1/09/2017

Coca-Cola…a tal

 

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Cartaz publicitário à bebida Coca-Cola. Publicado em Setembro de 1977.

A história da distribuição da Coca-Cola em Portugal teve um início atribulado pois apesar de já em 1928 o poeta Fernando Pessoa lhe ter criado o slogan, “Primeiro estranha-se. Depois entranha-se”, a bebida acabou por ser proibida pelas autoridades. Só uns anos depois da revolução do 25 de Abril de 1974 é que o famoso e popular refrigerante foi novamente reintroduzido no nosso país, precisamente em 4 de Julho de 1977. É, pois, desse ano, o cartaz acima publicado, impresso em várias revistas da época anunciando o seu lançamento.

A bebida Coca-Cola dispensa apresentações e apesar de reconhecidamente prejudicial a uma alimentação saudável, continua a ser das mais consumidas a nível global, contribuindo em muito para uma dependência por refrigerantes e seus efeitos nocivos na saúde, sobretudo nas camadas mais jovens. Apesar disso, as entidades nacionais e mundiais de saúde pouco ou nada fazem para reduzir os níveis de açúcar e outros ingredientes pouco ou nada saudáveis. Para tentar combater estes pressupostos e ficar menos mal na fotografia, a Coca-Cola tem introduzido no mercado variantes, como Coca-Cola Light, Diet, Zero e Light Lemon, etc, mas não são mais do que tretas do marketing, porque para compensar a supressão ou diminuição de alguns ingredientes, adicionam-se outros por vezes de efeito mais nocivo.

Apesar dos efeitos nocivos, mesmo que seja um bom limpa-canos, a Coca-Cola é de facto uma das marcas com maior impacto e reconhecimento mundial.

1/06/2017

Feliz Dia de Reis 2017

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No calendário litúrgico católico, o Dia de Reis  é uma festa importante porque com a adoração por parte dos Magos, significa o reconhecimento da divindade do menino Jesus. Infelizmente, passado o Natal e a extravagância do Ano Novo, esta data tem sido um pouco desconsiderada, ao contrário do que acontece noutros países, nomeadamente na nossa vizinha Espanha.
Seja como for, em muitas famílias é ainda celebrado com toda a dignidade e dá lugar a uma nova consoada. Terminada esta festividade, dá-se por concluída a quadra natalícia e são desmontadas as decorações e enfeites.

Retrato de Dama Velada – Série TV

Hoje trago à memória a série de televisão “Retrato de Dama Velada”, do original italiano “Ritratto di donna velata”.  Foi produzida pela RAI no ano de 1974 e exibida originalmente entre  31 agosto e 14 de setembro 1975. Em Portugal passou na RTP entre Maio e Junho de 1977, sendo exibida às segundas-feiras por volta das 21:00 horas.
A série apenas contou com cinco episódios com a duração de aproximadamente 60 minutos cada. Tal como em Itália, teve sucesso e foi seguida com interesse e suspense, de resto dentro da qualidade das séries de televisão italianas da época.
A acção da série tem lugar em Toscana, entre Florença e Volterra. Envolve  Luigi Certaldo (Nino Castelnuovo), jovem piloto de testes,  com a jovem estudante de arqueologia,   Elise (Daria Nicolodi) a qual parece assumir a reencarnação de uma misteriosa mulher que ostenta um véu que dá nome à série), retratada numa pintura datada do séc. XVI.
O enredo dos episódios, num ambiente gótico, que mistura também elementos e cenários de arqueologia ligados à civilização etrusca, englobam  aparições de figuras misteriosas provenientes do passado, mortes estranhas e inexplicáveis e acasos perturbadores. O jovem pilto vê-se assim envolvido numa trama misteriosa.
Principais intérpretes e personagens:
Nino Castelnuovo: Luigi Certaldo
Daria Nicolodi: Elisa
Luciano Zuccolini: Romano
Manlio De Angelis: Sergio
Luciana Negrini: Sandra
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1/05/2017

Floris Von Rosemund – Série TV

 

Hoje trago à memória a série de televisão "Floris Von Rosemund", realizada na Alemanha mas com linguagem holandesa,  datada de 1975, composta por 19 episódios de aproximadamente 30 minutos de duração cada. Tratava-se de um remake da série com o nome “Floris”, com origem na Holanda, esta realizada no ano de 1969, criada por Paul Verhoeven, composta por 12 episódios produzidos a preto-e-branco. Terá sido inspirada pela popular série inglesa, "Ivanhoe", que também passou na RTP, pelo que as suas histórias, num tema de aventura com toques de comédia, desenrolam-se em ambiente do séc. XVI, já no final da Idade Média.

Floris é um destemido cavaleiro, exímio no uso da espada e da besta, sempre ajudado e acompanhado pelo seu fiel amigo árabe Sindala. Floris regressa de uma longa viagem como aventureiro e quando chega à sua terra, o castelo Rosemund, deixado em herança por seus parentes, está tomado pelo mau da fita, o duque Herzog Grauberg, e seus lacaios. São assim várias as lutas entre eles de modo a reaver o que é seu de pleno direit bem como lutas contra as tiranias.

A versão alemã, manteve o mesmo ator principal, Rutgger Haner, no papel do cavaleiro Floris, mas com alteração nos actores secundários.

Em Portugal passou originalmente em meados dos anos 70, logo após a sua produção. Tenho a informação que em 1975 passava às segundas-feiras a seguir ao Telejornal 1, por volta das 13:30 horas e com direito a reposição no mesmo dia pelas 20:30 horas no 2º Progrma.

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No Youtube, pesquisando pelo nome da série é possível ver vários episódios da versão de 1969 bem como da versão remake.

1/04/2017

Centro Comercial Imaviz

 

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-Cartaz publicitário ao Centro Comercial Imaviz, datado de Dezembro de 1975.

O Centro Comercial Imaviz foi inaugurado em em 1975, pelo que o cartaz acima refere-se à sua promoção e divulgação. Foi um dos primeiros no país.

Localizado em Lisboa, na Avenida Fontes Pereira de Melo, Picoas, em Lisboa (próximo do Parque Eduardo VII, tornou-se então num ponto de referência da capital, com vários espaços entre os quais a Discoteca Mitexa e a Boite Whispers. Como muitos outros centros comerciais da época, tanto em Lisboa como no Porto e em muitas outras cidades, caíram em declínio com o aparecimentos das grandes superfícies e com os shopings, bem maiores, mais amplos e com pontos de atracção bem mais ao gosto das novas tendências de consumo e entretenimento, incluindo as zonas de cinema e restauração.

Em 2013 surgiu o Imaviz Underground que pretendia pretendia ser um projecto para reabilitar o Centro Comercial. Houve um impulso positivo inicial com o projecto mas a coisa, por circunstãncias várias, que pouco importam aqui, voltou a murchar e terá já chegado ao fim. Segundo notícias, cortes de electricidade, instalações sanitárias indisponíveis, falta de limpeza e segurança ditaram o consecutivo abandono de lojistas.

12/26/2016

Sequim de Ouro (Zecchino D´oro)

 

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Hoje trago à memória o Zecchino d'Oro (Sequim de Ouro), Festival Internacional da Canção para Crianças, de origem italiana, que anualmente e desde 1959 marca esta quadra natalícia já que, embora seja realizado em Novembro, é transmitido pela televisão italiana - RAI, com difusão por muitas outras estações europeias e mundiais no dia de Natal ou muito próximo deste. 

O festival acontece na cidade italiana de Bolonha, no Teatro Antoniano, onde os pequenos artistas são superiormente acompanhados pelo "Piccolo Coro Mariele Ventre dell Antoniano" dirigido por Sabrina Simoni. Uma grande figura deste festival e seu impulsionador, foi o apresentador Cino Tortorella, já retirado.


O Festival teve a sua primeira transmissão pela rede Eurovisão em 1969 e em 1976 tornou-se internacional com a admissão de crianças e canções estrangeiras.
Em Portugal este Festival passou a despertar as atenções depois da participação da pequenita Maria Armanda, na 23ª edição, no ano de 1980, que venceu com a canção "Eu vi um sapo" (Ho visto un rospo).

Um ano antes, com a mesma canção, a pequenita Maria Armanda participou e venceu a I Gala Internacional dos Pequenos Cantores, realizada na Figueira da Foz. Apesar disso, Portugal já tinha tido uma anterior representação neste Sequim de Ouro no ano de 1978, com a conhecida canção “Foi na Loja do Mestre André” (Nella bottega di Mastro Andrè) interpertada pela pequenita Ana Rita Marques Guimarães, quedando-se, no entanto, por um humilde ante-penúltimo lugar na classificação.

“Eu vi um sapo” tornou-se um tema popular e durante gerações andou na boca dos portugueses, sobretudo da criançada. Contribuiu de facto para o interesse no Zecchino D´Oro no nosso país e este durante décadas tornou-se parte tradicional da quadra de Natal. Nos dias de hoje (ainda vi esta semana a versão de 2016 - 59ª edição), o festival  já não desperta o mesmo interesse nem terá a mesma popularidade. No entanto, ao contrário do Festival Eurovisão da Canção que tem sido alterado e desfigurado, o Zecchino D´Oro continua igual a si mesmo, sem grandes alterações, onde as crianças e as canções são a parte principal e a sua maior riqueza. Oxalá que continue por muitos mais anos, este “Património para uma cultura de paz”, reconhecido como tal pela UNESCO no ano de 2008 aquando das suas bodas de ouro (edição 50).

- Vencedora da edição de 2016

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