Daria Nicolodi: Elisa
Luciano Zuccolini: Romano
Manlio De Angelis: Sergio
Luciana Negrini: Sandra
Hoje trago à memória a série de televisão "Floris Von Rosemund", realizada na Alemanha mas com linguagem holandesa, datada de 1975, composta por 19 episódios de aproximadamente 30 minutos de duração cada. Tratava-se de um remake da série com o nome “Floris”, com origem na Holanda, esta realizada no ano de 1969, criada por Paul Verhoeven, composta por 12 episódios produzidos a preto-e-branco. Terá sido inspirada pela popular série inglesa, "Ivanhoe", que também passou na RTP, pelo que as suas histórias, num tema de aventura com toques de comédia, desenrolam-se em ambiente do séc. XVI, já no final da Idade Média.
Floris é um destemido cavaleiro, exímio no uso da espada e da besta, sempre ajudado e acompanhado pelo seu fiel amigo árabe Sindala. Floris regressa de uma longa viagem como aventureiro e quando chega à sua terra, o castelo Rosemund, deixado em herança por seus parentes, está tomado pelo mau da fita, o duque Herzog Grauberg, e seus lacaios. São assim várias as lutas entre eles de modo a reaver o que é seu de pleno direit bem como lutas contra as tiranias.
A versão alemã, manteve o mesmo ator principal, Rutgger Haner, no papel do cavaleiro Floris, mas com alteração nos actores secundários.
Em Portugal passou originalmente em meados dos anos 70, logo após a sua produção. Tenho a informação que em 1975 passava às segundas-feiras a seguir ao Telejornal 1, por volta das 13:30 horas e com direito a reposição no mesmo dia pelas 20:30 horas no 2º Progrma.
No Youtube, pesquisando pelo nome da série é possível ver vários episódios da versão de 1969 bem como da versão remake.
-Cartaz publicitário ao Centro Comercial Imaviz, datado de Dezembro de 1975.
O Centro Comercial Imaviz foi inaugurado em em 1975, pelo que o cartaz acima refere-se à sua promoção e divulgação. Foi um dos primeiros no país.
Localizado em Lisboa, na Avenida Fontes Pereira de Melo, Picoas, em Lisboa (próximo do Parque Eduardo VII, tornou-se então num ponto de referência da capital, com vários espaços entre os quais a Discoteca Mitexa e a Boite Whispers. Como muitos outros centros comerciais da época, tanto em Lisboa como no Porto e em muitas outras cidades, caíram em declínio com o aparecimentos das grandes superfícies e com os shopings, bem maiores, mais amplos e com pontos de atracção bem mais ao gosto das novas tendências de consumo e entretenimento, incluindo as zonas de cinema e restauração.
Em 2013 surgiu o Imaviz Underground que pretendia pretendia ser um projecto para reabilitar o Centro Comercial. Houve um impulso positivo inicial com o projecto mas a coisa, por circunstãncias várias, que pouco importam aqui, voltou a murchar e terá já chegado ao fim. Segundo notícias, cortes de electricidade, instalações sanitárias indisponíveis, falta de limpeza e segurança ditaram o consecutivo abandono de lojistas.
Hoje trago à memória o Zecchino d'Oro (Sequim de Ouro), Festival Internacional da Canção para Crianças, de origem italiana, que anualmente e desde 1959 marca esta quadra natalícia já que, embora seja realizado em Novembro, é transmitido pela televisão italiana - RAI, com difusão por muitas outras estações europeias e mundiais no dia de Natal ou muito próximo deste.
O festival acontece na cidade italiana de Bolonha, no Teatro Antoniano, onde os pequenos artistas são superiormente acompanhados pelo "Piccolo Coro Mariele Ventre dell Antoniano" dirigido por Sabrina Simoni. Uma grande figura deste festival e seu impulsionador, foi o apresentador Cino Tortorella, já retirado.
O Festival teve a sua primeira transmissão pela rede Eurovisão em 1969 e em 1976 tornou-se internacional com a admissão de crianças e canções estrangeiras.
Em Portugal este Festival passou a despertar as atenções depois da participação da pequenita Maria Armanda, na 23ª edição, no ano de 1980, que venceu com a canção "Eu vi um sapo" (Ho visto un rospo).
Um ano antes, com a mesma canção, a pequenita Maria Armanda participou e venceu a I Gala Internacional dos Pequenos Cantores, realizada na Figueira da Foz. Apesar disso, Portugal já tinha tido uma anterior representação neste Sequim de Ouro no ano de 1978, com a conhecida canção “Foi na Loja do Mestre André” (Nella bottega di Mastro Andrè) interpertada pela pequenita Ana Rita Marques Guimarães, quedando-se, no entanto, por um humilde ante-penúltimo lugar na classificação.
“Eu vi um sapo” tornou-se um tema popular e durante gerações andou na boca dos portugueses, sobretudo da criançada. Contribuiu de facto para o interesse no Zecchino D´Oro no nosso país e este durante décadas tornou-se parte tradicional da quadra de Natal. Nos dias de hoje (ainda vi esta semana a versão de 2016 - 59ª edição), o festival já não desperta o mesmo interesse nem terá a mesma popularidade. No entanto, ao contrário do Festival Eurovisão da Canção que tem sido alterado e desfigurado, o Zecchino D´Oro continua igual a si mesmo, sem grandes alterações, onde as crianças e as canções são a parte principal e a sua maior riqueza. Oxalá que continue por muitos mais anos, este “Património para uma cultura de paz”, reconhecido como tal pela UNESCO no ano de 2008 aquando das suas bodas de ouro (edição 50).
[Tópicos relacionados - ou não]