1/06/2010

As fábulas da floresta verde

 Hoje trago à memória uma das belas séries de animação que passaram pela nossa televisão. "As Fábulas da Floresta Verde"; É mais umas das muitas séries de produção japonesa (Zuiyo Eizo, predecessora da Nippon Animation), realizada  nos anos 70 (73/73), como Heidi e Marco, mas que passou na RTP cerca de uma década depois, concretamente em 1985, já na época da cor. Conheceu posteriores reposições, nomeadamente em meados dos anos 90.

A série, com um total de 52 episódios, com cerca de 30 minutos cada, foi baseada em livros de autoria de um escritor de contos infantis, dos Estados Unidos, Thornton W. Burgess.
As histórias giravam à volta das aventuras diárias dos habitantes da bela e frondosa  floresta verde, com as figuras principais Joca e Mara, um casal de marmotas, e secundados pelo Gaio Avelar, Urso Lino, Tio Rudolfo, esquilo Quico, coelho Pom-Pom, Nestor, texugo Faísca, Zeca, Avó Rã, Raposinho (também uma das figuras centrais) e outros mais, que eterneceram e deliciaram um vasto público infantil e juvenil e até mesmo adultos.

A título de curiosidade, outros nomes para as marmotas Joca e Mara:
Inglês: Rocky Chuck  e Polly Chuck
Espanhol: Juanito e Juanita
Francês: Toubon e Bicon

Pessoalmente sempre comparei esta série com outra não menos popular, "Bana e Flapi", com a diferença de Joca e Mara serem marmotas e Bana e Flapi serem esquilos. Os enredos e as mensagens tinham fortes semelhanças. Creio que ainda hoje há quem faça essa confusão pela natural proximidade gráfica e narrativa.
Como era habitual nestas séries de traço japonês, quase sempre populares, incluindo em muitos países por esse mundo fora, “As fábulas da floresta verde” deram lugar a inúmeros produtos de marketing, como livros, roupas, jogos, brinquedos e ainda uma bela colecção de cromos, edição da Disvenda.
Apesar de já me apanhar numa idade de jovem, sempre que podia assistia à série, que em Portugal teve versão de abertura musicada por Tozé Brito, e que hoje é uma das fortes recordações de quem assistiu e viveu a série. Quem não a sabe pelo menos cantarolar?
A letra (de António Pinho):

É bom ver na floresta o sol nascer,
é bom imaginar o que irá acontecer,
são tantas amizades,
são histórias de amizades,
que vão nossos amigos animais viver.

São mil aventuras entre os animais,
fabulosas fábulas de encantar!
São mil aventuras tão sensacionais,
fabulosas fábulas que nos fazem sonhar,
que nos fazem sonhar,
que nos fazem sonhar.

Pompom é um coelhinho a saltitar,
O guaxini Gugu com ele vai brincar,
Namoram as marmotas, a Mara mais o Joca,
Fugindo ao rapozinho mau que os quer caçar.
São mil aventuras entre os animais,
Fabulosas fábulas de encantar,

São mil aventuras tão sensacionais,
Fabulosas fábulas que nos fazem sonhar.
São tantas coisas que aqui se vão passar,
São tantos animais que brincam sem lutar,
Por isso na floresta há sempre aquela festa,

A festa da amizade que se tem p´ra dar.
São mil aventuras entre os animais,
Fabulosas fábulas de encantar,
São mil aventuras tão sensacionais,
Fabulosas fábulas que nos fazem sonhar.

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1/02/2010

Caderneta de cromos de caramelos - Os Grandes da Bola – Confeitaria Alex – Época 66/67

 

Hoje trago à memória a caderneta de cromos de caramelos “Os Grandes da Bola”, uma edição da casa Produtos da Confeitaria Alex, referente à época futebolística 66/67.

Equipas representadas: SL Benfica, Sporting CP, FC Porto, CF Os Belenenses, GD CUF, Académica de Coimbra, V. Setúbal, V. Guimarães, Leixões SC, SC Braga, Atlético CP, Varzim, SC, SC Beira-Mar e AD Sanjoananese.

Esta colecção é composta por 154 cromos, na colecção designados de estampas (fotografias artisticamente coloridas), correspondendo 11 por cada uma das 14 equipas.

A estrutura é a clássica das cadernetas de cromos de caramelos, seguida pelas editoras da época, com os 11 jogadores por página, distribuídos em 3 linhas (3+4+4), com o guarda-redes na linha de cima, ladeado por dois defesas.

Os cromos são típicos dos caramelos, com os jogadores pintados sobre um fundo colorido. No caso as cores amarelo na parte superior o e verde na zona do relvado. O nome do clube numa barra preta na zona superior  e o nome do jogador e nº do cromo numa barra preta inferior. Lateralmente, uma bordadura de elementos gráficos repetidos. Como sempre, apesar da pobreza gráfica, os cromos  apresentam um efeito mágico na sua representação global em cada página.

Como não podia deixar de ser, esta é uma caderneta muito rara e desejada por coleccionadores. A capa está bem conseguida, com uma fotografia de uma acção de um jogo entre o Benfica e o FC do Porto, aparentemente disputado no Estádio da Luz.

A título de curiosidade estatística, nessa época de 66/67, o SL Benfica foi o vencedor do campeonato, com 43 pontos, seguido da surpreendente Académica de Coimbra, com 40 pontos, acima do FC Porto e Sporting com 39 e 30 pontos, respectivamente. Nessa época desceram à divisão secundária as equipas do Atlético CP e o SC Beira-Mar, sendo substituídas pelas primodivisionárias equipas do FC Tirsense e FC Barreirense.

 

os grandes da bola alex capa

os grandes da bola alex benfica

os grandes da bola alex leixoes 

os grandes da bola alex cromo rui rodrigues

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1/01/2010

Livros de leitura da Escola Primária


Acabei de publicar no Youtube um simples vídeo com a apresentação de algumas capas dos antigos livros de leitura da Escola Primária. É verdade que ainda há por ali alguns ajustamentos a fazer, eventualmente algum exemplar deslocado, mas para já vale pela intenção. A ideia é evocar ou relembrar a nostalgia de livros que passaram pelas mãos de muitos dos nossos habituais visitantes, ao longo de várias gerações.

A música, clássica barroca, é algo nostálgica mas serve para destacar o sentimento de nostalgia que estas velhas memórias despoletam em todos quantos recordam com carinho os seus tempos da escola primária.

Com tempo e oportunidade, criaremos mais vídeos com compilações de outros assuntos, ou mesmo de alguns livros no individual.

Um próspero e feliz ano de 2010 a todos quantos por aqui passam, regularmente ou por acaso.

Balada da neve – Augusto Gil

 

balada da neve santa nostalgia

balada da neve santa nostalgia 2

(ilustração de baixo: pintado com a boca por Alexsandr Ivanov)

BALADA DA NEVE


Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será chuva ? Será gente ?
Gente não é, certamente,
e a chuva não bate assim...

E talvez a ventania:
mas há pouco, hà poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente ?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento, com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria.
- Hà quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pèzitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
A neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!
Porque padecem assim ? ! ...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa
Cai neve na Natureza...
e cai no meu coração.

 

Augusto Gil

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12/28/2009

Figuras & Figurões - 4

 Continuamos com a colagem virtual de mais alguns cromos da colecção Figuras & Figurões, que, recorde-se, representa em caricatura, um grupo de influentes figuras, políticos e militares, de todo o período pós 25 de Abril de 1974.

Anteriores artigos:

melo antunes_figuras e figuroes_santa nostalgia_13

acacio barreiros_figuras e figuroes_santa nostalgia_14

pereira de moura_figuras e figuroes_santa nostalgia_15

12/24/2009

Feliz e Santo Natal 2009

natal_livro_religiao_1classe_capa

natal_livro_religiao_1classe

Do meu livro de religião da 1ª classe, deixo neste dia a memória dessa bela 10ª lição, sobre o nascimento de Jesus.
Para todos, e já são muitos, quantos regularmente visitam este modesto espaço de memórias e nostalgias, desejo um sincero Natal, de felicidade, paz e harmonia. Numa sociedade em que o Natal cada vez mais se assume como uma época excessivamente comercial ou consumista, e onde a figura banal e decorativa do Pai Natal parece reclamar todas as atenções e pretextos, importa não esquecer a verdadeira génese da data e da festividade, que é a do nascimento de Deus Menino, nascido num contexto de pobreza e humildade e que veio trazer aos homens do Seu tempo e de todos os tempos, uma mensagem de amor pelo próximo.

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