7/27/2009

Festas e romarias – A procissão

 

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(páginas do “Livro de leitura da primeira classe” - clicar nas imagens para ampliar)

Será já no próximo fim-de-semana a festa anual da minha aldeia. Como manda a antiga tradição, é o primeiro Domingo do mês de Agosto a determinar a data. Tempos houve em que a festa se resumia ao dia de Domingo, mas já há bastantes anos que se prolonga de Sábado a Segunda-Feira e mais recentemente foi-lhe acrescentada a Sexta-Feira.


A festa da minha aldeia na actualidade é idêntica a muitas outras que ocorrem por estes meses de Verão em quase todas as aldeias deste nosso Portugal. Desde as mais humildes e discretas até às mais populares, extravagantes e despesistas, há-as para todos os gostos e em todos os recantos, desde o Minho ao Algarve, desde o Litoral até ao Interior, não esquecendo, naturalmente, os Açores e a Madeira.


Actualmente estas festas e romarias continuam a ser diferenciadas principalmente pelas dimensões e respectivos orçamentos, quase sempre desmesurados, mas no resto uniformizaram-se nas suas características. A componente religiosa, quase sempre a génese das mesmas, como a devoção ao santo ou à santa, o pagamento de votos, promessas e orações, há muito que tem sido relegada para um plano secundário e meramente formalista. Em contraponto, ganhou predominância o lado profano, com vastos programas musicais, onde predomina o brejeirismo “pimba” e elementos de diversão. Assim, não há festa popular que se preze que não conste no seu cartaz alguns cantores da nossa praça, a banda de música de baile, o seu parque de diversões, com pistas e carrocéis, as roullotes das farturas e bifanas e as tendas dos chineses, africanos e marroquinos, à mistura com as barracas de fruta, brinquedos, calçado e roupa.
Depois, barulho, muito barulho, numa profusão e mistura de sons.


As partes religiosas habitualmente constam de missa solene, em honra do santo ou santa da terra, com pregador encomendado fora da terra e depois a procissão, mais ou menos solene, acompanhada habitualmente pela banda filarmónica.

Apesar de tudo, nomeadamente desta generalização imposta pelos conceitos consumistas da aldeia global, felizmente ainda há tradições, traços e características muito próprias que se vão mantendo em muitas dessas romarias. São raros os exemplos, é certo, mas principalmente no interior, ainda subsistem romarias muito genuínas com as tradições ainda muito vivas. No caso da festa da minha aldeia, digamos que as coisas já foram mais genuínas mas ainda há aspectos que preservam costumes bem antigos.


De todas essas tradições, a procissão solene apresenta-se como elemento comum em quase todas as romarias mas infelizmente também já muito adulterado. Já quase ninguém se ajoelha à passagem do Santíssimo, já quase não há colchas coloridas e bordadas nos parapeitos das janelas ao longo do percurso atapetado de grafismos com flores. Os andores continuam lá, é certo, mas a devoção escasseia. Outrora estes eram enfeitados com as flores da época (rosas, cravos, agapantes, etc), de forma modesta mas condizente com a simplicidade e ascetismo da vida terrena dos santos. Hoje em dia o luxo e a vaidade chegaram aos andores, com lojas de floristas competindo entre si numa extravagância despropositada de modelos e flores exôticas importadas, à mistura com outros elementos decorativos nada adequados.


Vai longe o tempo da procissão genuína, aquela dos versos de António Lopes Ribeiro, cantada (ou dita)  pelo João Villaret ou a pintada pela sublime arte de José Malhoa. A procissão transformou-se, assim, em mais um elemento alegórico feito essencialmente para a vista, para os olhos, e menos, muito menos, para a alma, para o espírito. Sinais dos tempos.

Tocam os sinos na torre da Igreja…

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia, que Deus a proteja,
Vai passando a procissão.

Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o so-li-dó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior vai aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

7/25/2009

Crónica Feminina - 383 - 26 de Março de 1964 - Shirley Jones - The Partridge Family

 

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(clicar na imagem para ampliar)

 

Capa da revista Crónica Feminina, de 26 de Março de 1964. Na capa, a bela Shirley Jones. Recorde-se que esta actriz e cantora tornou-se muito popular com o seu desempenho na série TV "The Family Partridge" .

A série, produzida pela ABC entre 1970 e 1974, comporta um total de 96 episódios, de cerca de 30 minutos acasa, distribuídos por quatro temporadas.

Na RTP, foi exibida sensivelmente no mesmo período e recordo-me de passar às segundas-feiras, pelas 13:15 horas, logo quase a seguir à abertura da emissão e tinha repetição no 2º canal por volta das 20:30 horas.

Recentemente foi reposta pela RTP Memória.

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Sobre a  série:

Shirley Partridge, uma viúva, vive com os seus cinco filhos num bairro de uma grande cidade. Um dia os filhos pedem-lhe que os acompanhe como vocalista na gravação de uma canção chamada "Think I Love you". Para surpresa de toda a família o tema alcança um êxito estrondoso e conseguem vendê-lo a uma grande discográfica...
Este é o começo de uma grande tournée musical que a família vai realizar pelos Estados Unidos num autocarro muito pitoresco, apresentando ao vivo a música que eles próprios fazem.

fonte: RTP Memória

 

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7/24/2009

Chegada do Homem à Lua

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A propósito dos 40 anos sobre a chegada do Homem à Lua, ressuscitaram algumas teorias de conspiração quanto ao facto de tudo ter sido uma encenação, filmada secretamente algures no deserto do Nevada.
Tenho para mim que as teorias de conspiração são sempre bons exercícios da imaginação e servem para espicaçar as célulazinhas cinzentas, como diria Poirot. É verdade também que conseguem sempre lançar dúvidas nos mais cépticos e dados a estas teorias.

No caso da chegada do homem à Lua, pessoalmente entendo que realmente não faz sentido, desde logo porque a União Soviética também estava na corrida e certamente que tinha meios para comprovar e desmascarar qualquer ocorrência falseada promovida pelos americanos.

Por outro lado normalmente estas teorias, quase todas baseadas nas análises das fotografias disponibilizadas pela NASA, e que exploram algumas situações relacionadas com a projecção das sombras,  da luz, da gravidade, entre outras desconfianças, reportam-se no geral à primeira alunagem esquecendo-se que existiram posteriormente mais algumas missões com êxito. Efectivamente depois da Apollo 11, seguiram-se mais 6 missões sendo que 5 delas pousaram na lua. Por isso foram já 12 os astronautas que caminharam em solo lunar.

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Pessoalmente, recordo-me  razoavelmente de assistir à transmissão do acontecimento pela RTP, a preto-e-branco. Fascinavam-me todas aquelas imagens do Centro Espacial, com vários cientistas rodeados de tecnologias a comunicarem com os astronautas.

Na minha inocência de criança recordo-me de à noite vir para o exterior olhar para a lua a tentar ver os astronautas e o módulo lunar. Talvez influências do Tintin, que já lia nessa altura. O seu autor, Hergé, notavelmente, conseguiu antecipar esse velho sonho do Homem. É verdade que a imaginação é uma verdadeira máquina do tempo mas em muitos aspectos a viagem de Tintin não foi muito diferente da Apollo 11. Mesmo ao nível das tão polémicas sombras, um dos argumentos dos cépticos, repare-se que Hergé fez esse trabalho quase rigoroso, tendo em conta a baixa posição do sol relativamente à Lua, desenhando umas sombras extraordinariamente longas, mesmo as resultantes das pequenas saliências do Mar da Tranquilidade.

Não duvido que a famosa frase  Neil Armstrong foi previamente decorada e ensaiada mas corresponde à descrição real do acontecimento. Efectivamente foi um pequeno passo para o Homem mas um grande salto para a Humanidade. Nessa altura, porém, eu não tinha a percepção de tal importância. Essa aventura espacial continuava a ser tangível sobretudo nas páginas da banda desenhada em heróis como o Tintin,  Flash Gordon e Buck Rogers.

7/23/2009

Betty Boop, a raínha do glliter


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Betty Boop, a boneca mais sensual da Banda Desenhada faz hoje 75 anos, por isso uma velhinha de respeito.
Frágil, elegante, olhos grandes, boquinha pequena, a formar beicinho, pernas bem torneadas, medidas exactas, ombros e pernas nuas, liga na perna esquerda, voz suave em que pronunciou vezes sem conta o famoso "boop-oop-a-doop"… (fonte).

Confesso que em criança nunca fui muito apreciador da Betty. Deslumbravam-me mais os cowboys montados nos seus rápidos cavalos a galgar pradarias a combater os Sioux, os Apaches e outros índios.
Com o avançar dos anos, com outras apreciações mais amadurecidas, continuei a não ligar muito à Betty apesar de ser impossível não reparar naquele corpo torneado e sensual. No resto, Betty até poderia perder a grande cabeça, mesmo sabendo que muitos de carne-e-osso perderam-na por causa de um corpo de tinta e papel. Talvez pela sua cabeça desproporcionada, sempre achei a Betty Boop "uma cabeça-no-ar", uma tontinha "cabeça-de-vento", bem à imagem estereotipada de algumas mulheres de Hollywood.

É claro que sempre gostei de Banda Desenhada e do sucedâneo cinema de animação, paixão que ainda hoje prevalece. Mas, volto a dizer, a bonequinha Betty, que se fosse humana seria hoje uma respeitável avó, nunca mereceu a minha atenção talvez porque o seu contexto não fosse o de aventuras e porque andasse eu demasiado entretido com os tais cowboys, como Tex Willer, Matt Marriot, Cisco Kid, Roy Rogers ou mesmo o enigmático justiceiro do anel da caveira, o Fantasma. Também o corsário Sandor, o viking Ogan e o Oliver - Robin dos Bosques, heróis regulares das edições do Falcão, eram motivo de distracção. Betty estava condenada a ser posta de lado pelo fascínio do Príncipe Valente e a sua “espada cantante” imortalizado pelo traço inconfundível de Hall Foster ou Tarzan, o rei da selva, enfrentando leões de punhal e tanga e mesmo o mágico da cartola, Mandrake. 

Num tão amplo universo de heróis, valentes e destemidos, armados até aos dentes com revólveres, flechas e espadas, não sobrou espaço para os olhos meigos e o beicinho amuado da Betty. Achava eu que era um caso de meninas. Esta tese de então confirma-se hoje em dia já que a boneca mais sensual do mundo, a quem a esquelética Barbie não chega aos cotovelos de tanta sensualidade, está na moda em tudo o que é Facebook ou Orkut de meninas, sendo apresentada com o seu vestidinho ajustado ao corpo a cintilar de estrelas e diamantes. A Betty Boop tornou-se assim a rainha do Glliter competindo com os ursinhos e os anjinhos.
Mas, pronto, reconheço que é uma figura incontornável da história dos comics, demasiado sensual para o seu tempo, uma ousadia que lhe valeu várias censuras de uma América hipocritamente conservadora, e como tal merece ser recordada à passagem desta efeméride. Para além do mais, continua a exibir uma belas pernas e a sua liga ainda lá está intacta.

Barabéns, Betty Boop! Boop-oop-a-doop!

Cromos de caramelos – Heróis do Desporto – 55/56 – Joneca, L.da

 

 

Hoje deixamos aqui a memória sobre a caderneta de cromos de caramelos "Heróis do Desporto", uma edição da JONECA, L.DA, do Montijo. A caderneta tem o subtítulo de “Estampas coloridas dos principais futebolistas portugueses”. Verifica-se assim que os termos “cromo” ou “cromos” ainda não eram muito usuais.


A caderneta integra todas as equipas que nessa época participaram no Campeonato de Futebol da 1ª Divisão da época 55/56 e que estão indicadas na tabela classificativa abaixo reproduzida.


Como se constata, o vencedor desse campeonato foi o FC do Porto, com o mesmo número de pontos que o SL Benfica mas com melhor goal-average e confronto directo. Na terceira posição ficou o Sporting. O SC Braga desceria à 2ª Divisão sendo substituído na época seguinte pelo Oriental de Lisboa. Não deixa de ser curioso que nesta época apenas tenha descido um clube ao passo que na época seguinte, com o mesmo número de participantes, foram duas equipas a descer de escalão. Peculiaridades do nosso futebol.


Ainda em relação à caderneta, esta mantém o grafismo clássico seguido pelas edições da época, ou seja, equipas formadas por 11 jogadores representados a corpo-inteiro sobre um fundo de duas cores: Verde, na zona do relvado e amarelo na parte superior. Nesta colecção ressalta a curiosidade do guarda-redes estar localizado centralmente sobre uma baliza desenhada na caderneta e ladeado por dois defesas.


A capa tem um grafismo interessante, com a reprodução de quatro bandeiras com os emblemas dos quatro grandes (Benfica, Sporting, Porto e Belenenses), ao centro uma bola e dois jogadores em movimento, represnetando a clássica dupla Benfica/Sporting. Sobre esta dupla, a curiosidade de que o Benfica nesse ano venceu em casa o Sporting por 3-0, perdendo na casa dos leões por 0-1. Já o Porto venceu o Benfica em casa por 3-0 e empatou 1-1 em Lisboa. O FC POrto voltaria a vencer duas épocas (58/59) depois já que pelo meio venceram o Benfica (56/57) e o Sporting (57/58).


Como era norma, a colecção implicava a saída de diversos brindes, muitos dos quais bastante úteis na escola, como lapiseiras, lápis, afias, etc.

 

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7/22/2009

A Família do Robinson Suiço - R. Wyss

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Acabei de reler o livro "A família do Robinson Suiço", de Johann Rudolf Wyss.
Trata-se de uma popular narrativa das aventuras de uma família suiça, com algumas semelhanças com Robinson Crusoé, de Daniel Defoe (de onde parece ter sido inspirada), e de "Dois anos de férias", de Júlio Verne.

Breve sinopse:

A família Robinson é formada pelo Sr. Starck, sua esposa Isabel e seus quatro filhos: Frederico, Ernesto, Rudly e Fritz, o mais novo.


Um dia, perante a notícia de que herdaram uma fazenda nos Estados Unidos, decidem emigrar para essa terra de esperança e oportunidades, fazendo a viagem a bordo de um navio de colonos. Todavia, já não muito longe do destino, a embarcação é apanhada no meio de uma feroz tempestade arrastando-a ao longo de vários dias para sudoeste. Os mastros quebraram e o navio a meter água ficou praticamente destruído, sendo abandonado à pressa pela tripulação, já com terra à vista.

Todavia, por um terrível esquecimento e pela precipitação dos tripulantes, a família Robinson foi esquecida e deixada para trás, entregue à fúria da tempestade e às mãos do destino. Este acabou por bafejar de sorte a Starck e à sua pobre família, que com coragem, tenacidade e fé em Deus, lá conseguiram arranjar meio de também eles chegarem a terra sãos e salvos, conseguindo ainda resgatar uma parte substancial do recheio do navio (alimentos, roupas, ferramentas, armas, madeiras, etc) que em muito os ajudaria a vencer a sua futura situação.


A história prossegue com todo um conjunto de situações quotidianas desde o reconhecimento e adaptação ao local onde aportaram até ao estabelecimento de uma nova vida, uma nova realidade, num meio desconhecido. Todas as situações dali decorrentes assentam nos valores da união familiar, sua inteligência e tenacidade. Só com estes atributos foi possível que a família encontrasse forças e formas de viver e subsistir.

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Esta situação de isolamento durou dez anos. Um dia é avistado ao longe um navio. Este foi alertado por dois tiros de um canhão montado na ilha a pensar numa ocasião semelhante. Apesar disso, inicalmente os Robinsons agiram com cautela no reconhecimento da tripulação, pois, prudentemente, suspeitaraim que poderiam ser piratas. Uma vez confirmada a identidade do pavilhão do navio e seus tripulantes, deu-se o encontro.

O capitão do Unicorne, Littleton, contou então que fora desviado da sua habitual rota entre Sidney e New Holland e que ali aportara para se reabastecer de água e lenha.
Perante este quase milagroso aparecimento de um navio, colocou-se o dilema do regresso ou da permanência. De facto, a família já acostumada ao seu modo de viver e à riqueza natural daquele local de acolhimento, ficou na dúvida. A esposa de Starck preferia ficar e este também já estava habituado àquele local. Para além do mais, tinham decorrido mais de dez longos anos e ambos estavam mais velhos, já sem o fulgor para reiniciar uma nova vida noutro local. Decidiram, pois, manter-se. Todavia, fizeram ver aos filhos as vantagens do regresso à civilização. Eram ainda jovens e estava em causa o seu futuro. Depois de tudo ponderado, Rudly e Ernesto optaram por permanecer com os pais. Frederico e Fritz acabaram por entender que seria melhor regressarem à Europa.

No Unicorne viajava uma família inglesa que rumava a New Holland para procurar um local tranquilo longe do rebuliço de Inglaterra. O Sr. Wolston viajava com a esposa e duas filhas. Depois de constatarem as excelentes condições do local e as maravilhosas qualidades daquela terra generosa, a que compararam a um paraíso, bafejado por Deus, tomaram a decisão de também ali ficaram com os Robinsons, que prontamente aceitaram partilhar aquela terra. Uma das filhas de Wolston também decidiu ficar com os pais enquanto que a irmã decidiu continuar a viagem até New Holland.


Antes da partida, Starck Robinson escreve a narrativa daquela aventura para que Frederico a publique na Europa. Pretendia com isso transmitir os valores que pautaram aquela família e os esforços conjuntos na adpatação e nas dificuldades do dia-a-dia: Paciência, coragem e perseverança. Destacava ainda coisas que considerava importantes e fundamentais: Primeiro, uma inteira confiança em Deus; de seguida uma constante força de vontade que fazia avançar perante as dificuldades surgidas e finalmente, o melhor aproveitamento da inteligência, da força e da habilidade que a Natureza lhes concedera.

Este é o resumo breve de um livro que se lê com gosto. É uma escrita objectiva, sem os grandes pormenores narrativos de Júlio Verne, por exemplo, mas mesmo assim traduz-se numa excelente aventura, principalmente numa perspectiva de leitor adolescente, como aconteceu quando li a história já há uns anos.

Depois, numa época em que os valores morais são já considerados bibelots conservadores e ultrapassados, os valores emergentes desta aventura realçam precisamente a importãncia dos mesmos como componente fundamental de uma verdadeira vivência filial e fraterna.

Neste sentido, apesar de ser uma aventura quase ligeira e até com um certo ar de déjá vu em versão familiar, tendo em conta a versão do solitário Robinson Crusoé, não deixa de transmitir uma importante lição que continua fazer sentido, talvez redobrado, nos dias que correm.

Soube bem reler A Família do Robinson Crusoé.

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