9/18/2013

Coelima – No vale dos lençóis

lencois coelima

- Cartaz de 1976

 

A Coelima é uma marca de têxteis, localizada em Pevidém – Guimarães, popularmente associada a lençóis.

Quanto à sua História, como pode ler-se no sítio oficial  “Em 1922, tudo começava com um tear manual e o sonho de um homem. Este sonho ao tornar-se realidade, transforma-se numa das maiores, melhores e mais actualizada unidade fabril têxtil da Europa. Ao olharmos à nossa volta descobrimos objectos pensados (e preparados) para nos seduzir… Ou servir… Ou ambas… Em todos encontramos o Design… Essa arma poderosa torna o útil belo e o belo indispensável; essa disciplina mágica que une estética à funcionalidade.”

Fundada por Albano Martins Coelho de Lima, em 1922, a Coelima – Indústrias Têxteis, S.A. é uma das participadas do Grupo MoreTextile, o maior projecto empresarial de têxteis-lar em Portugal e o maior grupo industrial do sector na União Europeia.

Há várias décadas que a Coelima é reconhecida como uma das mais prestigiadas empresas de têxteis lar em todo o mundo, mas a aposta reforçada na inovação, design, qualidade e serviço, representa actualmente o que de melhor se faz na Europa em termos de têxteis-lar.

Sob o lema “A imaginação como limite e o mundo como inspiração” tem como objectivo crescer com e para a satisfação dos clientes, colaboradores, fornecedores, accionistas, apostando na formação profissional e especialização nas diversas áreas do sector têxtil com vista ao desenvolvimento de novos têxteis técnicos, assegurando a produção de roupas de casa exclusivas e de qualidade. O produto final, sejam edredões, fronhas, lençóis, toalhas de mesa e banho, obedece a rigorosos critérios estéticos, de conforto e de ecologia.

A Coelima serve de “umbrela” às seguintes colecções de roupas de casa destinadas ao segmento médio/alto: Goldcrest by Coelima, em Portugal e Espanha; Dalmases, em Espanha; Helena Springfield, em Inglaterra. As marcas podem ser adquiridas em lojas multimarcas espalhadas por toda a Europa. Desde sempre a Coelima mostrou ter cuidados especiais na escolha dos materiais e das formas que lhe dá e, por isso, é fácil descobrir produtos pensados para seduzir. Ou servir. Em todos apresenta um design, que une estética e funcionalidade.

Mais do que inovadora, a Coelima é uma empresa com história. Um novelo de memórias que interessa desfiar para depois tecer um novo pano!

Actualização em Junho de 2023:

Apesar da sua longa e rica história, a Coelima tem passado por graves crises e a última delas depois da insolvência em grande parte pela quebra de vendas no período da pandemia Covid 19, levou à sua compra por parte da Mabera, por 3,7 milhões de euros em Junho de 2021. No ano seguinte os indicadores eram bons para a empresa em processo de recuperação, mas ainda com dificuldades. Na actualidade, com a idade já centenária, desconhecemos a sua real situação presumindo-se que num rumo positivo.

9/17/2013

Inter Rail

 

inter rail

- Cartaz de 1976

 

O Inter Rail nasceu em 1972 na forma de um passe que possibilitava viajar de combóio por um grande número de países europeus (20 inicialmente e 30 na actualidade). Era um passe flexível e com preços bem reduzidos face aos custos normais e destinava-se a jovens com idades até aos 21 anos (alargado para 23 em 1976 e para 26 em 1979).

Pelo menos nos anos 70 e 80, fazer um Inter Rail passou a ser quase uma obrigatoriedade ou mesmo um rito de iniciação de muitos jovens e consignava um estilo bem característico como juventude, irreverência e espírito de aventura e descoberta e até de rebeldia. Pessoalmente nunca alinhei, até porque 2 anos na minha juventude a utilizar combóios durante o tempo da tropa, foi dose qb para se perder a vontade de percorrer a Europa de mochila às costas, a viajar barato mas certamente a passar privações de banhos, alojamento e alimentação. Mas que foi marcante para milhares de jovens da minha geração, foi.

Para um mais amplo conhecimento sobre o Inter Rail, existem na web boas referências, como esta, esta e ainda esta.

9/16/2013

Adeus Meus Quinze Anos – Série TV

 

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Hoje trago à memória a série de televisão "Adeus Quinze Anos", do original francês "Adieu Mes Quinze Ans", composta por 19 episódios de cerca de 15 minutos cada.
Foi exibida originalmente no canal ORTF a partir de Maio de 1971. Na RTP começou a ser exibida em 1972 e terminou em Março de 1973.
O argumento centra-se na segunda metade dos 50, na localidade costeira de Boulogne-sur-Mer, e nas aventuras e cumplicidades de uma adolescente, Fanny, e o seu irmão mais velho, Guillaume (William), órfãos, e seu avô, o capitão Le Marroy e ainda o jovem e misterioso motorista, Yann.
Recordo a série com a nostalgia dos olhos de uma criança. A música melancólica do tema de abertura da série ajuda a ampliar essa doce nostalgia.

Principais intérpretes e personagens:

Patricia Calas : Fanny
Christian Baltauss : Yann
Lill Borgesson : Ingvild
Patrick Verde : Guillaume
Henri Guisol : Capitaine Le Marroy
Jany Holt : Mme Offlanges

 

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- Fanny – Por Patricia Calas

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- Fanny e Yann

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9/15/2013

A velhice é um posto

 

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“A velhice é um posto”; Será um ditado ou mesmo uma máxima que nos diz que a experiência de quem é mais velho equivale a um patamar que permite uma vantagem de conhecimento sobre quem é mais novo. Vem esta sentença a propósito do que hoje ouvi de Jerónimo de Sousa, líder do PCP, sobre o que considera quanto a recentes posições do Governo de Passos Coelho. Diz-nos que a  "Mentira" da viragem durou "tanto como manteiga em nariz de cão”. Lá experimentei e esfreguei um pouco de manteiga no nariz do meu  cão (na imagem), um cruzado de “serra da estrela” (pai) e “boxer” (mãe)”; A verdade é que com duas boas lambidelas, a manteiga lá desapareceu, e rapidamente, do nariz. Pelo menos  ficou mais brilhante.

Achei curiosa e engraçada esta afirmação que corresponde a uma utilização de um provérbio popular que, confesso, desconhecia. Logo, reconheço ao secretário geral do Partido Comunista Português uma aptidão para trazer, com frequência, ao contexto do discurso político, uma utilização dos ditados populares que norma geral saem bem e descrevem na perfeição o que pretende transmitir.  Os ditados ou provérbios  têm esta característica e só por isso fiquei mais fã do tio Jerónimo.

9/14/2013

As Trapalhadas de Robin dos Bosques – Série TV

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A figura e a lenda do Robin dos Bosques, serão porventura das mais aproveitadas pelo cinema e televisão. Das muitas obras sobre este herói, já tivemos a oportunidade de trazer à memória uma das mais emblemáticas no que se refere a séries de televisão, concretamente "As Aventuras de Robin Hood".

Ainda da década de 70, trazemos à memória outra curiosa série sobre este herói da Idade Média, com o título original "When Things Were Rotten", com a tradução aproximada de "Quando as coisas estavam podres", mas que em Portugal foi exibida sob o título "As trapalhadas de Robin dos Bosques".Como o título sugere, bem como considerando o seu criador, Mel Brooks, trata-se de um registo de comédia e paródia à figura do Robin e dos seus amigos.

A série com 13 episódios de cerca de 30 minutos cada, com origem nos Estados Unidos, foi produzida em 1975 e exibida originalmente pela ABC. Na RTP passou em 1976.


Intérpretes e personagens:

Richard Gautier - Robin Hood
Dick Van Patten - Friar Tuck
Bernie Kopell - Alan-a-Dale
Richard Dimitri - Bertram
Henry Polic II - Sheriff of Nottingham
Misty Rowe - Maid Marian
David Sabin - Little John
Ron Rifkin - Prince John

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- Tema de abertura no Youtube: LINK

9/13/2013

Aquilino Ribeiro

 

aquilino ribeiro

Passam hoje 128 anos sobre a data de nascimento de Aquilino Ribeiro (Sernancelhe, Carregal, 13 de Setembro de 1885 — Lisboa, 27 de Maio de 1963), um dos grandes nomes da literatura portuguesa.


Das suas obras, "O Romance da Raposa" será porventura a mais conhecida e uma das mais deliciosas. Entre outras finalidades, foi motivo de inspiração para uma série portuguesa de animação de que já falamos aqui. Vale a pena recordar.

Também do que dedicou ao universo infantil, incluindo a já citada obra “O Romance da Raposa”,  gosto particularmente de “A Arca de Noé III Classe”, de que tenho um exemplar da edição da Bertrand,  deliciosamente ilustrado por Luis Filipe de Abreu.

 

- Biografia no Instituto Camões

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