6/24/2010

O Romance da Raposa – Série de animação




Hoje trago à memória a simpática série de animação "O Romance da Raposa", produzida em Portugal e por portugueses. Foi no final dos anos 80 (1988) e a série constava de 13 episódios de 12 minutos cada.
 
O título foi baseado na obra homónima do escritor Aquilino Ribeiro (que em 1924, como prenda de Natal, a dedicou ao seu filho Aníbal), que narra as aventuras e desventuras da Salta Pocinhas, uma “raposeta matreira, fagueira, lambisqueira”.
 
A série foi produzida pela Topefilme e Telecine, sendo realizada pela dupla Artur Correia e Ricardo Neto, adaptação de Marcello de Moraes, diálogos e letras das músicas de Maria Alberta Meneres e música de Jorge Machado.
 
Recordo-me de assistir com agrado a esta série e que foi uma demonstração de que, com finaciamentos apropriados, era possível produzir animação de qualidade em Portugal. Infelizmente os casos semelhantes nunca foram muitos, salvo curtos sketchs. 
 
À volta da popularidade da série, na época foram comercializados alguns artigos, nomeadamente discos com a banda musical da série e também uma colecção de calendários de bolso.
 
"O Romance da Raposa" foi uma das séries repostas pela RTP Memória, sensivelmente por alturas do seu lançamento, creio que em 2004 e posteriormente em 2007. Como perdi ambas, estou a aguardar uma nova reposição.

romance da raposa_7

(capa de uma edição do livro de Aquilino Ribeiro)

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Mil famosas aventuras
Aqui se vão relatar,
De certa Salta-Pocinhas
Que tem muito que contar.

(Primeiros versos da música do genérico da série)

[Youtube – Link]

6/23/2010

Vestuário – Roupas dos anos 60 - XVI

 

Voltamos à memória de roupas dos anos 60, novamente com modelos para crianças. Como já estamos em pleno Verão, com o calor, a praia e o mar como elementos comuns e apetecíveis, estes modelos de vestuário, onde é marcante a simplicidade, reflectem este tão apetecido período do ano, tanto nos anos 60 como hoje, tanto para as crianças como para os jovens e adultos.

vestuario anos 60 sn_16_01

vestuario anos 60 sn_16_02

(clicar nas imagens para ampliar)

6/22/2010

Artistas de Cinema – Cromos - 8

 

sylvie vartan_8

Sylvie Vartan

claudia cardinale_8

Claudia Cardinale

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Carmen Dolores

suzanne fleshette_8

Suzanne Pleshette

[clicar nas imagens para ampliar]

 

Artistas de Cinema – Cromos - 7
Artistas de Cinema – Cromos - 6
Artistas de Cinema – Cromos - 5
Artistas de Cinema - Cromos - 4
Artistas de Cinema - Cromos - 3
Artistas de Cinema - Cromos - 2
Artistas de Cinema - Cromos - 1

José Saramago

 

jose saramago sn

(caricatura: santa nostalgia)

 

Não tive a oportunidade de o fazer na data, mas não queria deixar passar em branco o desaparecimento de José Saramago, homem e escritor.
Confesso que não sou consumidor nem apreciador da sua obra. Do que tentei ler em diversas ocasiões e de diversos títulos, nunca gostei. E há impressões assim, imediatas. Ou se gosta ou não gosta. Uma espécie de contacto com água gelada ou a ferver, sem paciência e tempo para que ambas amornem e a leitura se torne tépida. Há na obra de Saramago algo de intragável, de ilegível e incompreensível e não resulta apenas daquela tempestade de vírgulas e pontuação destemperada. Não. Há algo mais.Talvez mal habituado a ler e a gostar da literatura balizada de Eça a Torga, passando por Lobo Antunes (este o meu Nobel) sem terem nada a ver entre si, nunca entrei nos carris que conduzem o vagão da interpretação à obra de Saramago, que dizem, e acredito, ser profunda e desmistificadora. Seja como for, o seu legado literário deve ser importante porque, para além de tudo, foi reconhecida pelos fazedores de nobeis e a malta da escola conhece-a à custa de tanto turrar nas memórias imemoriais do convento e Blimunda.

 

[resto do artigo]

6/21/2010

Matilde Rosa Araújo

 

matilde rosa araujo

matilde autografo

Passaram ontem 89 anos (20/06/1921) sobre o nascimento de Matilde Rosa Araújo. Da autora e da sua obra, guardo gratas recordações e o gosto pela poesia (alguma).
Como evocação, remeto os visitantes a um anterior artigo "O palhaço verde – Matilde Rosa Araújo e Maria Keil".

Scotch – Caderno escolar

caderno escolar scotch

Os cadernos escolares sempre foram companheiros ou auxiliares importantes no nosso percurso na escola primária. Havia cadernos adaptados aos diversos exercícios, desde os de linha estreita para a aprendizagem da caligrafia, os de linha larga, os quadriculados para as contas e exercícios de aritmética e os de folha lisa, sobretudo para os desenhos.
Paralelamente, os cadernos escolares sempre exerceram em mim uma certa magia, pois apesar do seu aspecto frágil, com as capas em papel fino, e de por princípio serem quase efémeros e assim terminarem o seu ciclo depois de preenchidos, as ilustrações da capa ou rosto, apesar de básicas e pouco elaboradas, sempre despertaram um carinho que fazia com que os guardasse por muito tempo. É claro que a maior parte deles acabou por ter sumiço, mas muitos deles sobrevivem nas minhas memórias e sempre que posso adquiro exemplares bem conservados que vão aparecendo em feiras de velharias e alfarrabistas, sobretudo os iguais aos que me passaram pelas mãos.
Neste contexto, hoje trago à memória um caderno escolar deveras característico, e que sendo já dos finais dos anos 70, e mesmo dos anos 80, foi companhia de muitas crianças da escola primária a até do ciclo preparatório, pelo que estou certo que muitos o recordam com facilidade. Trata-se do caderno com capa com estampa de tecido escocês, o popular padrão scotch.
Pelas suas características, com uma capa relativamente dura e de aspecto robusto, com um rótulo em branco para anotação do nome, da disciplina ou do assunto, este caderno teve uma utilização muito mais ampla pelo que foi bastante utilizado fora do contexto escolar e era presença frequente em casa, como elemento de diversos registos caseiros e apontamentos vários. A minha mãe com frequência apontava neles receitas de bolos ou doces e o meu pai, reconhecido avaliador de pinhal, fazia neles as contas das suas medições ou cálculos.
Quem não se lembra deste emblemático caderno escolar Scotch?

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