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8/24/2018

Amigos Inseparáveis - The Odd Couple - Série TV



Pelo ano de 1973 a RTP exibia a série norte-americana "Amigos Inseparáveis", do original "The Odd Couple" exibida pela cadeia ABC entre 24 de Setembro de 1970 e 7 de Março de 1975. Foram produzidos 114 episódios ao longo das 5 temporadas.

A série retrata, num registo de comédia, a vida de dois homens adultos (Felix Ungelm, interpretado por Tony Randall e Oscar Madison, interpretado por Jack Klugman), ambos divorciados, e que por um acaso acabam por se conhecer e assim passam a viver juntos, partilhando um apartamento em Nova Iorque. Todavia, com estilos e personalidades bem diferentes, mesmo opostas, as peripécias à volta das contradições acabam invariavelmente por ser o sumo e o fio condutor de todos os episódios.
Félix, fotógrafo, é o tipo certinho, muito organizado, amigo das limpezas e da cozinha. O outro, Óscar, jornalista desportivo, é o oposto, desleixado e impulsivo.

Em Portugal, baseada em "The Odd Couple", nos anos 90 a RTP produziu a série "Sozinhos e Casa", com  Henrique Viana e Miguel Guilherme, numa realização de Fernando Ávila, com 52 episódios, exibidos originalmente entre 15 de Setembro de 1993 e 25 de Setembro de 1994. Esta adaptação portuguesa absorveu todos os aspectos essenciais da série original, nomeadamente os nomes dos personagens, profissões, estilos e personalidades.

8/21/2018

La Pandilla




Durante quase toda a década de 1970, era êxito no panorama musical espanhol, latino-americano e mesmo no português, a banda "La Pandilla", um grupo juvenil formado em Espanha em 1970, com um estilo pop ligeiro muito na senda da também popular banda espanhola "Los Ángeles".

A banda foi formada por Pepa Aguirre, dela fazendo parte sua sobrinha Mari Blanca Ruiz Martínez de Aguirre, sua filha Mari Nieves e seu filho Santiago (Santi) e ainda dois outros rapazes, Juan Carlos e Francisco Javier Martínez Navarro. Em 1974, já numa fase em que o timbre das vozes se começavam a alterar em virtude do avanço na idade dos adolescentes, o grupo foi renovado e em substituição de alguns deles entraram para o grupo os gémeos Ruben e Javi Lopez e Gabriel (Gaby) Jimenez. O grupo continuou a gravar discos até 1977 e a envolver-se em momentos televisivos. 

O seu primeiro trabalho discográfico, "Villancilos", teve lançamento em 1970. Dos muitos êxitos, alguns lançados em Portugal pela Movieplay, de maior sucesso e que ficou pelos "ouvidos", talvez o tema "Amarillo", do EP homónimo de 1972 e "Zoo Loco" de 1973, este que foi dos discos mais vendidos.

Em Portugal as bandas infanto-juvenis nunca foram muitas, pelo menos com grande projecção e gravações, mas ainda assim é possível fazer referência aos Mini Pop, formados um pouco antes que os "La Pandilla" e posteriormente os "Queijinhos Frescos" de Ana Faria, os "Onda Choc", ainda pela mão de Ana Faria e os Ministars.

Formações de "La Pandilla:

Maria Blanca Ruiz Martinez (de 1970 a 1977)
Francisco Javier Martinez (de 1970 a 1977)
Juan Carlos Martinez (de 1970 a 1974)
Nieves Martinez (de 1970 a 1974)
Santi Martinez (de 1970 a 1974)
Gabriel Jiménez González (de 1974 a 1977)
Francisco Javier López (de 1974 a 1977)
Rúben López (de 1974 a 1977)

8/16/2018

Escrever é Lutar





Pelo ano de 1974, logo após a revolução do 25 de Abril, a RTP iniciou  o programa "Escrever é Lutar", que se traduzia numa série de entrevistas concedidas por figuras públicas do momento ligadas à literatura, no contexto do rescaldo da revolução aos jornalistas José Carlos Vasconcelos e Fernando Assis Pacheco.

José Saramago, Urbano Tavares Rodrigues, José Tengarrinha, Maria Velho da Costa, Jorge Reis, Baptista Bastos, Manuel da Fonseca, António José Saraiva, José Augusto Seabra e Manuel Alegre, entre muitos outros, foram algumas das figuras entrevistadas num estilo muito próprio desses tempos em que a nossa  televisão era a preto-e-branco.

A rubrica decorreu entre os anos de 1974 a 1976. Cada entrevista tinha uma duração aproximada de 25 minutos. No arquivo da RTP onde felizmente é possível aceder, ver e ouvir muitas dessas entrevistas, estão disponíveis 26 episódios, sendo que não conseguimos apurar se tal número corresponde ao total de entrevistas produzidas se apenas uma parte.

Seja como for, o material disponível é muito abrangente e, em larga medida, todos os episódios são hoje importantes documentos  e testemunhos desse período muito específico, pela visão e pensamento de figuras ligadas à literatura.

8/14/2018

José Mário Branco - Permanente revolução


Aprecie-se, ou não, José Mário Branco é um dos nomes incontornáveis da cultura e música portuguesas e desta da designada popular e de intervenção. Desde um activo na igreja católica até militante do Partido Comunista, este carismático cantautor (cantor e compositor), com a curiosidade de ser filho do professor António Branco, profícuo editor de manuais da escola primária por esses tempos dos anos 60 e 70, é de facto uma figura indelével da nossa sociedade.

Relembramos a sua figura nesta capa da revista Tele Semana de 12 de Julho de 1974, por isso logo a seguir ao 25 de Abril, em que os cantores de intervenção, atá então reprimidos e alguns deles exilados, soltaram toda a sua energia e marcaram musicalmente todo esse período pós-revolucionário.
JMB, regressou do exílio em França e na entrevista então dada à emblemática revista de assuntos televisivos e do espectáculo, disse que "...juntei-me com alguns camaradas, para tentarmos fazer um trabalho colectivo de carácter revolucionário e na base de princípios ideológicos anti-reformistas".  Para além do que isso possa querer dizer, e na altura este tipo de chavões eram moda, José Mário Branco manifestava-se, então, contra os espectáculos no "Canto Livre" no palco do S. Luís, mesmo que com nomes como Adriano Correia de Oliveira, José Jorge Letria, Carlos Paredes, Manuel Freire, Sérgio Godinho e muitos outros, porque, considerava "...são espectáculos que se dirigem a um público priveligiado. Não é para esse público que os os cantores populares devem dirigir os seus esforços, mas sim para junto das massas trabalhadores (...)...para os trabalhadores em greve, nas fábricas, nos bairros e nas agremiações populares, como é o meu caso..."

Certo é que José Mário Branco, um pouco no lado marginal da nossa realidade musical, foi prosseguindo a sua carreira com carisma e nesse aspecto manteve-se fiel ao seu estilo, compondo e cantando como se vivêssemos numa permanente revolução.

7/05/2018

Ciências Geográfico-Naturais - 1ª e 2ª Classe - Manual Escolar


Hoje trago à memória o manual escolar "Ciências Geográfico-Naturais - 1ª e 2ª Classe. É de autoria do Professor Pedro Carvalho, com edição da Porto Editora.
O manual tem as dimensões de 18 x 24 cm e 48 páginas profusamente ilustradas a cores.

O livro não tem qualquer referência à data e uma primeira análise ao estilo é de que será da década de 70.  Todavia, uma das ilustrações, a única com assinatura irreconhecível, tem o que parece ser uma referência à data de 82. Poderá assim ser do início dos anos 80? Talvez.

Este Professor Pedro Carvalho é autor de muitos manuais do ensino primário, desde pelo menos dos anos 50 a finais dos anos 70, e sobretudo das disciplinas de História e Ciências Geográfico e Naturais. Infelizmente, porque as referências na Web são quase nulas, pouco ou nada conseguimos apurar sobre este profícuo autor. Talvez alguém entre os nossos leitores possa acrescentar algo mais.

Este manual tem uma referência à colaboração de Mário Ramiro. Também sobre este nada conseguimos apurar ficando sem saber se essa colaboração se reporta à componente do texto ou da ilustração. Quanto às ilustrações também não existe referência aos autores, de resto o que na época era quase a regra, sendo que facilmente se distinguem vários estilos, pelo que será de supor que intervieram vários artistas.

Seja como for, é um belo manual, recomendado como "lições de observação", por isso muito ilustrado, abordando muitos assuntos relacionados ao tema da geografia natural e humana. 

Curiosamente são raros os manuais de ciências destinados às primeiras duas classes do Ensino Primário, até porque, principalmente na primeira delas, os alunos aprendem a ler e obviamente que apenas na segunda classe terão já a aptidão de leitura  e mesmo assim com alguma dificuldade. Daí que este tipo de manuais eram em regra destinados apenas à terceira classe e sobretudo à quarta.

Ficam, abaixo, algumas das quase meia centena de páginas.








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