9/28/2010

Opilca – Sem sinal de pelo

 

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Cartaz publicitário de meados dos anos 60. A marca, Opilca, um creme muito popular usado nas depilações, hoje em dia já não um exclusivo das mulheres pois a depilação tem cada vez mais adeptos no género masculino. Modas.

À data do cartaz publicitário, o creme Opilca era uma marca da Olivin GmbH, por sua vez adquirida em 1975 pela Henkel. A Opilca tem sido representada em Portugal, desde 1962, pela F.Lima.

9/26/2010

Brinquedos de lata da PEPE e AML - Armindo Moreira Lopes


Com o jornal CORREIO DA MANHà foi hoje iniciada a distribuição de uma colecção de brinquedos de folha-de-flandres litografada, designada de “Brinquedos de outros tempos”. Serão 25 fascículos e a cada um corresponde a entrega de uma réplica de outras tantos famosos brinquedos. A primeira, feita hoje dia 26 de Setembro, com preço de lançamento custou 1,95 euros + compra do jornal, incluindo o respectivo fascículo e uma réplica de um modelo Bugatti de 1930, originalmente fabricado pela famosa marca Payá, de Ibi - Alicante – Espanha.

A réplica, já se vê, é made in China, e para além de todos os defeitos de uma réplica que se pretende económica, é produzida numa escala reduzida (19 cm) relativamente ao original  (50 cm). Mesmo assim, o resultado final não desmerece e todo o conjunto de 25 miniaturas será uma bela colecção a trazer à memória os brinquedos de outros tempos. O Bugatty funciona com um clássico sistema de corda, pelo que vem acompanhado de uma chavinha para dar-à-corda. Como não podia deixar de ser, acabei por comprar a réplica até porque o preço de lançamento era aliciante. Cada uma das restantes 24 entregas custará 9,95 euros + jornal.

Na sequência desta notícia, trago à memória um belo brinquedo de outros tempos, igualmente fabricado em chapa, mas com técnica diferente, e de fabrico português, concretamente pela AML - Armindo Moreira Lopes, a qual durante muitos e bons anos produziu fantásticos brinquedos que ainda hoje povoam o nosso imaginário infantil. Tenho a sorte de ter guardado desses tempos três exemplares que volta-e-meia devolvem-me esses deliciosos tempos em que à sombra de um velho carvalho, enquanto guardava o gado a pastar, me entretinha com este brinquedo.

Das minhas lembranças, recordo ainda a festa anual da minha aldeia com as tendas de venda de brinquedos, sempre ladeadas por olhitos arregalados fixos nesses artigos mágicos. Ganhava-se tostões durante o ano, fazendo-se diligentes recados e como paga de bons comportamentos (o que era difícil de ganhar), para que na hora da festa houvesse saldo pelo menos para um deles, fosse um camião de lata da APL ou da PEPE, uma espingarda que atirava paus ou qualquer outro.

As origens da PEPE recuam até ao ano de 1928, em Alfena – Ermesinde (terra de minha madrinha) fundada por José Augusto Júnior, então produzindo brinquedos em madeira e folha-de-flandres. Mais tarde, em 1946, essa instalação deriva para a Indústria de Quinquilharias de Ermesinde. Em 1955, é criada a marca JATO e é iniciada a inevitável produção de brinquedos em plástico mas mantendo-se a componente de fabrico em lata. Já nos anos 70, com a empresa a ser dirigida pelos filhos do fundador, a marca deriva para PEPE (do apelido Penela e Penela). Em 1977 é abandonada a produção dos brinquedos em lata passando o plástico a ser o material exclusivo.
Curiosamente, numa espécie de regresso ao passado, ainda hoje são produzidos alguns dos emblemáticos brinquedos da PEPE destinados a lojas de nostalgia, essencialmente para coleccionadores ou saudosistas.

Também de Alfena - Ermesinde, a AML - Armindo Moreira Lopes & Filhos, L.da produziu entre os anos 40 e 70 fantásticos brinquedos em chapa que ainda hoje resistem não só no nosso imaginário como nos sótãos ou mesmo em montras e prateleiras de muitos saudosistas e coleccionadores. Encerrou as portas em 1975 depois de 37 anos a produzir brinquedos,

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- Fascículo 1 da colecção “Brinquedos de outros Tempos”.

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- O Bugatti, hoje distribuido com o CM.

brinquedos paya
- Cartaz publicitário dos brinquedos Payá.

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- As minhas camionetas, da AML.

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- Moto com carrinho – Outro dos emblemáticos brinquedos da AML

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- Cavalinho com carroça – Outro nostálgico brinquedo da AML (ou da PEPE?)

Link interessante: História da JAJ, JATO e PEPE (Almatoys)

9/24/2010

Detergente AJAX – O do cavaleiro branco

 

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Hoje trago à memória o detergente AJAX. Para o efeito publico um belo e colorido cartaz publicitário de meados da década de 1960.

É verdade que esta marca ainda existe e faz parte da habitual panóplia de artigos de limpeza de qualquer casa (para pavimentos, louças sanitárias e vidraças), mas a sua longa história e popularidade merecem uma referência especial.


Para além da qualidade que lhe é reconhecida nos produtos actuais, e que já nesses tempos apregoava a tripla acção proporcionada pelos grânulos brancos, azuis e verdes, na variedade de detergente para a roupa, este produto, propriedade da Colgate-Palmolive, lançado em meados da década de 1940, tornou-se popular pela forte publicidade que com frequência passava na rádio e TV para além de ser presença habitual em jornais e revistas.
Dessa publicidade, ficou sobretudo na memória o reclame  que no início dos anos 70 passava na RTP onde surgia um cavaleiro branco, típico da Idade Média, montando um cavalo igualmente branco, empunhando uma lança que emanava uma espécie de raios que imediatamente tornava branca a suja roupa de uns miúdos traquinas que brincavam à luta no chão.
Esse cavaleiro branco tornou-se ainda mais popular porque, em miniatura de plástico dentro dos pacotes, era oferecido como brinde. Hoje em dia é uma peça rara e muito procurada por coleccionadores dos chamados "bonecos monocromáticos", também oferecidos com regularidade por outros detergentes como o JUÁ e até mesmo por marcas de gelados como a OLÁ e a RAJÁ.
O AJAX inicialmente era produzido em pó, idêntico ao igualmente popular OMO. Mais tarde o AJAX também passou a ser produzido na forma líquida, à base de amoníaco.

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Finalmente, confesso que em criança relacionava esta marca com a equipa de futebol holandesa, o AJAX de Amesterdão, então  com outra importância e notoriedade já que em 1970, 1971 e 1972, com jogadores fabulosos como Johan Cruijff, Johan Neeskens, Piet Keizer e Sjaak Swart, entre outrosvenceu a Taça dos Campeões Europeus. Mas isto já dava para outras memórias.

- Artigos relacionados, ou não:

Detergente JUÁ - A Régua Mágica e outros brindes
Detergente OMO - OMO lava mais branco!
Detergente OMO
OMO – Detergente que lava mais branco

9/23/2010

Meias C.D – Com C.D quem ganha é você!

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Ficou no ouvido o spot publicitário às meias ou peúgas C.D: “Com C.D quem ganha é você!” Esse spot, recordo-me, passava na rádio e também na TV, pelo início dos anos 80, vendo-se, num estádio de futebol, um pé descalço mas com meia às barras, sobre uma bola. Veja-se a imagem abaixo. Quanto nostalgia…

Este slogan é um bom exemplo da força que a publicidade consegue imprimir numa marca e produto, tornando-o popular mesmo decorrido mais de meio século.

Dentro dessa memória das meias ou peúgas C.D, publicamos ainda um cartaz publicitário do final dos anos 60. Neste caso, as meias de senhora, as Mitoulle, “uma fabricação francesa”, conforto, elegância e comodidade numa única peça.

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Pelas informações colhidas, a C.D existe desde 1946 e pelo menos na actualidade é fabricada pela Lucatextil, de Cascais. Ainda é sinónimo de qualidade. Pertence ainda à empresa a marca Goldfox, criada em 1980, especializada em meias e collants de criança.

9/21/2010

Quadro rústico – Camilo Castelo Branco

 

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(clicar para ampliar)

Lendo este belo quadro rústico, de Camilo Castelo Branco, encontro nele um retrato fiel do tanque de água de casa de meus avôs, à sombra da frondosa ramada de vinho “americano”, palco de tantas brincadeiras e fantasias. Fico assim com a impressão que o nosso tanque era exactamente como o de Camilo ou, o dele igual ao nosso.

Na realidade o tanque da casa de meus avôs, era um tanque duplo, onde a água do principal descaía alegre e cansada de sabão para um tanque secundário e adjacente, cujas águas no Verão eram aproveitadas para regas nas hortas. Nas mais das vezes, a água, porque era e ainda é de nascente, empurrada pela gravidade desde o monte, jorra dia e noite e onde cai, junto a cepas de videira e a um renque antigo de sabugueiro, forma uma pequeno charco onde existiam rãs. Noutros tempos, tínhamos ali à mão uma aula de biologia, vendo os girinos desenvolverem-se até ao estado de rãs até coaxarem alegres nas noites quentes de Verão. Hoje em dia, ainda há rãs, embora mais raras, e, claro, as galinhas, ainda andam por ali a piquenicar, e, imagine-se, de vez em quando, seguida das bolas douradas, os pintos.

Na correria dos tempos, porque hoje em dia tudo é a “assapar”, ainda há coisas que não mudarem e funcionam como portais ou máquinas do tempo, por onde ainda é possível entrar ou viajar até à nossa infância e reavivar as memórias dela emanadas como se o ontem ainda seja o presente.

9/18/2010

Family Ties – Quem sai aos seus

 

A RTP Memória está a passar diariamente (por volta das 21:00 h) uma das mais emblemáticas séries de TV produzida pela NBC entre 1982 e 1989. Foram 7 longas temporadas sendo realizados 180 episódios (pela lista da IMDB apenas 176), alguns com duas partes.

Em Portugal passou originalmente na RTP, também nos anos 80, certamente com desfazamento de episódios relativamente à exibição nos Estados Unidos.

Esta série é por demais conhecida mas é justo que seja aqui referida como parte das nossas memórias.

Sendo que “Family Ties” tem a tradução de “Laços Familiares”, confesso que nunca percebi o título adoptado em Portugal (Quem sai aos seus…), que neste aspecto até nem costuma inventar. Pior do que isso fizeram no Brasil, onde a série foi baptizada de “Caras & Caretas”. Anedótico. De todo o modo, o título foi sendo mudado nos muitos e diferentes países onde foi exibida sempre com êxito.

A história gira à volta de uma família típica americana da classe média alta, os Keaton. O chefe da família, Steve Keaton, é um produtor numa estação de televisão e a esposa, Elyse Keaton, é arquitecta. Os episódios decorrem num percurso normal de uma família normal, com as discussões (muitas vezes ideológicas e políticas, sobretudo entre o pai, de esquerda, e o filho Alex, conservador), os desentendimentos, a educação, o humor (omnipresente), o amor e os afectos, o lazer, os estudos, o trabalho. No fundo a família Keaton pode muito bem estar em qualquer uma das nossas casas.

O que sempre me agradou e deslumbrou na série foi o percurso e a evolução da família. Foi quase uma década de série e por isso é notória a mudança física dos intervenientes, sobretudo nos filhos da família e de modo especial de Jennifer onde a meu ver se nota mais a transformação. Quase dez anos amadurecem um adulto e transformam uma criança num jovem adulto. Esta quase metamorfose, física e social, é um dos pontos fortes da série e que a tornam num ícone e emblema das séries de TV de todos os tempos mas seguramente dos especiais anos 80.

“Quem sai aos seus…”  tornou-se de facto muito popular bem como os seus intérpretes. Michael J. Fox, que interpretava o filho mais velho, Alex, foi sem dúvida um dos que tirou mais partido dessa popularidade até porque ainda durante a série (1985) teve o papel principal no filme “Regresso ao Futuro” com duas continuações em 1989 e 1990, que foram um êxito. Fox teve uma longa carreira no cinema e televisão mas em 1998 revelou que padecia da “doença de Parkinson”, a qual o tem vindo a debilitar. Afastado do cinema, criou uma fundação que desenvolve esforços no tratamento e na pesquisa  que um dia possa conduzir à cura desta doença.

Personagens e intérpretes:

Elyse Keaton
Steve Keaton
Alex P. Keaton
Mallory Keaton
Jennifer Keaton
Andrew Keaton
  Meredith Baxter-Birney
Michael Gross
Michael J. Fox
Justine Bateman
Tina Yothers
Brian Bonsall

 

- Uma das aberturas da série (diferentes nas temporadas)

family ties 01

family ties 02

family ties 03

- Os Keaton.

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A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...

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