6/19/2012

Luis Filipe de Abreu – Artista plástico

luis filipe de abreu foto

Luís Filipe de Abreu, artista plástico português - (1935 - Torres Novas)

Professor Catedrático da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Membro efectivo da Academia Nacional de Belas-Artes . Desempenhou funções de consultor artístico e técnico no domínio das artes visuais e design junto de entidades públicas, privadas e organismos do Estado.
Tem desenvolvido actividade artística em campos muito diversificados da pintura e do design. Trabalhando em continuidade junto de empresas especializadas em técnicas gráficas de alta precisão e segurança para a produção de notas de banco, obteve elevado nível de especialização neste difícil e raro campo de actividade.
É presença frequente em exposições colectivas (Pintura, desenho, tapeçaria, serigrafia, filatelia, medalhística).

Actividade profissional diversa:
Pintura de cavalete (óleo, acrílica, aguarela: Representado em colecções particulares nacionais e estrangeiras e em numerosos edifícios públicos.

Pintura integrada em espaços arquitectónicos, (murais realizados a têmpera de ovo, de caseina, encáustica, etc): Hotéis Ritz, Fénix, Mundial, em Lisboa; Hotéis Alvor-Praia, Delfim, no Algarve; paquete Infante D.Henrique; Edifício Telecomunicações, Funchal; Banco Fonsecas & Burnay em Lisboa e Fundão.

Vitral: Academia Militar, Lisboa; Hospital Regional de Portalegre; Museu da Fundação Medeiros e Almeida, Lisboa; Hotel Eden, Estoril.

Cerâmica (painéis de azulejos ): Hospital Regional de Portalegre; Quinta das Flores, Cascais; Edifício das Telecomunicações, Funchal; Caixa Geral de Depósitos, Cova da Piedade; Praça 5 de Outubro, Torres Novas; Metropolitano de Lisboa, Estação Saldanha I.

Tapeçaria: Hotéis Alvor-Praia, Alvor; Madeira Palácio, Funchal; Capitol, Lisboa; Altis, Lisboa; Delfim, Alvor; Companhia de Diamantes de Angola; Banco Pinto & Sotto Mayor, Porto; Casino da Praia da Rocha (act.Lisboa); Tribunal Militar de Elvas; Dan Cake Portugal; Manufactura de Portalegre; Banco de Portugal, Edif.Almirante Reis Lisboa; CTT, sede em Lisboa;

Ilustração: Obra muito vasta distribuida principalmente pelas áreas jornalismo e editorial. (Diário Popular, Diário de Lisboa, A Ilustração, outros, Revista Colóquio, Almanaque, revistas e boletins empresariais, etc); ilustração institucional e publicitária de prestígio (Sacor, Petrogal, Tap, TV-Caron, Instit. do Café, painéis em exposições em Portugal e estrangeiro, etc); ilustração editorial (Bertrand, Sá da Costa, Estúdios Cor, Ulisseia, Convergência, Inquérito, Círculo de Leitores, Philae, etc.); várias dezenas de capas; destaque para obras de Aquilino Ribeiro, José Rodrigues Miguéis, António Sérgio, Dostoyewsky, Puskin, Eça de Queiroz, D.H.Lawrence, Gil Vicente, Fernão Mendes Pinto, Lendas de Portugal, Livros de Leitura de 1ª 2ª Classe ( com Maria Keil);

Design gráfico: Concepção de edições especiais de livros e publicações várias (Fund. Gulbenkian, Sacor, Petrogal, Grupo Cuf, etc.); criação de logotipos e símbolos gráficos (Galp, IPPAR, (vários prémios em concursos);

Cenografia: Criação de cenários e figurinos para teatro, ópera e bailado.

Medalhística: Criação de cerca de 120 medalhas.

Desenho de selos postais: Criação de mais de cento e quarenta originais para selos postais, alguns premiados em concursos; em Outubro de 2001 a Março de 2002 a Fundação Portuguesa das Comunicações promoveu uma exposição de grande parte dessa produção; a mesma exposição esteve posteriormente patente no Funchal, Madeira.

Desenho fiduciário: Desde 1980 até finais dos anos noventa produziu o design e a ilustração integral de 12 notas emitidas pelo Banco de Portugal, além de outros projectos.

Alguns dos trabalhos:

luis filipe de abreu - voo nocturno

- Voo Nocturno – pintura

luis filipe de abreu - castor e polux

- Castor e Polux – pintura

luis filipe de abreu - arvore

- Árvore – pintura

luis filipe de abreu - barcos

- Barcos – pintura

luis filipe de abreu - ferragudo

- Ferragudo - pintura

luis filipe de abreu - o rapto de helena

- O Rapto de Helena – pintura

luis filipe de abreu - venus frente ao sol

- Vénus Frente ao Sol – pintura

luis filipe de abreu - pintura - jacob e o anjo

- Jacob e o Anjo – pintura

luis filipe de abreu - pintura - morte de siegmund

- A morte de Siegmund - pintura

luis filipe de abreu - retrato h einemann

- Retrato H. Einemann - pintura

luis filipe de abreu - tapecaria alvor
- Tapeçaria

luis filipe de abreu - tapecaria banco portugal

- Tapeçaria

luis filipe de abreu - nota 2000 1

luis filipe de abreu - nota 2000 2

5000 escudos antero de quental santa nostalgia

5000 escudos vasco da gama santa nostalgia

- Desenho fiduciário

1676

1677

- Selos

luis filipe de abreu - ilustracao 1

luis filipe de abreu - ilustracao 2

luis filipe de abreu - ilustracao 3

luis filipe de abreu - ilustracao 4

luis filipe de abreu - ilustracao 15

luis filipe de abreu - ilustracao 5

luis filipe de abreu - ilustracao 6

luis filipe de abreu - ilustracao 7

luis filipe de abreu - ilustracao 8

luis filipe de abreu - ilustracao 9

luis filipe de abreu - ilustracao 10

luis filipe de abreu - ilustracao 11

luis filipe de abreu - ilustracao 13

luis filipe de abreu - ilustracao 12

luis filipe de abreu - ilustracao 14

luis filipe de abreu - ilustracao 16

- Ilustrações

luis filipe de abreu - capas 1

luis filipe de abreu - capas 2

luis filipe de abreu - capas 3

luis filipe de abreu - capas 4

- Capas de livros

- Tenho por Luís Filipe de Abreu uma admiração que remonta à minha infância, precisamente a partir da altura em que pela primeira e segunda classes da escola primária, tomei contacto com os livros de leitura (primeira e segunda), com fantásticas ilustrações deste artista e da Maria Keil que, já com saudade, nos deixou há escassos dias, depois de uma longa vida dedicada às artes plásticas.
Desde então, sempre fui um entusiasta da obra destes dois artistas, de modo especial do Luís Filipe, pelo deslumbramento da composição, da plasticidade das formas, da geometria das cores e sombras, do traço e pinceladas numa aparência descuidada mas profunda. Mas mais do que as palavras, é a emoção que cada pintura ou ilustração provoca.
Há pouco tempo tive o privilégio de contactar o Luís Filipe de Abreu e foi com natural satisfação que vejo que apesar dos seus cabelos brancos, ainda está pleno das suas capacidades artísticas, continuando a aumentar a sua extensa obra nas mais diversas vertentes como acima se demonstra nas notas biográficas.
Este artigo é assim um simples reconhecimento que me merece o artista imenso que é o Luis Filipe de Abreu. Aos poucos este artigo será melhorado sobretudo com a publicação de algumas amostras do muito que criou. É mais do que justo que, face a poucas referências existentes na web, que não no meio artístico, onde todos lhe reconhecem o génio, seja aberto um espaço onde se dê a conhecer um pouco mais deste fantástico artista português e do mundo.

Rebuçados Zoológicos Vitória

 rebucados vitoria 01

Quase 6 anos depois, volto às memórias relacionadas com a colecção de cromos “Rebuçados Zoológicos Vitória”, também conhecidos pelos “animais” ou pelos “bichinhos”.
Desta vez para publicar e comparar as páginas e cromos de duas diferentes edições; a primeira de meados dos anos 40 e a segunda do final dos anos 60, princípios de 70, precisamente a que coleccionei aquando criança.
As diferenças são notórias já que na edição mais antiga, os desenhos dos cromos eram mesmo muito básicos, certamente desenhados por alguém pouco habilidoso tanto nas questões de desenho como nos conhecimentos da anatomia animal.

Na edição mais recente, e certamente das últimas, os cromos foram redesenhados por Carlos Biel e de um modo geral são mais apelativos e agradáveis de coleccionar. De referir que nesta revisão, alguns dos animais foram substituídos por outros, mantendo-se, porém, o grosso da ordenação e correspondência entre todos os 200 “bichinhos”, nomeadamente os três carismáticos “bacalhau”, Nº 42, a “cobaia”, Nº  147 e o “cabrito”, Nº 199. Na edição antiga alguns animais eram representados nos dois géneros (masculino e feminino, como gato e gata), o que foi corrigido nas edições finais.

Uma das características comuns a ambas as edições é a impressão dos cromos com cores sortidas, isto é, o mesmo cromo poderia ter qualquer umas das várias cores adoptadas, como preto, azul, sépia, verde, vermelho, nuance que permitia que, depois de colados os cromos, as páginas ficassem com um colorido interessante. Resta acrescentar que alguns meus colegas, mais “esquisitinhos”, faziam por coleccionar cada página com cromos de cores iguais o que, é fácil perceber, dificultava bastante o preenchimento. Claro que havia outras opções, como colunas ou linhas com cromos de diferentes cores. Mas no geral, esquecendo esses preciosismos, que na realidade davam um interessante efeito, no geral a rapaziada ia colando conforme iam saindo, fossem pretos, azuis, vermelhos ou verdes.

Apesar da delicadeza ou fragilidade da caderneta e dos cromos, em “papel cebola”, prejudicados ainda pelas colas artesanais usadas pela criançada para fixar os cromos às cadernetas, a verdade é que as poucas sobreviventes continuam a exercer um encanto e fascínio próprios. Por outro lado, as colecções completas e em bom estado podem atingir valores exorbitantes, nomeadamente as primeiras edições, mais rústicas ou toscas mas muito mais raras e valiosas sob um ponto de vista de artigo coleccionável.

rebucados vitoria 02 

rebucados vitoria bacalhau old

rebucados vitoria bacalhau new

rebucados vitoria cabrito old

rebucados vitoria cabrito new

Nota 1: Segundo informações, não confirmadas, a Fábrica de Confeitaria Vitória, da Rua da Vitória Nº 261 - Porto, terá sido fundada por Manuel Joaquim Dias, em 1924, que geriu a empresa até 1947 altura em que lhe sucedeu o filho e sócio, Manuel Amil Dias.

Nota 2: Já depois da publicação deste artigo, apareceu por aí à venda uma reedição desta colecção, mas, obviamente, que não é a mesma coisa. De todo. De resto, todo o encanto da colecção reside nas memórias e experiências ligadas à colecção original e a esses recuados tempos. Ora as reedições, podendo ajudar a memória, não podem, seguramente, substituir algo insubstituível. Ademais, tem dado azo a oportunistas que procuram vender as cadernetas ou os cromos avulso como se os antigos originais  fossem. 

6/11/2012

Maria Keil

maria keill

Ontem regressava de Resende, das suas cerejas e cavacas, do Douro e Montemuro, quando pela rádio tomei conhecimento do falecimento de Maria Keil . Mesmo sabendo que já tinha uma generosa idade, fiquei triste porque se imobilizaram as mãos que ilustraram muitas das páginas dos meus livros de leitura da primeira e segundas classes.


Ainda com a boca embriagada da doçura de uma barrigada de cerejas, senti por momentos um travo amargo, mas a doçura voltou porque as memórias ligadas à Maria Keil e às suas ilustrações só podem continuar a ser doces.


Obrigado, Maria Keill, e descansa em paz!

6/05/2012

Sandor – O corsário

 Aqui no Santa Nostalgia já tivemos a oportunidade de trazer à memória alguns dos interessantes heróis que povoaram  revistas de banda desenhada de pequeno formato, como "O Falcão" e  "Tigre", nomeadamente Kalar, Ogan e Oliver (Robin dos Bosques).
Hoje falamos do herói Sandor, um corsário do séc. XVII ao serviço do rei de França, que nos mares das Caraíbas e Antilhas, nas Índias Ocidentais, ao comando da fragata "Invencível" e liderando um grupo de valentes companheiros, como o negro Samsão, Bosco e Petit Louis, lutavam contra piratas e bandidos como com os inimigos ingleses e espanhóis.

Destas batalhas, entre assaltos e o troar fumegante de canhões, resultavam aventuras que deliciavam a criançada, leitores inefáveis destes revistas, oferecendo motivos e inspiração para as brincadeiras de capa e espada.

Sandor foi um dos muitos heróis criados pela editora francesa Impéria, da arte do escritor e ilustrador José Maria Ortiz.
Ficam aqui as imagens de algumas das capas das revistas deste impetuoso herói francês. Das edições Impéria, são conhecidos 64 números editados entre 1965 e 1970. De momento não posso confirmar, mas tudo indica que foram igualmente publicados na revista “O Falcão”, mantendo as capas originais com arte de Juan Vilajoana e Rino Ferrari.
 
image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

image

Pesquisar no Blog

7UP - Beber e arrotar

  A história da 7UP, conforme registada pela marca em Portugal, revela um percurso de inovação que começou muito antes da sua chegada à Euro...

Populares