Ilustração de nossa autoria.
3/19/2018
3/11/2018
Automóvel Clube de Portugal - Revista ACP
O Automóvel Club de Portugal é uma das importantes instituições portuguesas, com uma rica história de inovação e serviço em favor do fenómeno automóvel em geral e dos seus associados em particular. Fundada em em 1903, como Real Automóvel Club de Portugal e redesignado para Automóvel Club de Portugal em 1910, continua aí para durar.
Ao ACP devem-se muitas das inovações e particularidades promovidas ao longo dos muitos anos de existência, como a organização do 1º Salão Automóvel em 1914, no Palácio de Cristal, na cidade do Porto, a edição do primeiro mapa das estradas portuguesas em 1928, bem como serviços como assistência automóvel aos associados, seguros, escolas de condução, organização do Rali de Portugal - Vinho do Porto, em 1975, etc.
Para além de tudo isto e muito mais, publica com regularidade desde Novembro de 1930 a sua revista "ACP". Esta publicação é o órgão oficial da instituição com estatuto de utilidade pública desde 1931, é distribuída gratuitamente a todos os associados. O seu conteúdo é diverso, mas obviamente com assuntos do interesse da instituição e seus associados e com um amplo destaque à realidade da indústria e desporto automóvel.
Para além de tudo isto e muito mais, publica com regularidade desde Novembro de 1930 a sua revista "ACP". Esta publicação é o órgão oficial da instituição com estatuto de utilidade pública desde 1931, é distribuída gratuitamente a todos os associados. O seu conteúdo é diverso, mas obviamente com assuntos do interesse da instituição e seus associados e com um amplo destaque à realidade da indústria e desporto automóvel.
[Primeiras três capas: Blog "Restos de Colecção"]
3/09/2018
Vespa - Piagio
Cartaz publicitário do ano de 1978 referente à Vespa, popular marca italiana de veículos motorizados de duas rodas.
A história da marca remonta ao ano de 146, logo após a II Guerra Mundial quando Enrico Piaggio e Corradino D´Aascanio deram corpo à ideia de criação de um veículo de transporte cómodo, confortável, de fácil uso e barato, como se impunha nesses difíceis tempos em que a Europa recomeçava a reconstrução do pesadelo da guerra.
Ao longo da sua história a Vespa tornou-se numa das mais emblemáticas marcas italianas, com enorme sucesso sobretudo nas décadas de 50 e 60. Hoje em dia a marca continua forte e a manter-se fiel ao modelo original embora, obviamente, com algumas nuances de design e evolução tecnológica. Os novos modelos continuam a ser apetecidos, por toda a carga histórica e cultural inerentes mas os modelos dos primeiros tempos estão agora convertidos em clássicos disputados por coleccionadores e entusiastas do revivalismo, de resto como acontece com as clássicas motorizadas portuguesas.
Sobre esta histórica scooter, podem ficar a saber mais neste LINK.
Sítio oficial da marca.
3/03/2018
"Os Vingadores" - Série de TV
Hoje, com algum atraso, e porque a RTP Memória a tem estado a passar, trazemos à recordação a série de televisão "Os Vingadores", do original inglês "The Avengers".
Esta série foi exibida originalmente entre Janeiro de 1961 e Maio de 1969, com 161 episódios de cerca de 60 minutos cada, ao longo de 6 temporadas. Na RTP do preto-e-branco, pois, claro, foi igualmente exibida ainda nos anos 60. Tornou-se, a par de "O Santo", e muitas outras, numa série de culto dos anos 60.
Os primeiros 26 episódios foram filmados a preto-e-branco e os restantes a cores. A série chegou a ser produzida especificamente para o mercada dos Estados Unidos tendo ali sido exibida em horário nobre pela ABC.
Originalmente a série começou com um rumo que depressa viria a ser mudado já que a figura principal, John Steed (Patrck Macnee) passou de figura secundária para o personagem principal, com o abandono após a primeira temporada da figura do Dr. David Keel. Para além da figura carismática de Steed, tornaram-se populares as suas belas assistentes, como Cathy Gale (Honor Blackman), Venus Smith (Julie Stevens), Emma Peel (Diana Rigg) e ainda, mais tarde, Tara King (Linda Thorson). Pode ser uma opinião discutível mas creio que a mais famosa das assistentes, de 1965 a 1968, foi mesmo a bela Emma Peel, interpretada por Diana Rigg. A série, nas diferentes temporadas e de acordo com as assistentes de Steed, e ainda do acompanhamento dos interesses do mercado televisivo, foi tendo diversos estilos de performance, em muitos aspectos diferenciadores, pelo que para muitos era uma série de algum modo desmultiplicada em várias séries.
"The Avengers foi produzido pela Associated British Corporation (ABC), uma cadeia dentro da rede ITV. Após uma fusão em julho de 1968, o ABC tornou-se a Thames Television, que continuou a produção da série, embora ainda fosse transmitida sob o nome ABC. Em 1969, os Vingadores foram transmitidos em mais de 90 países.[wikipedia]".
A série girava à volta do tema de investigação e espionagem, com acção, mistério e suspense e algum humor, sobretudo na fase da dupla Steed e Emma Peel, contudo num registo sempre leve e descontraído, mesmo que demasiado previsível. Nesta fase, a série era abrilhantada por temas algo futuristas com referências à ficção científica e de fantasia e mesmo vanguardistas na exibição de alguns elementos como os da moda e associados à Sr.ª Peel. De certo modo foram temas ousados e avançados para a época. Foi possível ver já nessa altura computadores, robôs e até mesmo aviões telecomandados no que hoje são os vulgares drones.
No Youtube é possível ver e rever esta popular série que faz parte do nosso imaginários de quem nasceu por esses tempos.
2/20/2018
Fiat 131
Cartaz publicitário de Agosto de 1980 ao automóvel modelo 131 da Fiat.
O Fiat 131 foi um Sedan médio produzido pela Fiat como sucessor do Fiat 124 de Outubro de 1974 a 1984, sendo substituído pelo Fiat Regata.
O Fiat 131 chegou a ser vendido nos EUA como Fiat Brava. Teve versões Sedan de duas e quatro portas (Denominadas de Mirafiori ou Super Mirafiori)e Station Wagon de 5 portas (Essa denominada Familiare).
O Fiat 131 foi vendido na Espanha como "Seat 131", na época que a Seat era associada à Fiat e não à Volkswagen.
A empresa Abarth criou um carro de corrida com base no Fiat 131 Duas portas, denominado "131 Abarth Stradale", que vendeu 400 unidades para "civís".
O Fiat 131 é um carro familiar médio, que foi construída pelo construtor italiano Fiat 1974-1984. Era a substituição do Fiat 125, e está disponível como um 2 - e 4-portas saloon e 5-door estate.
Standard 131S eram frequentemente badged como Mirafiori, depois que a planta de produção em que foram produzidos, tinham 1,3 L e 1,6 L SOHC motores. As revisões foram feitas em 1981, e todos os modelos foram produzidos até que a produção cessou em 1984.
De 1978 a Fiat produziu também uma versão atualizada chamada SUPERMIRAFIORI. Estes featuresd motores DOHC. Diesel versões foram feitas, além da Corrida de 131.
O Fiat 131 Abarth Rally foi um carro muito bem sucedido, que ganhou o Campeonato Mundial de Rali três vezes, em 1977, 1978 e 1980, o último com o Walter Röhrl como motorista.
[fonte: Wikipedia]
2/13/2018
Zakarella
Hoje trazemos à memória a revista de banda desenhada "Zakarella", destinada a adultos. O seu primeiro número, de periodicidade quinzenal, saiu à rua no dia 1 de Março de 1976. Infelizmente, para os fãs do estilo, teve um curto reinado e terminou no mês de Março de 1978, com um espólio de 28 edições. Hoje em dia a revista é objecto de culto e de colecção.
Rezam as crónicas que o seu fim deveu-se ao facto de, por decisão do Banco de Portugal, nesse período quente da nossa história política e económica pós-revolução do 25 de Abril de 1974, ter proibido o pagamento de bens não essenciais com divisa estrangeira. Ora como a banda desenhada não se comparava à necessidade do pão, leite ou gasolina, ficou assim a editora com um berbicacho em mãos para pagar os direitos das histórias públicas de origem norte-americana que enchiam as páginas, pelo que Zakarella chegou ao fim, ainda com muito para dar do seu mundo de fantasia, terror e sexo.
Zakarella era uma voluptuosa mulher, renegada, em fuga de um profundo inferno terreno governado por um cruel Satã, sendo tele transportada directamente para a grande Lisboa. Em cada história saída da imaginação do autor e editor Roussado Pinto, que assinava com o pseudónimo de Ross Pynn, a jovem Zakarella caía nas garras da malvadez e lascívia de toda a espécie de criminosos e senhores do mal, sujeitando-se assim às mais bizarras sevícias sexuais e torturas. Tinha a seu favor a capacidade de se regenerar e curar de todas as feridas e afrontas dos seres maléficos, ficando novinha em folha para em cada conto voltar a ser diabolizada.
Estas histórias de Roussado Pinto, em rigor pouco significativas, ganhavam vida e interesse acrescido com as capas e ilustrações interiores produzidas pela fantástica arte de Carlos Alberto Santos, profícuo artista plástico (já falecido) e que durante várias décadas enriqueceu edições de livros de contos, banda desenhada e colecções de cromos com a chancela da saudosa Agência Portuguesa de Revistas. Tal como Zakarella, também a APR já não faz parte deste mundo, apenas nas colecções que vão existindo em coleccionadores diligentes e saudosistas bem como nas velhas prateleiras de alfarrabistas.
Zakarella não fugiu ao epíteto de Vampirella portuguesa, numa comparação à heroína da banda desenhada norte-americana, de facto com semelhanças na voluptuosidade e na na pouca roupinha e no estilo de fantasia e terror, embora com diferenças de enredo.
Seja como for, Zakarella enquanto durou foi devorada não só pelos seres maléficos que povoavam a suas histórias, como também pelos leitores entusiastas da banda desenhada ou contos fantásticos com uma boa dose de erotismo. Faz, por isso, com toda a justiça, parte do imaginário desses tempos recuados da década de 70 do séc. passado.
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