1/03/2023
Chocolates Imperial - ...rei e senhor
12/19/2022
Onde há Bac há frescura
Já aqui falamos do desodorizante Bac.
Voltando à marca, uma outra memória com um cartaz publicitário do ano de 1974. O cartaz remete para o tempo de Verão. No mesmo cartaz dois slogans, um que dá título a esta memória e ainda "Bac - Frescura que perdura".
12/13/2022
Monty Python - Os Malucos do Circo
Hoje trago à memória a série de comédia televisiva "Monty Python - Os malucos do circo", do original inglês "Monty Python's Flying Circus".
Monty Python é um grupo de comédia britânico que ganhou fama nas décadas de 1960 e 1970 por suas esquetes humorísticas em programas de televisão e filmes. O grupo consistia em seis membros principais: Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin.
O humor do Monty Python era surreal, absurdo e muitas vezes controverso, explorando temas como religião, política, sexualidade e cultura popular. As esquetes eram frequentemente repletas de humor negro, trocadilhos, piadas inteligentes e humor físico exagerado.
Entre os projetos mais famosos do grupo estão o programa de televisão "Monty Python's Flying Circus", que foi ao ar na BBC de 1969 a 1974, e filmes como "Monty Python e o Cálice Sagrado" (1975) e "A Vida de Brian" (1979). Esses trabalhos são considerados clássicos da comédia e influenciaram muitos outros comediantes e programas de televisão e cinema ao longo dos anos.
O estilo de humor do Monty Python é marcado por sua originalidade, irreverência e capacidade de subverter as expectativas do público. Eles são considerados uma das maiores influências na comédia moderna e sua obra continua a ser apreciada por pessoas de todas as idades e nacionalidades.
Foi transmitida pela BBC entre os anos de 1969 e 1974 e obteve um enorme sucesso pelo típico humor británico mas num registo "nonsense" e surrealista, tanto nas cenas como nos textos A série, polvilhada de sketchess, animação e cartoons, estes de autoria de Terry Gilliam , influenciou mundialmente muitos homoristas e de algum modo foi o ponto de partida para séries dentro do mesmo conceito.
A produção coube à empresa Python (Monty) Pictures, com realização foi de Ian MacNaughton e John Howard Davies, e banda sonora de John Philip Sousa, Neil Innes, Fred Tomlinson Singers.
Foram 45 episódios de 30 minutos produzidos ao longo de quatro temporadas. Para além da série, foram produzidos alguns filmes e algumas colectâneas.
Entre nós foi exibida na RTP ainda nos anos 70 e ao longo dos tempos tem havido algumas reposições como acontece, desde Abril passo e ainda por esta altura no canal RTP Memória.
12/05/2022
RTP Memória - Traz prá Frente
Aos Domingos, à noite, a RTP Memória tem-nos oferecido o "Traz prá Frente", um delicioso programa em que os intervenientes falam sobretudo sobre memórias, pessoas e factos de outros tempos e que povoaram a nossa RTP. Júlio Isidro é o mestre das memórias, ou não fosse a idade um posto, seguido de Álvaro Costa, mas os demais, bem mais novos, como a Inês Gonçalves, a moderadora, o Fernando Alvim e o Nuno Markl, mostram estar com a memória ainda fresca e assim naquelas diferentes gerações a conversa flui informalmente num registo de agradável tertúlia em que todos recordamos e aprendemos.
Leia-se a apresentação oficial do programa:
"Reciclamos o Cartaz TV e trazemos para a frente um debate divertido, mas doutorado, sobre o imaginário da televisão. Inês Lopes Gonçalves modera um debate com um painel de luxo: Fernando Alvim, Nuno Markl, Álvaro Costa, Júlio Isidro e um convidado especial. Numa conversa desempoeirada, lança-se a semana da RTP Memória à mesa, com os melhores conteúdos e surpresas em destaque".
No episódio de ontem, 4 de Dezembro, o 36º da 7ª temporada, foi com agrado que o nosso blogue, "Santa Nostalgia" foi citado pelo Álvaro Costa, a propósito de pesquisa sobre um dos assuntos falados no programa, no caso a dupla cómica "Olho Vivo e Zé de Olhão", interpretada por Herman José e Joel Branco, no saudoso programa de entretenimento "A Feira", isto na segunda metade da década de 1970.
De resto já Nuno Markl, aqui há uns anos, se tinha referido ao blogue numa das suas rubricas na Rádio Comercial a "Caderneta de Cromos", a propósito do cromo "carrinhos de rolamentos".
É sempre gratificante saber que as memórias que partilhamos, pessoais mas simultaneamente colectivas, continuam ainda a mexer e a interessar a gente de várias gerações. De resto, com frequência somos contactados e solicitados a colaborar numa ou noutra situação, como já também aconteceu, de forma mutuamente enriquecedora, com o popular jornalista da RTP, Mário Augusto, aquando da publicação dos seus dois livros "A Sebenta do Tempo" e ainda o "Caderno Diário da Memória", dois tesouros de ricas memórias, que são dele, do Mário, mas seguramente de todos os da sua geração e à volta dela.
12/01/2022
Regina - Chocolates
Já aqui tivemos oportunidade de falar da Regina. emblemática e tradicional marca de chocolates, com memórias e sabores que fazem parte de várias gerações de portugueses.
Hoje, a reboque de um pedido de uma nossa leitora, deixamos aqui mais algumas imagens desses saborosos produtos da Regina, nomeadamente as pequenas e deliciosas tablets com os amorosos gatinhos ron-ron.
[fonte: Regina]
11/23/2022
Demolição da igreja românica de Joane - Famalicão - Um crime hediondo sem castigo
Hoje em dia, e ainda bem, procura-se valorizar o património, nomeadamente o arquitectónico, civil, militar ou religioso. É certo que com o Estado ainda a demitir-se em muito dessas responsabilidades, mas aos poucos vai-se preservando e valorizando e em muitos casos com a integração em contextos de divulgação turística. De resto já se suspendeu a construção de uma barragem (rio Côa) para preservar gravuras rupestres.
A Rota do Românico é um desses bons exemplos de valorização e promoção de um conjunto de monumentos românicos e através deles locais e regiões.
Mas, naturalmente nem sempre foi assim e ao longo de séculos muitos monumentos foram vandalizados e destruídos e as suas pedras aproveitadas para outras finalidades mas prosaicas. Do liberalismo da primeira metade do séc. XIX e dos seus atropelos, com a venda de muitos imóveis ligados à Igreja, como mosteiros, conventos, igrejas e capelas, vendidas ao desbarato e transformadas em palheiros e estarbarias, o prejuizo para o nosso património colectivo foi imensurável e na sua maior parte definitivamente perdido e arruinado. De facto, nesse aspecto, as luzes do liberalismo enegreceram o nosso património arquitectoónico.
Mas mesmo muito tempo depois dessa onda avassaladora de fundamentalismo cego, a destruição continuou e a pouca sensibilidade de populações e responsáveis locais ou nacionais, esteve sempre presente. Até mesmo pela década de 1940 houve uma onda de alguma reconstrução de património, sobretudo castelos, mas, tantas vezes realizada de forma pouco ou nada rigorosa sob um ponto de vista científico. Foram muitos os atropelos, mas, como diria algém, mais vale reconstruir e preservar, ainda que mal, do que mesmo nada fazer até que a ruína seja completa.
Nos tempos relativamente mais recentes têm existido ainda casos flagrantes de destruição e desrespeito para com o património e desse conjunto de crimes de lesa pátria, um deles, pouco ou nada falado, e quase esquecido, como uma vergonha colectiva, prende-se com a demolição da então velhinha igreja paroquial do Divino Salvador, em Joane, Famalicão, um edifício de base românica, anterior à própria fundação de Portugal.
Do pouco que se sabe, terá sido cobardemente pela calada da madrugada de 11 de Março de 1978, quando as máquinas assassinas avançaram sobre as paredes graníticas do monumento, reduzindo-o a um montão de destroços e pó. Parece que uma substancial parte da população era contrária à decisão de alguns, e perante tão hediondo acto levantaram-se protestos indigandos que se estenderam a todo o país. Ademais, já na altura a igreja tinha dois frescos, por detrás do altar, reportados aos séculos XI e XII, classificados como imóveis de interesse público, tendo igualmente sido destruídos sem apelo nem agravo.
E tudo isso com a justificação de no local se pretender edificar uma nova e moderna igreja, o que aconteceu. Do antigo edifício, embora de construção muito posterior, ficou uma torre sineira que ali se mantém como lembrete dessa vergonha.
A velha igreja românica de Joane era um templo constituído por duas amplas naves, separadas por uma arcaria travada transversalmente na zona dos altares-mores por uma outra arcaria, e guarnecida com dependências anexas a nascente e a norte. Todavia, o edifício apresentava elementos arquitectónicos de características muito diversas, por conseguinte referentes a diferentes perídoos de edificação. Diz-se que o edifício primitivo seria composto por uma só nave, com abside da qual à data da demolição não havia vestígios, correspondendo à nave norte.
Pouco consegui encontrar sob o processo, porque a todos envergonha, mas parece que em rigor ninguém foi acusado e muito menos condenado. Como Pilatos, gastou-se muita água a lavar essa iniquidade. Tamanho crime passou em claro.
Não conheço, obviamente o sentimento dos joanenses, mas creio que a larga maioria sentirá vergonha de tão grande atropelo do seu passado e património histórico colectivo. Quando deveria ser uma jóia da coroa e motivo de orgulho, foi o que foi.
Já li por aí notícias de que se pretenderia edificar uma igreja parecida, já não com a mesma utilização mas como uma forma de trazer à memória a velha igreja e simultaneamente servir de exemplo ao que aconteceu. Mas parece que, pelo tempo decorrido sobre a notícia (1999) não passou de uma intenção ainda não concretizada.
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