9/01/2010

Borotalco - Pó talco Ausonia

 

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Hoje recordamos o Borotalco ou Pó Talco Ausonia, um dos clássicos produtos de higiene íntima, e desde há várias décadas uma marca muito popular e conceituada, e certamente presente na maioria das casas portuguesas. Não conseguimos obter muitas informações sobre a história da empresa, para além de que actualmente se denomina Arbora & Ausonia, com sede e fábrica em Espanha mas também com instalações em Portugal.

A Ausónia terá sido fundada em 1929, em Barcelona e em 1997 aconteceu a fusão com a Arbora, esta fundada em 1978, dando assim origem à Arbora & Ausonia.
Na actualidade a Arbora & Ausonia detém um leque popular de marcas e produtos ligados igualmente à higiene íntima, nomeadamente os pensos higiénicos Evax e Ausonia, as fraldas descartáveis Dodot, Lindor, as toalhitas Charmim e o papel higiénico Kandoo, entre outros.

Como já recordei em anteriores artigos, “tenho muitas memórias à volta do pó-de-talco, desde logo porque muitas vezes o usei na muda das fraldas a alguns dos meus irmãos mais novos”. De facto, de quase uma dezena de irmãos, eu era (e sou) o segundo na hierarquia, pelo que muitas vezes fiz de ama dos irmãos imediatamente a seguir. Por isso, o pó talco era à fartazana até para disfarçar alguns odores. O pó talco Ausónia era assim um produto sempre presente.

 

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8/23/2010

Pêbêcê – Caderno escolar

 

Hoje trazemos à memória mais um belo caderno escolar de outros tempos, sem data confirmada mas provavelmente dos anos 40/50. É mais um exemplar da fabricante Pêbêcê.
Quem não se recorda dos tempos maravilhosos da escola primária e destes auxiliares preciosos, tanto na escrita como nas contas? Eventualmente um pouco desprezados nesses tempos, até porque eram sinónimo de trabalho escolar, e nesse tempo não havia lugar nem espaço de manobra à malandrice e indisciplina, hoje são objectos nostálgicos e que merecem a atenção cuidada de coleccionadores. Não é o meu caso mas mesmo assim possuo largas dezenas de diferentes exemplares e colecções, muitos dos quais me passaram pelas mãos em tempo de escola. Aos poucos serão motivo das nossas memórias e nostalgias.

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8/22/2010

Monsanto, Piódão e outros belos locais

 

Por estes dias, em registo de férias, visitei alguns locais do interior do nosso belo mas desprezado país, complementando visitas à região que havia feito no ano anterior.  Agora, entre outros pontos de passagem, num dia visitei Castelo Branco (onde já havia parado há uns anos), Idanha-a-Nova, Monsanto e Penha Garcia e no dia seguinte Unhais da Serra e Piódão.
Gostei sobretudo das emblemáticas aldeias de Monsanto, da vizinha Penha Garcia e Piódão. Diferentes mas iguais na beleza e encanto e reveladoras da milenar capacidade de adaptação do homem a difíceis condições de interioridade e território. Semelhantes igualmente em aspectos menos positivos, como o lixo, omnipresente, degradação e  ruínas em muitas das edificações e muitos aspectos que desvirtuam o conjunto, seja com construções fora de contexto seja no excesso de poluição visual como os cabos de electricidade e telefones bem como antenas e outros pingarelhos bem à maneira portuguesa. Comum também o desaproveitamento das suas potencialidades, carecendo de estruturas de apoio a quem as visita, nomeadamente no aspecto de restauração e outras infra-estruturas. Continuam assim a ser diamantes brutos à espera de melhores dias e de melhores sensibilidades das entidades. Não surpreende, pois, que ainda seja mais fácil e apelativo a muitos citadinos dar um saltinho a Paris, Londres, Roma, Barcelona ou Madrid.
No caso particular de Piódão, cujo acesso fiz da Covilhã, pela N230, com passagem por Tortosendo, Unhais da Serra, e depois no regresso por Arganil, o percurso é magestoso quanto tenebroso, sobretudo na Serra do Açôr, com uma estrada serpenteando os cumes e encostas, lado-a-lado com profundos desfiladeiros sem qualquer protecção lateral, não dando margem a distracções mesmo que para contemplar a soberba paisagem, principalmente para quem conduz. A solução é ir parando nos diversos miradouros. O acesso de Vide a Piódão, pela EM1134, com passagem por Chãs de Éguas, é horrível, sinuoso, estreito e com algo parecido com um pavimento em estado péssimo. Apesar disso, paisagens deslumbrantes. Resta acrescentar que são sítios para rever, eventualmente noutras alturas do ano.

Abaixo deixo algumas fotografias.

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- Castelo Branco

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- Castelo Branco

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- Idanha-a-Nova

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- Monsanto

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- Monsanto

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- Monsanto

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- Monsanto

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- Penha Garcia

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- Piódão

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- Piódão

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- Piódão

8/20/2010

Lápis Viarco

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Quem pelos anos 60 e 70, principalmente, frequentou a escola primária, é muito natural que desde a primeira classe tivesse por companhia os lápis de cor da Viarco, um marca e empresa portuguesa, com uma longa e rica história.

A Viarco, sediada em S. João da Madeira, a única fábrica de lápis existente em Portugal, como muitas empresas históricas, passou por um período difícil e de perda de mercado e notoriedade, mas de há alguns anos para cá foi retomada e com base numa política de respeito pela sua história, tradição e modernidade, depressa se transformou numa marca de referência e para além do fabrico de produtos de qualidade e com o cunho da inovação, tem sabido ainda tirar partido da vertente do marketing, com iniciativas e eventos ligados aos lápis e às artes plásticas, o que lhe tem granjeado reconhecimento no próprio país (o que não é fácil) mas também além fronteiras.

Ainda bem que assim é e a Viarco é apenas um feliz exemplo de que com determinação, investimento, qualidade e inovação é possível rentabilizar marcas, empresas e produtos históricos e dar-lhes o lugar que merecem. Infelizmente, muitos produtos, marcas e empresas ficaram pelo caminho do tempo e da História sem que ninguém as valorizasse. Em contrapartida, por regra preferimos os produtos estrangeiros, nem sempre baratos e nem sempre de qualidade. Está-nos na sina desprezar o que é nosso e só exemplos como a Viarco podem renovar alguma esperança de que as coisas possam ir mudando.

No caso dos clássicos lápis de cor, pessoalmente recordo com nostalgia aqueles primeiros dias de aulas da escola primária em que a professora distribuia por todos os alunos uma caixinha de 6 lápis. Como os motivos eram diferentes, a curiosidade levava a dar uma vista de olhos pelas caixas dos colegas. Pessoalmente sempre preferi a caixinha com a ilustração dos meninos com gatos. As caixas maiores, de 12 lápis, eram um luxo a que só os meninos mais ricos podiam chegar.

Tenho assim, como muitos portugueses, gratas e nostálgicas recordações dos clássicos lápis de cor da Viarco e das suas belas caixas e que ajudaram a colorir e a alegrar os nossos dias e aventuras.

Para reavivar a memória, publico abaixo algumas imagens das caixas dos lápis de cor Viarco.


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Nota: Reconhece-se que a Viarco tem sabido aproveitar todas as vantagens do marketing e mesmo a sua página chegou a ter bons apontamentos. Infelizmente, como não há bela sem senão, em diversos contactos que tentamos estabelecer com a empresa, a fim de colhermos elementos adicionais de apoio a este artigo, nunca merecemos qualquer resposta. É pena que a parte comunicacional de uma empresa associada à cor seja tão cinzenta, desconsiderada e desmazelada.

Por outro lado, não se compreende, ou talvez sim, que tendo em conta o seu rico património histórico, o seu museu virtual online já esteja fora de serviço e quando esteve aberto era bastante limitado e não se mostrava capaz de exibir imagens de algumas das suas caixas mais clássicas como as que aqui reproduzimos de algum material pessoal que sobrou doutros tempos.

8/17/2010

OLIVER – Robin Hood

 

KALAR, OGAN, OLIVER e SANDOR são quatro heróis da Banda Desenhada, publicados na origem pela editora francesa Editions Imperia. Em Portugal, cada um destes heróis foi publicado com frequência nas revistas de pequeno formato TIGRE e FALCÃO e ao longo dos tempos tornaram-se muito apreciados..
Aqui no Santa Nostalgia já falei do KALAR e do OGAN. Hoje trago à memória o OLIVER, nome na versão francesa para ROBIN DOS BOSQUES ou ROBIN HOOD.

As belas capas originais foram desenhadas por diversos artistas da Editions Imperia, como Juan Vilajoana, Andre Rey e outros. As histórias foram igualmente desenhadas por diversos artistas mas nem sempre com grande qualidade artística ou de impressão. Estas relatam o conhecido universo de Robin dos Bosques, com os seus companheiros nas florestas de Sherwood, nas suas intermináveis aventuras e lutas contra os vilões Xerife de Nottingham, Príncipe João, Gisborne e outros.
Tal como com outros heróis, OLIVER era uma fonte inspiradora mas as nossas brincadeiras e aventuras.
Abaixo publico algumas das capas de revistas que possuo deste herói inesquecível.

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8/16/2010

Quem nos visita?

 

Durante algum tempo tivemos a decorrer aqui no Santa Nostalgia um simples inquérito com o qual se pretendia saber as faixas etárias de quem nos visitava.
Os resultados obtidos acabam, em certa medida, por serem naturais. Num espaço de memórias e nostalgias, sobretudo enquadradas nos anos 60, 70 e 80, seria expectável que a casa dos 40/49 anos fosse a mais representativa, e assim aconteceu, com 161 votos, representando 32% do total, bem como a segunda faixa etária mais votada, a dos 30/39, com 95 votos referentes a 19%.
Os restantes escalões aproximados aos dois primeiros acabam por ser considerados normais até porque entre si estão semelhantes.
Com estes resultados confirmamos assim o escalão etário predominante dos nossos visitantes regulares, o que confirma a orientação dos conteúdos do blog.
Agradecemos a todos quantos participaram no inquérito.

Eis os resultados:

10/19 anos: 069 (13%)
20/29 anos: 062 (12%)
30/39 anos: 095 (19%)
40/49 anos: 161 (32%)
50/59 anos: 060 (12%)
60/70 anos: 029 (5%)
+ 70 anos: 018 (3%)

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