3/09/2020

Sumol - A diferença está na filha da fruta


Cartaz publicitário aos refrigerantes da emblemática marca "Sumol". Ano de 1988.

A Sumol foi criada em 1954, criação de António João Eusébio, com o sabor de laranja, mas a empresa que lhe deu vida, a Refrigor, nasceu uns anos antes, em 1945, em Algés. 

Sumol Laranja, a primeira bebida de sumo de fruta pasteurizada a surgir em Portugal, resultou de uma fórmula criada em 1954. Rezam as crónicas que o produto foi apresentado aos consumidores no Verão desse ano, numa embalagem que se tornou emblemática, numa garrafa de vidro pirogravada de 0.25 litros. Estas garrafas mantiveram-se até ao início da década de 1990, sendo então abandonadas em detrimento do plástico.

Em 1958, com a empresa e as vendas a crescerem é lançado o sabor a ananás. mantinha-se a mesma e característica garrafa de cor verde com rótulo pirogravado em branco pelo que a  diferenciação dos sabores era conseguida com a cor da cápsula metálica (carica). A vermelha para a laranjada e a verde para o ananás.

Em 1965 a marca e o produto são publicitados com regularidade na televisão, com o célebre slogan "Um gato é um gato; um cão é um cão; Sumol é tudo aquilo que os outros não são".

Pelos meados dos anos 1970 a marca internacionaliza-se com os seus refrigerantes a chegarem a alguns países como Estados Unidos e Suiça e sobretudo para as então recentes ex-colónias, como Angola,Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe.

Nos anos 80 surgem as embalagens em lata e os litrões, embalagens plásticas de 2 litros. Na década de 90 surge o sabor maracujá.

Pelo anos seguintes e até aos dias de hoje a Sumol tem crescido e diversificado os seus produtos, adaptando-os aos hábitos modernos de consumo, incluindo novos sabores. 
Como é habitual na história das empresas, também foram surgindo mudanças comerciais e alteração dos capitais, nomeadamente com a fusão em 2001 com a Compal.

Apesar de tudo, pela parte que me toca, creio que a modernidade veio trazer menos qualidade e sabor. Mas questão de gostos ou, porventura, a memória dos bons sabores associados a tempos idos.

2/24/2020

Escolarmente

Todos sabemos que a instituição escola anda pelas ruas da amargura. É recorrente, é cíclico, mas anda.

Do exagero disciplinar e curricular de outros tempos, abriu-se lugar ao exagero do laxismo, indisciplina e outras que tais e retirou-se a autoridade aos professores os quais não passam de meros piões das nicas. Agressões de alunos a alunos e destes a professores são rotineiras e já não indignam tanto quanto uma reacção dita racista a um desportista.
Hoje em dia, espicaçados pela premência do politicamente correcto esgotamos facilmente a nossa reserva de indignação em algumas situações e depois ficamos sem gás, sem chama para outros motivos de indignação.

Apesar de tudo, a escola e a educação são fundamentais e mesmo com notícias recorrentes de falta de condições em edifícios (com os pais a suportar do seu bolso algumas reparações, como foi notícia por estes dias) e falta de pessoal docente e auxiliar, certo é que no geral nunca houve tão boas condições.

Noutros tempos, a quarta classe era coisa séria. Hoje em dia passa-se quase uma década a fazer de conta que se anda a aprender, num quase permanente Jardim Infantil ou Pré-Primária. Não supreende, por isso e com isso, que seja surpreendente a impreparação de uma parte significativa dos alunos, sobretudo no ensino básico mas mesmo no secundário. Mas já não é necessário saber fazer contas certas, bastando saber utilizar a calculadora e o computador e consultar a Wikipédia. Está lá tudo, bastando copiar modernamente (copy/paste). A cabulice evoluiu e já não dependemos da espreitadela por cima do ombro do companheiro da frente ou do lado.

Os exames e avaliações tendem a acabar porque importa disfarçar os baixos resultados, porque os sucessivos Governos não lidam bem com números e estatísticas tão pouco abonatórias.

Mas, bem ou mal, é o que temos e é por aí que vamos indo. E, claro, é apenas uma opinião. Haverá outras, eventualmente totalmente opostas.


Planta e vista de um escola no séc. XIX.[daqui]

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A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...

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