10/18/2020

À Descoberta de Portugal

 


No início dos anos 1980, mais concretamente em 1982, bem antes da vulgarização da internet, GPS e sítios electrónicos de referência de viagens e experiências de alojamento e restauração, a editora Selecções do Reader´s Digest publicava o livro "À Descoberta de Portugal". 

Em capa dura, ao longo de 550 páginas fazia-nos percorrer o país de lés a lés, de norte a sul, do litoral ao interior.

Muitas e excelentes fotografias acompanhadas de mapas e roteiros dos principais locais a visitar em cada região, eram um manancial de olhares a instigar à partida, à viagem e à descoberta do nosso Portugal. Eventualmente nessa altura com menos e bons acessos mas também menos descaracterizado. Mas o progresso tem destas coisas e quanto mais perto em tempo nos colocamos de qualquer recanto do interior, mais deserto e abandonado este fica.

Mas adiante. Por tudo isso este livro, este pedaço de história, geografia, cultura, tradições e artesanato, é hoje quase obsoleto na sua função, mas tem um lugar particular nas nossas memórias de outros tempos que, parecendo que foram ontem, têm quase quarenta anos de passado.




9/16/2020

Cantil da Real Vinícola - Se conduzir, beba

 

Cartaz publicitário da Real Vinícola - Ano de 1944

Não deixa de ser curiosa a existência de um cantil que, nas viagens às nossas terras, incentivadas, para além da necessidade de abastecimento de combustível para o automóvel, também o seria para o condutor. Para isso, servia o cantil, para abastecer dos incomparáveis vinhos. 

Convenhamos que por esse tempo não havia a preocupação do consumo de álcool durante a condução, mas daí até a um certo incentivo para beber...

7/24/2020

Oliva


aqui falamos da Oliva, de S. João da Madeira, uma das emblemáticas marcas  portuguesas aniquilada pelos tempos mas sobretudo pelos homens. 
Hoje, uma ilustração de um dos carros da empresa, pelos idos anos 1940. Ilustração vectorizada a partir de um postal da época.

7/03/2020

Chã Namúli


Cartaz publicitário do ano de 1941 ao Chã Namúli.

Não há muitas informações sobre este emblemático Chã Namúli, que foi muito popular em décadas passadas, tal como o Chã Li-Cungo, este produzido pela Companhia da Zambézia, em Moçambique. 

Pelo que foi possível pesquisar, o Li-Cungo teve sucesso e muita venda no nosso país depois de ser introduzido em meados dos anos 1930 com campanhas publicitárias que incluíam a oferta de amostras do produto e serviços de chã em louça contra a entrega de embalagens vazias do chã. Alguns destes serviços, bules e chávenas, foram produzidos pela Fábrica de Louças de Sacavém e são hoje objectos de colecção..

O reiterado clima de guerra civil em Moçambique logo após a sua independência terá dado um golpe fatal na empresa produtora e com a destruição dos campos onde se cultivava o chã, perdendo por isso a sua projecção. Todavia, há informações de que em algumas lojas especializadas, tanto o Li-Cungo como o Namúli ainda aparecem de quando em vez. 

O chã Namúli deve o seu nome ao monte Namúli,  a segunda montanha mais alta de Moçambique e a mais alta da província da Zambézia, com uma altura de 2419 m de altura.



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