7/29/2013

David Niven

 

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Passam hoje 30 anos após o falecimento de David Niven (1 de Março de 1910 - 29 de Julho de 1983), um carismático actor britânico que ao longo da sua carreira participou numa vasta filmografia, desde o início dos anos 30 até quase ao final da sua vida.
Dos muitos filmes que marcaram a sua carreira, e no que se refere às minhas memórias, destaco-o sobretudo pela sua participação no "Around the World in Eighty Days", no português "A Volta ao Mundo em 80 Dias" (vencedor do Óscar de melhor filme, em 1957), baseado na obra clássica do escritor francês Jules Verne.


Nesse filme, do ano de 1956, David Niven desempenhava o papel de Phileas Fogg (...um inglês metódico e rico, que, durante um jogo de cartas com seus colegas do Reform Club de Londres, faz uma aposta sobre a possibilidade de se completar a volta ao mundo em apenas 80 dias. Para provar que isso era possível, parte ele mesmo, acompanhado apenas de Jean Passepartout, seu empregado recém-contratado, nessa surpreendente viagem. Os dois conhecerão vários lugares do mundo e viverão diversas aventuras. - fonte: wikipédia).


É claro que tenho memórias deste inconfundível inglês noutros filmes de referência, incluindo “Os Canhões de Navarone”, de 1961, “A Pantera Cor-de-Rosa”, de 1963, mas esta aventura à volta do mundo  é das que mais recordações me trazem, desde logo porque David Niven contra-cenou com outra carismática e popular figura da comédia, o mexicano Cantinflas, então no papel de Passepartout, fiel criado de Phileas Fogg.

7/26/2013

Água de Luso

 

A Água de Luso, no nosso mercado de águas de mesa será porventura das marcas mais conhecidas e conceituadas e dispensa por isso grandes apresentações. Tem já uma longa História, que pode ser lida aqui.


Como será de esperar, durante o seu percurso, a marca foi sempre alvo de campanhas de publicidade e renovação da sua imagem no que em muito ajudou a cimentar o seu reconhecimento e prestígio. É claro que o facto de estar associada a uma localidade também reconhecida pelas suas termas sempre teve o seu peso, comercial e turístico.

O Luso, as suas termas, bem como a zonas próximas da Curia e do Bussaco foram sempre pontos de referência para visitas estivais das gentes da região da Beira Litoral. No nosso caso, com um curto saltinho, estamos na Mealhada à mesa de um dos muitos e bons restaurantes a  “guerrear” um bom leitão e de seguida, ir beber uma aguínha à fonte do Luso ou refrescar nas sombras dos bosques do Bussaco.

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7/25/2013

E lá vão sete aninhos de memórias e nostalgias

 

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Hoje, 25 de Julho, passam 7 anos sobre a data dos primeiros artigos publicados neste simples blog a que chamamos Santa Nostalgia.


Com maior ou menor regularidade, e com algumas experiências de poiso pelo meio, a verdade é que o tempo foi passando e já são cerca de 850 posts produzidos, que é como quem diz, quase outras tantas memórias e nostalgias trazidas à luz dos nossos dias.
Como diz o nosso lema, ...matar saudades e memórias ou até ressuscitá-las.
Como ainda há muito para trazer à memória e partilhar, vamos continuar por cá.


Obrigado aos nossos seguidores e a todos aqueles que ao longo dos anos por aqui foram passando e comentando, mesmo que esporadicamente.

7/24/2013

Gelados “Olá” – …e a vida sorri!

 

Acredito que a “Olá”, marca de gelados, será seguramente uma das mais conhecidas (e saborosas) em Portugal e por conseguinte corresponde a um produto que nas variadas formas e sabores tem uma popular correspondência nas vendas. Em face disso, segundo dados reclamados pela empresa, esta detém pelo menos dois terços do mercado de  gelados em Portugal. A restante cota pertencerá sobretudo à Nestlé, que iniciou a sua venda em Portugal em 1988 através da sua marca Camy (agora Gelados Nestlé), à espanhola Menorquina, mas também à Globo, uma marca exclusivamente portuguesa e que remonta a 1936 (leia a História da Globo). Pena que a Globo, que tem excelentes gelados, tenha, pelo menos em determinada altura, seguido por uma estratégia de “quase imitação” dos gelados da “Olá”, tanto na forma como  nome (alguns com fonéticas semelhantes), em vez de se afirmar pela personalidade e inovação próprias. Felizmente parece que tem invertido, de forma positiva, esta situação.

A Fábrica de Gelados Olá nasce em 1959 a partir da compra da fábrica Esquimó de Ferreira & Trancosom pela joint-venture da Jerónimo Martins com a Unilever. A predominância do mercado foi conseguida a partir de 1970 altura em que foi adquirida a principal concorrente e uma das mais populares marcas de gelado do nosso país desses tempos, a Rajá. Ficou assim, estabelecida pela via do desaparecimento da concorrência, a liderança no mercado por parte da “Olá”.

Convém referir que em POrtugal  apenas em 1958 foi produzida legislação que passava a regulamentar o fabrico e venda de gelados. Até então, não havia regras e eram muitos os fabricantes, mas a larga maioria de forma artesanal e com expressão familiar e local. A Esquimó e a Rajá em Lisboa e a Globo no Porto seriam porventura as marcas mais expressivas.

A “Olá” ficou integrada na internacionalização da Unilever, pelo que muitos dos aspectos de fabrico e comercialização se tornaram globais, embora em cada país seja adoptado um nome específico bem como há formatos e sabores adaptados aos hábitos e gostos de cada um dos mercados. No caso de Portugal temos então a “Olá”, na Espanha, a “Frigo”, na França a “Miko”, na Itália, Grécia, Roménia, Rússia, Eslováquia, Hungria e Turquia a “Algida”, no Brasil a “Kibon”, na Suíça a “Lusso”, na Alemanha a “Langnese”, na Inglaterra a “Wall´s” e nos Estados Unidos a “Good Humor”, entre outras variantes mais. Curiosamente, há referência de que a “Olá” seja uma marca partilhada igualmente em países como a Holanda, Bélgica, Luxemburgo e África do Sul.

Na década de 1990 foi lançado o logótipo com formato de coração que pretendeu globalizar a imagem do produto. O logotipo orginal português foi perdendo notoriedade.

Ao longo dos tempos foram sendo produzidos formatos e sabores que acabaram por ficar na nossa memória colectiva. Alguns ficaram pelo caminho e outros mantêm-se como ícones, nomeadamente o “cornetto”, tanto na variedade de morango como de chocolate. Todos os anos são lançados novos gelados e até algumas reedições, havendo até petições públicas para o seu regresso. Alguns dos nomes mais conhecidos da “Olá” no nosso mercado, incluindo alguns que já não se fabricam: Cornetto, Magnun, Solero, Fizz, Upa-Upa, Super-Maxi, Epá, Perna de Pau, Krisspi, Crok, Rol, Feast, Big Milk, Calippo, Tigre, e Popsi.

Uma fatia importante do mercado da “Olá” são os gelados de mesa, também apresentados em muitos dos nossos restaurantes como sobremesa da casa. Aqui o destaque vai para os sofisticados Vienetta e Carte D´Or.

A fábrica de gelados “Olá”, localiza-se em Santa Iria de Azóia e para além de fabricar para o mercado nacional, produz os gelados exclusivos do grupo Unilever para vários países estrangeiros, sobretudo para a Europa.

Da venda de gelados no nosso país, ficaram famosos os brindes, tanto da “Olá” como da “Rajá”. Brinquedos, bonecos  e até cromos, foram sempre uma forma de cativar os consumidores mais novos, as crianças (como se fora preciso).

Por toda a sua História mas sobretudo por si próprios, enquanto produto sempre apetecível, nomeadamente em dias quentes de Verão, os gelados “Olá” e a respectiva marca tornaram-se elementos que fazem parte do nosso quotidiano, mesmo durante todo o ano, como pretendem as acções de marketing,  bem como das nossas mais refrescantes memórias colectivas que reportam para uma qualquer praia e um gelado de gelo de laranja ou ananás, como os vários da Rajá que, pessoalmente em criança, me deliciaram algures nas praias de Espinho e Furadouro. ….E a vida sorri!

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- Sítios: Clube Olá; Unilever-Olá; Olá.pt

7/23/2013

Amália Rodrigues

 

Fosse viva, Amália Rodrigues (Lisboa 23 de Julho de 1920 - Lisboa 6 de Outubro de 1999) estaria hoje de parabéns; completaria 93 anos. Todavia, sabe-se que sendo 23 de Julho (de 1920) a data de nascimento que consta no registo civil, Amália terá escolhido o dia 1 de Julho como dia de celebrar o seu nascimento. A este propósito, diz-se que ela terá explicado na sua biografia: "Não sei o dia em que nasci, nem eu nem ninguém da minha família! A minha avó dizia que nasci no tempo das cerejas; Ora o tempo das cerejas vai de Maio a Julho! Por isso, escolhi o dia 1 de Julho para fazer anos!"

A possível explicação para esta curiosa questão da data, para além da versão poética de Amália, é que, no que era um hábito, ou desleixo, na época, frequentemente a data de nascimento era registada por conveniência, para os pais evitarem o pagamento da multa a que se sujeitavem pelo atraso no assento no registo civil. Com a pouca importância dada então ao dia da vinda ao mundo de um filho, seria muito natural esquecer ou omitir  tal data e determinar a mais conveniente. Conheço na minha família alguns casos semelhantes.


Quanto ao esencial, Amália Rodrigues será porventura uma das figuras mais emblemáticas da cultura popular portuguesa, do século passado, desde logo pela sua relação com o fado, também ele um dos nossos maiores ícones, mas também porque nesse papel, soube, como ninguém, expressar a nossa alma lusitana e de uma forma que extravasou as nossas reduzidas fronteiras, tornando-se por isso uma embaixadora, um elo de ligação com a diáspora portuguesa.


Desde muito pequeno que aprendi o nome de Amália, a fadista,  mencionado pelos mais velhos como um referencial nacional, porventura só igualada por Eusébio (embora este mais conhecido pelos homens). O povo da aldeia mais recôndita podia não conhecer qualquer outro(a) fadista mas conhecia Amália e conhecia as suas canções, os seus fados, que com frequência emanavam expressivos do pequeno transistor a pilhas, do cimo de uma rústica prateleira ao lado de um galo de Barcelos ou de uma andorinha de barro pendurada na parede de cal.

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