10/24/2024

Marco Paulo, o adeus

 


A notícia já é conhecida por todo o país. Faleceu o Marco Paulo, essa figura incontornável da musica popular portuguesa, seja lá o que isso for.

Sobre a sua vida e obra pouco importa aqui acrescentar pois nada será novidade, já que por demais conhecidas, pois para além de ser cantor muito popular, teve uma longa ligação à televisão.

Neste momento da sua despedida, mesmo que já previsível face ao seu estado de saúde, verifico que em todos estes anos de blog Santa Nostalgia e entre centenas de artigos e memórias reavivadas, nunca foi dado qualquer destaque a esta figura. Concerteza que também de muitos outros, mas sem dúvida que mereceria um destaque, uma memória.

Não sei se foi por isso, essa falha, mas porventura por nunca ter sido um cantor que colhesse de minha parte um entusiasmo por aí além. Não regateio nem nem lhe retiro a mínima importância e popularidade de que gozou durante várias décadas no nosso panorama musical e de entretenimento, porque a teve, e de resto os números falam por si, mas a todo o seu vasto reportório nunca lhe dei qualquer importância. Talvez pelo seu estilo muito "azeiteiro", muito kitsch, talvez por ter cantado essencialmente covers, trabalhos de terceiros, limitando-se a ser a voz, o que nem foi pouco pois a esse nível era bom e profissional, mas seja como for, passou-me ao lado do apreço puramente artístico.

Apesar disso, foi de facto uma figura e pêras, e deixa um legado musical ao nível da interpretação que tão cedo não será esquecido e, goste-se ou não, deixou temas que serão emblemáticos durante muitos anos, até que passadas algumas gerações deixem de ser lembrados e, como tudo, passem à história, ficando então como meros registos documentais.

Esteja onde estiver, que repouse em paz o Marco Paulo. Teve fama e proveito mas também a sua dose de infortúnios, nomeadamente ao nível de saúde. Continuará, concerteza, a ser recordado e evocado por muito tempo.

[imagem:Fonoteca Municipal do Porto]

10/18/2024

Naquele tempo a tinta era de qualidade

 

Fotografia captada no Sábado passado. Não foi, pois, em 1980. Há tinta que teima resistir ao tempo. Até mesmo o anacrónico Avante vai resistindo, até que se apague.

"A Frente Republicana e Socialista (FRS) foi uma coligação de partidos políticos portugueses formada pelo Partido Socialista (PS), União de Esquerda Socialista Democrática (UEDS) e Acção Social Democrata Independente (ASDI), registada em 1 de Agosto de 1980.[1]

A coligação foi formada tendo em vista as eleições de 1980 para a Assembleia da República, tendo obtido 26,65% dos votos.[2] Foi a reacção à esquerda do centro à união de partidos de centro-direita e de direita representada na Aliança Democrática (AD), que fora formada no ano anterior e vencera as eleições de 1979. Mesmo com a união da esquerda moderada na coligação FRS, a AD voltaria a ganhar nas eleições de 1980."

[fonte: wikipedia]

10/17/2024

E que falta nos faz...

 


Num tempo em que a pretexto de tudo e de nada usamos inglesismos, que falta nos faz a prática da nossa língua mãe. Todavia, pelo que se vai lendo, vendo e ouvindo, já não há volta a dar porque estamos mesmo colonizados.

Exaspera esta falta de amor próprio, mas sempre fomos de engate fácil e vendemo-nos por tão pouco, por tuta e meia.  

10/15/2024

Litografia do Bom Jesus do Monte - Braga

 


Litografia com vista geral do Santuário do Bom Jesus do Monte em Braga. Dimensões de 58 x 44 cm. Será da década de 1930. Das pesquisas feitas não consegui descortinar o autor. Há versões com a indicação de impressão na Lito Ignis - Porto e na Lito Minho - Braga.

Há uma outra versão (vista abaixo) muito similar mas com mais largura e será da mesma época.

10/07/2024

Ajax, que não o de Amesterdão

 


Já aqui falamos desta emblemática marca de detergente de uso doméstico, o Ajax. Em resumo,  esta marca ainda existe e faz parte da habitual panóplia de artigos de limpeza de qualquer casa (para pavimentos, louças sanitárias e vidraças), mas a sua longa história e popularidade merecem uma referência especial.

Para além da qualidade que lhe é reconhecida nos produtos actuais, e que já nesses tempos apregoava a tripla acção proporcionada pelos grânulos brancos, azuis e verdes, na variedade de detergente para a roupa, este produto, creio que ainda é propriedade da Colgate-Palmolive, tendo sido lançado por 1947, tornou-se popular pela forte publicidade que com frequência passava na rádio e TV para além de ser presença habitual em jornais e revistas.

9/23/2024

Petróleo Químico Nally (na cabeça do Salazar)


Cartaz publicitário de meados da década de 1930 ao Petróleo Químico Nally.


O produto era anunciado como "contra a queda do cabelo", mas convenhamos que as designações "petróleo" e "químico" fazem tocar os sinos de alerta  porque coisas que em princípio não devem servir para besuntar a cabeça. Provavelmente o efeito seria o contrário do anunciado, ou talvez não.

Mas então era assim e parece que o produtor era famoso a ponto de ter como clientes o António Olivera Salazar e antes dele a raínha D. Amélia, aquando no exílio.

Este era um dos vários produtos da Nally, fábrica de cosméticos criada nos anos 30, em plena Lisboa, no Campo Grande, tendo mudado em 2009 para o Carregado - Alenquer, onde continuou a fabricar produtos para marcas internacionais e relançou a famosa marca Benamôr (esta criada por um grupo de farmacêuticos no ano de 1925). 

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A revista " Seara Nova " foi fundada em Lisboa em 1921 por iniciativa de Raúl Proença e de um grupo de intelectuais republicanos. ...

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