4/23/2016

O casamento do Fantasma


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Já tivemos a oportunidade de falar aqui do Fantasma, herói de banda-desenhada que foi criado por Lee Falk, também autor do não menos famoso Mandrake.
Como é apanágio de muitos dos heróis da banda-desenhada, há quase sempre uma mulher nas suas vidas. Recorde-se Lois Lane no Super Homem, Mary Jane no Homem Aranha, a Pamela no Kalar e Princesa Narda no Mandrake, entre outras.
No caso do Fantasma a sua namorada era a bela Diana Palmer e hoje trazemos à memória algumas páginas da revista Mundo de Aventuras, Nº 249 de 6 de Julho de 1978 onde é publicada a história em que ambos se casam. Argumento de Lee Falk e desenho de Sy Barry.
Para além do enlace, a particularidade de aparecer o Mandrake e seu amigo Lothar como convidados, o que se compreende pelo facto de, como atrás explicado, tanto o Fantasma como o Mandrake serem criações do Lee Falk embora com desenhadores diferentes.
Fica, pois, a evocação deste momento emblmático e particular das aventuras deste herói da nona arte.

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4/22/2016

Matt Marriot–Tony Weare

 

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Da Banda Desenhada que lia pelos anos 70 e por aí fora, no que a cowboyadas diz respeito, tenho para mim como das melhores as aventuras de Matt Marriot, do autor inglês Tony Weare (1912-1994).
As aventuras deste cowboy, sempre acpmpanhado pelo seu companheiro Luke "Powder" Horn, com o seu característico chapéu militar, foram publicadas no diário inglês London Evening News, no clássico formato de tiras diárias e a dominicais. A sua publicação teve início no ano de 1955 e terminou em 1977, 22 anos depois. As histórias eram escritas por Jim Edgar

Em Portugal Matt Marriot andou sobretudo pelas páginas da revista Mundo de Aventuras, da colecção Tigre, Condor, Jornal do Cuto, mas outras mais

A arte de Tony Weare é intensa  e expressiva, genial mesmo, de traço inconfundível caracterizado por fortes constrastes de luz e sombras, sobretudo pelo uso de tramas que em muitos dos quadros dispensa e substitui o contorno.

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4/21/2016

25 de Abril de 1974 - Cartaz


Será já na próxima segunda-feira que se celebrará mais um aniversário da revolução dos cravos, o 25 de Abril de 1974. Fica aqui mais um nosso cartaz. Outros podem ser encontrados no nosso espaço Docs.
- clicar na imagem para ampliar

Penalty–Caderneta de cromos de futebol

 

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Hoje trago à memória uma das emblemáticas colecções de cromos de futebol dos anos 70, concretamente a "Penalty", uma edição da Sorcácius referente à época 77/78.
Com uma formato aproximadamente A4, é composta por 272 cromos, incluindo emblemas, treinadores e equipas da II Divisão (zonas norte, centro e sul. Tem ainda os cromos extra do Gomes do F.C. do Porto e Néné do Benfica referentes ao 1º e 2º classificados na lista de melhores marcadores da época anterior que, recorde-se, foi ganha pelo Benfica seguido do Sporting e F.C. do Porto (que viria a ganhar os próximos dois títulos (77/78 e 78/79).
A capa é composta por uma fotografia de um Benfica-F.C. do Porto, vendo-se Bento imponente a defender uma bola nas alturas.
Na contra-capa estão estampadas as equipas do Benfica, campeão nacional da I Divisão, Marítimo, campeão da II Divisão e Futebol Clube do Porto como vencedor da Taça de Portugal.
Esta colecção tinha um número de série na capa que habilitava, pelo lotaria do S. João no ano de 1978,  a vários prémios nomeadamente um moderna bicicleta casal, com mudanças no quadro, um órgão musical electrónico Bontempi e uma modernaça máquina fotográfica Anny 35. Como curiosidade, atente-se abaixo no grasso erro na descrição da bicicleta, com “volucidade” em vez da forma correcta “velocidade”. Acontece.

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4/20/2016

Banco Borges & Irmão - O gerente sorridente


De novo um cartaz publicitário do Banco Borges & Irmão, datado de 1972. Uma imagem de proximidade com  a identificação de um gerente de uma agência, no caso na Rua da Constituição, 538, no Marquês de Pombal em Lisboa. Ainda não vi, mas não custa a acreditar que esta filosofia tenha tido outras versões com outros gerentes de outros balcões do banco.

4/18/2016

As lições de Salazar



As lições de Salazar traduzem-se numa colecção de sete cartazes designada de "Escola Portuguesa". Cada cartaz impresso a cores tem um formato de 78 x 113 cm. A edição foi litografada pela Bertrand Irmãos. Estávamos no ano de 1938 e esse conjunto gráfico pretendia comemorar o 10º aniversário da posse do Dr. Oliveira Salazar como Ministro das Finanças, fazendo realçar os feitos, progresso e valores do regime em várias áreas, como a economia, lavoura, escola, obras públicas.

Os temas dos cartazes:
1 - Pinhais searas e estradas
2 - As Finanças
3 - Renascimento do património histórico e artístico
4 - Cais de Portugal
5 - Dignificação do Trabalho e da Justiça Social
6 - Defesa da Nação e do Império
7 - Deus, Pátria e Família

 A colecção foi distribuída pelas escolas primárias do país e naturalmente servia como elemento de estudo e doutrinação.
O autor das ilustrações foi Jaime Martins Barata (Marvão, 7 de Março de 1899 – Campolide, Lisboa, 15 de Maio de 1970), profícuo artista plástico que assinou obras de pintura, ilustração, numismática, filatelia, livros, etc. Foi genro do famoso aguarelista Alfredo Roque Gameiro, tendo casado com a filha deste, Maria Emília Roque Gameiro. Martins Barata tinha como lema "O que merece ser feito, merece ser bem feito". Presume-se pois que os referidos cartazes das lições de Salazar tenham sido considerados como bem feitos e adequados ao seu objectivo.

Aparte a questão ideológica e propagandista, que não têm aqui lugar de discussão e interesse, os cartazes têm uma beleza própria e um grafismo apelativo com um estilo muito próprio da época.
Estes cartazes são raros e valiosos objectos de colecção, porque muitos foram queimados em fogueiras inquisitórias pós revolução. 
Frequentemente são referidos e descritos com toda a carga ideológica do regime, num registo exacerbadamente negativo, mas a verdade é que mesmo na actualidade, na vigência de sólidas e duradouras democracias, a propaganda e demagogia continuam a fazer parte de qualquer Governo. Mudaram apenas os protagonistas, os meios e os métodos  mas no essencial mantém-se essa tentação própria de quem exerce o poder sobre o povo. Afinal é convencendo o povo dos méritos dos feitos dos políticos que estes vencem eleições e assumem poderes e regalias. Neste particular pouco mudou desde essa década de 30 e não espanta por isso o clima de descrédito e desconsideração de que goza na generalidade a classe política. Até neste contexto as lições de Salazar continuam a ser elas próprias: Lições.








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