6/22/2010

José Saramago

 

jose saramago sn

(caricatura: santa nostalgia)

 

Não tive a oportunidade de o fazer na data, mas não queria deixar passar em branco o desaparecimento de José Saramago, homem e escritor.
Confesso que não sou consumidor nem apreciador da sua obra. Do que tentei ler em diversas ocasiões e de diversos títulos, nunca gostei. E há impressões assim, imediatas. Ou se gosta ou não gosta. Uma espécie de contacto com água gelada ou a ferver, sem paciência e tempo para que ambas amornem e a leitura se torne tépida. Há na obra de Saramago algo de intragável, de ilegível e incompreensível e não resulta apenas daquela tempestade de vírgulas e pontuação destemperada. Não. Há algo mais.Talvez mal habituado a ler e a gostar da literatura balizada de Eça a Torga, passando por Lobo Antunes (este o meu Nobel) sem terem nada a ver entre si, nunca entrei nos carris que conduzem o vagão da interpretação à obra de Saramago, que dizem, e acredito, ser profunda e desmistificadora. Seja como for, o seu legado literário deve ser importante porque, para além de tudo, foi reconhecida pelos fazedores de nobeis e a malta da escola conhece-a à custa de tanto turrar nas memórias imemoriais do convento e Blimunda.

 

[resto do artigo]

6/21/2010

Matilde Rosa Araújo

 

matilde rosa araujo

matilde autografo

Passaram ontem 89 anos (20/06/1921) sobre o nascimento de Matilde Rosa Araújo. Da autora e da sua obra, guardo gratas recordações e o gosto pela poesia (alguma).
Como evocação, remeto os visitantes a um anterior artigo "O palhaço verde – Matilde Rosa Araújo e Maria Keil".

Scotch – Caderno escolar

caderno escolar scotch

Os cadernos escolares sempre foram companheiros ou auxiliares importantes no nosso percurso na escola primária. Havia cadernos adaptados aos diversos exercícios, desde os de linha estreita para a aprendizagem da caligrafia, os de linha larga, os quadriculados para as contas e exercícios de aritmética e os de folha lisa, sobretudo para os desenhos.
Paralelamente, os cadernos escolares sempre exerceram em mim uma certa magia, pois apesar do seu aspecto frágil, com as capas em papel fino, e de por princípio serem quase efémeros e assim terminarem o seu ciclo depois de preenchidos, as ilustrações da capa ou rosto, apesar de básicas e pouco elaboradas, sempre despertaram um carinho que fazia com que os guardasse por muito tempo. É claro que a maior parte deles acabou por ter sumiço, mas muitos deles sobrevivem nas minhas memórias e sempre que posso adquiro exemplares bem conservados que vão aparecendo em feiras de velharias e alfarrabistas, sobretudo os iguais aos que me passaram pelas mãos.
Neste contexto, hoje trago à memória um caderno escolar deveras característico, e que sendo já dos finais dos anos 70, e mesmo dos anos 80, foi companhia de muitas crianças da escola primária a até do ciclo preparatório, pelo que estou certo que muitos o recordam com facilidade. Trata-se do caderno com capa com estampa de tecido escocês, o popular padrão scotch.
Pelas suas características, com uma capa relativamente dura e de aspecto robusto, com um rótulo em branco para anotação do nome, da disciplina ou do assunto, este caderno teve uma utilização muito mais ampla pelo que foi bastante utilizado fora do contexto escolar e era presença frequente em casa, como elemento de diversos registos caseiros e apontamentos vários. A minha mãe com frequência apontava neles receitas de bolos ou doces e o meu pai, reconhecido avaliador de pinhal, fazia neles as contas das suas medições ou cálculos.
Quem não se lembra deste emblemático caderno escolar Scotch?

Artigos relacionados:
Caderno escolar - João de Deus
Cadernos escolares - A família Pituxa
cadernos escolares – Castelos
Livrinho da Tabuada - PBC
Dia Nacional dos Castelos

6/20/2010

Aspiradores Nilfisk

 

aspiradores nilfisk logo

aspirador nilfisk sn2 13042010

aspirador antigo 

Os aspiradores desde há muito que se tornaram num equipamento doméstico quase insubstituível. Actualmente dispõem de modernas tecnologias que permitem aspirar sem o tradicional saco, bem como asseguram a aspiração a seco e a aspiração de líquidos.

A primeira versão conhecida de um aspirador data de 1869, por Ives McGaffey, uma solução rudimentar e mecânica, funcionando com o accionamento manual de uma ventoínha e destinada essencialmente à limpeza de tapetes. A versão eléctrica surgiu em 1907, inventada pelo norte-americano Murray Spangler, funcionário da Hoover, empresa que lhe adquiriu os direitos de fabrico logo depois, em 1908, antevendo o sucesso futuro do aparelho. A verdade é que, nos nossos dias, apesar de uma imensa panóplia de marcas e modelos de aspiradores, a Hoover é quase sinónimo de aspirador.
Neste contexto, hoje trago à memória uma importante marca de aspiradores, também repleta de história e quase sempre garantia de qualidade, a Nilfisk. De origem dinamarquesa, a sua fundação data precisamente de 1906, quase a data da invenção de Splangler.
A Nilfisk está presente em Portugal desde 1972 e dispõe de uma ampla gama para os mercados doméstico e industrial.
A empresa está actualmente implantada a nível mundial e dispõe de fábricas em vários países, dispondo de 5000 empregados.
Curiosamente, apesar da sua entrada em Portugal ocorrer apenas em 1972, os equipamentos da Nilfisk já eram comercializados através de estabelecimentos importandores ou representantes. É o caso deste modelo, o Nilfisk Super 670, que acima damos à estampa num cartaz publicitário do ano de 1960. Era apregoado como o aspirador preferido pela mulher, sendo o mais prático, o mais activo e com novos acessórios.

É verdade que as diferentes marcas de aspiradores têm lançado ao longo dos tempos diferentes e inovadores modelos, de design ajustado às épocas, mas bem vistas as coisas, principalmente nos modelos industriais ou domésticos mais robustos, os actuais modelos não diferem muito do apresentado no cartaz publicitário de há 50 anos, o que não deixa de ser surpreendente face aos enormes avanços de design e  tecnologia.
Por tudo isso, a Nilfisk é uma marca com história e que certamente ajudou muitas donas-de-casa portuguesas, facilitando em muito a sempre árdua tarefa de manter a casa bem limpa.

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6/18/2010

The Benny Hill Show

the benny hill show 4

the benny hill show 1

the benny hill show 2

the benny hill show 3 

Quando se traz à memória programas ou séries de humor que passaram com sucesso pela televisão portuguesa, concretamente pela RTP, há um nome que, mais tarde ou mais cedo, com maior ou menor ênfase, tem que ser lembrado: O do comediante inglês Alfred Hawthorn Hill, popularmente conhecido como Benny Hill, e o seu popular programa The Benny Hill Show.

É verdade que o actor teve vários outros trabalhos, anteriores e até pelo meio, mas este programa em concreto, repleto do característico humor británico, teve um longo caminho de sucesso, sendo produzido pela Thames Television para a estação ITV, desde 1969 até 1989, com exibição em mais de uma centena de países, portanto com duas décadas ricas de comédia, de situações hilariantes e que ainda hoje são revistas e recordadas com a mesma boa disposição até porque a maior parte dos sketchs, principalmente aqueles sem diálogos, continuam actuais pela sua intemporalidade. A música do tema de abertura essa tornou-se um clássico e por todos é reconhecida.

Em Portugal, para além de várias e repetidas reposições pela RTP, recordo-me de o ver originalmente no princípio dos anos 80 e era sempre com agrado e com uma barrigada de riso. Felizmente, para matar saudades, as colectâneas em DVD do The Benny Hill Show aparecem com frequência à venda.

- Links relacionados com Benny Hill:

- Link

6/17/2010

Bolachas Nacional – O que é Nacional é bom…

 

bolchas imperial nacional

Cartaz publicitário às populares bolachas da Nacional. Estávamos em 1960. Então como na actualidade, as bolachas, nas suas diferentes características, continuam a ser um produto alimentar que faz as delícias de pessoas de todas as idade.

Quanto à Nacional, para além da sua longa história e da a qualidade das suas bolachas, permanece no ouvido e na boca o slogan “…o que é Nacional é bom”. É mesmo!

 

Artigos relacionados, ou não:

- Bolachas Confiança, tipo Maria

- Coisas do antigamente – Sacos, sacas e cestas

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