5/14/2013

António Mourão - “Oh tempo volta p´ra trás”

 

antonio mourao fadista fado

Das minhas muitas memórias ligadas ao mundo das canções e dos cantores em Portugal, António Mourão surge como um nome incontornável, desde logo, mas não só, pelo inesquecível tema " Oh tempo volta p´ra trás", cujo refrão ainda hoje é facilmente cantarolado até mesmo por malta de gerações mais novas.


António Mourão, é o nome artístico de António Manuel Dias Pequerrucho, nascido no Montijo no ano de 1936, portanto a caminho dos 80 anos. Principiou a sua carreira de fadista no ano de 1964 e o seu grande e emblemático êxito, que atrás referimos, aconteceu em 1965, interpretado durante a revista "E viva o velho" no Teatro Maria Vitória.
Teve uma carreira bastante popular, recheada de temas que se tornaram êxitos nacionais e que andaram de boca-em-boca, como o já falado "Oh tempo volta p´ra trás", mas também "Os Teus Olhos Negros, Negros", "Chiquita Morena", esta particularmente do gosto do meu saudoso pai, "Oh Vida dá-me outra vida", "Fado do Cacilheiro" ou "Varina da Madragoa".
Ainda tenho presente a sua característica voz a saír do velho gira-discos do meu tio quando no princípio dos anos 70 visitava a casa de meus avôs maternos e em pleno terraço da casa montava ali a aparelhagem oferecendo música a todo o lugar, no que então era uma quase novidade.

antonio mourao Chiquita Morena

antonio mourao cuca gaio

antonio mourao fadista nova vaga

antonio mourao fado

antonio mourao mao em mao

antonio mourao o fadista da nova vaga

antonio mourao sou campino

Fonte: Link

Youtube

4/25/2013

25 de Abril de 1974 – 39 anos

 

À passagem dos 39 anos sobre a data da revolução do 25 de Abril de 1974, trazemos aqui à memória uma das capas da emblemática revista dessa época, a “Gaiola Aberta”, com o inconfundível traço e humor do José Vilhena e que lembrava precisamente o primeiro aniversário da “revolução dos cravos”.

Na capa, algumas das figuras mais marcantes desse período da nossa História contemporânea, como Álvaro Cunhal, Vasco Gonçalves, Costa Gomes, Mário Soares, Melo Antunes e Magalhães Mota. A figura de trás, à direita, será o José Manuel Tengarrinha?

 gaiola aberta 25 abril

4/18/2013

Adelino Amaro da Costa

 Fosse vivo e Adelino Amaro da Costa (Algés, 18 de Abril de 1943 — Camarate, 4 de Dezembro de 1980)  faria hoje 70 anos de idade.

Quiz o destino e um qualquer assassino (por conta própria ou a mando de outros – dizem que da CIA) que o então ministro da Defesa morresse permatura e tragicamente no conhecido atentado de Camarate, em 4 de Dezembro de 1980, em que também sucumbiu o grande político, Francisco Sá Carneiro, então primeiro-ministro de Portugal.
Nesse atentado, logo após descolar para uma viagem em direcção ao Porto, despenhou-se o avião ligeiro Cessna na sequência de uma explosão no seu interior. Morreram ainda, para além dos dois tripulantes, Maria Pires, esposa de Amaro da Costa, Snu Abecassis, companheira de Sá Carneiro e ainda António Patrício Gouveia, chefe do gabinete do primeiro-ministro. Foram, pois, sete as vítimas deste atentado que muitos teimam defender como tendo sido apenas um infeliz acidente.
Para recordar a data e a figura de Adelino Amaro da Costa, deixamos aqui um cromo da caderneta Figuras & Figurões, com estilo de caricatura.

adelino amaro da costa

4/16/2013

Maria Luísa Torres Pires

image

A notícia e o acontecimento têm já mais de dois meses mas apesar deste atraso creio que é justo trazer aqui à memória o nome de Maria Luísa Torres Pires, que as notícias anunciaram que faleceu aos 85 anos.

Certamente que esta transmontana será merecedora de outras homenagens e por outros motivos da sua vida profissional ligada ao Ensino, mas pelo que nos toca, por ter sido um dos nomes associados à equipa de autores do meu querido livro de leitura da primeira classe.

Quanto à notícia, com origem na Lusa,, para que se não apague, reproduz-se aqui a partir do Jornal de Notícias.
A pedagoga Maria Luísa Torres Pires, 85 anos, uma das autoras de livros de leitura da instrução primária em Portugal, durante décadas, morreu esta sexta-feira, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse uma familiar à Lusa.
Natural de Grijó de Vale Benfeito, no concelho de Macedo de Cavaleiros,  a pedagoga foi autora, com Francisca Laura Batista e Glória Gusmão Morais,  dos livros de leitura do ensino oficial, a partir de 1967, com ilustrações  Maria Keil e Luís Filipe de Abreu.
Estes livros, inicialmente concebidos para os primeiros anos do ensino  básico, sucederam aos adotados nos anos da ditadura do Estado Novo, nas  décadas de 1930-50, dando corpo a reformas iniciais do ensino, no sentido  de modernização dos conceitos de aprendizagem.
Textos de Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Pessoa ou António Gedeão começaram então a entrar nos manuais escolares. 
O livro da 1ª classe, do qual Maria Luísa Torres Pires foi co-autora,  progredia no sentido da sofisticação da leitura, desde as primeiras letras  até às pequenas histórias protagonizadas por Pedro e Rita.
Um longo excerto de "A árvore", de Sophia de Mello Breyner Andresen,  encerrava o livro de leitura da 2. classe.
Maria Luísa Torres Pires também dirigiu o Instituto Adolfo Coelho, em Lisboa, destinado a crianças do ensino especial.
Lusa

4/08/2013

Um Ano sem Domingos – Série TV


Em 1973 passava na RTP (a preto-e-branco, pois claro), às sextas-feiras, logo a seguir ao almoço,  “Um Ano Sem Domingos”, uma interessante série alemã, no original “Ein Jahr ohne Sonntag”.
Foi realizada em 1970 e contava com 13 episódios de sensivelmente 25 minutos cada.

Grosso modo, como nos diz a imagem abaixo, a série tinha como ponto fulcral a relação de uma jovem mãe, a Sr.ª Ina Sonntag (karin Baal) com os seus dois petizes, Mathias (Florian Halm) e Nicki (Nicky Makulis) e as dificuldades nas relações e aspectos da educação face à ausência do seu marido, o engenheiro Robert Sonntag (Gotz George), encarregado pela construção de uma central nuclear num país estrangeiro.

Confesso que me lembro da série embora o tempo se encarregasse de apagar alguns pormenores. É claro que nessa altura na minha posição de pequeno espectador, colocava-me apenas na posição dos petizes.

Pelas informações agora obtidas, os 13 episódios dividiam-se em duas temporadas (6+7 episódios), sendo que a segunda série  tinha como título “Um ano com Domingo” (“Ein Jahr mit Sonntag”), já com o pai Robert na companhia da esposa e das crianças, e com outro tipo de dificuldades na relação da família, desde logo pela especificidade do emprego do engenheiro Robert. Pessoalmente não tenho memória dessa particularidade quanto ao título.

Na web são poucas as referências relativas a esta série e praticamente, como seria de esperar, quase só em alemão.
Para terminar esta memória, um realce para a curiosidade do trocadilho do título, já que Sonntag traduz-se por Domingo mas é simultaneamente o apelido da família.

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