou-se muito popular há uns anos atrás quando passou frequentemente na televisão.

É certo, porém que a marca e o produto Royco, são bem mais antigos, com origem no princípio dos anos 50, em França, então apenas com sabor a galinha. Mais tarde foi alargando o leque de sabores, como carne de vaca e legumes e também sabores exôticos, característicos de países asiáticos, como a Índia. O conceito de então era o mesmo dos nossos dias, ou seja, sopas instantâneas a que basta juntar água e mexer.

Não creio que entre nós se tenha tornado num produto muito popular, até porque quase não se vê nas prateleiras dos hipermercados mas há países que são fortes consumidores deste tipo de comida prática e rápida, nomeadamente os Estados Unidos.
Veja-se que no cartaz publicitário de cima, de meados dos anos 60, os caldos Royco eram apresentados como saborosos e ideais para começo de refeições.

A Royco, com predominância no mercado de França, Holanda e Bélgica, actualmente pertence à empresa Campbell´s Soup Company, multinacional norte-americana, fundada em 1869 por Joseph Campbell, vendedor do frutas e Abrahan Anderson, fabricante de latas, então com a designação de Joseph A. Campbell Preserve Company. Os objectivos iniciais da empresa passavam por enlatar tomates e vegetais e outros condimentos. Só em 1895, altura em que a estrutura inicial da empresa já tinha sido alterada, é que foi introduzida a famosa sopa pronta, à base de tomate. Este produto rapidamente tornou-se popular e no início do séc. XX a empresa já disponibilizava comercialmente vários tipos de sopas.

Com o fornecimento de sopas enlatadas às tropas  americanas na I Grande Guerra, os produtos da empresa afirmaram-se definitivamente, pela sua qualidade nutritiva e pela facilidade na logística de transporte, conservação, distribuição e preparação.
Como é natural, os processos de fabrico e marketing foram evoluindo ao longo dos tempos e a empresa foi-se expandindo, adquirindo outras empresas e produtos similares e actualmente mantém uma presença em mais de uma centena de países, empregando quase 20000 funcionários.
Royco cup-a-soup. É do caneco…

Campbell´s na Wikipedia

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