11/27/2016

Conjunto Típico Fernanda Gonçalves e José Augusto

 

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Hoje trazemos à memória o Conjunto Típico Fernanda Gonçalves e José Augusto. Foi fundado na cidade do Porto no ano de 1966, por isso há meio século. Para além do casal que davam nome ao grupo, faziam parte da formação original Políbio Cruz (bombo), José Adelino (acordeão), Mário Reis (viola).

Os conjuntos típicos foram muito populares sobretudo nas décadas de 60 e 70, mas passaram pelas  décadas seguintes e ainda hoje existem embora obviamente com mais recursos técnicos (como acordeões electrónicos e caixas de ritmos), mas com alguma fidelidade ao estilo. Modo geral um conjunto típico era marcado pelo som do acordeão, por vezes mais que um, a viola para fazer o baixo, e um bombo. Frequentemente os elementos que cantavam e que por regra não tocavam instrumentos, sempre lá pegavam nos ferrinhos ou na pandeireta. Outra característica ainda comum aos conjuntos típicos, são as indumentárias, normalmente iguais (ou não fossem para um conjunto) e garridas, predominando os tons de vermelho. Hoje, vistas à distância do tempo, não deixam de ser apontamentos curiosos e deveras folclóricos.

Aqui pelo norte, foram famosos, para além deste Conjunto Típico Fernanda Gonçalves e José Augusto, muitos outros como o Conjunto Típico António Mafra, Conjunto Maria Albertina, Conjunto Típico Pai e Filhos, Conjunto Típico Os Marinheiros, Conjunto Típico Armindo Campos, Conjunto Típico Os Lordes, Conjunto Típico Asa D´Ouro, Conjunto Típico Esperança, Conjunto Típico Os Lusitanos,  Conjunto Típico Flores da Lage, Conjunto Típico do Norte, Conjunto Típico Irmãos Leais, Conjunto Típico Peles Vermelhas, Conjunto Típico Estrelas Incomparáveis, Conjunto Típico Estrelas do Norte, Conjunto Típico Os Voadores, Conjunto Típico Os Solitários, Conjunto Típico Nely Correia, etc.. Antes da enxurrada de cantores e bandas pimba, que ainda estão em força, os conjuntos típicos eram cabeça-de-cartaz em muitas festas e romarias.

Com as suas músicas de carácter popular, essencialmente em ritmos de marcha, valsa (vira) e chula, os conjuntos típicos são elementos importantes na história da nosssa música. Na sua origem, embora com as características do popular e tradicional estavam as tendências do movimento pop ye-ye que pelo início da década de 60 se generalizou pela Europa sobretudo nos países latinos, como França, Itália, Espanha e Portugal.

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11/26/2016

Caderneta de cromos de futebol - 261120161

 

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História e Figuras do campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão – 1955-1956

Uma das interessantes cadernetas de cromos de futebol da década de 50, editada pela APR – Agência Portuguesa de Revistas. Foi pena que esta editora não tivesse dado muita atenção às cadernetas de cromos no tema futebol pois as que editou tiveram sempre uma qualidade acima da média do que era corrente na época. Mesmo assim deixou para a História cerca de uma dezena de títulos dos quais este terá sido o primeiro.

Uma das razões para tão escassa produção neste sector específico do coleccionismo, poderá estar no facto das suas colecções fugirem da norma da altura, com cadernetas associadas a casas de confeitarias com preços de venda muito baixos o que as tornava acessíveis aos consumidores da época, no geral pouco ou nada endinheirados, em que todos os tostões eram contados. Por conseguinte, para além da guloseima, sempre apetecível por mais modesta que fosse, a rapaziada coleccionava os seus ídolos da bola com poucos tostões e ainda com a sempre desejada possibilidade de calhar em rifa um brinquedo ou mesmo uma bola. A qualidade gráfica na época não era de todo tido em conta na hora de investir no quiosque na cidade ou na tasca e mercearia da aldeia.

11/25/2016

Revisitando - Eça de Queirós



Passam hoje 171 anos (25 de Novembro de 1845) sobre o nascimento de Eça de Queirós, um dos maiores vultos da literatura portuguesa.
Sobre a sua vida e obra, não faltam exaustivas biografias e referências, pelo que ficamos apenas pela lembrança da efeméride.
Para além de tudo, é um dos meus autores preferidos e da sua obra conhecida e publicada já li tudo, de resto uma leitura que periodicamente se vai renovando como aconteceu recentemente com "As cidades e as serras".

Cada parágrafo de Eça de Queirós é um rendilhado pormenorizado e simultaneamente resumido da condição humana, das suas personagens e seus carácteres. É certo que retratou uma sociedade numa época muito própria mas, salvas as distâncias dos usos e costumes, a génese humana e os contornos relacionais da sociedade continuam quase os mesmos e por isso Eça, como os grandes escritores, permanece actual.
Como singela lembrança, ficam abaixo uns simples nossos rabiscos do grande Eça.

11/24/2016

"Os Conchas" - Duo musical



Pelo final dos anos 50 e princípios de 60 o panorama musical português passou a contar com mais um grupo,  concretamente o duo "Os Conchas", constituído por dois amigos lisboetas, o José Manuel Aguiar Concha de Almeida (guitarra) e o Fernando Alberto Soares Gaspar (viola baixo).

Já eram conhecidos mas projectaram-se depois de, em 1960, vencerem a primeira edição do concurso musical lançado pela Rádio Renascença, "Caloiros da Canção", acompanhados por Jorge Machado e o seu conjunto. No mesmo concurso, o vencedor como artista a solo foi o jovem Daniel Bacelar, então com apenas 17 anos.
Como prémio, os vencedores tiveram direito à edição conjunta de um EP gravado na Valentim de Carvalho. "Os Conchas"  com os temas "Oh Carol" (versão de um tema de Neil Sedaka) e "Quero o Teu Amor" ("Should We Tell Him" dos Everly Brothers), e Daniel Bacelar com os títulos  "Fui Louco por Ti" e "Nunca".

"Os Conchas", como outros grupos da época, tinham um estilo e sonoridade que de algum modo replicavam os artistas e grupos dos Estados Unidos e até ficaram popularizados como os Everly Brothers portugueses.

Em 1961 têm uma participação na RTP, no programa "Férias de Verão" em que interpretam o tema "Quero o Teu Amor".

Durante os primeiros anos da década de 60 o duo lançou vários EPs com temas próprios mas também versões de êxitos de artistas estrangeiros.
Em 1964 gravaram o seu último trabalho mas já com um nome e formação diferentes, "José Manuel Concha e o conjunto Os Conchas", integrando elementos do grupo "Gatos Negros".
 A guerra no Ultramar acabou por ditar o fim desta ligação musical dos dois amigos que se conheceram quando na década de 50 jogavam futebol (o José nos júniores do Oriental de Lisboa e o Fernando nos júniores do Sporting). Para trás ficava a impossibilidade de dar continuidade à carreira com contratos assinados para actuações em  Espanha, no que seria a sua internacionalização.

Pelos anos seguintes seguiram carreiras a solo mas já sem a notoriedade almejada pelo duo. Fernando Gaspar gravou vários trabalhos, nomeadamente com o "Conjunto Mistério" mas morreu relativamente novo, em 1998. O seu amigo José Manuel Concha chegou a enveredar pelo teatro e voltou às canções e ainda se mantém no activo, com alguma popularidade para o mercado da saudade junto das comunidades emigrantes. Celebrou já os 55 anos de carreira.
Não tendo tido uma longa carreira enquanto grupo, "Os Conchas" fazem parte, com mérito, da história da música portuguesa, sobretudo da música pop.









11/23/2016

Crónica Feminina - 550

 

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Capa da revista “Crónica Feminina” – Edição Nº 550 de 08 de Junho de 1967. A dar rosto à edição, o pequenito Jaime Luis Boleto Pereira.

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