5/04/2023

Pastilhas Valda







A origem das clássicas pastilhas Valda, gomadas e de cor verde, remonta ao ano de 1901, sendo originais da França, tendo sido então criadas pelo farmacêutico Henri-Edmond Cannone.

Numa época em que as doenças respiratórias ceifavam muitas vidas, as pastilhas Valdas depressa se tornaram populares por supostamente conterem uma substância anti-séptica para além de mentol, eucaliptol e timol. Certo é que pelo menos causavam uma sensação de frescura e por isso um aparente alívio dos sintomas dos problemas respiratórios e de garganta como tosse e rouquidão e por isso se compreende a sua grande aceitação.

O produto e a marca chegaram aos nossos dias, sendo ainda muito populares, nomeadamente no Brasil onde o herdeiro do criador das pastilhas fundou e sedeou o Laboratório Cannone.

As pastilhas Valda, por adaptação aos mercados, reinventaram-se e sobretudo nas duas últimas décadas conheceram outras variantes de cor e sabor. Também as embalagens foram sendo modificadas e as tradicionais latinhas circulares em chapa metálica foram substituidas em 2001 por  similares mas em plástico. Também a imagem da marca e logotipos foram sendo mudados ao longo dos tempos.

Neste rumo de adaptação e modernidade as Valda mantém-se na onda do consumo de pastilhas com supostas qualidades terapêuticas. 

Não consegui confirmar, mas a nível mundial, para além do Brasil em que é detida pelo Laboratório Cannonne, a marca pertencerá à Omega Pharma Perrigo e em Portugal é comercializada sob a Perrigo Portugal.

Pessoalmente já devo ter consumido duas ou três latas das clássicas pastilhas, mas, em rigor, para o alívio para a tosse e rouquidão, e na altura debatia-me também com problemas de sinusite, a coisa de pouco valeu. 

No geral estes produtos são anunciados, fabricados e comercializados como uma espécie de remédio santo para muitos males ou maleitas, mas não passam apenas de guloseimas que se não fazem bem, também mal não farão, para além dos problemas associados a consumo de açúcar e outros ingredientes não naturais que devem fazer parte da composição.

Em todo o caso, independentemente da eficácia terapêutica, ou não, as pastilhas Valda são de facto um produto e marca já com uma longa história e por isso fazem parte da memória colectiva de muitas gerações de pessoas, sobretudo das que as consumiram em algum momento.

5/03/2023

Bronzeador Nivea - Formidável!

 


Cartaz de 1969 ao bronzeador NIVEA. 

Com o tempo a aquecer, mesmo que no início de Maio, a ida à praia tem sido apetecível e a Nivea volta a surgir como marca emblemática associada ás nossas praias. A bola azul como ponto de encontro é uma imagem que faz parte das nossas melhores memórias da juventude. 

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4/18/2023

Águas do Vimeiro - A saúde está primeiro

 


Cartaz publicitário das águas do VIMEIRO - Década de 1940.

Sobre a Vimeiro: 

A viagem da água Vimeiro tem início no Planalto Cársico das Cesaredas e na Serra de  Montejunto, onde se infiltra, circula em profundidade até cerca de 2.000 metros e emerge mais tarde em Maceira, Vimeiro, localidade a meio caminho entre a Lourinhã e Torres Vedras.

Nesse intrincado percurso subterrâneo a água mineral natural do Vimeiro ganha, ao longo de vários anos, características únicas, de acordo com a marca "reconhecidas por quem procura a qualidade e o equilíbrio necessários para cuidar do corpo por inteiro".

Terá sido em 1318 que a Rainha Santa Isabel descobriu as propriedades e virtudes da água do Vimeiro. Desde então, passou a ser reconhecida como «Águas Santas do Vimeiro».

Mais tarde, em 1450, também a Infanta Dª Leonor de Portugal usufruiu das Águas Santas do Vimeiro, reconhecendo igualmente as suas virtudes. Tamanha foi a notoriedade que, desde então, várias famílias começaram a recorrer a este bem natural para fins de saúde e bem-estar.

A primeira análise físico-química oficial da Água do Vimeiro foi realizada por Charles Lepierre em 1893. Três anos depois, Sua Majestade El-Rei D. Carlos classificou a Água do Vimeiro de águas minero-medicinais.

Em 1949, o Professor Catedrático Herculano de Carvalho apresentou as análises químicas que informavam o consumidor dos minerais presentes em cada litro de Água do Vimeiro.

Inicialmente património dos Frades de Penafirme, a concessão para a exploração das Águas Santas do Vimeiro foi concedida a José Pedro Cardoso, em 1896, por tempo ilimitado.

A 17 de janeiro de 1920, a Empresa de Águas do Vimeiro - EAV, S.A. foi constituída sob a forma de sociedade comercial por quotas, sendo-lhe depois atribuído o registo de concessão de licença de exploração das águas em 1921.

No final da década de 1940, a liderança da empresa por Joaquim Belchior, marcou o lançamento da EAV, S.A. para uma nova fase de desenvolvimento.

Na década de 1940  foi lançada a primeira linha de engarrafamento em vidro da água minero-medicinal do Vimeiro, onde trabalhavam homens e mulheres. Foi lançada também a primeira frota de automóveis comerciais para venda e entrega do produto.

Tendo os efeitos terapêuticos da Água do Vimeiro elevado a água a uma grande notoriedade,deu-se nesta década início à verdadeira atividade comercial da EAV,S.A. . E em 1947 surgiu a primeira campanha de publicidade com o icónico slogan “A saúde está primeiro, beba Água do Vimeiro”.

Os supostos efeitos terapêuticos da Água do Vimeiro levaram a comunidade médica de todo o país a recomendá-la como um bem essencial à saúde. Tal levou a que a EAV, S.A. criasse vários anúncios publicitários onde estas propriedades eram destacadas.

A expansão da marca foi clara, passando a fazer parte dos menus de restaurantes e cafés.

Depois de, em 1977, ter sido construída a nova fábrica, pioneira em Portugal no engarrafamento em PET, o design e formato das garrafas da gama foram apresentadas no mercado com uma imagem mais minimalista e moderna.

Durante a década de 1980, a marca Vimeiro passou a liderar o seu segmento ao entrar nas grandes superfícies de distribuição (Hipermercados, Cash & Carrys, Grupos e Associações de Supermercados).

A EAV, S.A. apostou num forte investimento em marketing e comunicação, sofrendo um rebranding total da imagem que se tinha mantido igual desde a década de 70. Começou então a patrocinar vários eventos desportivos, chegando mesmo a ser destaque nos jogos do EURO 2004, com um anúncio televisivo que passou nos intervalos.

Com um alargamento da gama, respondendo às necessidades dos consumidores, a empresa lançou duas novas águas, Vimeiro Sparkle e Vimeiro Lisa, que vieram a ganhar dois prémios internacionais “Cata de Aguas”, na Feira Internacional de Turismo Termal.

Ao longo desta década, a EAV, S.A. viu reconhecido o seu processo de produção e de qualidade ao receber diversas Certificações de Gestão e Qualidade e de Segurança Alimentar, entre elas a FSSC 22000, a ISO 9001 e a IFS FOOD 6.1. 

Pela primeira vez, em 2015 a marca entrou com a Vimeiro Original nas Feiras do Bebé das insígnias, abrindo assim espaço para as águas nos eventos de puericultura.

Em 2017, foi eleita a melhor marca relação preço-qualidade, uma distinção de mercado reconhecida graças aos inquéritos realizados pela Suiça Icertias.

A Água do Vimeiro surge este ano mais forte e diferenciadora, com uma imagem renovada e associada à história e características únicas que tanto a distinguem.

Realçando ainda mais o equilíbrio mineral da sua água, a marca especializa agora a sua comunicação para segmentos de equilíbrio e bem-estar e para o futuro da alimentação das sociedades com especial destaque para as vantagens da sua propriedade nutritiva para nichos como: atletas, grávidas, mães, bebés e seniores.


[fonte dos dados históricos: sítio da empresa]

4/17/2023

Malhas Famanor

 


Cartaz publicitário de 1974 às malhas Famanor. 

Nas pesquisas efectuadas pouco veio à malha da rede sobre as malhas Famanor. Refere-se a Famanor Fabrica de Malhas do Norte S.A. com sede no Porto, reportada a uma actividade de indústria e comércio de malhas exteriores, mas ainda compra e venda de imóveis, incluindo a revenda dos adquiridos para esse fim, locação de espaços, administração, gestão e promoção imobiliária.

Em resumo, será na essência ainda uma fabrica de malhas? Ou é apenas uma empresa que mudou de actividade, do têxtil para o  imobiliário, e que por algum motivo insondável manteve o nome orioginal da fábrica?

Outra questão que não conseguimos apurar: Na nossa pesquisa, nas informações resultantes sobre a empresa parece haver pontos comuns com outra fábrica similar, pelo que terá alguma relação com as malhas Ameal?

4/13/2023

Elnett - Da Lóreal

 


Cartaz publicitário de 1974 à laca para cabelo Elnett, da L´Oreal. Os habituais estereótipos, com uma mulher jovem, bonita e loura. 

A história da L'Oréal remonta a 1907 embora haja fontes que indicam 1909, quando o químico francês Eugène Schueller fundou a Société Française des Teintures Inoffensives pour Cheveux, que se tornou mais tarde a L'Oréal. No início, a empresa vendia tinturas para cabelo, mas expandiu sua linha de produtos para incluir cosméticos, perfumes e produtos de cuidados pessoais.

Ao longo das décadas, a L'Oréal cresceu e tornou-se uma das maiores empresas de produtos de beleza do mundo, com operações em mais de 150 países. A empresa é conhecida por suas marcas icônicas, como L'Oréal Paris, Maybelline, Garnier e Lancôme, entre outras.

Tem presença em 130 países, com dezenas de subsidiárias e fábricas, sendo líder global em cosméticos. Com uma faturação de cerca de 30 mil milhões euros (dados de 2020), empregará cerca de 85 mil funcionários de 100 nacionalidades diferentes. Em 2017, a marca L'Oréal Paris foi avaliada em 24,533 bilhões de dólares, sendo considerada a terceira marca francesa mais valiosa, segundo o ranking BrandZ.

Durante sua história, a L'Oréal enfrentou alguns controvérsias, como acusações de testes em animais, que levaram a empresa a adotar uma política de não testar em animais em 1989. Além disso, em 2017, a L'Oréal foi criticada por ter demitido uma modelo transgênero que havia sido contratada como porta-voz da marca.

Apesar das controvérsias, a L'Oréal continua sendo uma das principais empresas de beleza do mundo, que se declara com um forte compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a diversidade. A empresa tem investido em novas tecnologias e tem trabalhado para reduzir seu impacto ambiental por meio de iniciativas como a redução do uso de água em suas fábricas e a adoção de embalagens mais sustentáveis.

4/12/2023

Banco Pinto & Sotto Mayor - Cartão de crédito, direitos da mulher e o encanto discreto...

 



Cartazes publicitários do ano de 1974 ao cartão de crédito do Banco Pinto & Sotto Mayor.

As origens do Banco Pinto & Sotto Mayor remontam à casa bancária Pinto & Sotto Mayor, criada em 30 de junho de 1914, por Cândido Sotto Mayor Júnior e António Vieira Pinto. Na altura tomaram de trespasse o estabelecimento de câmbios e papéis de crédito de José Ferreira Chumbo.

Com sede em Lisboa, na Rua do Comércio, a casa bancária tinha por objeto social o comércio de compra e venda de papéis de crédito, moedas e as demais transações inerentes ao ramo bancário. O capital social da firma era de 30 contos.

Em 1925, procurando fortalecer o negócio, o pacto social é alterado e são admitidos novos sócios na instituição, 25 em nome individual e 2 instituições de crédito: o Banco Português do Brasil e o Banco Comercial do Rio de Janeiro. De referir as fortes ligações que havia entre a casa comercial e o Brasil, através da pessoa de Cândido Sotto Mayor, pai do fundador da casa Pinto & Sotto Mayor.

Assim, por escritura de 28 de março de 1925 (Diário do Governo, III série, de 04 de abril), a casa bancária é transformada em sociedade anónima de responsabilidade limitada, sob a denominação de Banco Pinto & Sotto Mayor com o capital de 30.000 contos.

O Banco Pinto & Sotto Mayor participou no capital social de diversas empresas, tais como a Fosforeira Nacional, a Companhia de Seguros “Sagres”, a Companhia Ocidental Portuguesa e a União Elétrica Nacional. Participou também na criação do Banco Colonial Português (1919), do Banco Nacional Agrícola (1921), do Banco Colonial e Agrícola Português (1923) e incorporou o Banco Mercantil de Viana.

Na década de 20, deu início à sua expansão geográfica no território nacional, com a abertura de uma filial no Porto e de balcões em Braga, Coimbra Viseu, Viana do Castelo, Chaves, Celorico da Beira e Régua. A partir dos anos 50, acompanhando o clima favorável da economia nacional, o banco expandiu-se em Lisboa, no Porto, em Águeda, Fundão, Barcelos, Vila Nova de Gaia e Oliveira de Azeméis. Em 01 de abril de 1952, o capital social é aumentado para 45.000 contos.

Os anos 60 ficaram marcados pela entrada de António Champalimaud na instituição e pelo alargamento da rede de agências ao território ultramarino. Este alargamento, principalmente a Angola e Moçambique visava acompanhar o desenvolvimento dos negócios e interesses de António Champalimaud no Ultramar. Abriram-se numerosas agências nestas províncias. Nesta época, o Banco Pinto & Sotto Mayor participou na fundação do Blantyre Commercial Bank of Malawi (1968), estabeleceu delegações em Paris e no Luxemburgo, a partir de acordos com o Crédit Commercial de France e o Crédit Européen, e abriu agências em Dusseldorf, na Alemanha, e no Canadá, em Toronto e Montreal (1970).

A necessidade de abertura de uma agência em Ponta Delgada levou à aquisição, em 1971, do Banco Agrícola de São Miguel.

O clima de expansão e desenvolvimento foi interrompido com a revolução de abril de 1974 e com a consequente nacionalização da banca nacional, decretada em 14 de março de 1975 (Decreto-Lei nº 132-A/75). Com o estatuto de empresa pública (Decreto-Lei nº 729-F/75), em 1977, o banco foi reestruturado e incorporou o Banco Intercontinental Português.

Em 1982, o pacto social ser alterado e o capital social elevado a 4.000.000 contos. Em 1989, o capital é novamente alterado para os 20.000.000 contos. Em setembro de 1990, o mesmo foi aumentado para os 26.000.000 contos. Ainda neste ano, o estatuto do banco é alterado para sociedade anónima e em 1992, o capital é novamente elevado, para 30.500.000.

Em 29 de julho de 1993, através da Resolução do Conselho de Ministros nº 52/93 (Diário da República, I série, de 02 de agosto), é regulado o processo de reprivatização do banco. Em 1994, foi adquirido pela Companhia de Seguros Mundial Confiança, SA, 80% do capital, tendo o restante, sido colocado à disposição de funcionários da instituição, pequenos subscritores e emigrantes (Resolução do conselho de Ministros nº 14-A/95).

Em 2000, a Caixa Geral de Depósitos fica com o controlo da Mundial Confiança e do banco. Nesse mesmo ano, as assembleias gerais do Banco Pinto e Sotto Mayor e do Banco Comercial Português chegam a acordo para a integração do primeiro na estrutura do Banco Comercial Português (*), tendo-se firmado essa fusão em dezembro de 2000.


[fonte do historial: Banco de Portugal]       

(*) Relativamente ao Banco Comercial Português, fundado em 1985, a partir de 2004 mudou o seu nome para Millennium BCP.

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