2/27/2011

Tabuada de Multiplicar - Livrinho

livrinho da tabuada

A tabuada de multiplicar, uma das bases da aritmética que tão diligentemente se ensinava e aprendia nos meus tempos de escola.

2/26/2011

Primeiro Livro da Infância

 

Hoje trazemos à memória o “Primeiro Livro da Infância”, sitema legográfico de leitura inicial, de autoria de Augusto Gomes de Oliveira, com distribuição por Domingos Barreira - Editor e Livraria Simões Lopes.

O livro em questão é da 12ª edição, do ano de 1939 e estava inserido na Campanha Nacional Contra o Analfabetismo. É um livro muito interessante e bem estruturado, com os passos necessários à aprendizagem da leitura e escrita.

Este exemplar em particular, está muito bem conservado, apesar do amarelado do tempo.

Não deixa de ser curiosa a nota introdutória do autor à edição:

“Mais uma edição; mais um triunfo na gloriosa e extenuante luta em prol da criança. E se é certo que os lucros materiais por nós auferidos têm sido nulos, também, é verdade que, a satisfação moral resultante da nossa obra a favor do ensino é para nós a melhor recompensa.”

Esta mensagem soa de facto a desactualizada, pois hoje em dia o negócio dos livros escolares é tudo menos “…um triunfo na gloriosa e extenuante luta em prol da criança".” Hoje faz-se tudo por lucro e a criança e o ensino em si mesmos são apenas um meio.

Por outro lado, com a actual crise no ensino e na educação, que de modo especial afecta a classe dos professores, pressionados, nada dignificados e muito desautorizados nos aspectos do exercício da disciplina e respeito, estamos em crer que sobra pouca “...satisfação moral”.

Sinais dos tempos. Afinal, passam já mais de 70 anos sobre a edição do livro e de todos quantos por ele aprenderam poucos já estarão entre nós, o que não deixa de ser comovente pensar-se que um velhinho de 78 anos aprendeu as primeiras letras por este belo e intemporal livo.

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2/20/2011

Bandeira de Portugal

 

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(clicar para ampliar)

PORTUGAL

Minha terra, quem me dera
Ser humilde lavrador,
Ter o pão de cada dia,
Ter a graça do senhor!
Cavar-te por minhas mãos,
Com caridade e amor.

Minha terra, quem me dera
Ser um poeta afamado,
Ter a sina de Camões,
Andar em naus embarcado,
Mostrar às outras nações
Portugal alevantado.

 

António Correia de Oliveira


2/17/2011

Fantasma – O Espírito que caminha

 

Completam-se hoje 75 anos (17 de Fevereiro de 1936) que o herói de Banda Desenhada, conhecido e popularizado entre nós como “O Fantasma”, apareceu pela primeira vez,  com publicação, em tiras, no jornal “New Yorker American Journal”, o que passou a fazer-se diariamente.

Em Portugal o herói deu à costa editorial em 1952, quase duas décadas depois, publicado na clássica revista de Banda Desenhada “Condor”. Seria, no entanto, popularizado sobretudo na revista “Mundo de Aventuras”, onde era presença mais ou menos assídua, quase sempre com belas capas do artista Carlos Alberto Silva. Apesar disso, o Fantasma e as suas aventuras encheram páginas de outras conhecidas publicações portuguesas, como o “Jornal do Cuto”, “Audácia”, Heróis Inesquecíveis” e outras mais.

Pessoalmente, temos vários números de várias colecções.

O Fantasma terá sido uma espécie de advento e percursor dos super-heróis “de pijama e collants”, já que a sua característica indumentária foi uma espécie de matriz para futuros heróis, sobretudo do universo da Marvel, realçando o aspecto físico e os movimentos na acção.

O Fantasma, conhecido como “o espírito que caminha” e “o homem que nunca morre”, tinha o palco da sua acção e aventuras numa selva africana, mais ou menos imaginária, chamada de Bengala, e tinha o seu refúgio numa caverna com a entrada em forma de caveira, de resto também a marca do seu famoso anel com que marcava o rosto dos bandidos e fora-da-lei que combatia numa luta interminável, quase sempre ao lado da sua bela namorada Diana Palmer (com a qual chegou a casar), o seu cavalo “Herói”, o seu cão “Diabo” e outros mais.

O Fantasma nasceu da inspiração de Lee Falk, “pai” do não menos famoso mágico do mundo da  Banda Desenhada, “Mandrake” e o desenhador  Sy Barry, que deu continuidade ao trabalho anterior de Ray Moore e Wilson McCoy, terá sido, quanto a nós, o que lhe imprimiu o seu traço mais característico. Na actualidade, rezam as crónicas que o trabalho criativo das tiras diárias do herói está a cargo de Paul Ryan.

O Fantasma é assim muito justamente, um dos muitos heróis fantásticos que povoaram o nosso imaginário de crianças e apesar da provecta idade, que afinal não faz mossa para quem se diz ser “imortal”, continua a sua infindável missão de combater os maus e estar ao serviço dos fracos e oprimidos, mesmo que continue a sua aura de mistério ou não fosse conhecido por Fantasma.

Faz falta um herói destes na selva da nossa sociedade portuguesa e não faltariam criminosos a precisar de ser marcados.

Do nosso espólio, ficam algumas das capas consagradas ao Fantasma.

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- Excelente sítio que nos fala do “Fantasma”


Gago Coutinho

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Passam hoje 142 anos sobre a data de nascimento do almirante Gago Coutinho (17 de Fevereiro de 1869 – Lisboa), uma das figuras emblemáticas da nossa História de Portugal, que, conjuntamente com Sacadura Cabral, realizou o então (1922) enorme feito da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo de um frágil hidrovião, o Lusitânia.

Desconheço se essa é uma façanha ensinada nas escolas actuais, mas no meu tempo sim, no caso através do livro de História de Portugal, da 4ª classe.
Do mesmo livro, e a propósito da data e em memória desses heróis, de modo especial o Gago Coutinho, publico aqui as duas respectivas páginas.

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- Fica aqui o link para um excelente sítio sobre esta figura ímpar da nossa História, repleta de documentos.

2/14/2011

Dia dos Namorados

 

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Hoje é o dia de S. Valentim, Dia dos Namorados.
Entre nós é uma data com poucas ou nenhumas tradições e a sua base importada decorre sobretudo da globalização e interesses comerciais.

A sua implantação em Portugal assume principalmente essa vertente consumista e é relativamente recente. Interessa sobretudo aos restaurantes, perfumarias e floristas, mas não só. Para o comércio, sobretudo grandes superfícies, a par do Carnaval, é um dia interessante e rentável que aparece entre o Natal e a Páscoa já que tem de facto um forte apelo ao consumo, aos jantares ou às prendas mútuas. No meu caso, nada me diz, mesmo que coincida quase com o dia de aniversário da esposa (15 de Fevereiro), esse sim, o nosso Dia dos Namorados.

Outro exemplo de uma tradição importada e imposta pelo comércio é o Dia das Bruxas, o Halloween, entre 31 de Outubro e 1 Novembro e que aos poucos, tal como o Dia dos Namorados, vai encontrando acolhimento sobretudo nos mais novos.

Por outro lado, de um modo geral, hoje em dia o namoro já não é o que era e o termo namorar é um mero eufemismo que só ganha importância neste conceito comercialista. Os actuais namorados na realidade têm uma vivência e comportamento quase em tudo semelhante a um casal formalizado no casamento ou na união de facto, salvo que muitos, aparte a cama que vão partilhando, continuam com a casa, a segunda cama, a mesa e a roupa lavada dos paizinhos que cada vez mais os têm que albergar para lá dos 30.


É verdade que as tradições em si são um elemento dinâmico que reflectem aspectos culturais, sociais ou religiosos, de países e regiões, ou até mesmo de aldeias, e assim é natural que com o tempo se assista a uma variação dos pressupostos, que podem passar por mudanças, extinções ou até aparecimento de novas rotinas que depois adoptam o nome de tradições.
Esta realidade em si não tem nada de surpreendente, porque é evolutiva, mas também é verdade que revela algum empobrecimento das nossas verdadeiras raízes, já que somos expertos a assimilar contextos marcadamente importados quando, pelo contrário, vamos perdendo ou ignorando os verdadeiramente nossos. Ora uma sociedade que desvaloriza ou permite a alteração das suas raízes de forma tão ligeira, não deve ser tomada lá muito em conta.


É o preço da globalização, com todos os prós e contras.


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A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...

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