5/11/2016

Deep Blue vence Kasparov



Neste mesmo dia de  11 de Maio, mas no ano de 1997, por isso quase a completar duas décadas, o famoso campeão mundial de xadrez, Garry Kasparov,  foi derrotado pelo Deep Blue, um computador desenvolvido pela IMB para defrontar o campeão russo. Antes, porém, em 1996, Kasparov levara a melhor sobre a mesma máquina o que levou os técnicos a uma profunda alteração que viria a dar frutos um ano depois. 
Diz-se que na sua memória, o Deep Blue integrava uma base de dados com mais de 700 mil partidas de mestres e grandes mestres do popular jogo de tabuleiro.

A vitória da máquina sobre o homem não escapou, todavia, a alguma polémica, já que os técnicos da IMB se recusaram a fornecer alguns dados solicitados pelo jogador russo, desconfiado de ter havido intervenção humana nas decisões de jogo do Deep Blue.
Seja como for, o evento de certa maneira marcou a importância e a capacidade do computador e nos nossos dias é inquestionável o seu poder e lugar na sociedade em todas as vertentes, da científica e industrial até ao desporto e lazer..

5/06/2016

Gaiola Aberta - O fado provisório


Capa da revista "Gaiola Aberta", correspondente ao Nº 6 com data de 15 de Agosto de 1974. 

No inconfundível traço do José Vilhena, três dos grandes protagonistas da cena política  do pós-revolução do 25 de Abril desse ano: Mário Soares, Sá Carneiro e Álvaro Cunhal. Dos três, ainda por cá o Soares, embora já debilitado pela idade.

Quarenta e picos anos passados sobre esse momento da nossa História, mudaram-se as caras dos políticos mas as coisas e as vontades parecem ser as mesmas e Portugal parece viver na meia-luz do interior de uma casa de fados onde fadistas mais ou menos "artistas" vão, norma geral com mau acompanhamento, entoando fadunchos à medida da clientela que, já de ouvido treinado, vai perdoando a desafinação.

5/04/2016

A minha comunhão solene - Pagela

Um dos nossos tópicos mais populares é "A Comunhão Solene ou Profissão de Fé". Não sabemos se pela importância da memória e evocação se por encaminhamento de quem procura estampas ou "santinhos" sobre este marcante celebração no culto da religião católica.

Um pouco dentro desse contexto, rabiscamos nós próprios uma dessas estampas, também conhecidas por pagelas ou "santinhos". Aqui fica, com as naturais reservas de autor.




Nota de 500 escudos



Saudosa nota portuguesa de 500$00 (quinhentos escudos). Apresenta a efígie de D. João II e circulou pelas carteiras dos portugueses entre 04 de Novembro de 1966 e 29 de Janeiro de 1988.O prazo legal para trocar esta nota por euros terminou  vinte anos depois, ou seja, em 29 de Janeiro de 2008.

Alguns dados sobre esta bela nota, recolhidos no Banco de Portugal:

Chapa de elevada qualidade técnica, tem como motivos salientes a efígie do Rei D. João II, o Príncipe Perfeito (1455-1495), e um pormenor dos grupos escultóricos que decoram o Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, de autoria do Mestre Leopoldo de Almeida. O retrato patente nas notas é cópia de uma pintura existente no Kunsthistorisches Museum, de Viena, da colecção do Arquiduque Fernando do Tirol, e identificado como sendo do décimo terceiro rei de Portugal. Na altura do aparecimento desta nota gerou-se certa controvérsia na atribuição dada, sustentando alguns entendidos que o referido retrato, devido a determinados elementos iconográficos (chapéu, camisa, barba e corte de cabelo), era mais susceptível de representar D. João III ou até D. Manuel I. Estas opiniões, também refutáveis, motivaram novas contestações, não se chegando, porém, a uma conclusão definitiva de consenso geral.

Emissões: 111 073 000 notas com as datas de 25 de Janeiro de 1966 e 6 de Setembro de 1979; primeira emissão: 17 de Outubro de 1966; última emissão: 6 de Abril de 1982.

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