4/21/2016

Penalty–Caderneta de cromos de futebol

 

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Hoje trago à memória uma das emblemáticas colecções de cromos de futebol dos anos 70, concretamente a "Penalty", uma edição da Sorcácius referente à época 77/78.
Com uma formato aproximadamente A4, é composta por 272 cromos, incluindo emblemas, treinadores e equipas da II Divisão (zonas norte, centro e sul. Tem ainda os cromos extra do Gomes do F.C. do Porto e Néné do Benfica referentes ao 1º e 2º classificados na lista de melhores marcadores da época anterior que, recorde-se, foi ganha pelo Benfica seguido do Sporting e F.C. do Porto (que viria a ganhar os próximos dois títulos (77/78 e 78/79).
A capa é composta por uma fotografia de um Benfica-F.C. do Porto, vendo-se Bento imponente a defender uma bola nas alturas.
Na contra-capa estão estampadas as equipas do Benfica, campeão nacional da I Divisão, Marítimo, campeão da II Divisão e Futebol Clube do Porto como vencedor da Taça de Portugal.
Esta colecção tinha um número de série na capa que habilitava, pelo lotaria do S. João no ano de 1978,  a vários prémios nomeadamente um moderna bicicleta casal, com mudanças no quadro, um órgão musical electrónico Bontempi e uma modernaça máquina fotográfica Anny 35. Como curiosidade, atente-se abaixo no grasso erro na descrição da bicicleta, com “volucidade” em vez da forma correcta “velocidade”. Acontece.

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4/20/2016

Banco Borges & Irmão - O gerente sorridente


De novo um cartaz publicitário do Banco Borges & Irmão, datado de 1972. Uma imagem de proximidade com  a identificação de um gerente de uma agência, no caso na Rua da Constituição, 538, no Marquês de Pombal em Lisboa. Ainda não vi, mas não custa a acreditar que esta filosofia tenha tido outras versões com outros gerentes de outros balcões do banco.

4/18/2016

As lições de Salazar



As lições de Salazar traduzem-se numa colecção de sete cartazes designada de "Escola Portuguesa". Cada cartaz impresso a cores tem um formato de 78 x 113 cm. A edição foi litografada pela Bertrand Irmãos. Estávamos no ano de 1938 e esse conjunto gráfico pretendia comemorar o 10º aniversário da posse do Dr. Oliveira Salazar como Ministro das Finanças, fazendo realçar os feitos, progresso e valores do regime em várias áreas, como a economia, lavoura, escola, obras públicas.

Os temas dos cartazes:
1 - Pinhais searas e estradas
2 - As Finanças
3 - Renascimento do património histórico e artístico
4 - Cais de Portugal
5 - Dignificação do Trabalho e da Justiça Social
6 - Defesa da Nação e do Império
7 - Deus, Pátria e Família

 A colecção foi distribuída pelas escolas primárias do país e naturalmente servia como elemento de estudo e doutrinação.
O autor das ilustrações foi Jaime Martins Barata (Marvão, 7 de Março de 1899 – Campolide, Lisboa, 15 de Maio de 1970), profícuo artista plástico que assinou obras de pintura, ilustração, numismática, filatelia, livros, etc. Foi genro do famoso aguarelista Alfredo Roque Gameiro, tendo casado com a filha deste, Maria Emília Roque Gameiro. Martins Barata tinha como lema "O que merece ser feito, merece ser bem feito". Presume-se pois que os referidos cartazes das lições de Salazar tenham sido considerados como bem feitos e adequados ao seu objectivo.

Aparte a questão ideológica e propagandista, que não têm aqui lugar de discussão e interesse, os cartazes têm uma beleza própria e um grafismo apelativo com um estilo muito próprio da época.
Estes cartazes são raros e valiosos objectos de colecção, porque muitos foram queimados em fogueiras inquisitórias pós revolução. 
Frequentemente são referidos e descritos com toda a carga ideológica do regime, num registo exacerbadamente negativo, mas a verdade é que mesmo na actualidade, na vigência de sólidas e duradouras democracias, a propaganda e demagogia continuam a fazer parte de qualquer Governo. Mudaram apenas os protagonistas, os meios e os métodos  mas no essencial mantém-se essa tentação própria de quem exerce o poder sobre o povo. Afinal é convencendo o povo dos méritos dos feitos dos políticos que estes vencem eleições e assumem poderes e regalias. Neste particular pouco mudou desde essa década de 30 e não espanta por isso o clima de descrédito e desconsideração de que goza na generalidade a classe política. Até neste contexto as lições de Salazar continuam a ser elas próprias: Lições.








4/17/2016

Colditz–Série TV

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Hoje, com algum atraso, trago à memória "Colditz", uma das boas séries TV que passou na RTP pelos idos anos 70. Foi co-produzida pela BBC e Universal Studios e exibida originalmente entre 1972 e 1974. Teve duas séries ou temporadas e comporta 28 episódios com cerca de 50 minutos cada. Em Portugal foi exibido originalmente no ano de 1977, com início em Abril e não teve dia nem hora certos de exibição tendo passado às terças, quartas e quintas tanto pelas 21:00 como 22:00 horas.

A revista Tele Semana de 3 de Junho de 1977, edição Nº 228, quando já tinham sido exibidos 8 episódios, dedicava-lhe um destacável com um descrição detalhada de cada um dos episódios restantes até ao 28º e último, intitulado “Libertação”, em que a fortaleza nazi foi tomada pelos aliados.

Colditz, com o nome de código Oflag IV-C, era um castelo alemão convertido em prisão de alta segurança pelo regime nazi em plena II Guerra Mundial destinada a oficiais britânicos, americanos e franceses capturados no teatro de guerra, tidos como tipos duros e alguns já evadidos de outras prisões. A trama girava em torno das relações entre prisioneiros e guardas, os planos e várias e elaboradas tentativas de fuga. Tinha por isso uma boa dose de aventura, ainda que confinada ao castelo, e muito suspense.

Algumas das figuras principais: Robert Wagner no papel de Tenente Phill Carrington, David McCallum como Tenete Simon Carter, Peter Chapman como capitão George Brent, Bernard Hepton como comandante da fortaleza de Colditz, Jack Hedley como Tenente Coronel John Preston, Richard Heffer como Capitão Tim Downing. Obviamente muitos outros personagens alguns dos quais participaram apenas em alguns episódios.

Este tema de Colditz deu posteriormente motivo a uma mini-série, com duas partes, no ano de 2005.
Alguns dos episódios de “Colditz” podem facilmente ser encontrados e visualizados no Youtube.

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4/15/2016

Café puro - produtividade

Pelos princípios dos anos 70 o Estado Novo promovia o consumo do café, um dos produtos explorados nos então territórios ultramarinos em África, nomeadamente Angola. Por conseguinte, tanto jornais como revistas foram veículos privilegiados dessa propaganda de fomento económico.
Seja ou não resultado desse incentivo, a verdade é que o café e o seu consumo hoje em dia fazem parte do quotidiano de qualquer português ou mesmo de qualquer cidadão do mundo e não há quem o dispense, com maior ou menor regularidade. 
Motivo de encontro social, romântico ou profissional, tomar um cafézinho, bica ou expresso, como lhe queira chamar, servido na esplanada ou ao balcão, é de facto um hábito, mesmo um vício ou necessidade totalmente enraizados e, já agora, um prazer insubstituível..
Dessa época (1974) e dessa propaganda, deixamos um cartaz publictário.

4/14/2016

Onde há Bac há frescura

- Cartaz publicitário de 1974.


Voltamos à memória do desodorizante Bac num cartaz que remete para um ambiente de frescura marinha em pleno Verão.

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