5/24/2023

Plastic Man - Homem Plástico - Série de animação




Hoje trazemos à memória a série de animação "Plastic Man" na tradução portuguesa "Homem Plástico", com om origem nos Estados Unidos, a qual foi exibida originalmente entre 1979 e 1981. Há informação de que foram produzidos 29 episódios com uma duração aproximada de 20 minutos. Em Portugal a série passou também por essa altura, ainda com a RTP a preto e branco.

A série, num registo humorístico e divertido mostrava as as aventuras de Patrick "Pat" O'Brian, também conhecido como Plastic Man. Esta série foi baseada no famoso super-herói de banda desenhada, com o mesmo nome, do universo da DC Comics, criado por Jack Cole em 1941.

As aventuras giram em torno de Pat O'Brian, um divertido e habilidoso vigarista que acidentalmente adquire poderes elásticos após ser exposto a um misterioso líquido experimental. Com seus novos poderes, ele pode esticar e moldar o seu corpo em qualquer forma imaginável, tornando-se o super-herói elástico conhecido como Plastic Man.

Nos diferentes episódios, Plastic Man combate o crime na cidade de Coast City. Ele usa os seus poderes associados ao plástico ou mesmo borracha, para se infiltrar em locais inacessíveis, capturar criminosos e resolver problemas que surgem. No entanto, Plastic Man também enfrenta desafios pessoais, equilibrando sua vida de super-herói com suas tentativas de redenção por seu passado como vigarista.

Com uma mistura perfeita de ação, comédia e aventura, "Plastic Man" cativou o público infantil e adolescente com seu estilo de poderes muito sui géneris. Além do protagonista Pat O'Brian, outros personagens importantes na série incluem sua parceira de combate ao crime, a bonitona Penny, com quem viria a casar e ter um filho, o Baby Plas (figura que chegou a ter uma série própria)  e o fiel amigo e parceiro de confiança, o polinésio Hula-Hula, num estereotipo de gorducho e trapalhão.

Plastic Man, para além da banda desenhada que lhe deu origem, teve várias outras versões de animação para além da aqui trazida à memória.

5/11/2023

Cimento Tejo e outros cimentos

 


Cartaz publicitário de 1945


Cartaz publicitário de 1934


O cimento moderno que usamos atualmente é resultado de um longo processo de desenvolvimento e aprimoramento que teve início na Inglaterra do século XIX. Embora a história do uso de materiais de ligação na construção remonte a milhares de anos, foi somente na era industrial que se tornou possível produzir cimento em grande escala e de forma consistente.

O cimento Portland, que é o tipo de cimento mais comum utilizado na construção atualmente, foi desenvolvido na Inglaterra em 1824 e patenteado em 1830  pelo químico Joseph Aspdin. Ele criou um cimento que se assemelhava em cor e textura à pedra calcária encontrada na região de Portland, o que acabou dando origem ao nome do produto.

O cimento Portland é produzido pela combinação e proporções precisas de calcário, argila, sílica e em menores proporções ferro e aluminio, que são moídas e misturadas em um forno rotativo a altas temperaturas, geralmente acima de 1.400°C. O resultado é um material altamente resistente e durável, que pode ser misturado com outros materiais para produzir concreto, argamassa e outros produtos utilizados na construção civil.

A produção de cimento se expandiu rapidamente ao longo do século XIX e XX, impulsionada pelo aumento da demanda por materiais de construção e pelo desenvolvimento de novas tecnologias. Hoje, o cimento é produzido em todo o mundo e é um dos materiais mais utilizados na construção civil.

Relativamente à indústria do cimento em Portugal a primeira fábrica a ser construída de raiz foi a Fábrica Cimento Tejo (1890-1894), hoje a fábrica de Alhandra da Cimpor. Esta unidade tem mais de um século e está localizada a 25 km a norte de Lisboa, na vila de Alhandra, na margem direita do rio Tejo. Tem boas vias de comunicação rodoviária, ferroviária e marítima.

Para além da Cimpor, a Secil (fundada em 1904 e criaçºão da marca em 1925) que veio a integrar o cimento Liz da Empresa de Cimentos de Leiria (fundada em 1923), é uma das principais empresas produtoras de cimento em Portugal, fundada em 1930. Com uma produção anual na ordem de 4 milhões de toneladas de cimento, assegura mais de 35% das necessidades de cimento em Portugal.

Embora o núcleo central da sua actividade seja a produção de cimento, a Secil integra um conjunto de cerca de 40 empresas – O Universo Secil – que opera em áreas complementares como a produção de betão, pre-fabricados com ele feitos, cal hidráulica, rebocos, revestimentos, fibrocimentos, etc., ou ainda a exploração de pedreiras.

A Secil assegura a produção de cerca de 4 milhões de toneladas de cimento por ano, destinadas principalmente ao mercado português, através das suas fábricas Secil-Outão, Maceira-Liz e Cibra-Pataias.


História [fonte: Cimpor]

Por alvará de 24 de maio de 1894, foi dada concessão de patente à Companhia Cimento Tejo, que produzia à data 6 mil toneladas de cimento por ano, num forno horizontal Hoffmann. A sua instalação teve como objetivo atender as necessidades do mercado e garantir a independência de Portugal no setor cimenteiro.

Os primeiros fornos rotativos da Companhia Cimento Tejo foram objeto de um plano fabril iniciado em 1926, mas apenas concretizado na década de trinta. Em 1931 entrou em laboração o primeiro forno rotativo e 3 anos mais tarde o segundo, ambos a funcionar pelo processo de via húmida.

Durante a segunda guerra mundial, a conjuntura internacional obrigou Portugal a ter que providenciar o fabrico de ferro, ao qual correspondeu a Companhia de Cimento Tejo, nesta sua nova fase fabril.  Em 1940 arrancou o forno 3, que fabricava clinquer, com a produção simultânea de gusa, pelo processo Basset. A produção de ferro manteve-se até 1945.Em 1950 e 1959 começaram a funcionar os fornos 4 e 5. Este ultimo, com a capacidade de produção superior a meio milhão de toneladas por ano, era à data, o maior forno do mundo.

Com a entrada em funcionamento do forno 6, em 1977, deu-se inicio à produção pelo processo de via seca. A modificação do forno 5 para via seca, dando origem ao forno 7 que arrancou em 1985, completou a reconversão do processo de fabrico.

5/04/2023

Pastilhas Valda







A origem das clássicas pastilhas Valda, gomadas e de cor verde, remonta ao ano de 1901, sendo originais da França, tendo sido então criadas pelo farmacêutico Henri-Edmond Cannone.

Numa época em que as doenças respiratórias ceifavam muitas vidas, as pastilhas Valdas depressa se tornaram populares por supostamente conterem uma substância anti-séptica para além de mentol, eucaliptol e timol. Certo é que pelo menos causavam uma sensação de frescura e por isso um aparente alívio dos sintomas dos problemas respiratórios e de garganta como tosse e rouquidão e por isso se compreende a sua grande aceitação.

O produto e a marca chegaram aos nossos dias, sendo ainda muito populares, nomeadamente no Brasil onde o herdeiro do criador das pastilhas fundou e sedeou o Laboratório Cannone.

As pastilhas Valda, por adaptação aos mercados, reinventaram-se e sobretudo nas duas últimas décadas conheceram outras variantes de cor e sabor. Também as embalagens foram sendo modificadas e as tradicionais latinhas circulares em chapa metálica foram substituidas em 2001 por  similares mas em plástico. Também a imagem da marca e logotipos foram sendo mudados ao longo dos tempos.

Neste rumo de adaptação e modernidade as Valda mantém-se na onda do consumo de pastilhas com supostas qualidades terapêuticas. 

Não consegui confirmar, mas a nível mundial, para além do Brasil em que é detida pelo Laboratório Cannonne, a marca pertencerá à Omega Pharma Perrigo e em Portugal é comercializada sob a Perrigo Portugal.

Pessoalmente já devo ter consumido duas ou três latas das clássicas pastilhas, mas, em rigor, para o alívio para a tosse e rouquidão, e na altura debatia-me também com problemas de sinusite, a coisa de pouco valeu. 

No geral estes produtos são anunciados, fabricados e comercializados como uma espécie de remédio santo para muitos males ou maleitas, mas não passam apenas de guloseimas que se não fazem bem, também mal não farão, para além dos problemas associados a consumo de açúcar e outros ingredientes não naturais que devem fazer parte da composição.

Em todo o caso, independentemente da eficácia terapêutica, ou não, as pastilhas Valda são de facto um produto e marca já com uma longa história e por isso fazem parte da memória colectiva de muitas gerações de pessoas, sobretudo das que as consumiram em algum momento.

5/03/2023

Bronzeador Nivea - Formidável!

 


Cartaz de 1969 ao bronzeador NIVEA. 

Com o tempo a aquecer, mesmo que no início de Maio, a ida à praia tem sido apetecível e a Nivea volta a surgir como marca emblemática associada ás nossas praias. A bola azul como ponto de encontro é uma imagem que faz parte das nossas melhores memórias da juventude. 

- Outros tópicos sobre a marca.

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4/18/2023

Águas do Vimeiro - A saúde está primeiro

 


Cartaz publicitário das águas do VIMEIRO - Década de 1940.

Sobre a Vimeiro: 

A viagem da água Vimeiro tem início no Planalto Cársico das Cesaredas e na Serra de  Montejunto, onde se infiltra, circula em profundidade até cerca de 2.000 metros e emerge mais tarde em Maceira, Vimeiro, localidade a meio caminho entre a Lourinhã e Torres Vedras.

Nesse intrincado percurso subterrâneo a água mineral natural do Vimeiro ganha, ao longo de vários anos, características únicas, de acordo com a marca "reconhecidas por quem procura a qualidade e o equilíbrio necessários para cuidar do corpo por inteiro".

Terá sido em 1318 que a Rainha Santa Isabel descobriu as propriedades e virtudes da água do Vimeiro. Desde então, passou a ser reconhecida como «Águas Santas do Vimeiro».

Mais tarde, em 1450, também a Infanta Dª Leonor de Portugal usufruiu das Águas Santas do Vimeiro, reconhecendo igualmente as suas virtudes. Tamanha foi a notoriedade que, desde então, várias famílias começaram a recorrer a este bem natural para fins de saúde e bem-estar.

A primeira análise físico-química oficial da Água do Vimeiro foi realizada por Charles Lepierre em 1893. Três anos depois, Sua Majestade El-Rei D. Carlos classificou a Água do Vimeiro de águas minero-medicinais.

Em 1949, o Professor Catedrático Herculano de Carvalho apresentou as análises químicas que informavam o consumidor dos minerais presentes em cada litro de Água do Vimeiro.

Inicialmente património dos Frades de Penafirme, a concessão para a exploração das Águas Santas do Vimeiro foi concedida a José Pedro Cardoso, em 1896, por tempo ilimitado.

A 17 de janeiro de 1920, a Empresa de Águas do Vimeiro - EAV, S.A. foi constituída sob a forma de sociedade comercial por quotas, sendo-lhe depois atribuído o registo de concessão de licença de exploração das águas em 1921.

No final da década de 1940, a liderança da empresa por Joaquim Belchior, marcou o lançamento da EAV, S.A. para uma nova fase de desenvolvimento.

Na década de 1940  foi lançada a primeira linha de engarrafamento em vidro da água minero-medicinal do Vimeiro, onde trabalhavam homens e mulheres. Foi lançada também a primeira frota de automóveis comerciais para venda e entrega do produto.

Tendo os efeitos terapêuticos da Água do Vimeiro elevado a água a uma grande notoriedade,deu-se nesta década início à verdadeira atividade comercial da EAV,S.A. . E em 1947 surgiu a primeira campanha de publicidade com o icónico slogan “A saúde está primeiro, beba Água do Vimeiro”.

Os supostos efeitos terapêuticos da Água do Vimeiro levaram a comunidade médica de todo o país a recomendá-la como um bem essencial à saúde. Tal levou a que a EAV, S.A. criasse vários anúncios publicitários onde estas propriedades eram destacadas.

A expansão da marca foi clara, passando a fazer parte dos menus de restaurantes e cafés.

Depois de, em 1977, ter sido construída a nova fábrica, pioneira em Portugal no engarrafamento em PET, o design e formato das garrafas da gama foram apresentadas no mercado com uma imagem mais minimalista e moderna.

Durante a década de 1980, a marca Vimeiro passou a liderar o seu segmento ao entrar nas grandes superfícies de distribuição (Hipermercados, Cash & Carrys, Grupos e Associações de Supermercados).

A EAV, S.A. apostou num forte investimento em marketing e comunicação, sofrendo um rebranding total da imagem que se tinha mantido igual desde a década de 70. Começou então a patrocinar vários eventos desportivos, chegando mesmo a ser destaque nos jogos do EURO 2004, com um anúncio televisivo que passou nos intervalos.

Com um alargamento da gama, respondendo às necessidades dos consumidores, a empresa lançou duas novas águas, Vimeiro Sparkle e Vimeiro Lisa, que vieram a ganhar dois prémios internacionais “Cata de Aguas”, na Feira Internacional de Turismo Termal.

Ao longo desta década, a EAV, S.A. viu reconhecido o seu processo de produção e de qualidade ao receber diversas Certificações de Gestão e Qualidade e de Segurança Alimentar, entre elas a FSSC 22000, a ISO 9001 e a IFS FOOD 6.1. 

Pela primeira vez, em 2015 a marca entrou com a Vimeiro Original nas Feiras do Bebé das insígnias, abrindo assim espaço para as águas nos eventos de puericultura.

Em 2017, foi eleita a melhor marca relação preço-qualidade, uma distinção de mercado reconhecida graças aos inquéritos realizados pela Suiça Icertias.

A Água do Vimeiro surge este ano mais forte e diferenciadora, com uma imagem renovada e associada à história e características únicas que tanto a distinguem.

Realçando ainda mais o equilíbrio mineral da sua água, a marca especializa agora a sua comunicação para segmentos de equilíbrio e bem-estar e para o futuro da alimentação das sociedades com especial destaque para as vantagens da sua propriedade nutritiva para nichos como: atletas, grávidas, mães, bebés e seniores.


[fonte dos dados históricos: sítio da empresa]

4/17/2023

Malhas Famanor

 


Cartaz publicitário de 1974 às malhas Famanor. 

Nas pesquisas efectuadas pouco veio à malha da rede sobre as malhas Famanor. Refere-se a Famanor Fabrica de Malhas do Norte S.A. com sede no Porto, reportada a uma actividade de indústria e comércio de malhas exteriores, mas ainda compra e venda de imóveis, incluindo a revenda dos adquiridos para esse fim, locação de espaços, administração, gestão e promoção imobiliária.

Em resumo, será na essência ainda uma fabrica de malhas? Ou é apenas uma empresa que mudou de actividade, do têxtil para o  imobiliário, e que por algum motivo insondável manteve o nome orioginal da fábrica?

Outra questão que não conseguimos apurar: Na nossa pesquisa, nas informações resultantes sobre a empresa parece haver pontos comuns com outra fábrica similar, pelo que terá alguma relação com as malhas Ameal?

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