6/29/2009

Os caminhos de Noële – Série TV

 Na RTP, em 1972, era exibida a série de TV "Os caminhos de Noële", no original francês "Noële aux quatre vents", uma adaptação de Jean Chouquet à novela de Dominique Saint-Alban (pseudónimo de Jacques Tournier) e com realização de Henri Colpi.

Em França a série foi exibida na ORTF a partir de Novembro de 1970.
A série de TV pretendeu dar continuidade ao êxito da versão em folhetim radiofónico transmitido em França entre 1965 e 1969.
Dentro da filosofia dos folhetins, a série TV comportava 85 episódios de cerca de 15 minutos cada.

Em Portugal, na RTP, a série foi exibida em episódios de cerca de 30 minutos cada  pelo que deduzo que seriam exibidos 2 episódios originais de 15 minutos cada, seguidos. Esta é uma mera dedução pois pelas minhas memórias e dados disponíveis, não consegui confirmar esta situação. Na Internet quase não existem referência a esta série.
Quanto à história, é claro que já não me recordo de muita coisa de modo pormenorizado, mas sei que girava à volta da figura de Noële, interpretada por Anne Jolivet, figura muito popular em França, nos anos 60 e 70. Noële era uma bela rapariga, romântica, que descobre que afinal o seu pai não era quem supunha ser, mas sim um rico armador grego.  Por conseguinte, seria uma história quase do dia-a-dia de Noële, sua família e amigos, encontros e desencontros, amores e desamores, como é próprio dos folhetins, antepassados das actuais telenovelas.

Pessoalmente recordo-me da série, mas confesso que apenas assisti ocasionalmente a poucos episódios, mas lembro, igualmente, que era muito popular e seguida com rigor religioso pelas mulheres, a exemplo do folhetim radiofónico "Simplesmente Maria", que passou na Rádio Renascença sensivelmente pela mesma altura.

Casting:
- Anne Jolivet : Noële Vaindrier
- Jean-Claude Charnay : Jean-François Saulieu
- Alain Libolt : Ugo Luckas
- Pierre Mondy : Gilles Vaindrier
- Rosy Varte : Nicole Vaindrier
- Katharina Renn: Delpina Karrassos
- Jacques Harden : Yannis Karrassos
- Jean Davy : M. Saulieu
- Sylvain Joubert : Denis Maréchal
- Madeleine Damien : Mme Marie
- Angelo Bardi : Ugo Peretti
- Nicole Maurey : Lisette Andrieux
- Élisabeth Guy/Élisabeth Depardieu : Marie-Hélène
- Nelly Borgeaud : Helena Bonelli
- Lucienne Lemarchand : Mme Saulieu
- Philippe March : M. Baxter
- Emmanuel Delivet : Brémaut


Noele aux quatre vents 2
Noele aux quatre vents 3
os caminhos de noele Gilles Vaindrier
- Gilles Vaindrier, interpretado por Pierre Mondy
Noele aux quatre vents 5

- Noële, interpretada por Anne Jolivet

Noele aux quatre vents

Noele aux quatre vents 4
- Capas do romance que deu origem à série.

6/27/2009

Sporting Clube de Portugal - 1982

 

sporting equipa 1982 santa nostalgia

Esta formação da equipa do Sporting Clube de Portugal foi extraída de uma caderneta de cromos do ano de 1982. Uma equipa de luxo, com grandes nomes do futebol nacional como Manuel Fernandes, Oliveira, Jordão, Eurico e Inácio, entre outros.

Como curiosidade, na imagem são fornecidos os nomes dos jogadores sendo que a formação não segue essa ordem. Quem será capaz de ordenar os respectivos nomes?

Finalmente, refira-se que o Sporting foi campeão nacional na época 81/82, com 46 pontos, seguido do Benfica com 44 e o FC Porto com 43 pontos. Na época seguinte, 82/83, o Benfica sagrou-se campeão com 51 pontos seguido do FC Porto com 47 e Sporting com 42 pontos.

Ao nível do campeonato nacional de futebol, os anos 80, incluindo as épocas 79/80 e 89/90, foram dominados pelo Benfica, embora de forma relativamente equilibrada entre o FC Porto. Efectivamente o Benfica obteve 5 títulos (80/81, 82/83, 83/84, 86/87 e 88/89) e o FC do Porto conseguiu 4 (84/85, 85/86, 87/88 e 89/90). O Sporting ficou-se por 2 títulos (79/80 e 81/82). Todavia, nas décadas seguintes, até aos dias de hoje, o FC do Porto logrou obter o domínio das classificações. Quanto ao futuro, a ver vamos.

6/25/2009

Selecção Nacional de Futebol – Os Magriços - 1966

 

Publica-se aqui uma das fantásticas equipas da selecção nacional de futebol. No caso, uma das formações presentes no Mundial de Futebol de 1966, organizado em Inglaterra, onde Portugal realizou uma excelente campanha, caíndo apenas nas meias-finais frente à selecção da casa. Obteve assim o terceiro lugar na prova.

Quem será capaz de identificar a formação (para além do Eusébio)?

seleccao nacional futebol 66 santa nostalgia

(clicar na imagem para ampliar)

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6/24/2009

Caderneta de cromos de caramelos – Os famosos do futebol português– 71/72 – Divertimentos Zélito

os famosos do futebol portugues zelito santa nostalgia 01

A caderneta de cromos de caramelos “Os famosos do futebol português”, é uma edição da casa Divertimentos Zélito, da Amadora, referente ao Campeoanto de Futebol da 1ª Divisão da época 71/71.

A colecção é composta por 176 cromos, correspondentes a 16 equipas de 11 cromos cada. Os emblemas estavam estampados na própria caderneta.

Equipas representadas: Sporting, Benfica, Porto, Setúbal, Guimarães, Académica, Belenenses, CUF, Atlético, Barreirense, Leixões, Farense, Boavista,Tirsense, Beira-Mar e U.Tomar.

As colecções de cromos de caramelos, deixaram de se produzir sensivelmente a partir de meados dos anos 70. Assim, comparativamente às décadas anteriores são relativamente poucas as edições de cromos de caramelos editadas neste período.

Os cromos em envelopes surpresa, bem como o sistema de cromos autocolantes, bem como ainda a significativa melhoria dos recursos gráficos, são factores que determinaram a extinção dos cromos de caramelos. Hoje são autênticas relíquias, raras, caras e cobiçadas pelos bons coleccionadores.

Como curiosidade, a época futebolística da época 71/72 foi ganha pelo Benfica, seguido do Setúbal, Sporting e CUF. Desceram à 2ª Divisão as equipas da Académica e FC Tirsense as quais na época seguinte (72/73) foram substituídas pelo Montijo e U. de Coimbra.

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- Equipa do F.C. Porto representada na capa da caderneta. Alguém saberá identificar a totalidade da equipa?

6/23/2009

O cavalo e o leão – Viagens pelos livros escolares - 12

 

Continuando a rubrica “Viagens pelos livros escolares”, de novo regressámos ao livro de leitura da terceira classe. Desta feita, recordamos a lição “O cavalo e o leão”.

Esta história deixa-nos uma lição de esperteza por parte do cavalo, face à arrogância do leão. Neste caso, ao cavalo não bastou a inteligência mas também a força. Podemos assim deduzir que nem sempre a esperteza por si só é solução para os casos da vida mas apenas quando aliados à força, que é como quem diz, ao trabalho, à dedicação, ao sacrifício, à educação e disciplina.

Quando na terceira classe aprendi esta lição, apesar de tudo ficava sempre com alguma pena do pobre leão, com aquela dor de cabeça que o deixou a ver estrelas.

Quem não se recorda desta passagem do seu livro da terceira classe?

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

 

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Santa Nostalgia

rebucados zoologicos santa nostalgia

O blogue SANTA NOSTALGIA, temo-lo já dito aqui, não tem quaisquer outros pretenciosismos senão os de partilhar memórias e recordações que certamente são comuns a muitos portugueses, fundamentalmente localizadas no tempo entres os anos 1960 e 1980.

O SANTA NOSTALGIA está quase a completar 3 anos, (apenas em 25 de Julho) embora com um início pouco regular. Apesar disso, tem vindo a crescer dia-após-dia em número de visitas e comentários, o que nos dá alento à sua continuidade. Por email também temos recebido inúmeros contactos de incentivo.

É certo que existem alguns blogues com conceitos algo idênticos, o da partilha de memórias e recordações passadas, com destaque temporal para os anos 80 e 90, mas nem por isso os consideramos como concorrentes e como tal considera-se que cada um tem justamente o seu espaço próprio.   

Sem particularizar, com uma análise mais ou menos atenta, verifica-se, contudo, que a maioria desses espaços usam e abusam dos vídeos do Youtube, como sendo “pau para toda a colher”. Faz-se apenas essa inclusão e, pronto, já está! Um post pronto a publicar, sem quaisquer outros considerandos pessoais ou gerais sobre o tópico ou assunto, que digam qualquer coisa mais aos visitantes. Ou seja, um produto com muita casca mas com pouco ou nenhum sumo.

Cada qual faz como quer e como pode, é certo. Por nós, dentro do possível, procuramos quase sempre dizer algo mais sobre o tema publicado, quer numa abordagem de vivência pessoal, quer referindo alguns aspectos contextuais, mais ou menos técnicos. Esta vertente, no entanto, pode por vezes não ser tão rigorosa ou extensiva como desejaríamos e isto porque a maior parte dos casos recorremos apenas à memória, pura e dura, já que nem sempre existe a informação pretendida. Por isso, são sempre bem vindas correcções e informações adicionais por parte dos nossos visitantes.

A este propósito, e porque aqui recordamos várias séries de TV, temos solicitado por diversas vezes informações aos serviços de arquivo da RTP mas, infelizmente, as ínúmeras questões colocadas, principalmente relacionadas com aspectos técnicos, nunca conheceram resposta. Uma ou outra foi respondida meses depois e com um sintomático esclarecimento do género:  "desculpe mas não dispomos de elementos que possam ajudar!". São estes os serviços públicos que temos.

Face a esta situação, torna-se uma missão quase impossível prestar muitos detalhes técnicos sobre determinadas séries, já que por vezes, na própria Internet essas informações são escassas ou até inexistentes o que obriga a um trabalho suplementar de pesquisa.

Apesar desta simplicidade dos artigos resultantes das nossas simples recordações e memórias, há quem nos honre com a cópia de alguns artigos e imagens. Uns fazem-no dentro das boas regras, citando e ligando a fonte, outros porém, fazem-no de forma abusiva, reproduzindo artigos na íntegra, como sendo de sua autoria, portanto sem qualquer referência ao autor e origem. Mesmo depois de contactados, mantêm a mesma atitude. Lamentável. Poderia aqui deixar os links de alguns espaços onde isso foi detectado, mas, talvez noutra altura. Por ora, pensamos que seria dar publicidade a quem a não merece, já que por vezes essa postura tem precisamente esse objectivo oportunista.

Portanto, se andar por aí a matar saudades e reviver memórias passadas não se surpreenda se encontrar, sem qualquer referência à fonte,  imagens e artigos reproduzidos do SANTA NOSTALGIA.

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