9/09/2009

OMO – Detergente que lava mais branco

detergente omo santa nostalgia 08092009

Já tivemos a oportunidade de falar aqui do detergente da roupa OMO, uma marca que fazia  parte do quotidiano das donas-de-casa dos anos 60, como auxiliar na limpeza da roupa. Ainda se comercializa mas há muito que perdeu para marcas concorrentes a preponderância que teve nessa época. O seu slogan tornou-se nostálgico e inesquecível: OMO lava mais branco!

Hoje publicamos mais um cartaz publicitário do detergente OMO, estampado em meados dos anos 60.

Recorde o anterior artigo.

9/08/2009

Refrescos Tang – Refrescos Royal

 tang laranja 01 santa nostalgia
Por estes dias de calor, lá em casa têm-se experimentado as saquetas de pó TANG com sumo de laranja desidratado e de outros sabores, como morango, ananás, pêssego e maracujá. Pela reacção dos miúdos, a qualidade, boa ou má, não difere da dos refrigerantes adquiridos em garrafa, seja Sumol, Frisumo ou outros semelhantes. Mesmo não sendo regra quanto ao consumo destas bebidas na casa, a verdade é que o preço final sai mais em conta, principalmente como solução em ajuntamentos de família onde as muitas crianças bebem que se fartam.

O pó de cada saqueta de TANG é recomendado para 1 litro de refrigerante e equivale a 21 kcal. Comporta vitaminas A, B2, C e ácido fólico.
Para já, com esta situação, voltei a trazer à memória os antigos refrescos Royal e o artigo que fiz aqui há pouco mais de um ano. Voltei a recordar os meus tempos de criança e as quentes tardes de Verão refrescadas com Royal, quer em bebida, quer nos gelados que fazíamos. Era caso para se dizer que apetecia ter sede…

Finalmente, achei curiosa a designação do produto: Frutrição Tang Laranja. Noutros tempos, era apenas Refrescos Royal. Sem mais nem menos. Creio que não tinha sido o mesmo se a designação fosse Frutrição Royal. Não soa nem seria tão nostálgico.

tang laranja 02 santa nostalgia

9/07/2009

Os famosos do futebol português – 75/76 – Universal – Caderneta de cromos de caramelos

 

Hoje trago à memória a caderneta de cromos de caramelos OS FAMOSOS DO FUTEBOL PORTUGUÊS, uma edição da Universal, correspondente à época de 75/76. Esta caderneta parece ter sido a última edição da Universal e representou também o fim de um estilo tão característico que foi o dos cromos de caramelos, que dominou o mercado especialmente na década de 40 a 60.

Existem, é certo, várias cadernetas de cromos de caramelos ainda editadas nos anos 70, incluindo esta, mas o conceito já estava em decadência ou em abrandamento, com os cromos em envelopes surpresa a ganharem a preferência dos coleccionadores. Por isso, entre estes, considera-se que a primeira metade da década de 70 como o período de transição entre os dois conceitos de edição e venda de cromos.
Por este motivo, os cromos de caramelos, de modo especial da temática de futebol, são hoje em dia objectos queridos pelos coleccionadores, sendo muito raros e bastante valorizados. Uma caderneta pode atingir valores entre os 250 e 500 euros, ou mais e os cromos vendidos individualmente ou em pequenos lotes podem valer de 1 a 5 euros por unidade, dependendo da raridade e do estado de conservação.

Quanto a esta caderneta da Universal, reporta-se, como se disse, à época 75/76 do Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão. Apesar de ser considerada a derradeira edição desta profícua casa editora, manteve-se o clássico esquema de apresentação, ou seja, uma equipa por página, com o nome do clube na parte superior, 11 jogadores por equipa e o cromo adicional, correspondente ao emblema, neste caso, o último cromo de cada equipa. O cromo do emblema em várias colecções também ocorria habitualmente como o primeiro cromo de cada equipa ou até estampado na própria caderneta.
O formato da caderneta também é o habitual, sensivelmente o tamanho A4.
Os cromos apresentam um cenário vistoso, com um fundo amarelo e uma baliza por detrás do jogador. Este, como era a regra predominante está representado em pose de corpo inteiro. O nome do clube surge na parte superior, o número do cromo num círculo verde, ao lado da zona dos joelhos dos jogadores e o nome destes ao fundo. Nas laterais surgem barras floreadas. Simples mas vistoso no conjunto, uma das características dos cromos de caramelos.

A capa tem um grafismo simples mas interessante, com uma cena de acção num jogo de futebol entre o Benfica e um clube que veste de branco, que na época poderia ser o Farense ou o V. de Guimarães. Na jogada surge o inconfundível Eusébio e em primeiro plano, a cabecear, parece-nos ser Vitor Baptista ou até Vitor Martins. Será?

As equipas representadas: Benfica, Sporting, F.C. Porto, Boavista, V. Guimarães, Belenenses, Leixões, G.D. da CUF, Farense, V. Setúbal, Atlético, U. de Tomar, Académica, S.C. Braga, Estoril-Praia e Beira-Mar.
Nessa época de 75/76 (como de resto aconteceu na época anterior e na seguinte) o campeão foi o Benfica, com 50 pontos, seguido do surpreendente Boavista, de José Maria Pedroto (que em 77/78 obteria o título ao serviço do F.C. do Porto), com 48 pontos e nas posições seguintes, o Belenenses, o Porto e o Sporting, com 40, 39 e 38 pontos, respectivamente. Nessa época desceriam à Segunda Divisão o Farense, G.D. da CUF e U. de Tomar.
Para os lugares vagos, subiriam na época seguinte o Montijo, Portimonense e Varzim.

Esta época para mim ficou marcada sobretudo pelo excelente campeonato do Boavista, que esteve às portas de ser campeão e ainda pela queda dos históricos G.D da CUF e U. de Tomar, que não mais regressariam ao escalão maior do nosso futebol, entrando num declínio nada condizente com os respectivos historiais.

 

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9/06/2009

Pequenos livros - Temas em 25 000 palavras - Agência Portuguesa de Revistas


Tenho na minha biblioteca uma colecção de pequenos livros cujos temas são, supostamente, desenvolvidos em 25 000 palavras. Digo supostamente porque obviamente nunca fiz essa contagem para confirmar mas também creio que esse rigor acaba por ser irrelevante para o caso. Mais palavra menos palavra..., mais arroba menos quintal..., como soí dizer-se.
A colecção que possuo comporta 12 números, correspondentes a outros tantos temas, mas desconheço se para além destes foram publicados outros já que na contra-capa dos livrinhos é referido como "alguns dos temas que pode conhecer em 25 000 palavras", deixando supor, pelo sentido, que poderão existir mais. Desconheço esse facto.
Cada livrinho tem as dimensões de 73 x 105 mm, cada um com aproximadamente entre 160 a 170 páginas. Apresentam uma espessura de 8 mm que permite o título e numeração na lombada.
Os temas abordados, como se poderá verificar, são todos eles interessantes e, apesar de resumidos tendo em conta o formato e o tal conceito das 25 000 palavras, apresentam um desenvolvimento bastante completo, ideal para estudantes ou, como diz o remate do título de cada tema, "para o homem que tem pressa".
Os livros não referem a data, mas tudo indica que sejam uma edição de meados dos anos 60. Os livrinhos foram editados pela Agência Portuguesa de Revistas com o copyright a pertencer à editora espanhola de Francisco Bruguera, também conhecida pelas suas excelentes colecções de cromos, algumas das quais foram editadas em Portugal pela Agência Portuguesa de Revistas nos anos 50 e 60.
Este formato reduzido, era realmente um formato de bolso, não do casaco mas da camisa, bastante fácil e cómodo de ler mesmo em circunstâncias peculiares como seja, deitado. O tamanho nunca foi, pois, um motivo para se deixar de ler livros.

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9/04/2009

MINI POP – My Holyday Girl – Menina de Luto

 

No início dos anos 70, o conjunto MINI POP obteve um relativo êxito no nosso panorama musical, principalmente junto das crianças e adolescentes.
Esta banda, que surgiu em 1969 na cidade do Porto, era formada por quatro crianças, com idades entre os 8 e 12 anos, os irmãos Mário, Eugénio e Pedro Barreiros, filhos de Mário Barreiros que era o manager do grupo e ainda  Abílio Queiróz. Estas crianças que foram crescendo, tornando-se adolescentes, seguiam a linha da moda musical de então, exibindo roupas extravagantes e cabelos compridos à ”Beatles”. Cantavam em português e em inglês.

O primeiro êxito do grupo foi uma versão da conhecida musica popular “Era uma casa muito engraçada”.
Os MINI POP tornaram-se mais populares depois da sua participação no Festival RTP da Canção, onde interpretaram a canção "Menina de Luto" com a qual obtiveram um sétimo lugar. Contudo, já antes, em 1971, participaram no Festival de Vilar de Mouros.


Durante a sua carreira, para além de um grande número de espectáculos, o grupo gravou perto de uma dezena de singles, dos quais destaco o "My Holiday Girl", com composições do conhecido Paulo de Carvalho.
Como curiosidade final, o grupo, depois de uma tentativa de internacionalização, com o nome de TANGA, nomeadamente em Espanha,  depois de 12 anos de percurso, terminou já na década de 80 dando lugar à conhecida banda "JÁFUMEGA", a que se juntaram aos irmãos Barreiros outros elementos como o vocalista Luis Portugal. Os JÁFUMEGA surgiram no chamado movimento do rock português, sensivelmente na mesma altura de Rui Veloso, UHF, Trabalhadores do Comércio, GNR, entre muitos outros.

 

mini pop my holiday girl santa nostalgia

 

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9/03/2009

Notas portuguesas antigas

 Desde 1 de Janeiro de 2002 que Portugal, como membro de pleno direito da Comunidade Europeia desde 1986, está integrado no chamado sistema de moeda única europeia, ou Zona Euro. Por conseguinte, a nossa moeda é o Euro, o que na actualidade vigora em 16 dos 27 países membros. Com o alargamento da União, os novos Estado-Membros estão em fase de preparação para a entrada no sistema, o que só acontecerá quando reunirem os critérios.

Todos sabemos do conjunto de dificuldades de adaptação ao novo dinheiro, bem como a curiosidade que na altura despertou. A curiosidade passou, é certo, mas as dificuldades, principalmente de conversão, ainda fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas, de modo especial dos idosos. Actualmente, de um modo geral, já estamos mais ou menos familiarizados com o sistema, mas de facto foi uma etapa marcante para todos os portugueses e obviamente para a população dos Estados que aderiram ao sistema.

Serve esta introdução para trazer à memória as já chamadas notas antigas portuguesas. Algumas dessas notas só saíram de circulação há pouco mais de sete anos, é verdade, mas parece que já foi há uma eternidade. Outras, porém, foram saindo de circulação há muito mais tempo mas muitas delas, principalmente a que nos passaram pelas mãos ou pelos olhos, estão ainda bem vivas na nossa memória ou até nalgumas colecções.

Ficam, pois, aqui estampadas, pelo menos as notas de que tenho memória, faltando, obviamente uma ou outra. Acresce que aquela que mais me marcou foi a de 1000 escudos com a efígie de D. Maria II, pois com ela traduziu-se o pagamento do meu primeiro ordenado acrescido de algumas horas extraordinárias. Depois, claro, outras inesquecíveis, como a “verdinha” de 20 escudos com o Santo António, a “encarnada” de 50 escudos com a Rainha Santa Isabel, a azul de 100 escudos com o Camilo Castelo Branco e, afinal, todas as demais.
As datas de entrada e retirada de circulação foram obtidas no sítio do Banco de Portugal.

20 escudos d antonio luiz menezes santa nostalgia

20 escudos – D. António de Luiz Menezes
Entrada em circulação: 26-01-1962
Retirada de circulação: 30-06-1978

20 escudos santo antonio santa nostalgia

20 escudos – Santo António
Entrada em circulação: 27-01-1965
Retirada de circulação: 30-05-1986

 20 escudos almirante gago coutinho santa nostalgia

20 escudos – Almirante Gago Coutinho
Entrada em circulação: 21-12-1978
Retirada de circulação: 30-05-1986

 20 escudos garcia da horta santa nostalgia

20 escudos – Garcia de Horta
Entrada em circulação: 31-10-1977
Retirada de circulação: 30-05-1986

50 escudos fontes pereira de melo santa nostalgia

50 escudos – Fontes Pereira de Melo
Entrada em circulação: 05-05-1961
Retirada de circulação: 31-12-1978

 50 escudos rainha santa isabel santa nostalgia

50 escudos – Raínha Santa Isabel
Entrada em circulação: 03-07-1965
Retirada de circulação: 30-06-1987

 50 escudos infanta d maria santa nostalgia

50 escudos – Infanta D. Maria
Entrada em circulação: 14-05-1979
Retirada de circulação: 30-06-1986

100 escudos pedro nunes 1947_1957

100 escudos – Pedro Nunes
Entrada em circulação: 29-05-1963
Retirada de circulação: 21-12-1978

 100 escudos camilo castelo branco santa nostalgia

100 escudos – Camilo Castelo Branco
Entrada em circulação: 09-05-1968
Retirada de circulação: 31-03-1987

 100 escudos bocage santa nostalgia

100 escudos – Bocage
Entrada em circulação: 19-02-1981
Retirada de circulação: 31-05-1990

 100 escudos fernando pessoa santa nostalgia

100 escudos – Fernando Pessoa
Entrada em circulação: 26-08-1987
Retirada de circulação: 31-01-1992

 500 escudos d joao ii santa nostalgia

500 escudos – D. João II
Entrada em circulação: 04-11-1966
Retirada de circulação: 29-01-1988

 500 escudos francisco sanches santa nostalgia

500 escudos – Francisco Sanches
Entrada em circulação: 14-04-1982
Retirada de circulação: 31-05-1990

500 escudos joao de barros santa nostalgia

500 escudos – João de Barros
Entrada em circulação: 17-09-1997
Retirada de circulação: 28-02-2002

 500 escudos mouzinho da silveira santa nostalgia

500 escudos – Mouzinho da Silveira
Entrada em circulação: 21-11-1988
Retirada de circulação: 30-04-1998

1000 escudos d filipa de lencastre santa nostalgia

1000 escudos – D. Filipa de Lencastre
Entrada em circulação: 23-05-1962
Retirada de circulação: 30-06-1979

 1000 escudos d dinis santa nostalgia

1000 escudos – D. Dinis
Entrada em circulação: 17-12-1965
Retirada de circulação: 31-08-1967

1000 escudos d maria ii santa nostalgia

1000 escudos – D. Maria II
Entrada em circulação: 05-06-1967
Retirada de circulação: 30-01-1987

 1000 escudos d pedro v santa nostalgia

1000 escudos – D. Pedro V
Entrada em circulação: 15-11-1979
Retirada de circulação: 31-10-1991

 1000 escudos teofilo braga santa nostalgia

1000 escudos – Teófilo Braga
Entrada em circulação: 04-08-1988
Retirada de circulação: 31-12-1997

1000 escudos pedro alvares cabral santa nostalgia

1000 escudos – Pedro Álvares Cabral
Entrada em circulação: 22-10-1996
Retirada de circulação: 28-02-2002

2000 escudos bartolomeu dias santa nostalgia

2000 escudos – Bartolomeu Dias
Entrada em circulação: 23-10-1991
Retirada de circulação: 31-12-1997

2000 escudos bartolomeu dias 2 santa nostalgia

2000 escudos – Bartolomeu Dias
Entrada em circulação: 15-02-1996
Retirada de circulação: 28-02-2002

 5000 escudos antonio sergio santa nostalgia

5000 escudos – António Sérgio
Entrada em circulação: 15-02-1996
Retirada de circulação: 28-02-2002

5000 escudos antero de quental santa nostalgia

5000 escudos – Antero de Quental
Entrada em circulação: 30-03-1989
Retirada de circulação: 31-12-1997

5000 escudos vasco da gama santa nostalgia

5000 escudos – Vasco da Gama
Entrada em circulação: 15-02-1996
Retirada de circulação: 28-02-2002

10000 escudos dr egas moniz santa nostalgia

10000 escudos – Prof. Dr. Egas Moniz
Entrada em circulação: 02-10-1989
Retirada de circulação: 31-12-1997

10000 escudos infante d henrique santa nostalgia

10000 escudos – Infante D. Henrique
Entrada em circulação: 22-10-1996
Retirada de circulação: 28-02-2002

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