12/02/2010
12/01/2010
Serra da Freita com manto de neve
Hoje aproveitei o dia de feriado para, com a família, dar um salto à sempre bela Serra da Freita. Como seria de esperar depois de alguns dias de muito frio, a serra apresentava-se repleta de neve, nalguns locais atingindo mantos uniformes com pelo menos 30 cm. Ao atravessar o belo planalto, não fossem os rodados de passagens de jipe, e não daria para ver o limite da estrada.
Na parte da manhã, viam-se ainda poucos visitantes, esperando-se maior afluência na parte da tarde, mas mesmo assim dava para ver algumas crianças deliciadas com a brancura, não resistindo à “guerra das bolas de neve”. Será certamente uma experiência inesquecível para os mais miúdos, sempre fascinados pela branca e macia neve.
Das muitas fotografias que colhi, ficam apenas algumas amostras, que podem ser ampliadas.
11/28/2010
Desenhos para colorir
Os desenhos para colorir, sempre exerceram um fascínio especial nas crianças e não surpreende por isso que mesmo na Web existam diversos sítios cuja razão de ser é precisamente disponibilizar muitos e divertidos desenhos que depois de impressos poderão ser coloridos.
Para além disso, os livros com folhas para colorir continuam a ser um produto vendável e não raras vezes são oferecidos como prendas de Natal. É claro que a par destes livros, importa não esquecer as imprescindíveis caixas dos lápis de cor ou marcadores. Sem isso nada feito.
Hoje, já com o bichinho do espírito natalício a remoer, também decidi colorir um desses desenhos só que em vez dos lápis ou marcadores reais, usei as modernas ferramentas gráficas.
Há momentos em que o combóio do mundo infanto-juvenil passa-nos à porta e nele embarcamos sem hesitações, numa espécie de regresso ao passado.
(clicar para ampliar)
fonte do desenho: www.colorirdesenhos.com
11/25/2010
Eça de Queirós
Sobre a sua vida e obra, não faltam exaustivas biografias e referências, pelo que ficamos apenas pela lembrança da efeméride.
Para além de tudo, é um dos meus autores preferidos e da sua obra conhecida e publicada já li tudo, de resto uma leitura que periodicamente se vai renovando como aconteceu recentemente com "As cidades e as serras".
Cada parágrafo de Eça de Queirós é um rendilhado pormenorizado e simultaneamente resumido da condição humana, das suas personagens e seus carácteres. É certo que retratou uma sociedade numa época muito própria mas, salvas as distâncias dos usos e costumes, a génese humana e os contornos relacionais da sociedade continuam quase os mesmos e por isso Eça, como os grandes escritores, permanece actual.
11/22/2010
Vasco da Gama – A caminho da Índia
É uma data memorável para Portugal dos Descobrimentos. Todavia, o Cabo tinha sido dobrado pela primeira vez uns anos antes, em 1488 pelo navegador Bartolomeu Dias, então um feito assinalável e fundamental para a posterior viagem de Gama. Esse acidente geográfico na costa sul do continente africano, devido às dificuldades de navegação, tinha sido baptizado pelo mesmo Bartolomeu como o Cabo das Tormentas ou Tormentoso, obscura e temida morada do Adamastor, mas quando vencido o medo e dobrado o “bicho de mares nunca dantes navegados”, fez renascer uma nova esperança para a empreitada das navegações quinhentistas pelo que foi rebaptizado por D. João II por ver no feito uma abertura da ampla porta que conduziria à Índia.
Há assim datas que têm o dom de ter um duplo significado, seja colectivo ou pessoal.
A aprendizagem da História de Portugal no ensino primário teve sempre um peso significativo noutros tempos (actualmente nem tanto e apenas numa fase mais tardia) pelo que as grandes datas e os grandes heróis fazem parte da bagagem cultural e patriótica da malta da minha geração e o Vasco da Gama e o seu enorme feito, é uma espécie de 2+2, ou seja, coisa sabida e de fácil memória. É claro que igualmente muitos outros, mas o Gama e a sua viagem, que mudou indelevelmente o trajecto da nossa História, será sempre uma das primeiras figuras.
Para lembrar o facto e a data, deixo aqui uma das belas páginas do meu Livro de História da 4ª classe, o tal com o castelo de Almourol na capa. (Podem ser ampliadas).
11/21/2010
Livro de leitura para a 1ª classe – Romeu Pimenta e Domingos Evangelista
Hoje trago à memória este belo livro da primeira classe do Ensino Primário, utilizado por quem hoje anda na casa dos 80 anos. Portanto, alguns dos nossos pais ou avós, dependendo da nossa idade, utilizaram este livro e com ele aprenderam as primeiras letras. Os temas giram à volta do amor pelos pais, pela família e pelas coisas que nos rodeiam na natureza, como os animais. Veja-se os títulos das diferentes lições: O novo livro; A nova escola; a,e,i,o,u; A obediência; Jesus e as crianças; O caminho da escola; O gatinho; Crucifixo; As flores; Os cinco sentidos; Não devemos mentir; A história do chasco e do pisco; Os ninhos; No recreio; As andorinhas; A fruta; Os bons irmãos, O meu pai; Casinha de pobres; Diana; Os transportes; O pião; A junta de bois; O boi; As vindimas; Uma lavrada; O rio; Ajudemo-nos uns aos outros; Natal; O rego da água; A merenda do Fernandinho, A árvore; A gratidão de um povo; Exercícios de caligrafia.
Este livro, que se diferencia pela sua capa com motivo floral, com a particularidade de essa ilustração, de acordo com nota dos autores, ter sido realizada pela menina Helena da Silva Graça, de 11 anos, da Foz do Douro e aluna de um dos autores. De resto, a colaboração de alunos estende-se a outras páginas, nomeadamente a menina Júlia Cândida de Sá Barros, de 10 anos e também da Foz do Douro e Damião Reina, de Cerveira, de 11 anos. As demais gravuras do livro foram produzidas pela Simão Guimarãis, Sucrs.
O livro tem uma estrutura interessante, com uma lição numa página e na página seguinte, exercícios à volta do tema. É claro que, comparando este manual com um dos actuais livros da classe correspondente a diferença é abismal, não apenas nas considerações gráficas, mas na ilustração e programa. Nessa altura a primeira classe era de trabalho e no final dela devia saber-se ler e escrever correctamente, o que, diga-se, está longe de acontecer na actualidade, mesmo tendo em conta o ensino pré-primário, que se traduz essencialmente num tempo de brincadeira. Não nos interessa questionar aqui as virtudes e defeitos de um ou outro sistema, até porque os tempos são outros, mas regista-se a diferença.
Tendo sido editado há mais de 70 anos, é natural que a grafia de várias palavras seja diferente da actual, nomeadamente na acentuação. Exemplos: mãi, Pôrto, Guimarãis, dêle, cômo, êles, fôr, fôrça, rêgo.
Este livro é o primeiro de uma série dos mesmos autores, portanto com 3 outros manuais correspondentes às segunda, terceira e quarta classes. Refira-se que os demais livros da série, apresentam capas semelhantes mas com diferença na composição das flores e folhas, como abaixo se poderá destrinçar nas imagens que apresento.
- Nesta última imagem, que se refere à capa do Livro de Leitura para a 3ª Classe, sendo semelhante à que ilustra a capa do livro da 1ª, tem notórias diferenças, nomeadamente no tipo de flor /pétalas abertas e fechadas). Acrescente-se, finalmente, que a ilustração da capa do livro da 1ª classe é também utilizada no livro da 2ª, enquanto que esta ilustração da capa do livro da 3ª classe é repetida no livro da classe seguinte, a 4ª.
Com tempo, trarei aqui à memória os demais livros desta série, dos professores Romeu Pimenta e Domingos Evangelista.
Nota final: Por coincidência, na data em que escrevo este post, no sítio de leilões online, o miau.pt está um livro desta série (da 4ª classe) em leilão.
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