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7/01/2021

Jornal do Cuto

 



Foi em 1935 que no jornal espanhol "Boliche" apareceu o Cuto, uma criação do artista Jesus Blasco, um rapaz adolescente, impregnado de espírito de aventura. Inicialmente num registo mais humorístico, na companhia dos amigos Gurripato e Camarilla, mas a partir de 1945 apenas acompanhado pela sua namorada Mary, é levado nessas aventuras a vários locais do mundo num envolvimento audaz em situações de guerras, conflitos, mistérios e investigações policiais.

Cá por Portugal a sua aparição deu-se em 12 de Fevereiro de 1949 na revista "Gafanhoto, no número 10.

Em face da crescente popularidade em 7 de Julho de 1971 o personagem deu nome a uma publicação própria, o "Jornal do Cuto", propriedade da Portugal Press, dirigida por Roussado Pinto. Esta revista para além das aventuras do Cuto continha diversas outras histórias de outros autores em regime de continuação.

A revista, indicada como para maiores de 12 anos, durou de 1971 a 1978, com um total de 174 números, com um número irregular de páginas. 

Começou por ser de tiragem semanal (do Nº 1 ao Nº 53, com alterações no dia de saída), passando depois, por dificuldades económicas, a mensal, desde o nº 94 ao 107. 

Depois, a partir do nº 108 passou a quinzenal. Em 1 de Junho de 1974, no nº 109, por alegadas dificuldades no mercado do papel, é anunciada a suspensão da publicação. É retomada a publicação em 10 de Setembro de 1975, com tiragem semanal. Novas dificuldades no preço do papel, ditam que a partir do nº 137 de 15 de Março de 1976 a edição passe a quinzenal. Em 1 de Junho de 1977 volta a passar a mensal e em Fevereiro de 1978 volta a anunciar a suspensão que acabaria por ser definitiva.

Para além das dificuldades que eram comuns ao mercado do papel, a revista nunca conseguiu ultrapassar o prestígio e sucesso de revistas concorrentes como a "Mundo de Aventuras" e "Tintin".

O custo da revista variou ao longo da sua existência desde os 5 aos 15 escudos. Tinha regime de assinaturas, em regra mais caras que as revistas concorrentes.

Nas imagens acima, a capa do Nº 88 de 15 de Março de 1973, com o Príncipe Valente, edição que no seu interior trazia um poster da capa do Nº 1 da revista "O Mosquito".



6/20/2021

História de Portugal - 4ª Classe - Prof. António Branco


Trazemos hoje à memória o livro escolar "História de Portugal" da 4ª Classe e admissão aos liceus e escolas técnicas.
Autoria e edição do Professor António Branco, com distribuição pela Porto Editora, L.da e Empresa Literária Fluminense, L.da,. 
Não tem data assinalada mas será da década de 1950 já que a páginas 167 faz referência à eleição do General Craveiro Lopes como presidente da República Portuguesa (de 9 de Agosto de 1951 a 9 de Agosto de 1958).
Em capa dura, com dimensões aproximadas de 15 x 21 cm, com 175 páginas com textos e gravuras em preto branco. Contém um mapa assinalando as rotas das descobertas e locais relacionados.

 




6/03/2021

Trinaranjus sem borbulhas


Cartaz publicitário do Verão de 1982 ao refrigerante Trinaranjus. Então muito popular, esta bebida fazia as delícias da rapaziada, para mais com a apregoada  novidade..."sem borbulhas". 

Nas esplanadas a assistir ao Mundial de Futebol, que decorria em Espanha, era um aviar de cervejas mas também de Trinaranjus. De resto a marca apostava então muito na publicidade, tanto na TV como na rádio e revistas. Chegou mesmo, durante vários anos, a patrocinar uma equipa de ciclismo, a Lousa-Trinaranjus, da qual fizeram parte vários dos grandes nomes do pedal de então, como Marco Chagas, Adelino Teixeira, Alexandre Ruas, etc. 

Quanto à sua História, terá começado em Valência - Espanha, em 1934. A ideia de Trinaranjus deveu-se ao facto de que os sumos utilizados eram baseados em três diferentes variedades de laranjas.

A marca cresceu e expandiu-se também para Portugal, mas em 1986 renovou a sua imagem e mudou de nome para Trina. A coisa pode ter resultado em Espanha mas por cá, fico com a percepção de que terá sido um desastre e a Trina nunca teve a popularidade da sua antecedente, eventualmente porque deixou de haver publicidade e marketing. Nas prateleiras das grandes superfícies é vista actualmente como uma bebida da concorrência de outras marcas bem mais populares como a Fanta.

A Trina fez parte da empresa Orangina Schweppes que por sua vez em 2009 foi adquirida pela Suntory Group, que é a actual dententora da marca.

6/02/2021

Rexina Musk - Desodorizante

 


Cartaz publicitário ao desodorizante Rexina - Musk, do ano de 1983.

Já falamos aqui da Rexina, então na forma de sabonete. 

A marca, da multinacional Unilever, foi lançada na década de 1960, sendo que no Brasil, desde o ano do seu lançamento em 1967 o nome adoptado foi Rexona. Por cá, vá lá saber-se por que razão, a coisa começou com o nome de Rexina, sendo que parece que mais tarde foi mesmo submerso pelo Rexona. Agora, desodorizar, só mesmo com Rexona, desde as axilas dos braços ás bordas da ....

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