8/09/2013

Corn Flakes da Nacional

 

Já tivemos a oportunidade de falar da Nacional, fábrica portuguesa de produtos alimentares, então a propósito das bolachas Imperial. Hoje trazemos à memória um cartaz publicitário do produto Corn Flakes, dos anos 80, o qual ainda hoje continua a ser muito popular, fazendo parte da ementa do pequeno-almoço de muitos portugueses.

A Nacional é uma empresa centenária, fundada em 1849, por João de Brito, autorizado a utilizar a denominação Nacional pela raínha D. Maria II, por proposta do Duque de Saldanha. Volvidos 30 anos, os herdeiros do fundador constituem a empresa com a denominação de Companhia Nacional de Moagem dando início à utilização dos cereais em produtos como massas alimentícias, bolachas e rações para alimentação animal.

Já no séc. XX, às portas dos anos 20, num contexto político conturbado, a empresa altera a designação social para Companhia Industrial de Portugal e Colónias (C.I.P.C.) decorrente  da fusão da Nova Companhia Nacional de Moagem com a Companhia Nacional de Alimentação.

Desde então e até aos nossos dias, a empresa conheceu as naturais alterações e transformações próprias do mundo empresarial, quer ao nível de instalações e equipamentos, quer na renovação de imagem e embalagens, bem como da sua estrutura social, mas também adaptando-se ao mercado e ao sector, com a introduções de novos produtos, dando resposta aos modernos hábitos de consumo, sempre com um espírito de inovação e modernidade de modo a respeitar regulamentações e índices de qualidade mas a competir com empresas e grupos importantes à escala global que também operam no mercado português. Por tudo isso, pela sua longa história mas sobretudo pela qualidade e diversidade dos seus produtos, a marca continua a fazer jus ao feliz slogan “o que é Nacional é bom!”.

corn flakes nacional

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8/08/2013

Passarola Voadora


passarola_v oadora_bartolomeu

 Rezam as crónicas que neste dia de 8 de Agosto, em 1709, portanto há precisamente 304 anos, o padre português Bartolomeu Lourenço de Gusmão, depois de algumas prévias experiências falhadas, fez subir o seu balão ou balonete de ar na Sala de Audiências do Palácio Real. O engenho subiu lentamente até ao tecto onde se manteve por algum tempo e depois desceu suavemente.

As experiências continuaram posteriormente, já no exterior e com aparelhos maiores, tendo sido devidamente testemunhadas por pessoas idóneas, pelo que este feito ficou registado para a História como pioneiro no longo percurso do sonho do homem em poder voar. Apesar disso, a capacidade de elevar um objecto com pessoas a bordo está documentalmente atribuída aos irmãos franceses Jacques e Joseph Montgolfier. Este feito também é considerado a Bartolomeu de Gusmão, já que se diz que terá voado  cerca de 1 km entre o Castelo de S. Jorge e o Terreiro do Paço, em Lisboa, mas de facto faltam as provas que o atestem.

Seja como for, este feito atribuído e reconhecido ao padre jesuíta, nascido em Santos, no Brasil, então colónia portuguesa, mereceu-lhe um lugar na História da Aviação e o seu engenho foi posteriormente desenhado de forma fantasiosa, quase como uma nave, em formato de grande pássaro, pelo que ficou conhecido como Passarola Voadora. Na realidade não se sabe ao certo o formato adoptado, sendo plausível que tivesse sido semelhante ao utilizado pelos franceses uns anos mais tarde.

Quanto à Passora Voadora ela acabou por ficar um pouco no nosso imaginário colectivo e com frequência era citada em manuais escolares, como nesta página do meu livro de leitura da segunda classe, sobre os caminhos do ar, numa bela ilustração de Luis Filipe de Abreu. Também quem não se lembra do poema “Pedra Filosofal” de  António Gedeão, passada para uma bela canção por Manuel Freire, em que é citada a Passarola Voadora?


caminhos do ar luis filipe abreu passarola voadora

8/07/2013

Feira de S. Mateus - Viseu

De 9 de Agosto a 20 de Setembro deste 2013, será a duração da popular Feira de S. Mateus, na cidade de Viseu. Mais do que uma feira tornou-se num festival de música de Verão como muitos outros, com entradas pagas. É um estado permanente de diversão. Tem um programa exageradamente extenso (quase dois meses) mas à custa disso é considerado dos maiores eventos do género no país.

São 620 anos (ou 621?) de Feira e como diz a organização (...A Feira é um símbolo de Viseu. E os símbolos precisam de adquirir a capacidade de se reinventar e adapter a tempos novos e diversas realidades e circunstâncias. Esse é o grande desafio: procurar o compromisso entre os anos passados e os anos do futuro; fugir do obsoleto e agarrar as oportunidades culturais, económicas e sociais, criando uma marca que exiba uma região.)


É claro que nestas coisas, o conceito de reinventar é sempre “pau para toda a colher” e nele cabe o que se quiser que caiba. Naturalmente que cabe muita coisa boa e positiva mas também muita tralha, muita palha e alguma exploração à mistura.

Apesar disso, mas também por isso, a Feira de S. Mateus é de facto um evento símbolo da cidade, do centro e do país e em tempo de férias oferece-se-nos como um templo à farra e diversão.
Recordando outros tempos, em que a Feira se realizava mais tardiamente, e com menor duração, publicamos aqui o cartaz da edição do já longínquo ano de 1976.

feira s_mateus 

Outros cartazes:

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8/06/2013

Ponte Salazar – Ponte 25 de Abril

 

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imagem-fonte: link

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Passam hoje 47 anos (6 de Agosto de 1966) sobre o dia da inauguração da emblemática Ponte Sobre o Tejo, não oficial mas popularizada com a designação de Ponte Salazar, ligando as margens norte (Lisboa) e sul (Almada). O nome foi rebaptizado para Ponte 25 de Abril, logo após a revolução dessa data em 1974. Poder-se-ía perfeitamente ter mantido o nome oficial (Ponte Sobre o Rio Tejo) mas o exacerbismo pós-revolução assim o ditou numa tentativa de reescrever a História.

A ponte sobre o rio Tejo será porventura um dos elementos arquitectónicos, em certa medida já um monumento, mais conhecidos de Lisboa e de Portugal, logo um dos mais fotografados, sobretudo com Almada e o monumento ao Cristo Rei como cenário numa das margens.

Ironicamente, num período em que se acusava Portugal e o seu regime como sub-desenvolvido e atrasado face à Europa, a ponte surgiu como elemento tão necessário quanto emblemático, como que a desmentir os acusadores da incapacidade do país. Rapidamente tornou-se motivo de orgulho nacional e depressa passou a fazer parte de muitas das páginas dos manuais escolares de História e Ciências.

Transpôr o largo Tejo pela sua ponte, tornou-se também motivo e objectivo de passeios e excursões de gente vinda da província, do Minho ao Algarve. Pessoalmente, também de autocarro, tive essa experiência pela primeira vez por volta dos 16 anos.

Apesar da construção da ponte Vasco da Gama, inaugurada em Março de 1998, a qual passou a desviar um grande fluxo de trânsito da cidade de Lisboa, a verdade é que a ponte 25 de Abril, para muitos ainda a ponte Salazar, continua a ter um papel fundamental para o sistema viário da Grande Lisboa até porque também engloba a ligação ferroviária, prevista desde a sua construção mas apenas concretizada em Julho de 1999.

Dados históricos e técnicos sobre a ponte: LINK

8/04/2013

Nivea solar…e t-shirts

nivea solar

aqui falamos do Nivea creme. Hoje, um cartaz de 1977, com o NIVEA leite solar, com a curiosidade de integrar um cupão que permitia a habilitação a uma de 2000 camisolas  de verão.

Não deixa de ser interessante que o termo t-shirt, então ainda pouco popularizado, fosse substituído pela designação de camisola de verão.

A expressão gráfica nesta peça de vestuário desenvolveu-se ainda nos anos 60 (então com técnicas de tinjimento, com expressão sobretudo no movimento hippie), e nos anos 70,  mas só nas décadas seguintes se globalizou e alargou a contextos diferentes e hoje em dia é um inesgotável filão de merchandising que toca e interessa a quase todas as empresas e marcas bem como se tornou em elemento e tendência de modas.  Basta ver pela web a quantidade de empresas que disponibilizam serviços de venda de t-shirts personalizadas para se perceber que esta peça de roupa, em formato T, originalmente uma simples peça de roupa interior, se tornou tão vulgar e global, usada de forma transversal por diferentes gerações, povos e culturas. Tanto pode ser observada num qualquer desfile de moda, ambiente de jet-set como num índio em plena selva amazónica ou num indígena africano.

8/02/2013

Bussaco - Refrigerantes

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bussaco agua gaseificada pub sn2

Os refrigerantes Bussaco têm já uma longa história, que remonta a 1921 e continuam a emanar de uma empresa de cariz familiar, a Sociedade de Refrigerantes Buçaco, Lda.
Como curiosidade, o facto da empresa se referir a Buçaco com cê de cedilha enquanto que a marca Bussaco se apresenta com dois ésses.


Uma das imagens fortes da marca era o formato das suas garrafas de vidro, de aspecto atarracado. Esses antigos objectos,  com rótulo pirogravado,  frequentemente são procurados por coleccionadores de embalagens.


Apesar da tradição e das profundas alterações no sector, a empresa soube ser persistente e adaptou-se aos tempos, pelo que continua dinâmica, produzindo uma gama de sumos e refrigerantes adaptados aos modernos hábitos de consumo. É verdade que não tem a projecção nacional ou global de outras conhecidas marcas do segmento, mas não deixa de ser relevante que continue no activo ao fim de mais de 90 anos, portanto a caminho de um século.

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Seara Nova - Revista

A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...

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