12/23/2014

Leite Condensado PRIMOR – Martins & Rebello

 

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Cartaz publicitário de 1949 ao leite "PRIMOR".


Esta marca está associada à empresa Martins & Rebello, fundada em Lisboa em 1906 por António Cardoso Rebelo e Alfredo Martins, cuja actividade principiou com a comercialização da manteiga "União". Logo nesse ano a empresa instalou a sua produção em Pinheiro Manso - Vale de Cambra.


A empresa foi crescendo e diversificando os seus produtos lácteos, produzindo tanto manteigas como queijos e leite, incluindo o famoso achocolatado e pelos anos 60 era já considera a maior e mais importante empresa de lacticínios de Portugal, concorrendo com empresas como a Nestlé, sediada em Avanca, Lacticínios MAF e lacticínios SUIL, ambas do concelho de Vila da Feira (actual Santa Maria da Feira), todas relativamente próximas. Chegou a ter ao seu serviço 700 empregados no que demosntra a sua vitalidade.


Como lugar comum a muitas grandes empresas da época, as décadas seguintes trouxeram alterações nos mercados, novos concorrentes, novas exigências legais e alterações profundas no sector de produção agrícola e leiteiro decorrentes da entrada de Portugal na Comunidade Europeia, pelo que a Martins & Rebello entrou em queda e faliu no início do séc. XXI (2001). Todavia, pelo seu prestígio e história, a marca foi recuperada e continuada pela INDULAC - Indústrias Lácteas, S.A., esta fundada em 1988 por um familiar de António Cardoso Rebello, estando localizada na freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis, município vizinho de Vale de Cambra.

Sobre a marca Martins & Rebello, para além de outros produtos lácteos como leite em pó, manteiga e margarina, são produzidos e comercializados vários queijos de qualidade reconhecida tanto nacional como internacionalmente, nomeadamente o Côvo e o Alvelhe.

12/18/2014

Eu Show Nico

 

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Hoje trago à memória o programa de entretenimento televisivo “Eu Show Nico”, de autoria e apresentação do conhecido Nicolay Breyner, com produção da EDIPIM e realização de Nuno teixeira.

Foram duas as séries produzidas, a primeira exibida em 1980/1981 e a segunda já quase no final da década, em 1987/1988. Ambas as séries tinham aspectos comuns, desde logo o humor como tema central, com várias personagens a serem interpretadas pelo Nicolau, sendo que na primeira havia momentos musicais com artistas convidados, de que recordo particularmente o Carlos Paião. Para além das figuras vividas pelo autor do programa, ficou na memória colectiva a interpretação do Badaró  com o seu chinesinho que para se “isplicar” só complicava.

Uma das rubricas da primeira série era “Moita Carrasco”, designada jocosamente de primeira telenovela portuguesa e que de algum modo brincava com as populares telenovelas brasileiras da época. Curiosamente, não sendo obviamente uma telenovela a sério, antecedeu aquela que foi considerada a primeira telenovela portuguesa, a “Vila Faia”, onde também participou o Nicolau Breyner como João Godunha, o motorista.

Já na segunda série, baseada essencialmente em sketchs humorísticos bem mais elaborados, ficou na memória o quadro “Os Piratas”, que terminava com uma ´canção que brincava com as situações políticas e do dia-a-dia da época, que ficou no ouvido dos portugueses e se tornou popular:

Somos Piratas!
Somos Piratas!
Só não trazemos as gravatas
não sabemos fazer nós
Há mais Piratas,
E com gravatas,
que usam luvas
mas Piratas somos nós!

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A RTP Memória tem reposto este recreativo e ainda ontem passou precisamente o último programa da primeira série.

Creio que o “Eu Show Nico” faz merecidamente parte do património de programas da RTP e na área do humor e entretenimento tem um lugar de destaque e por isso é sempre recordado com saudade e ainda é bom de rever.

11/17/2014

Anthímio de Azevedo

 

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Soube pelos jornais que nesta segunda-feira faleceu Anthímio José de Azevedo, com 88 anos. Nascera em 27 de Abril de 1926.
Natural de Ponta Delgada - Açores, formado em Ciências Geofísicas, tornou-se numa das figuras mais populares da RTP do tempo do preto-e-branco, por via da sua presença e apresentação diária do Boletim Meteorológico, em épocas em que os mapas e gráficos eram desenhados rudimentarmente a giz num quadro de ardósia.


Com a RTP colaborou desde 1 de Novembro de 1964 a 1967, de 1971 a 1977 e de 1981 a 1990, altura em que este serviço foi interrompido, apesar de protestos significativos dos tele-espectadores.
Entre 1992 e 1996 esteve também ao serviço da TVI.


Hoje em dia os boletins meteorológicos naturalmente evoluíram e são apresentados em elaborados quadros digitais, com elevada qualidade, e são presença habitual como aplicação nos smartphones, mas para quem foi espectador dos anos 60 e 70 percebe a nostalgia e saudade desses tempos e de modo especial da rubrica que Anthímio de Azevedo, e colegas, apresentavam diariamente.

10/05/2014

Tampax

 

Depois de uma pausa, com férias e ocupações pessoais pelo meio, regressamos com um cartaz publicitário de Junho de 1984. Trata-se do TAMPAX, do qual aqui já falamos.

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- Tópico relacionado:

Publicidade nostálgica - Tampões TAMPAX

8/12/2014

Maria Leonor–Tele Semana


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Pois é… o tempo passa. Exactamente  37 anos sobre a data de edição  Nº  238 da revista de televisão Tele Semana. 12 de Agosto de 1977.
Na capa, a popular e conhecida figura ligada à história da RTP, Maria Leonor.
Maria Leonor Leite Pereira Magro, nasceu em 1920 e faleceu em 1987, com 67 anos de idade, vítima de cancro. Foi casada com o também popular locutor de rádio Pedro Moutinho.
Foi uma das primeiras locutoras e apresentadoras da RTP - Rádiotelevisão Portuguesa, onde se tornou numa figura de grande popularidade. É ainda hoje lembrada pela sua presença habitual no espectáculo "Natal dos Hospitais", que tantas vezes apresentou.
Antes do seu ingresso na televisão pública, no início dos anos cinquenta era a voz que através dos serviços telefónicos anunciava as horas aos portugueses.
Para além da RTP, foi figura proeminente na Emissora Nacional, para onde entrou em 1946,  destacando-se sobretudo no teatro radiofónico, mas também prestou serviços ligados à BBC e ORTF.
Em 1981 foi agraciada com as insígnias da Ordem do Infante D. Henrique, como reconhecimento da sua personalidade e carreira.

Maria Keil

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É já este sábado, dia em que se celebraria o 100.º aniversário da pintora portuguesa, que o segundo canal do Estado exibe o documentário 'Memórias de Autores Portugueses - Maria Keil'
A conversa, conduzida por Ribeiro Cardoso e realizada por Helena Santos faz parte do último documentário filmado com a artista ainda viva.
Maria Keil foi uma das pintoras portuguesas mais conhecidas do século XX e rompeu com os cânones do seu tempo, integrando o grupo dos modernistas portugueses. Foi ainda ilustradora, fotógrafa e decoradora.
Memórias de Autores Portugueses - Maria Keil para ver este sábado, pelas 21.50 na RTP2.

Maria Keil, para além da sua vasta e riquíssima obra artística, foi co-ilustradora (com Luis Filipe de Abreu) dos belos livros de leitura da primeira e segunda classes utilizados na escola primária  entre o final dos anos 60 e princípios de 70.

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