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10/16/2016

Biskin–Doiradinhos da FIMA

 

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Cartaz publicitário de 1967 aos doiradinhos Biskin, comercializados pela FIMA – Fábrica Imperial de Margarina, L.da.

A FIMA - Fábrica Imperial de Margarina, L.da foi inaugurada pela empresa Jerónimo Martins em 1944. iniciando-se assim na componente de fabricação, numa  altura em que estava no seu auge a II Guerra Mundial. Nessa instalação, para além de óleo alimentar, passou a ser produzida a emblemática margarina Vaqueiro, então com o nome "Cowerd-Vaqueiro". Todavia, o registo da marca foi feito anos antes pela Jerónimo Martins & Filho, em 1926, pelo que se tratava de uma marca e produto importado.

A Jerónimo Martins e o actual grupo com o mesmo nome, que entre outros negócios detém a cadeia de distribuição Pingo Doce, tem origens como loja de venda de mercearias e outros artigos para uso doméstico, na baixa lisboeta, no Chiado, no distante ano de 1792. Jerónymo Martins era um emigrante galego.

Em 1881 com a morte do filho João António Martins e à falta de sucessores, a empresa foi retomada pelos funcionários que mantiveram a mesma designação comercial. A empresa deu outras voltas até à entrada em cena nos anos 20 do século XX, de Elysio Pereira do Vale e seu sócio Francisco Manuel dos Santos, avô do actual empresário Alexandre Soares dos Santos, proprietários dos Grandes Armazéns Reunidos, do Porto  que tomam conta da empresa lisboeta para dar lugar à empresa com denominação “Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, L.da” continuando o seu crescimento e internacionalização que teve um notório incremento com a sua parceria, a partir de 1949  com o grande grupo anglo-holandês Unilever.

Ainda em relação à FIMA, em Janeiro de 2007, a própria FIMA, a Lever e a Iglo-Olá são fundidas numa só companhia, a Unilever Jerónimo Martins, Lda., com fábricas em Sacavém e Santa Iria de Azóia.

10/15/2016

Bolachas Aliança–Saborosas, deliciosas.

 

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Cartaz publicitário de 1961 às bolachas Shortcake da popular marca Aliança.

A Aliança na actualidade e desde 1997, ano em que foi adquirida,  pertence à empresa Vieira de Castro – Produtos Alimentares, S.A. com artigos alimentares comercializados sob a marca Vieira. É uma das maiores fábricas do país com instalações em Gavião – Vila Nova de Famalicão. A Vieira de Castro foi fundada em 1943, então como fabricante de pastelaria tradicional e regional.

Por sua vez a Aliança remonta a 1919 altura em que é criada a Sociedade Industrial Aliança originada pela fusão das anteriores empresas "Fábrica do Caramujo" de Viúva de A.J. Gomes e C.ª e "Cruces & Barros", obviamente mais antigas.

Pelo que se tem lido, porventura na senda do êxito de marcas e artigos vintage, a Vieira de Castro tem o propósito de relançar produtos com a marca Aliança. Não confirmei se já o fez. Oxalá que sim e que mantenha a qualidade e a tradição.

Da Vieira de Castro gosto sobretudo das bolachas de água-e-sal e das amêndoas pela altura de Páscoa. Das bolachas Aliança, tenho memória, de criança, das emblemáticas caixas cúbicas no balcão da mercearia da aldeia de onde se retiravam com cuidado para serem vendidas de forma avulsa. Tants vezes pedi 100 gramas de Bolachas Maria da Aliança. Gostava particularmente das torradas.

10/14/2016

Toni - Benfica - 70 anos


Toni,  o conhecido ex-futebolista do Benfica e treinador, está, neste dia 14 de Outubro, de parabéns já que completa 70 anos. Aquando do seu 67º aniversário fizemos aqui referência à data, com algumas notas da sua biografia e carreira e ainda com um lote de cromos onde  ao longo de toda a década de 70 fez parte de muitas cadernetas.
Parabéns, Toni! Venham muitos mais e bons!

10/13/2016

Fanta laranja

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Cartaz de 1983 a anunciar a chegada da Fanta a Portugal, a popular marca de refrigerantes. Passados mais de 30 anos a Fanta continua a ser das mais populares bebidas gaseificadas e aquela que mais replica o sabor do sumo natural de laranja.

Esta popular marca pertence ao grupo da Coca-Cola Company e o seu sucesso beneficia do seu prestígio. Todavia a sua origem remonta à Alemanha em plena vigência do regime nazi, precisamente em 1941.

A Coca-Cola, então já instalada na Alemanha, com o contexto de guerra viu-se privada do fornecimento dos produtos e matérias primas indispensáveis ao secreto fabrico da sua principal bebida e que lhe dava nome. Assim sendo, ou encerrava a unidade industrial num amplo mercado ou produzia um produto alternativo para manter a laboração, o que aconteceu com a criação de um refrigerante amarelado com sabor a maçã, criação do químico alemão Schetelig a pedido do chefe de operações da Coca-Cola alemã, Max Keith.

O nome para esta bebida foi escolhido após um concurso de ideias realizado entre os funcionários da unidade fabril, vencendo um tal de Joe Knipp que escolheu o termo Fanta, uma  subtracção ao adjectivo Phantastischen (fantástico). Há, no entanto, outra versão, que diz que o nome surgiu da inspiração da palavra lançada como repto para o concurso por Max Keith, que pediu aos funcionários para usarem a fantasia (Phantasie em alemão). Durante a II Guerra Mundial, por razões óbvias, a Fanta apenas era comercializada na Alemanha.

Só em 1955, na fábrica da Coca-Cola em Nápoles - Itália, é que foi criado o sabor a laranja o qual veio a popularizar definitivamente a marca. Curiosamente apesar da sede da Coca-Cola ser nos Estados Unidos, só em 1960 é que a Fanta é introduzida e comercializada neste país. Não consegui certezas quanto a esta situação, mas tudo indica que, a avaliar pelo cartaz publicitário acima, a Fanta chegou ao nosso país apenas no princípio dos anos 80. De resto a Coca-Cola foi introduzida poucos anos antes, já na segunda metade dos anos 70.

Na actualidade é comercializada quase todo o mundo e disponível numa panóplia de sabores, muitos deles adaptados aos frutos locais, hábitos de consumo e tradições sociais e culturais dos quase 200 países onde se comercializa. Muitos dos sabores e combinações vão ficando pelo caminho, como quem diz, descontinuados por não merecerem o gosto dos consumidores. O sabor a laranja é de facto o que caracteriza e globaliza a marca.

10/07/2016

Gô-Gô o brinquedo “sensação” do Verão de 83

 

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É verdade, no Verão de 1983 o Gô-Gô era anunciado como “o brinquedo de todos, a nova “febre” do Verão de 83”.

Este produto da MMD, da qual não conseguimos descobrir grande coisa, consistia em lançar uma bola ao ar e fazer com que ela entrasse no buraco do suporte em plástico. A bola estava presa ao suporte com um fio e o objectivo era fazer várias vezes o mesmo movimento até que o fio ficasse todo enrolado. Claro está que quando esta brincadeira era feita a dois ou a três, como no cartaz acima, ganhava quem enrolasse primeiramente todo o fio. Resta acrescentar que quando se falhava a recepção da boa no buraco, muitas vezes ela batia no pulso ou nos dedos e por vezes até na cabeça, o que acabava para fazer mossa pois a bola era de um plástico duro e pesado.

Totobola - Guia do apostador 1973/1974

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