10/20/2016

Refrigerantes Sucol

 

santa nostalgia publicidade sucol

Cartaz publicitário dos refrigerantes Sucol- Anos 80.

Os produtos sob a marca Sucol foram lançados em 1980. Foram desenvolvidos e lançados pela empresa proprietária e fabricante da já popular Sumol.

Como a vida dá muitas voltas, também as dá no mundo empresarial. Desde então o refrigerante de laranja designado de Sumol criado em 1954 pela empresa Refrigor, esta com origem em 1945, funde-se em 2001 com a Compal, dando lugar à Sumol + Compal e por sua vez a marca Sucol foi vendida em 2010 à parceria  empresarial Diviril Indústria - Produção de Sumos e Refrigerantes, S.A., com instalações no Carregado, fundada em 1967 e à Melo e Abreu, fabricante de cerveja de Ponta Delgada – Açores. Esta venda foi determinada pela Autoridade da Concorrência no âmbito da fusão da Sumol com a Compal.

A Sucol continua a ter bons produtos mas sem a popularidade e notoriedade inerentes aos produtos Sumol. Pessoalmente, não sendo um frequente consumidor de refrigerentes, não gosto de todo dos produtos Sumol e tenho-os como com muita fama mas pouco proveito. Em todo o caso é sem dúvida uma das marcas emblemáticas do nosso mercado de refrigerantes.

10/19/2016

A visita da Cornélia–Concurso da RTP

 

O concurso televisivo "A Visita da Cornélia" foi um dos mais marcantes dos muitos exibidos pela RTP. De autoria de Fialho Gouveia e Raúl Solnado, com apresentação deste, o concurso foi exbido de Junho a Novembro, às segundas-feiras, no ano de 1977, por isso ainda no tempo da nossa televisão a "preto-e-branco". Por esses tempos, mais popular do que este concurso só mesmo a telenovela brasileira “Gabriela” que se estreara também nesse ano.

As sessões tinham público assistente e tinham lugar na sala do Villaret, à Fontes Pereira de Melo.
Cada sessão do concurso colocavam em disputa 3 pares de concorrentes os quais tinham que levar a cabo um conjunto de 10 diferentes provas com as quais se pretendia valorizar as componentes de aprendizagem, criatividade e destreza. Tais provas reuniam disciplinas como canto, dança, teatro, pontuadas pelo jurí (de que fizeram parte Raúl Calado, Maria Josão Seixas, Maria Leonor e Luis de Sttau Monteiro, bem como perguntas e passatempos com temas como Cultura Geral, Código da Estrada, Constituição Portuguesa e Direitos do Homem.

Pelo meio, Raúl Solnado no seu estilo muito próprio ía conversando com a Cornélia, uma simpática vaca de olhos enormes e grande laçarote ao pescoço, com manchas aos corações, feita em cartão, e que ía abanando a cabeça ao ritmo dos diálogos, numa voz feminina e lamechas. Aos olhos das técnicas televisivas e meios de produção de hoje, a Cornélia e o seu boneco eram de facto rudimentares, mas tendo em conta que a televisão era o principal meio de entretenimento das famílias, dos miúdos aos graúdos, o concurso teve de facto muita popularidade e ninguém queria perder pitada.
No final de cada sessão, os concorrentes mais pontuados ocupavam um pódio que mantinham nas sessões seguintes até que fossem ultrapassados em votação.  O grande vencedor do concurso foi Vasco Raimundo, seguido de José Fanha e Rui Guedes (quanto a esta classificação, já li algures uma versão de que o grande vencedor terá sido Gonçalo Lucena – não tenho memória de quem realmente foi o vencedor e cinjo-me a informações pesquisadas). Pelo concurso passaram como concorrentes algumas figuras que vieram a ter algum protagonismo posterior como Tozé Martinho e sua mãe Tareka, Fernando Assis Pacheco, José Fanha e outros mais.

Uma das curiosidades: ao fim de uma dúzia de sessões o boneco da Cornélia foi reformulado, ficando com um ar mais jovial e dizem que com uma cabeleira roxa. Por outro lado Raúl Solnado em entrevista na época dizia que o concurso tinha muitas afinidades com o também popular programa Zip-Zip, que, com Fialho Gouveia e Carlos Cruz, também apresentou no ano de 1969. Todavia, dizia, com a diferença de que naquele os participanmtes eram convidados enquanto que na Cornélia era sorteados. Questionado quanto ao muito dinheiro que se dizia estar a ganhar como apresentador do concurso, respondeu que ninguém tinha nada a ver com isso, mas a contra-gosto lá foi dizendo que ganhava pouco. Muito menos que qualquer outro apresentador em qualquer sítio do mundo.

Pela popularidade alcançada, o concurso deu lugar ao lançamento de uma revista, a "Vacavisão" bem como uma colecção de cromos de que tenho uma caderneta que guardo na minha tralha.

Nos anos 1990, já com melhores meios técnicos e em plena era da cor, a RTP voltou a pegar no conceito e produziu o concurso "A Filha da Cornélia" então apresentado por Fialho Gouveia , mas despertou pouco interesse e ficou longe da popularidade do concurso dos anos 70. Ficou-se assim por apenas uma temporada.

cornelia_santa_nostalgia_1

cornelia_santa_nostalgia_2

cornelia_santa_nostalgia_4

cornelia_santa_nostalgia_5

cornelia_santa_nostalgia_23

- Acima, os boletins de inscrição para o sorteiro de participação no concurso, publicados em revistas e jornais da época.

O Cavalo de Terracota–“The Terracotta Horse”

 

Em Julho de 1976 a RTP passava a série "Cavalo de Terracota", no original "The Terracotta Horse".
Trata-se de uma curta série composta por 6 episódios com cerca de 25 minutos de duração cada.
A série é do tema de aventuras e foi produzido em Inglaterra pela BBC,  tendo sido exibida originalmente no final do ano de 1973.
Tenho algumas recordações da série mas que pela sua curta duração não ficaram muito profundas na memória. Mas recordo de a seguir com interesse.

Linda é uma rapariga británica emigrada com os pais em Marrocos. Encontra uma estatueta de um cavalo em terracota que pensa ser a chave para chegar a um tesouro valioso.

Lista dos 6 episódios:

- The Place of Solomon's Seal
- The Stones of Ain Khalifa
- The House of Columns
- The Legend of the Grail
- The Third Pentangle
- The Seal of Solomon

10/16/2016

Biskin–Doiradinhos da FIMA

 

fima_biskin

Cartaz publicitário de 1967 aos doiradinhos Biskin, comercializados pela FIMA – Fábrica Imperial de Margarina, L.da.

A FIMA - Fábrica Imperial de Margarina, L.da foi inaugurada pela empresa Jerónimo Martins em 1944. iniciando-se assim na componente de fabricação, numa  altura em que estava no seu auge a II Guerra Mundial. Nessa instalação, para além de óleo alimentar, passou a ser produzida a emblemática margarina Vaqueiro, então com o nome "Cowerd-Vaqueiro". Todavia, o registo da marca foi feito anos antes pela Jerónimo Martins & Filho, em 1926, pelo que se tratava de uma marca e produto importado.

A Jerónimo Martins e o actual grupo com o mesmo nome, que entre outros negócios detém a cadeia de distribuição Pingo Doce, tem origens como loja de venda de mercearias e outros artigos para uso doméstico, na baixa lisboeta, no Chiado, no distante ano de 1792. Jerónymo Martins era um emigrante galego.

Em 1881 com a morte do filho João António Martins e à falta de sucessores, a empresa foi retomada pelos funcionários que mantiveram a mesma designação comercial. A empresa deu outras voltas até à entrada em cena nos anos 20 do século XX, de Elysio Pereira do Vale e seu sócio Francisco Manuel dos Santos, avô do actual empresário Alexandre Soares dos Santos, proprietários dos Grandes Armazéns Reunidos, do Porto  que tomam conta da empresa lisboeta para dar lugar à empresa com denominação “Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho, L.da” continuando o seu crescimento e internacionalização que teve um notório incremento com a sua parceria, a partir de 1949  com o grande grupo anglo-holandês Unilever.

Ainda em relação à FIMA, em Janeiro de 2007, a própria FIMA, a Lever e a Iglo-Olá são fundidas numa só companhia, a Unilever Jerónimo Martins, Lda., com fábricas em Sacavém e Santa Iria de Azóia.

10/15/2016

Bolachas Aliança–Saborosas, deliciosas.

 

bolachas_alianca_sn

Cartaz publicitário de 1961 às bolachas Shortcake da popular marca Aliança.

A Aliança na actualidade e desde 1997, ano em que foi adquirida,  pertence à empresa Vieira de Castro – Produtos Alimentares, S.A. com artigos alimentares comercializados sob a marca Vieira. É uma das maiores fábricas do país com instalações em Gavião – Vila Nova de Famalicão. A Vieira de Castro foi fundada em 1943, então como fabricante de pastelaria tradicional e regional.

Por sua vez a Aliança remonta a 1919 altura em que é criada a Sociedade Industrial Aliança originada pela fusão das anteriores empresas "Fábrica do Caramujo" de Viúva de A.J. Gomes e C.ª e "Cruces & Barros", obviamente mais antigas.

Pelo que se tem lido, porventura na senda do êxito de marcas e artigos vintage, a Vieira de Castro tem o propósito de relançar produtos com a marca Aliança. Não confirmei se já o fez. Oxalá que sim e que mantenha a qualidade e a tradição.

Da Vieira de Castro gosto sobretudo das bolachas de água-e-sal e das amêndoas pela altura de Páscoa. Das bolachas Aliança, tenho memória, de criança, das emblemáticas caixas cúbicas no balcão da mercearia da aldeia de onde se retiravam com cuidado para serem vendidas de forma avulsa. Tants vezes pedi 100 gramas de Bolachas Maria da Aliança. Gostava particularmente das torradas.

Pesquisar no Blog

Seara Nova - Revista

A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...

Populares