6/16/2024

Caricas Schutebol - Schweppes

 


Cartaz de promoção à colecção de caricas dos então populares refrigerantes Schweppes, designada de Schutebol Schweppes, referindo-se à época futebolística de 1978/79 e contava com o apoio do Clube do Cromo, na altura uma editora de cromos de futebol.

A colecção era composta por de 56 caricas que incluía 14 jogadores das equipas do F.C. do Porto, Sporting, Benfica e Belenenses.

6/12/2024

Quando os cigarros eram estudados para os desportistas

 




Fumar mata, mas mata mesmo! E mesmo com os sérios avisos e imagens a condizer estampados nas embalagens, continua-se a fumar muito, na filosofia de que "sempre temos que morrer de algum mal". 

Sendo coisa séria, não deixa de nos provocar um sorriso quando vemos o que sobre isto se dizia e publicitava há umas décadas atrás, nomeadamente que o "Benfica" era "um cigarro estudado especialmente para os desportistas". E tanto assim era que se associavam os nomes dos grandes clubes da bola aos cigarros e havia então um campeonato com o Benfica, Porto e Sporting a matar vícios aos respectivos adeptos.

Nunca soube se o meu avô ligava à bola ou de qual destes ou doutros clubes era adepto, mas sei que em determinada altura fumava "Porto", que com frequência me mandava comprar, avulso, na mercearia da aldeia. Perdi a conta às vezes e aos cigarros comprados, mas apesar disso acontecer quando eu teria uns 5 ou 6 anos, ficou-me para sempre na memória.

5/27/2024

Motorizada GT - EFS Super Sachs

 


De um antigo catálgo das motorizadas EFS, o robusto modelo GT. Publicação rara e que resgatei em imagens algures numa pequena oficina de uma terra de Trás-os-Montes.


Quanto à EFS, a ter em conta alguns dados publicados pela web, a marca nasceu em 1911, fundada por Eurico Ferreira de Sucena, com estabelecimento na Borralha, em Àgueda, então como fabricante de de acessórios para bicicletas e para o ciclismo. Anos depois, em 1939, a EFS fabricou as primeiras bicicletas a pedais e posteriormente em 1952 iniciou a produção de bicicletas equipadas com motor.

A década de 1960 foi muito positiva para a marca de Eurico Ferreira de Sucena, com um incremento das encomendas para o mercado interno mas também com o início das exportações dos seus veículos para alguns países europeus, americanos e mesmo asiáticos.

A empresa continuou a crescer nos anos seguintes e em 1974 entrou em laboração uma segunda unidade industrial, localizada em Avelãs de Caminho - Anadia, dando-se simultaneamente a mudança da sede e administração da EFS.

O grosso da produção centrava-se então nos ciclomotores mas em 1978 a empresa dá corpo aos motociclos com a fabricação de uma moto de 125 cm3 equipada com motor Puch, de dois tempos. De resto a empresa não tinha motor de fabrico próprio e os seus modelos eram equipados sobretudo com motores Sachs, Zundapp, Casal, Puch e Kreidler, Cucciolo, Derbi, Minarelli e até mesmo da japonesa Yamaha.

Já na década de 1980, embora ainda com muita venda de ciclomotores, a EFS deparou-se com forte concorrência, nomeadamente de outros países e acabou por entrar em decadência e veio mesmo a encerrar as portas. De resto esta mexida no mercado por essa época afectou muitas empresas do ramo, como a Macal, Casal, Famel e muitas outras que caíram inapelavelmente deixando um rasto de história.

Por sua vez, a metalurgia Casal foi fundada em 1964 por João Francisco do Casal. Foi a maior fábrica de motores nacionais, produzindo motores de diversas cilindradas para diversos fins, incluindo motociclos. A Casal foi a marca portuguesa que atingiu maior notoriedade e chegou a exportou para diversos países.

A Famel, Fábrica de Produtos Metálicos, foi fundada em 1949 na Mourisca, em Águeda, por João Simões Cunha, Augusto Valente de Almeida e Agnelo Simões.

5/24/2024

Philips - Frigoríficos

 

Cartaz publicitário aos frigoríficos da marca Philips - 1941


Por esses tempos, iniício da década de 1940, os frigoríficos já eram correntes mas convenhamos que raros na maioria das casas portugueses. Proporcionalmente aos ordenados ou rendimentos da generailidade das pessoas, seria um equipamento caríssimo, para além de que a rede eléctrica não chegava ainda a muitas terras. Por cá, na aldeia, chegou a electricidade só por volta do final da década de 1950 mas a sua ligação às casas ainda demorou mais. Por conseguinte, frigoríficos ou outros electrodomésticos, nem vê-los, só muito mais tarde. Mesmo a primeira televisão só por 1967 por força da vinda do papa Paulo VI a Fátima, em 13 de Maio desse ano.

Sem frigoríficos, o método de conservação era sobretudo o sal, para o peixe, essencialmente as abundantes sardinhas, e ainda a carne de porco, que era sebado em muitas das casas em ambientes rurais. Galinhas ou um coelho, matavam-se e comiam-se no dia ou seguinte. Carne de vaca ou vitela só mesmo em dia de justificada festa, como cheirinho, e comprada na véspera num dos raros talhos da vila.

Hoje em dia o frigorífico é um dos equipamentos mais utilizados nas nossas casas, mais simples ou sofisticados, em si autênticas despensas, e já não somos capazes de viver sem eles. Basta que a electricidade falhe por umas horas e  fica tudo à nora.

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A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...

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