1/13/2011

O Justiceiro - Knight Rider

 

Está a passar na RTP Memória uma das típicas séries de televisão produzidas nos Estados Unidos, uma das muitas que caracterizaram os anos 80. Trata-se da série "O Justiceiro", no original "Knight Rider", com o conhecido actor David Hasselhoff, que mais tarde reforçou a sua popularidade com o papel do nadador-salvador Mitch Buchannon, numa outra série de culto, o "Marés Vivas", também conhecido pela participação da bombástica Pamela Anderson.


Michael Knight, interpretado por David Hasselhoff, é um agente ou detective especial cuja personalidade e identidade lhe foram atribuídas depois de ter sido dado como morto num combate na guerra do Vietnam, onde era soldado. Secretamente foi salvo e transfigurado num bonitão (quem diria), pronto a combater o crime e os criminosos na “sela” do seu “cavalo”.

Na série, Michael Knight, está profundamente ligado ao seu fabuloso automóvel, o KITT (um Pontiac Banshee IV – General Motors), preto, todo especial, repleto de sofisticadas tecnologias, incluindo um computador de bordo que falava e interagia como se de uma pessoa se tratasse. O KITT (Knight Industries Two Thousand) era o resultado do desenvolvimento de inteligência artificial da FLAG - Foundation for Law and Government, cujo representante, e cooordenador das missões, era o Devon Miles, interpretado por Edward Mulhare. Para além destes personagens, existia também a Dr. Bonnie Barstow (Patricia McPherson), a mecânica chefe que tratava da "saúde" do KITT. Este papel foi ainda repartido na 2 temporada por April Curtis (Rebecca Holden). Aliás a série está polvilhada de mulheres bonitas, o que não deixa de ser natural.


A série teve a sua produção de 1982 a 1986, com 84 episódios correspondentes a 4 temporadas.
Confesso que nunca me entusiasmou sobremaneira, pois toda aquela tecnologia (demasiado avançado mesmo nos padrões actuais) afigurava-se-me como quase patética, nomeadamente quando o botão do "super turbo" era solução para tudo, tanto para ultrapassar como para sobrevoar os adversários boquiabertos. Parecia-me tudo demasiado inverosímel, ligeiro, previsível, mas, apesar disso, bem à americana, ou seja, com bom efeito.
Mas, pronto, reconheço que a série foi muito popular, sobretudo junto do público feminino que não deixava de suspirar pelo, dizem, bonitão do Michael Knight.


Como seria de esperar, a série teve várias sequelas já nos anos 90 bem como de vez em quando é reposta em alguns canais de televisão, como aconteceu já na TVI, em 2009, com o remake “O Novo Justiceiro”, com 17 episódios, com várias alterações ao nível do elenco.

Não há amor como o primeiro.

knight_rider_1

knight_rider_2

knight_rider_4

knight_rider_3

knight_rider_5

O vídeo com o tema de abertura: Link


1/12/2011

Barbapapa – Uma família colorida e maleável

barbapapa_1

Quem não se recorda da série de animação, "Barbapapa"?
Tratava-se de uma família muito especial, uma espécie de bonecos de borracha ou de massa cujos corpos se moldavam em certos objectos ou características. Não tinham pés, sendo assim uma espécie de bonecos" sempre-em-pé".

Apesar dessa característica estranha, a série tornou-se muito popular e querida entre nós, quando passou na RTP na primeira metade dos anos 70.
Dentro desse sucesso, a antiga Agência Portuguesa de Revistas editou em 1975 uma caderneta composta por 210 cromos.

A série voltou a passar já nos anos 80, então a cores, pelo que se ressaltava o colorido característico dos diversos personagens, já que os havia para todas as cores.
O personagem principal era o pai, o Barbapapa, em cor-de-rosa. A sua esposa, a Barbamama, paradoxalmente, era de cor preta. Os filhos do casal tinham nomes adequados às suas aptidões físicas ou intelectuais e tinham várias cores, como o verde,o azul, o amarelo, vermelho, laranja, cor-de-rosa e preto.

Estes curiosos bonecos saíram da imaginação e arte da aqruitecta e ilustradora francesa, Annete Tison e do pofressora norte-americano, Talkus Taylor, isto no início da década de 70. Antes da televisão, o personagem nasceu na forma de livro infantil.

A série de televisão foi co-produzida pela Holanda e Japão, com realização de Kôichi Sasaki, Katsuhisa Yamada, Atsushi Takagi e produção de Tôru Hara. Foram realizados 93 episódios de 5 minutos cada, 45 na primeira temporada e 48 na segunda temporada.
 
Uns anos mais tarde, já na década de 1990, foi produzida uma nova versão.
É claro que a série estava dirigida ao público infantil pelo que a criançada regalava-se com as peripécias e habilidades dos bonecos simpáticos e coloridos.

Personagens e características:

Barbapapa: É o pai da família. Tem a cor rosa.
Barbamama: A mãe da família. Tem a cor preta e sempre ostenta flores na cabeça, como todas as "garotas" da família.
Barbabela:  A mais vaidosa, sempre preocupada com a aparência. Tem a cor lilás.
Barbaclic:  Extremamente curioso, gosta de ciências. É azul.
Barbacuca: É estudiosa e gosta de livro. Tem a cor laranja.
Barbalala: Gosta de música. Tem a cor verde.
Barbaploc: É o desportista da família e gosta de bancar o detetive. Tem a cor vermelha.
Barbatinta: Gosta de pintura. É preto e o único barbapapa com pêlos.
Barbazoo: É o amigo dos animais e plantas. Tem a cor amarela.

barbapapa_2

papa_mama 

dou_chien

lala_harpe


1/11/2011

A velha e a nova Inglaterra

 

inglaterra

Cartaz publicitário do princípio dos anos 70, num incentivo às viagens a Londres.  O texto que acompanha o cartaz faz referência a alguns dos símbolos ou ex-líbris da capital inglesa, nomeadamente o Palácio de Buckingham, a Torre de Londres e outros locais. Para além disso, na imagem estão representados alguns dos aspectos sociais e quotidianos que marcavam a cultura e a moda de então. Os jovens, vestidos num registo hippye, com cabelos compridos e soltos, as mini-saias, em contraponto à imagem conservadora da “velha Albion”. O aspecto do rapaz, com calças de ganga, cabelo, bigode e óculos à epoca, remete-nos para um forte símbolo da Inglaterra desses anos, exactamente John Lennon, figura carismática da banda (de Liverpool) The Beatles.

Por tudo isso, o cartaz é todo ele uma evocação fiel e nostálgica de um período caracterizado por uma revolução cultural e de costumes, desde o sexo à moda, iniciada já na década de 60.


1/10/2011

O tempo das coisas

 

cerejas

Aqui há dias, um pouco antes da passagem de ano, assistia na RTP a uma das costumeiras e triviais reportagens da época, numa qualquer pastelaria, numa espreitadela sobre a confecção do popular bolo-rei. Para além de tudo o que se viu e ouviu, retive a afirmação de que apesar desta ser a época alta, todavia o bolo-rei confecciona-se e consome-se todo o ano. De facto assim é, como também é verdade realativamente a muitos produtos de origem sazonal ou identificados com épocas específicas.

É o caso do bolo-rei, conforme referimos, mas também o pão-de-ló e as amêndoas, tradicionalmente ligadas à festividade da Páscoa, as rabanadas, ligadas ao Natal, etç, etç.
No caso das frutas: Noutros tempos, no nosso país, morangos e melões vendiam-se nos meses de Verão, as cerejas em Maio e Junho, as castanhas, nozes e figos no Outono e por aí fora.
Hoje em dia, pelos efeitos da globalização, desenvolvimento das tecnologias de produção, confecção e armazenamento e conservação, temos quase tudo isso em qualquer dia do ano.


Certamente que esta abundância e disponibilidade por si só não têm nada de negativo mas, verdade se diga, perdeu-se muito do encanto próprio dessas coisas, quase como uma magia desvendada ou um segredo revelado. Dito de outro modo, as coisas vulgarizaram-se, tornaram-se rotineiras sem qualquer deslumbramento. Perderam assim o sabor e o aroma.


Consequentemente, as coisas e as situações tendem a cair numa espiral de vulgaridade que vai aumentando. Veja-se o caso do Natal, que outrora confinado à quadra, hoje já se começa a revelar em princípios ou meados de Novembro, porque o consumismo e os aparelhos que o sustentam assim o determinam.
Por conseguinte, perdeu-se para sempre o tal encanto e deslumbramento das coisas que aconteciam na altura própria em todo o seu explendor, como o concretizar de um desejo. Se desejávamos cerejas, tínhamos que esperar pelo tempo delas; Se desejávamos grelos ou melões, tínhamos que aguardar pelo tempo deles. Era assim com tudo. Mas tudo mudou.


Sinais dos tempos em que deixou de haver tempo para a espera, para o ritmo próprio dos ciclos da natureza e da vida.


1/05/2011

Ainda Boas Festas

 

pai_natal 

Publico aqui um simples rabisco de um Pai Natal, atrapalhado com os presentes, que cheguei a esboçar para dele fazer um dos meus postais de Natal. À falta de tempo, ficou a meio do que pretendia mas mesmo assim fica por aqui a lembrar que a quadra natalícia só termina amanhã com o Dia de Reis, outrora um importante feriado, a exemplo do que actualmente sucede em Espanha. Infelizmente, entre nós, este dia apresneta-se quase sem significado apesar de em termos simbólicos o Dia de Reis ou a Epifania, ser entendido como o momento maior em que o Menino Jesus foi reconhecido como Deus Menino.
É claro que pela importância que pessoalmente ainda dou à data,  cá por casa amanhã, embora sem a mesma importância ou ênfase, voltará a haver consoada, novamente com a caldeirada de bacalhau e as rabanadas de vinho.


Censos – Há 40 anos

 

Está a arrancar a campanha dos Censos 2011, a levar a efeito pelo INE – Instituto Nacional de Estatística, estando já abertas as candidaturas para os recenseadores (o que pessoalmente já fizemos). Será o XV Recenseamento Geral da População e do V Recenseamento Geral da Habitação, o que, desde 1864, tem acontecido com regularidade de 10 em 10 anos.

Pela primeira vez os inquéritos serão processados via internet, o que não deixa de ser uma situação normal tendo em conta a crescente dependência desta plataforma de comunicação e informação face aos serviços e entidades da administração pública.

A propósito, publicamos hoje um artigo de Março de 1970 relacionado aos Censos desse ano, correspondentes ao XI Recenseamento Geral da População, o que não deixa de ser interessante por se verificar os meios informáticos assegurados na altura, cujo computador e unidades periféricas foram alugados nos Estados Unidos, por 450 contos mensais, uma fortuna.

À distância de 40 anos percebe-se que o desenvolvimento na área da informática foi imenso e não surpreende que hoje em dia um simples computador portátil tenha mais capacidade de cálculo, processamento e armazenamento do que uma enorme unidade que então ocupava uma grande sala e requeria vários operadores e que se vangloriava de processar 63000 caracteres por segundo, o que de facto na altura era obra.

 

image

image

(clicar nas imagens para ampliar)

- História dos Censos


Pesquisar no Blog

7UP - Beber e arrotar

  A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Euro...

Populares