5/12/2016

Manuel Alegre



Está de parabéns neste 12 de Maio, Manuel Alegre, conhecido poeta e político português. Há quem passe uma vida profissional como pescador, pedreiro ou trolha; Manuel Alegre, nascido em Águeda no ano de 1936, agora com 80 anos, dedicou-se à política, com diversos cargos, nomeadamente em governos e sobretudo como deputado pelo Partido Socialista na Assembleia da República durante mais de 30 anos..

Estudo Direito em Coimbra. Foi actor de teatro Foi preso pela PIDE e esteve exilado em França e na Argélia durante uma década. Foi locutor da Rádio Voz da Liberdade que difundia conteúdos de apoio aos movimentos de libertação das antigas províncias ultramarinas e contra o regime de Salazar.
Chegou a ser atleta tendo vencido um campeonato nacional de natação e nesta modalidade foi atleta internacional pela Académica.

Regressado a Portugal logo após a revolução de Abril de 1974, exerceu funções na Radiodifusão Portuguesa e ainda nesse ano aderiu ao Partido Socialista mas a sua militância partidária começara anos antes no então clandestino Partido Comunista Português que abandonou  já no final dos anos 60.

Foi candidato à presidência do seu partido, que perdeu para José Sócrates em 2004 e ainda candidato a presidente da república em 2006 como independente (com a curiosidade de obter maior votação que o candidato Mário Soares) e em 2011 como candidato do PS, perdendo para Cavaco Silva

Como poeta, destaca-se como popular a "Trova do Vento que Passa", passada a fado e cantada por várias vozes como Adriano Correia de Oliveira e Amália. Foi um autor multi-premiado vencendo: Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários (1998); Grande Prémio de Poesia APE/CTT (1998); Prémio Pessoa (1999); Prémio Fernando Namora (1999); Prémio de Literatura Infantil António Botto; Prémio D. Dinis (2007); Grande Prémio Vida Literária (2016).
Goste-se ou não, como poeta ou como político, Manuel Alegre, é sem dúvida uma das figuras grandes do panorama da nossa política, das letras e cultura.

5/11/2016

Deep Blue vence Kasparov



Neste mesmo dia de  11 de Maio, mas no ano de 1997, por isso quase a completar duas décadas, o famoso campeão mundial de xadrez, Garry Kasparov,  foi derrotado pelo Deep Blue, um computador desenvolvido pela IMB para defrontar o campeão russo. Antes, porém, em 1996, Kasparov levara a melhor sobre a mesma máquina o que levou os técnicos a uma profunda alteração que viria a dar frutos um ano depois. 
Diz-se que na sua memória, o Deep Blue integrava uma base de dados com mais de 700 mil partidas de mestres e grandes mestres do popular jogo de tabuleiro.

A vitória da máquina sobre o homem não escapou, todavia, a alguma polémica, já que os técnicos da IMB se recusaram a fornecer alguns dados solicitados pelo jogador russo, desconfiado de ter havido intervenção humana nas decisões de jogo do Deep Blue.
Seja como for, o evento de certa maneira marcou a importância e a capacidade do computador e nos nossos dias é inquestionável o seu poder e lugar na sociedade em todas as vertentes, da científica e industrial até ao desporto e lazer..

5/06/2016

Gaiola Aberta - O fado provisório


Capa da revista "Gaiola Aberta", correspondente ao Nº 6 com data de 15 de Agosto de 1974. 

No inconfundível traço do José Vilhena, três dos grandes protagonistas da cena política  do pós-revolução do 25 de Abril desse ano: Mário Soares, Sá Carneiro e Álvaro Cunhal. Dos três, ainda por cá o Soares, embora já debilitado pela idade.

Quarenta e picos anos passados sobre esse momento da nossa História, mudaram-se as caras dos políticos mas as coisas e as vontades parecem ser as mesmas e Portugal parece viver na meia-luz do interior de uma casa de fados onde fadistas mais ou menos "artistas" vão, norma geral com mau acompanhamento, entoando fadunchos à medida da clientela que, já de ouvido treinado, vai perdoando a desafinação.

5/04/2016

A minha comunhão solene - Pagela

Um dos nossos tópicos mais populares é "A Comunhão Solene ou Profissão de Fé". Não sabemos se pela importância da memória e evocação se por encaminhamento de quem procura estampas ou "santinhos" sobre este marcante celebração no culto da religião católica.

Um pouco dentro desse contexto, rabiscamos nós próprios uma dessas estampas, também conhecidas por pagelas ou "santinhos". Aqui fica, com as naturais reservas de autor.




Nota de 500 escudos



Saudosa nota portuguesa de 500$00 (quinhentos escudos). Apresenta a efígie de D. João II e circulou pelas carteiras dos portugueses entre 04 de Novembro de 1966 e 29 de Janeiro de 1988.O prazo legal para trocar esta nota por euros terminou  vinte anos depois, ou seja, em 29 de Janeiro de 2008.

Alguns dados sobre esta bela nota, recolhidos no Banco de Portugal:

Chapa de elevada qualidade técnica, tem como motivos salientes a efígie do Rei D. João II, o Príncipe Perfeito (1455-1495), e um pormenor dos grupos escultóricos que decoram o Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, de autoria do Mestre Leopoldo de Almeida. O retrato patente nas notas é cópia de uma pintura existente no Kunsthistorisches Museum, de Viena, da colecção do Arquiduque Fernando do Tirol, e identificado como sendo do décimo terceiro rei de Portugal. Na altura do aparecimento desta nota gerou-se certa controvérsia na atribuição dada, sustentando alguns entendidos que o referido retrato, devido a determinados elementos iconográficos (chapéu, camisa, barba e corte de cabelo), era mais susceptível de representar D. João III ou até D. Manuel I. Estas opiniões, também refutáveis, motivaram novas contestações, não se chegando, porém, a uma conclusão definitiva de consenso geral.

Emissões: 111 073 000 notas com as datas de 25 de Janeiro de 1966 e 6 de Setembro de 1979; primeira emissão: 17 de Outubro de 1966; última emissão: 6 de Abril de 1982.

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