6/10/2009

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

 

dia de camoes dia de portugal 10 de junho santa nostalgia

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PORTUGAL

Minha terra, quem me dera
Ser humilde lavrador,
Ter o pão de cada dia,
Ter a graça do senhor!
Cavar-te por minhas mãos,
Com caridade e amor.

Minha terra, quem me dera
Ser um poeta afamado,
Ter a sina de Camões,
Andar em naus embarcado,
Mostrar às outras nações
Portugal alevantado.

 

 

António Correia de Oliveira

 

 

*****SN****

6/09/2009

Luis de Camões – Viagens pelos livros escolares - 10

 

Amanhã, dia 10 de Junho, será feriado, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades.
A figura de Luis de Camões é por demais conhecida pelo que não se justifica aqui grandes apontamentos biográficos.
Quero apenas trazer à memória mais uma lição do meu livro de leitura da terceira classe. Como não podia deixar de ser, Camões é uma das ilustres figuras da nossa História ali presentes, a par de nomes como D. Afonso Henriques, D. Dinis, D. João I, D. Nuno Álvares Pereira, o Infante D. Henrique, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, etc.
Quanto às minhas memórias de criança sobre esta data, recordo sobretudo as cerimónias transmitidas pela televisão, a partir do Terreiro do Paço, em Lisboa,  onde o Governo de então condecorava algumas figuras públicas e de modo especial os heróis da Guerra do Ultramar. Recordo ainda uma colecção de cromos, editada pela Agência Portuguesa de Revistas, com ilustrações de Carlos Alberto Silva, sobre a qual falarei aqui proximamente.

Quanto a Camões, para a criançada, para além da sua história que se aprendia, por lhe faltar um olho, era sobretudo o "mirolho". Por outro lado, o seu nome era propício a trocadilhos brejeiros.
Na escola, eu gostava de desenhar o Camões, com a sua venda tipo pirata, a pena de escrever e os Lusíadas nas mãos e sobretudo a sua gola ondulada no pescoço, à moda da época.

 

As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

luis de camoes livro de leitura da terceira classe 01

luis de camoes livro de leitura da terceira classe 02

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*****SN*****

6/08/2009

O Regador Mágico - Pardon My Genie

Quem se recorda da série de TV “O Regador Mágico” ? Era uma série bastante divertida e nessa altura eu fazia tudo por não perder um episódio.

“O Regador Mágico”, no original inglês “Pardon My Genie”, foi uma séria produzida pela Thames Television, entre 1972 e 1973. Teve duas temporadas de 13 episódios cada, totalizando por isso 26 episódios, cada um com uma duração de 30 minutos.

Em Portugal a série foi exibida na RTP pouco tempo depois, pelo que me recordo dela ainda a preto-e-branco.

Não me recordo com exactidão de alguns pormenores, mas consigo lembrar-me que a série girava em torno de um regador mágico, uma espécie de lâmpada mágica de Aladino, no qual habitava um génio. Esse regador, descoberto de forma acidental, pertencia a um rapaz, de nome Hal Adden (interpretado por Ellis Jones), um pouco estouvado, empregado de uma loja (Thos A. Cobbledick), uma espécie de bazar ou drogaria. Sempre que havia necessidade, pelos mais diversos motivos, o rapaz esfregava o regador e lá aparecia o génio que lhe satisfazia os pedidos. É claro que a maior parte das vezes a concretização desses pedidos originava situações deveras inesperadas, principalmente perante o seu patrão, Mr. Cobbledick, e a filha deste, Patricia Cobbledick (que desconheciam a situação do regador mágico),  e por isso divertidas. 

O génio muitas vezes interagia com o seu mestre mas sem que este o requisitasse, mas apenas em função dos seus pensamentos ou comentários. Por outro lado, nem sempre a magia corria bem, por isso com resultados caricatos. Como se compreenderá, este génio do regador mágico não tinha limite de desejos, como o da lâmpada mágica, que apenas concedia três únicos pedidos. Face a isto, as situações de magia eram frequentes para gáudio dos telespectadores, pequenos e até mesmo adultos.

A figura do génio teve dois diferentes intérpretes (Arthur White e Hugh Paddick). Pessoalmente gostei mais da figura do segundo. Do mesmo modo, cada temporada teve o seu genérico de abertura diferenciado.

Nessa altura, ainda com uma forte imaginação de criança, sempre que passava pelo velho regador de lata da minha mãe, ficava tentado a esfregá-lo na expectativa de ver lá saír o génio e assim satisfazer os meus mais secretos desejos que, nessa época, confesso, não seriam muito extravagantes: Uns brinquedos, umas guloseimas, uns cromos e pouco mais.

o regador magico santa nostalgia 1

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Casting:

Ellis Jones - Hal Adden (26 episódios, 1972-1973)

Roy Barraclough - Mr. Cobbledick (26 episódios, 1972-1973)

Lynnette Erving - Patricia Cobbledick (15 episódios, 1972-1973)

Joe Dunlop - PC Appleby (14 episódios, 1972-1973)

Arthur White - The Genie (14 episódios, 1972-1973)

Hugh Paddick - The Genie (13 episódios, 1972)

6/06/2009

Provérbios, rifões ou ditados populares - 1

 

Fazem parte da minha memória desde criança, os provérbios, ditados ou rifões populares. Cada um deles, na sua simplicidade, carrega importantes ensinamentos adquiridos por gerações com base na experiência de um quotidiano quase sempre ligado à vida do campo. Um provérbio dito no contexto certo diz mais que muitos considerandos.

Vou deixar por aqui, às prestações, alguns muito característicos da minha terra. Naturalmente, alguns serão também comuns a outras regiões, com maior ou menor aproximação, quer na construção quer no significado, que, creio, será perceptível à maioria dos meus leitores.

 

burro com livros burro carregado de livros burro doutor santa nostalgia

- Um burro carregado de livros é doutor.

- A pensar morreu um burro.

- Porque um burro dá um coice, não se lhe há-de cortar a perna.

- Quem não pode aluga um burro.

- Uma sardinha ao longe carrega um burro.

- Abundante a chuva, gorda a uva.

- A gado que roe nunca faltaram farrapos.

- À custa dos tolos riem-se os assisados.

- Alegrai-vos tripas, que aí vai vinho!

- Antes ser martelo que bigorna.

- A lã nunca pesou ao carneiro.

- A fome é sombra da miséria.

- Barriga vazia nem força nem ideia.

- Barriga vazia não padece de azia.

- Bem se canta na Sé, mas é quem é.

- Bem fala o são ao doente.

- Bem fala Frei Tomás. Olhai p´ró que ele diz e não p´ró que faz.

- Com cunhas é que se racham pedras.

- Deus é bom e o diabo não é mau.

- Depois que foge o coelho todos dão bom conselho.

- Deus dá o pão mas não amassa a farinha.

- Devagar que tenho pressa.

- Duas mós ásperas não fazem farinha.

- Enquanto o pau vai e vem folgam as costas.

- Falai no Mendes, à porta o tendes.

- Gente nova e burros velhos botam o mundo a perder.

- Macaco velho não põe pé em galho seco.

- Graças a Deus muitas, graças com Deus, poucas.

- Grilo cantador sinal de calor.

- Mulheres, mulas e muletas, tudo se escreve com as mesmas letras.

- Nem sempre galinha e nem sempre sardinha.

- Melro que pia o poiso denuncia.

- Nunca faltou casa ao vivo e cova ao morto.

- O sino chama para a missa mas não vai a ela.

- O que é doce nunca amargou.

- Pai galego, filho fidalgo, neto ladrão.

- Pelo sim pelo não, levar o chapéu na mão.

- Por falta de um alho não se há-de perder o molho.

- Onde vires o corpo bota carga.

- Quem engorda os bóis são os olhos do dono.

- Quando a raposa anda aos grilos, mal da mãe pior dos filhos.

- Quem cabritos vende e cabras não tem, dalgures lhe vem.

- O que tem telha é telhado e quem tem telha é telhudo.

- Vaca magra dá leite de cabra.

 

*****SN*****

6/05/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 10

 Voltamos à publicação de mais alguns interessantes modelos de roupas dos anos 60, indicadas para crianças e adolescentes. A simplicidade volta a marcar a diferença.

vestuario roupa anos 60 p10 01

vestuario roupa anos 60 p10 02

vestuario roupa anos 60 p10 03

6/04/2009

Genérico de abertura da RTP – Marcha “Derby Day”


Uma das mais fortes memórias ligadas à RTP, principalmente dos anos 60 e 70, era a música de abertura das suas emissões diárias. Esse genérico era uma espécie de chave de entrada para o mundo maravilhoso da televisão e de modo especial dos nossos programas preferidos dessa época. Os desenhos animados e os filmes infanto-juvenis eram, obviamente, os mais desejados.
Numa altura em que a RTP abria a emissão apenas a seguir ao almoço, recordo-me de esperar ansioso a olhar para a mira técnica ansiando ouvir a música mágica porque com ela abria-se a "janela".
Quanto à música, trata-se da primeira parte de uma marcha militar de autoria de um compositor canadiano, Robert Farnon - 24 de Julho de 1917/22 de Abril de 2005-, intitulada no original "Derby Day". 
 
No Youtube: Link 1 - Link 2


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