1/25/2011

Moussine – A maquilhagem da mulher moderna

 

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Cartaz publicitário de Junho de 1961.  Moussine, uma marca  de mousse de maquilhagem que se perdeu no tempo, mas então muito apreciada.

O que nos chama mais a atenção é o facto do apelo à ”mulher moderna”. Ou seja, cada tempo tem o seu conceito de modernidade, fosse nos anos 60, seja agora em pleno séc. XXI. Todavia, a questão da maquilhagem continua porventura ainda com maior actualização e poucas são as mulheres, modernas ou nem por isso, a não dispensar uns retoques.  Muito mais do que isso, estão na moda os “enchimentos” e às tantas já nem sabemos se apalpamos  a “xixa” natural ou se um naco de silicone embrulhado em pele.

Pode-se, assim, concluir que nestes tempos que correm a modernidade assenta sobretudo em pressupostos da imagem, do antes parecer do que ser.


1/24/2011

Sabonete Luz – Jane Powell

 

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Cartaz publicitário, de 1961, ao clássico sabonete Lux, o usado por 9 em cada 10 estrelas.

Pelo Santa Nostalgia já demos a conhecer várias estrelas que usavam Lux, mas desta feita, a estrela retratada era a bela actriz Jane Powell.

1/23/2011

Bomba H – Revista de Humor

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Numa época em que não abundavam as publicações de conteúdo erótico ou pornográfico, ou, existindo, com um acesso algo clandestino, dificultado e reservado, em Portugal, principalmente depois do 25 de Abril de 1974, foram surgindo algumas revistas num formato baseado no humor mais ousado, recorrendo normalmente a fotografias de beldades com as maminhas a descoberto ou com cartoons humorísticos, quase sempre de produção estrangeira. O slogan: “Uma explosão mensal de humorismo internacional”.

Uma dessas revistas, de que bem me lembro e que guardo alguns exemplares, era a Bomba H, em formato de bolso, propriedade de Mário Assunção e José Martins Ramos, com Mário Assunção a director e António Gomes de Almeida a chefe-de-redacção.

A Bomba H tinha publicação mensal, com tiragens entre os 5000/10000 exemplares, e terminou em 1978, ao fim de 176 números.

Esta revista misturava numa “salada” de erotismo soft os bonecos dos cartoons, com pequenos textos e fotografias, tudo a preto-e-branco, excepto a capa e contra-capa que eram a cores.

Não surpreende assim que a Bomba H fizesse parte dos aliciantes dos adolescentes, que, claro está, a mantinham afastada dos olhares dos pais.

Hoje em dia, esta constatação não deixa de nos fazer sorrir pela leveza dos conteúdos face a revistas generalistas e ao alcance de qualquer criança, como as populares Maria, Ana, TV 7 Dias e outras mais, onde alguns conteúdos frequentemente roçam a alarvidade e a pornografia.


1/20/2011

Festa das Fogaceiras

 

Hoje, 20 de Janeiro, é feriado municipal em Santa Maria da Feira, tendo lugar no centro da cidade a secular Festa das Fogaceiras, resultante de antigos votos ao Mártir S. Sebastião.

A origem da Festa das Fogaceiras

A “Festa das Fogaceiras” apareceu-nos datada de 1505, altura em que o País foi fustigado por uma “epidemia brava e cruel”, a peste. Então os Condes do Castelo e da Feira, ramo nobre criado em 14 de Janeiro de 1452, apelaram ao Mártir S. Sebastião para que acabasse com o morticínio dos Feirenses, prome¬tendo-lhes a realização de uma festa anual, onde o “voto” seria a “fogaça”!

Até 1700 - data em que o Condado do Castelo e da Feira se extinguiu por falta de descendência, passando os seus domínios para a “Casa do Infantado” - a “Festa das Fogaceiras” foi promovida pelos senhores das Terras de Santa Maria da Feira, habitantes do paço intra-muros do Castelo.
Daí, e durante quatro anos, a festa foi suspensa, reatando-se a tradição de seguida, e até 1749, por iniciativa das famílias mais abastadas do Concelho. Verificou-se entretanto novo surto de peste e em 1753, por Alvará de 30 de Julho, o Infante D. Pedro, irmão de D. João V, determinou à Câmara Municipal que assumisse definitivamente a realização da “Festa das Fogaceiras”, para o que dispenderia 30.000 réis!

Esta determinação foi justificada com a vontade do povo e a existência “imemorial” do voto.
Por isso, o voto foi cumprido pela Câmara Municipal até 1910, altura em que, invocando-se a separação entre a Igreja e o Estado, a festa passou a ser realizada por autoridades civis, a título indivídual, e pela Santa Casa da Misericórdia.

No dia 15 de Julho de 1939, a Câmara Municipal deliberou retomar a responsabilidade de realização da festa, decisão que se mantém agora como atribuição assumida pelo poder autárquico concelhio.

As “fogaças do voto” foram inicialmente distribuídas pela população em geral, depois pelos pobres, mais tarde pelos presos e pelas personalidades concelhias, em fatias chamadas “mandados” e hoje entregues à autoridade religiosa, política e militar regional que tem jurisdição sobre o Município de Santa Maria da Feira.

fonte: Link

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Fogaça – Um pão doce, com base de farinha e ovos, caracterizado pelo golpe superior em cruz, que depois de cozido resulta nos 4 coruchéis representativos das 4 torres do Castelo da Feira.


1/18/2011

A insegurança dos nossos dias

 

Desde há vários meses que o programa da RTP1, "Praça da Alegria", no ar diariamente entre as 10:00 e as 13:00 horas, com apresentação de Jorge Gabriel e Sónia Araújo, dedica sensivelmente os últimos 40 minutos da emissão a analisar e a reflectir sobre vários casos vindos a público, com impacto social e frequentemente decorrentes de situações de criminalidade, quase sempre ligados à segurança, ou falta dela.


Ontem, por exemplo, abordou-se o caso recente de uma senhora idosa, que vivendo só, foi assaltada com alguma violência, atada, amordaçada e abandonada no chão frio da casa, tendo-lhe sido roubada uma elevada quantia, a maior parte pertencente a um filho da vítima.


Habitualmente estes casos são superiormente analisados por especialistas convidados, como o médico-legista Dr. Pinto da Costa, o advogado Dr. Paulo Santos, o Juiz Rui Rangel e o médico psicólogo e sexólogo Júlio Machado Vaz.
Uma grande parte das intervenções estão disponíveis no YouTube pelo que facilmente se pode apanhar os fios às meadas de muitas das situações dissecadas.


Tudo isto para se constatar que não raras vezes, principalmente pela análise experiente do Dr. Pinto da Costa, todos estes casos, nomeadamente ligados à criminalidade, revelam um forte desprezo pela vida e pessoa humana, nomeadamente os ocorridos contra pessoas idosas, fragilizadas na incapacidade física e na solidão, bem como a uma falta de valores e princípios cívicos que afecta o grosso da nossa actual sociedade.


Louva-se, evidentemente, a análise destes casos na televisão pública, mas não temos dúvidas que a insistência neste conceito de rubrica, que põe a nu a insegurança, a criminalidade e muitas vezes a ineficácia da autoridade e a lentidão e benevolência da Justiça, formatada legalmente num quadro favorável ao criminoso e pouco ou nada protector quanto à vítima, deve sobremaneira desagradar a muitos, incluindo a sectores do Governo e sobretudo a sectores de uma certa sociedade liberal e progressista que em nome de supostos critérios de defesa contra preconceitos, liberdades e garantias,  vêem na classe criminosa um grupo de coitadinhos a quem se deve relevar as suas acções e conceder-lhes todas as oportunidades de recuperação.

Todos esses sectores têm conduzido o país a um crescente clima de insegurança e criminalidade, cada vez mais organizada e violenta bem como a um código penal onde a morte premeditada e agressiva de alguém, independentemente da quantidade de vítimas, é, quando é, penalizada com pouco mais de uma dúzia de anos de prisão.


Quando viramos as atenções para o recente e mediatizado caso da morte do jornalista do jetset, Carlos Castro, e quando se constata que pela lei do Estado de Nova Iorque, o assassino confesso, no mínimo, salvo inimputabilidade do foro psiquiátrico, não se livrará de 25 anos de cadeia, correndo até o risco de apanhar perpétua, é que chegamos à conclusão que neste capítulo Portugal ainda é uma república das bananas onde compensa e vale a pena ser-se criminoso, porque o risco é reduzido e o castigo é lento e benévolo.


A este respeito, dizia há dias o Dr. Pinto da Costa, para a maior parte dos crimes, mesmo que apanhado em flagrante, o criminoso que actua em Portugal fica com a ridícula obrigatoriedade de se apresentar semanalmente às autoridades, por exemplo, à Quinta-Feira, ficando com o resto do tempo livre para se dedicar ao que melhor sabe fazer, ou seja, atentar contra os elementares direitos dos cidadãos, seja quanto ao património seja, o que é mais grave e frequente, contra a integridade física e a vida de treceiros, sejam crianças, jovens, adultos ou idosos. Não surpreende, pois, que recorrentemente cheguem notícias sobre indivíduos que num mesmo dia são apanhados diversas vezes na sua actividade ilícita, alguns dos quais em liberdade condicional ou já sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência. Banaliza-se assim o sentido de justiça e da sua aplicação.

Pode-se, pois, invocar mil motivos, pretextos e razões sociais ou culturais  para se defender ou relativizar o papel dos criminosos, mas não se pode ignorar que na maior parte dos casos, este tipo de gente só compreende a linguagem da violência gratuita pelo que, para boa compreensão, tem que se dialogar em consonância, com justiça implacável, dura e efectiva, mesmo que isso possa custar investimento em mais autoridade, meios de segurança e prisões. A liberdade e a sua garantia só deve fazer sentido se a ela na justa proporção corresponder o direito, o dever e a disciplina. A política dos paninhos quentes e do politicamente correcto tem conduzido aos resultados que se vêem e só não não se apercebe disso quem não lê, não vê e não ouve os seus ecos diários nos diferentes suportes da comunicação social, mesmo sabendo-se que esta só dá conta de uma ínfima parte.

Até quando?


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