3/26/2014

Marina – A cerveja bem portuguesa


cerveja marina 1975

- Cartaz publicitário do ano de 1975

Já tivemos a oportunidade de aqui falar da cerveja Marina, uma das saudosas marcas que acabou por ser relançada no mercado.
No cartaz acima, do ano de 1975, a companhia do característico pires com tremoços e azeitonas num apelo imediato ao consumo de uma fresca e loura cerveja num dia quente de Verão, se possível numa esplanada à beira-mar.

3/25/2014

Arlindo de Carvalho – Cantigas populares

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Quem não se recorda de cantigas tão populares como “Ó Manel da Rola”, “Chapéu Preto”, “Fadinho Serrano” e muitas outras que nos fazem recuar até aos anos 50, 60 e 70? Estas que referi têm a mão, na música ou na letra, ou em ambas, de Arlindo Duarte de Carvalho, um profícuo compositor e autor de muitas músicas ou cantigas de cariz popular, com temas de destaque para a sua Beira Baixa (nasceu na Soalheira – Fundão).

Ao longo dos tempos as suas músicas e cantigas, com fortes raízes populares, têm sido cantadas por intérpretes de prestígio nacional, como Amália Rodrigues, Luis Piçarra, Gina Maria, Corina, António Mourão, Tristão da Silva, Madalena Iglésias (no Fadinho Serrano), Maria de Lurdes Resende, Lenita gentil, Alexandra, António Pinto Basto e muitos outros.

[Biografia de Arlindo de Carvalho]

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Chapéu preto

Letra:    Arlindo de Carvalho
Música:   Arlindo de Carvalho 

A azeitona já está preta,
a azeitona já está preta,
Já se pode armar aos tordos,
já se pode armar aos tordos.

Diz-me lá, ó cara linda,
diz-me lá, ó cara linda,
Como vais de amores novos,
como vais de amores novos

Refrão
É mentira, é mentira,
É mentira sim, senhor!
Eu nunca pedi um beijo,
Quem mo deu foi meu amor!   

Ó que lindo chapéu preto
Naquela cabeça vai.
Ó que lindo rapazinho,
Para genro do meu pai.

Quem me dera ser colete,
Quem me dera ser botão.
Para andar agarradinha,
Juntinha ao teu coração

É mentira, é mentira,
É mentira sim, senhor!
Eu nunca pedi um beijo,
Quem mo deu foi meu amor!

Ó Manuel da Rola

Letra:    Arlindo de Carvalho
Música:   Arlindo de Carvalho 

Ó "Manuel da rola" das bandas d'além
Não me julgues tola, eu te entendo bem
Lá na minha terra, p'rós lados da Beira
Há muito ratão com a mesma ratoeira.

Davas-me um beijo, não aceitei
Arrependida ai como fiquei
Se ainda queres mil beijos dá-me
Que um beijo só ainda faz mais fome.

Ó Manuel da rola, tens as calças rotas
Tens os olhos tortos e as pernas marotas
Mas se eu estou à espera de um outro melhor
Fico sem casar, anda cá meu rico amor.

Põe a carapuça, enfia-a bem
P'ra essa cara não t'a ver ninguém
Que a carapuça é tão bonita
Ai, ficamos um par mesmo catita.

Fadinho Serrano

Letra:    Arlindo de Carvalho
Música:    Hernani Correia


Muito boa noite, senhoras, senhores
Lá na minha terra há bons cantadores
Há bons cantadores, boas cantadeiras
Choram as casadas, cantam as solteiras
Cantam as solteiras cantigas de amores
Muito boa noite, senhoras, senhores.

Fadinho serrano és tão ao meu gosto
Fadinho catita, sempre bem disposto
Sempre bem disposto, seja tarde ou cedo,
Fazer bons amigos é o teu segredo
É o teu segredo sorrir ao desgosto
Fadinho serrano sempre bem disposto

Fiar-se em mulheres é crer no diabo
São todas iguais, ao fim, ao cabo
Ao fim ao cabo, moça que namora
Se vai em cantigas, essa é a que te chora
Essa é a que te chora, com esta me acabo
Fiar-se nos homens é crer no diabo
Essa é a que te chora, com esta me acabo
Fiar-se nos homens é o nosso fado

3/21/2014

Pai, avô, bisavô, trisavô e outros parentescos

 

Na Quarta-Feira passada, dia 19 de Março, celebrou-se o Dia do Pai, também popularizado como o "dia do casamento dos passarinhos" e na liturgia católica como Dia de S. José, pai adoptivo de Jesus.


Neste contexto do Dia do Pai, saltou-me á ideia a designação dos diferentes graus de parentesco. Quase ninguém tem dificuldade em os reconhecer, na sua forma mais directa e próxima, mas quando se começa a recuar no tempo e a afastar-se nos parentescos, então a coisa é complexa e aí já são poucos os que os conhecem ou sabem identificar.

Sendo assim, temos o nosso pai, o nosso avô, o nosso bisavô, o nosso trisavô e a partir daqui já é mais complicado. Será o tetravô (ou tataravô), o pentavô, o hexavô, o heptavô, o ocatavô e daí por diante, o que não será fácil. Mais fácil será adoptar a terminologia, também usada, a partir do trisavô como o 4º avô, 5º avô, 6º avô e por aí abaixo ou por aí acima, como queiram.

O tema parece confuso mas ajudará perceber a coisa a partir de algumas tabelas, como a publicada em baixo e como pode ser visto aqui e aqui.

[Sobre o assunto na Wikipedia]

parentescos

3/19/2014

Terylene – A moda mundo

 

terylene moda mundo

- Cartaz publicitário de 1974

 

Terylene, da ICI, é uma das várias fibras sintéticas que vieram revolucionar o mundo dos tecidos e da indústria têxtil sobretudo nos anos 50 e 60.

Terylene, tal como o Dracon e o Poliéster, tem como base o tereftalato de polietileno – PET, com origem nos anos 40.

Depois do seu auge, o vestuário em fibras sintéticas caíu em relativa má fama, pelo desconforto face às fibras naturais mas nos últimos tempos têm recuperado dessa má imagem com o aparecimento de micro-fibras de poliéster como sinónimo de qualidade e luxo.

3/17/2014

Zundapp - Motorizadas

 

zundapp motorizadas

- Cartaz publicitário de 1964

 

A Zündapp, foi fundada na Alemanha no ano de 1917 e terminou a sua actividade em 1984. Nos anos 70 e ainda nos anos 80 era muito popular como marca de motores que equipava vários modelos de motorizadas, então um veículo muito utilizado. Um dos modelos mais emblemáticos dos anos 80 era a Famel XF17 (imagem abaixo), equipada com um motor Zündapp, a raínha dos aceleras da época.

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3/12/2014

Cromos rebuçados Victória – Estão de volta

 cromos rebucados victoria
A reboque da nostalgia do passado, alguém decidiu oportunamente relançar as saudosas colecções de cromos dos rebuçados Victória.

É uma iniciativa interessante e que permite matar saudades para quantos nos anos 50,60 e 70 coleccionaram os “bichinhos” ou os “animais” enquanto lambiam rebuçados. 
Infelizmente, à custa disso, já não falta quem por aí, em conhecidos sítios de vendas online,  procure revender as cadernetas novas a preços exorbitantes, como se das originais se tratasse, e anunciando-as com a propositada omissão quanto ao facto de serem uma nova edição. 

Do mesmo modo vendem-se cromos novos, avulsos como se fossem dos antigos. É caso para se dizer que alguém pretende vender o cromo do gato pelo cromo da lebre. Convém estar atento e pedir os prévios esclarecimentos.

Oportunistas sempre houve e o seu sucesso assenta no desconhecimento ou ignorância dos demais. Haja, pois, cuidado com estas coisas novas que se pretendem que sejam antigas, porque, convenhamos, no que ao valor das colecções diz respeito uma coisa não tem nada a ver com a outra. 

cromos rebucados victoria folha

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