Pesquisar no Blog

10/18/2009

Nestogeno - Nestlé

nestogeno nestle publicidade antiga sn

nestogeno nestle publicidade antiga sn 02

nestogeno nestle publicidade antiga sn 04

A imagem de cima corresponde a um cartaz publicitário publicado em 1966. Refere-se ao produto Nestogeno, da conhecida Nestlé. Na actualidade o Nestogeno continua a vender-se e tal como nos anos 60 destina-se à alimentação dos bebés nos primeiros meses de vida.
É verdade que o nome do produto é um pouco esquisito e, convenhamos, pouco comercial, mas como está agarrado à marca Nestlé e ao seu prestígio, continua a vender-se bem. As 3 imagens de baixo referem-se ao produto em algumas das variedades actuais.

Hoje em dia a alimentação para bebés dispõe de uma enorme variedade de produtos mais ou menos sofisticados, embalados e pré-prontos. Noutros tempos, mormente nos anos 60 e 70, a regra eram os produtos naturais, preparados na hora, como as papas de farinha e fruta. É claro que já nessa altura tinham muita popularidade os produtos como a Maizena e Cerelac, mas não estavam ao alcance de todas as carteiras.

Colecção 6 Balas – Cow-Boy – Fúria dos Bravos – Gatilho - Livrinhos de cowboyadas

 

6 balas santas nostalgia 01

Quem não se recorda dos míticos livrinhos de leitura de histórias de cowboys? Das várias colecções que foram existindo, nomeadamente nos anos 60, 70 e 80, destaco a colecção “6 Balas”, uma edição da Agência Portuguesa de Revistas”, cujo primeiro número foi publicado no final do ano de 1963. Estes livrinhos apresentavam um formato de 85 x 125 mm, com 64 páginas e com meia dúzia de desenhos salteados pelo meio, quase sempre com uma legenda que remetia para uma determinada cena da história.

Antes, porém, desta mítica colecção de livrinhos, a Agência Portuguesa de Revistas, tinha lançado em final de 1961 a colecção “Cow-Boy”. O êxito destas edições levou ao lançamento, em 1965, de uma terceira colecção, a “Fúria de Bravos” e ainda a colecção “Gatilho”, lançada em 1967, ambas com o mesmo formato, estilo e filosofia. Todas estas colecções eram de edição semanal. Desconheço em concreto a data do final destas colecções, mas pelo menos a “Cow-Boy” e a “6 Balas” foram publicadas até meados dos anos 80, portanto até quase ao final da actividade da célebre e histórica editora portuguesa, em 1987.

As histórias publicadas nestes livrinhos nem sempre tinham muita qualidade, até pelo formato que não dava para grandes enredos e desenvolvimentos. Todavia, talvez pela simplicidade, as histórias liam-se de modo relativamente rápido e até conseguiam algum suspense e prender a atenção do leitor.

Sinceramente, pela leitura de ambas, nunca cheguei a perceber em concreto as diferenças das diversas colecções.

Como curiosidade, diga-se que as colecções da Agência reproduziram em determinada altura cromos de algumas colecções também por si editadas. Por exemplo, a colecção “Cow-Boy” e “Gatilho”, chegaram a publicar cromos da colecção “História de Portugal”, desenhados por Carlos Alberto Silva. A colecção “6 Balas” publicou cromos da colecção “Cleópatra” e a “Fúria de Bravos” reproduziu cromos da bela colecção “História de Lisboa”.

Este expediente, que teve seguidores futuros em diversas revistas de banda desenhada, acabou por não resultar muito bem já que poucos coleccionadores queriam destruir as capas dos livrinhos para delas extraír os cromos. Mas pronto, poderia também funcionar como um incentivo à colecção pela via normal, comprando-se os envelopres surpresa contendo os cromos.

Para além das mencionadas edições da Agência Portuguesa de Revistas, existiam outras no mercado de leitura do tema de cowboyadas. Por exemplo, a colecção “Curral”, lançada em 1979, de tiragem quinzenal, com direcção e propriedade de M.E. Alves da Graça. O formato era semelhante às edições da Agência Portuguesa de Revistas, mas um pouco mais alto (85 x 145 mm), com 80 páginas e sem desenhos interiores. 

Com o mesmo formato e filosofia, existia ainda a colecção “Shane”, de edição mensal, com direcção e propriedade de M.A. Duarte. Pelas características semelhantes, e até pela mesma empresa de composição e impressão, suponho que ambas as colecção fossem de uma única origem apesar de proprietários com nomes diferentes. Estas duas colecções indicavam nas capas os autores dos textos. 

Nas outras colecções da APR os autores eram indicados no interior, habitualmente na primeira página, junto à ficha técnica. Pela ausência de data, não consegui apurar a simultaneidade das edições pelo que, à falta de melhor informação, poderá ter algum fundamento pensar-se que a “Shane” pode ter sido uma evolução da “Curral” para edição mensal. É apenas uma suspeição que para o caso nem é importante.

Seja como for, todas estas histórias eram típicas do western americano, com todos os clichés do tema, desde pistoleiros, lutas, duelos, vinganças, ranchos, cidades, amores e desamores, heróis e vilões. Importa referir que norma geral os leitores deste tipo de histórias eram também consumidores de Banda Desenhada na mesma temática, como era o meu caso.

Recordo-me de no barbeiro da aldeia existirem montões destes livrinhos da “6 Balas” e “Cow-Boy” pelo que ajudavam a passar o tempo quando havia que guardar vez. Actualmente disponho de alguns exemplares de ambas as colecções. Em nome da verdade, alguns foram “desviados” da barbearia, por vezes dispersos entre montões de cabelo e piolhos. Bons tempos!

6 balas anuncio

6 balas santas nostalgia 02

6 balas santas nostalgia 03

6 balas santas nostalgia 04

cowboy santa nostalgia 01

furia dos bravos santa nostalgia 01

gatilho santa nostalgia 01

shane santa nostalgia 01

shane santa nostalgia 02

curral santa nostalgia 01

curral santa nostalgia 02

6 balas santas nostalgia 05

6 balas santas nostalgia 06

10/17/2009

Dia de parar o tempo

 

blog do dia viva hoje e sempre 

 

Vale o que vale, mas o interessante sítio “Viver hoje e sempre”, escolheu o Santa Nostalgia como o Blog do dia, no tema “Dia de parar o tempo”.

Este sítio, do Brasil, tem em cada dia do mês um tema diferente que é abordado em diferentes áreas, nomeadamente o cinema, a gastronomia, a música, etc.

Fica aqui o agradecimento pela escolha e deferência do nosso simples Blog.

Quanto ao tema em si, “Dia de parar o tempo”, não deixa de ser interessante. De facto todos nós, que já vamos avançados e avançando na idade e no tempo, temos uma necessidade emocional de voltar aos nossos tempos passados, nomeadamente aqueles momentos que por um ou outro motivo nos marcaram na nossa infância, e juventude. É claro que não se pretende parar o tempo porque essa é uma impossibilidade nossa, física e temporal, mas podemos, isso sim, viajar a qualquer momento às nossas mais ricas recordações e nostalgias, bastando, para isso, sonhar, mesmo que acordados.

Nós somos presente, e almejamos ser futuro, mas somos sobretudo o passado. É verdade que o passado é uma parte temporal que se perde a cada momento, mas também é ele que nos acompanha e estrutura. Quem ignorar o seu passado não estará em condições de compreender e valorizar o presente, porque este, amanhã já será novamente passado.

Ainda quanto à escolha do blog Santa Nostalgia, não deixa de ser sintomático ter sido feita por um sítio do Brasil, onde temos muitos visitantes. Neste aspecto sabemos que na nossa hortinha chamada Portugal o reconhecimento é uma colheita quase sempre tardia porque na nossa génese lusitana somos quase sempre ingratos e invejosos. Está-nos no sangue.

*

*

*

10/16/2009

Caderneta de cromos de caramelos – Os Players – 74/75 - Sorcácius

 

 

Hoje trazemos à memória mais uma caderneta de cromos de caramelos. Desta feita uma colecção editada pela Sorcácius, correspondente à época futebolística de 74/75, com o pomposo e original nome de OS PLAYERS – Joagdores de Futebol da 1ª Divisão e Taça de Portugal.


A caderneta é composta por 192 cromos e 16 equipas. A saber: SL Benfica, FC Porto, Sporting CP, Guimarães, Boavista FC, SC Farense, Belenenses, Leixões SC, Vit. Setúbal, GD CUF, Atlético CP, U. Tomar, Oriental, Académica, SC Espinho, Olhanense.


Esta colecção está seguramente entre as últimas edições de cromos de caramelos publicadas em Portugal. A Sorcácius editou boas colecções tanto nos anos 70 como nos anos 80 mas publicou pouca coisa em caramelos.


Como não podia deixar de ser, esta caderneta segue as características gráficas e de estrutura de muitas outras colecções de diversas editoras. Cada equipa tem direito a uma página com 11 jogadores e ainda um cromo adicional com o emblema (este nem sempre tinha direito a cromo).
Cada cromo é composto pelo jogador em pose, a corpo inteiro sobre um cenário de cores fortes, com o verde do relvado, a bancada, o amarelo no topo e na lateral do relvado e um céu azul com uma ligeira núvem na esquerda onde se localiza o emblema em tamanho pequeno.
Na parte superior direita o nome do clube, na parte inferior o nome do jogador, à esquerda a idade do jogador, uma rara característica e à direita o número do cromo.
Apesar da simplicidade de métodos, o conjunto final de cada página apresneta um aspecto interessante.
Relativamente à época 74/75 do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, foi campeão o Benfica, com 49 pontos seguido do FC Porto e Sporting, com 44 e 43 pontos, respectivamente.Desceram de divisão o Olhanense e o SC Espinho.Na época seguinte subiriam de divisão o SC Braga e o Estoril-Praia.

 

os players cromos de caramelos santa nostalgia 01

os players cromos de caramelos santa nostalgia 02

os players cromos de caramelos santa nostalgia 03

os players cromos de caramelos santa nostalgia 04

*

*

*

10/15/2009

Ramos Pinto – Postais publicitários

 

A casa de vinhos Ramos Pinto foi fundada no longínquo ano de 1880 por Adriano de Ramos Pinto.
Relacionados com a divulgação da marca e dos seus vinhos de mesa, vinhos do Porto e aguardentes, são famosos os seus postais publicitários, tão procurados e estimados por coleccionadores e não só.
Os postais da Ramos Pinto reflectem o estilo e o grafismo das primeiras décadas do séc. XX mas todos eles transmitem uma verdadeira aura e nostalgia desses tempos. Muitas vezes, mais do que a mensagem comercial, os postais transmitiam uma imagem do conceito dos aspectos da arte e beleza, pelo que não é de surpreender os nús clássicos recorrentemente neles representados.


Deixamos por aqui alguns exemplos.

adriano ramos pinto postais publicitarios 01

adriano ramos pinto postais publicitarios 02

adriano ramos pinto postais publicitarios 03

adriano ramos pinto postais publicitarios 04

adriano ramos pinto postais publicitarios 05

adriano ramos pinto postais publicitarios 06

adriano ramos pinto postais publicitarios 07

adriano ramos pinto postais publicitarios 08

adriano ramos pinto postais publicitarios 09

adriano ramos pinto postais publicitarios 10

adriano ramos pinto postais publicitarios 12

adriano ramos pinto postais publicitarios 11 

*

*

*

10/14/2009

O palhaço verde – Matilde Rosa Araújo e Maria Keil

o palhaco verde matilde rosa araujo maria keil.jpg

o palhaco verde matilde rosa araujo maria keil 2

 

Hoje quero falar de “O Palhaço Verde”, uma das belas histórias da Matilde Rosa Araújo, ilustrada pela Maria Keil, cujas ilustrações povoam para sempre o meu imaginário.

Este livro é uma das obras emblemáticas tanto da Matilde como da Maria Keil e libertei-o numa qualquer feira de velharias pelo módico resgate de 1 euro. O livro tem uma dedicatória manuscrita: “Para o António Carlos, com muito carinho da sua amiga Matilde. 4 – Abril 1981″.

Quem seria este António Carlos, tão displicente e ingrato a ponto de, em princípio, abandonar assim um livro dedicado carinhosamente por uma amiga, mesmo passados 28 anos? E quem seria esta Matilde? Será uma feliz coincidência a ponto de se tratar da própria autora, numa dedicatória manuscrita algures numa sessão de autógrafos? Alguém conhecedor(a) de Matilde Rosa Araújo, será capaz de reconhecer a sua caligrafia? A ser verdade, a confirmar-se essa coincidência, ficaria feliz e orgulhoso, mesmo não sendo eu o António Carlos. Ficaria feliz, digo, porque para além da magia e ternura da sua obra, bem como da Maria Keil, a ela pertence certamente os primeiros versos que ouvi na forma de poesia:

“Mãe, que verdade linda o nascer encerra: Eu nasci de ti como a flor da terra”.

Quando Matilde Rosa Araújo e Maria Keil se juntam, acontece magia.

Totobola - Guia do apostador 1973/1974

  [Tópicos relacionados - ou não]

Populares