9/03/2009

Notas portuguesas antigas

 Desde 1 de Janeiro de 2002 que Portugal, como membro de pleno direito da Comunidade Europeia desde 1986, está integrado no chamado sistema de moeda única europeia, ou Zona Euro. Por conseguinte, a nossa moeda é o Euro, o que na actualidade vigora em 16 dos 27 países membros. Com o alargamento da União, os novos Estado-Membros estão em fase de preparação para a entrada no sistema, o que só acontecerá quando reunirem os critérios.

Todos sabemos do conjunto de dificuldades de adaptação ao novo dinheiro, bem como a curiosidade que na altura despertou. A curiosidade passou, é certo, mas as dificuldades, principalmente de conversão, ainda fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas, de modo especial dos idosos. Actualmente, de um modo geral, já estamos mais ou menos familiarizados com o sistema, mas de facto foi uma etapa marcante para todos os portugueses e obviamente para a população dos Estados que aderiram ao sistema.

Serve esta introdução para trazer à memória as já chamadas notas antigas portuguesas. Algumas dessas notas só saíram de circulação há pouco mais de sete anos, é verdade, mas parece que já foi há uma eternidade. Outras, porém, foram saindo de circulação há muito mais tempo mas muitas delas, principalmente a que nos passaram pelas mãos ou pelos olhos, estão ainda bem vivas na nossa memória ou até nalgumas colecções.

Ficam, pois, aqui estampadas, pelo menos as notas de que tenho memória, faltando, obviamente uma ou outra. Acresce que aquela que mais me marcou foi a de 1000 escudos com a efígie de D. Maria II, pois com ela traduziu-se o pagamento do meu primeiro ordenado acrescido de algumas horas extraordinárias. Depois, claro, outras inesquecíveis, como a “verdinha” de 20 escudos com o Santo António, a “encarnada” de 50 escudos com a Rainha Santa Isabel, a azul de 100 escudos com o Camilo Castelo Branco e, afinal, todas as demais.
As datas de entrada e retirada de circulação foram obtidas no sítio do Banco de Portugal.

20 escudos d antonio luiz menezes santa nostalgia

20 escudos – D. António de Luiz Menezes
Entrada em circulação: 26-01-1962
Retirada de circulação: 30-06-1978

20 escudos santo antonio santa nostalgia

20 escudos – Santo António
Entrada em circulação: 27-01-1965
Retirada de circulação: 30-05-1986

 20 escudos almirante gago coutinho santa nostalgia

20 escudos – Almirante Gago Coutinho
Entrada em circulação: 21-12-1978
Retirada de circulação: 30-05-1986

 20 escudos garcia da horta santa nostalgia

20 escudos – Garcia de Horta
Entrada em circulação: 31-10-1977
Retirada de circulação: 30-05-1986

50 escudos fontes pereira de melo santa nostalgia

50 escudos – Fontes Pereira de Melo
Entrada em circulação: 05-05-1961
Retirada de circulação: 31-12-1978

 50 escudos rainha santa isabel santa nostalgia

50 escudos – Raínha Santa Isabel
Entrada em circulação: 03-07-1965
Retirada de circulação: 30-06-1987

 50 escudos infanta d maria santa nostalgia

50 escudos – Infanta D. Maria
Entrada em circulação: 14-05-1979
Retirada de circulação: 30-06-1986

100 escudos pedro nunes 1947_1957

100 escudos – Pedro Nunes
Entrada em circulação: 29-05-1963
Retirada de circulação: 21-12-1978

 100 escudos camilo castelo branco santa nostalgia

100 escudos – Camilo Castelo Branco
Entrada em circulação: 09-05-1968
Retirada de circulação: 31-03-1987

 100 escudos bocage santa nostalgia

100 escudos – Bocage
Entrada em circulação: 19-02-1981
Retirada de circulação: 31-05-1990

 100 escudos fernando pessoa santa nostalgia

100 escudos – Fernando Pessoa
Entrada em circulação: 26-08-1987
Retirada de circulação: 31-01-1992

 500 escudos d joao ii santa nostalgia

500 escudos – D. João II
Entrada em circulação: 04-11-1966
Retirada de circulação: 29-01-1988

 500 escudos francisco sanches santa nostalgia

500 escudos – Francisco Sanches
Entrada em circulação: 14-04-1982
Retirada de circulação: 31-05-1990

500 escudos joao de barros santa nostalgia

500 escudos – João de Barros
Entrada em circulação: 17-09-1997
Retirada de circulação: 28-02-2002

 500 escudos mouzinho da silveira santa nostalgia

500 escudos – Mouzinho da Silveira
Entrada em circulação: 21-11-1988
Retirada de circulação: 30-04-1998

1000 escudos d filipa de lencastre santa nostalgia

1000 escudos – D. Filipa de Lencastre
Entrada em circulação: 23-05-1962
Retirada de circulação: 30-06-1979

 1000 escudos d dinis santa nostalgia

1000 escudos – D. Dinis
Entrada em circulação: 17-12-1965
Retirada de circulação: 31-08-1967

1000 escudos d maria ii santa nostalgia

1000 escudos – D. Maria II
Entrada em circulação: 05-06-1967
Retirada de circulação: 30-01-1987

 1000 escudos d pedro v santa nostalgia

1000 escudos – D. Pedro V
Entrada em circulação: 15-11-1979
Retirada de circulação: 31-10-1991

 1000 escudos teofilo braga santa nostalgia

1000 escudos – Teófilo Braga
Entrada em circulação: 04-08-1988
Retirada de circulação: 31-12-1997

1000 escudos pedro alvares cabral santa nostalgia

1000 escudos – Pedro Álvares Cabral
Entrada em circulação: 22-10-1996
Retirada de circulação: 28-02-2002

2000 escudos bartolomeu dias santa nostalgia

2000 escudos – Bartolomeu Dias
Entrada em circulação: 23-10-1991
Retirada de circulação: 31-12-1997

2000 escudos bartolomeu dias 2 santa nostalgia

2000 escudos – Bartolomeu Dias
Entrada em circulação: 15-02-1996
Retirada de circulação: 28-02-2002

 5000 escudos antonio sergio santa nostalgia

5000 escudos – António Sérgio
Entrada em circulação: 15-02-1996
Retirada de circulação: 28-02-2002

5000 escudos antero de quental santa nostalgia

5000 escudos – Antero de Quental
Entrada em circulação: 30-03-1989
Retirada de circulação: 31-12-1997

5000 escudos vasco da gama santa nostalgia

5000 escudos – Vasco da Gama
Entrada em circulação: 15-02-1996
Retirada de circulação: 28-02-2002

10000 escudos dr egas moniz santa nostalgia

10000 escudos – Prof. Dr. Egas Moniz
Entrada em circulação: 02-10-1989
Retirada de circulação: 31-12-1997

10000 escudos infante d henrique santa nostalgia

10000 escudos – Infante D. Henrique
Entrada em circulação: 22-10-1996
Retirada de circulação: 28-02-2002

9/01/2009

Vestuário - roupas dos anos 60 - 12

Já estamos em pleno mês de Setembro pelo que as férias já terminaram para a maior parte dos portugueses. Os longos dias já estão a encolher a olhos vistos pelo que será com naturalidade que o tempo vai ficar menos quente e em breve começará a apetecer usar roupa mais fechada.
É certo que ainda ontem esteve bastante quente, com o alerta máximo activo para vários distritos e os incêndios criminosos a castigar sobretudo o distrito da Guarda, por onde passei há dias, mas hoje, pelo menos por aqui, o primeiro dia de Setembro começou com chuva e está nitidamente mais fresco.
Neste contexto, como sinal de últimos dias de praia e de férias, já só para alguns, publico hoje alguns modelos de roupas dos anos 60 indicados para o ar livre e tempo de praia. Nostalgia do tempo e dos tempos.

vestuario roupas anos 60 sn 12_01

vestuario roupas anos 60 sn 12_02

8/30/2009

Espelhos meus - Repost

 

santa nostalgia espelhos de bolso luso

Hoje em dia, quanto aos homens, estão na moda os cabelos desalinhados, eriçados, amassados, engasgados e tudo o mais que signifique despreocupação quanto ao look. Houve, porém, um tempo em que um macho que se prezasse, gostava de exibir uma cabeleira devidamente penteada, pelo que, tal como as senhoras, era frequente trazerem consigo um pequeno espelho de bolso o qual era utilizado em qualquer ocasião, com maior ou menor formalismo.

Actualmente quase toda a gente anda de automóvel e beneficia do seu conforto, mas noutros tempos o uso da bicicleta, da moto e da motorizada, era a regra e como tal era necessário dar uma arranjadela aos cabelos desalinhados pelo vento e até pelo uso do incómodo capacete.

Ora um dos modelos desses espelhos de bolso, era produzido em Espinho pela fábrica Luso - Celuloide, fundada em 1944 pelos irmãos Artur Henriques e Afonso Henriques, inicialmente dedicada a bijuteria e quinquilharias e posteriormente alargada aos brinquedos. Um pouco mais tarde, já nos anos 50, o sócio Afonso Henriques separa-se e funda a também fábrica de brinquedos Hércules. O irmão Artur fica com a Luso mas esta, talvez por acordo, muda de nome, dando lugar à conhecida marca de brinquedos Osul (Luso lido ao contrário). Entre os brinquedos mais conhecidos e apreciados desta marca, bem como da Metosul, criada posteriormente nos anos 60 e que duraria até aos anos 80, destacam-se os modelos de camiões e automóveis, actualmente valiosos objectos de colecção e até de museu.

Os espelhos em questão, que creio serem dos anos 50, a ter em conta algumas equipas representadas, são circulares, com 58 mm de diâmetro. Numa face, o espelho; Na outra, eram representados alguns clubes de então, nomeadamente o SL Benfica, o Sporting e o FC do Porto com um grafismo que incluía o nome do clube, o emblema e um jogador devidamente equipado, como aliás se pode ver pela imagem acima.

Hoje estes espelhos são relativamente raros e muito procurados por coleccionadores, sendo que o principal interesse reside na particularidade do tema, o futebol.

 

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Lua - Quarto Crescente de Agosto

lua quarto crescente agosto sn 01

Um mês depois, voltei a fotografar a Lua na sua fase de Quarto Crescente.

A principal diferença, relativamente às fotografias obtidas em finais de Julho, reside essencialmente no ângulo da zona iluminada o que pode ser verificado por comparação..

Por outro lado, obtive uma segunda fotografia com o uso de flash o que foi suficiente para lhe dar uma tonalidade mais laranja.

Lua em 27 de Julho

Lua em 31 de Julho

lua quarto crescente agosto sn 02

8/29/2009

Ovelha tresmalhada

 

Eu sei que hoje em dia os gostos estão muito massificados e correntemente gostamos das mesmas coisas que a maioria das pessoas gosta, seja naquilo que comemos, vestimos, calçamos mas também até nos aspectos culturais, do desporto, do entretenimento e do lazer.
Não admira, pois, que nesta altura do ano, marcada pelas férias de grande parte da nossa população, os destinos preferidos desta continuem a ser as zonas de praia, no litoral, de modo especial na costa algarvia.
No estrangeiro estão também muito massificados os chamados supermercados do turismo, nas zonas das Caraíbas e México, como Punta Cana, Cancun e outros.
Somos, assim, ovelhas de um enorme rebanho que seguem instintivamente na cola do rabo de outras, rumando a pastos comuns, abanando os mesmos chocalhos.


Pode ser um terrível defeito, mas nunca gostei de alinhar por essa maioria pelo que neste período fujo do litoral como o diabo da cruz. Põem-me doente as estradas cheias de carros apressados, os estacionamentos atafulhados e as praias apinhadas de pessoas que, contudo, cada uma por si, age como se estivesse isolada no seu cantinho, na sua casa, seja na forma de se exibir, de comer, conversar, jogar a bola, fazer (quase) sexo, enfim, perturbar os outros a cada instante e em cada momento.

Neste sentido, adoro a praia em Dezembro ou em Janeiro, fria e ventosa, mas deserta, sem o tal rebanho massificado. Para a frequentar prefiro o gorro e o cachecol ao calção. As poucas vezes que faço praia resulta do sentido de sacrifício pelos filhos.


Como opção a estes lugares onde toda a gente vai, escolho sempre destinos no interior do nosso belo Portugal. Desta feita, depois de Chaves - Trás-os-Montes, no ano passado, optei pela região da Guarda, a cidade mais alta do país (1056 m). Fiquei por uns dias num excelente hotel, localizado mesmo à saída da A25,  e aproveitei o tempo para visitar não só a cidade, onde de resto já havia estado há anos, mas sobretudo para fazer uma série de percursos repletos de história e cultura, nomeadamente o circuito das aldeias históricas.

Assim, para além da cidade da Guarda, com destaque para a Sé Catedral, a Torre de Menagem, a Torre dos Ferreiros e toda a zona histórica envolvente, incluindo o Museu da Guarda, Igreja da Misericórdia, etc, visitei com alguma calma a judaica Belmonte, a granítica Sortelha, Sabugal, aos pés do rio Côa, Alfaiates, Almeida e Castelo Bom. No primeiro dia, à vinda para a Guarda, já tinha feito paragens em Penalva do Castelo, incluindo na Casa da Ínsua, um belo palacete rodeado de belos jardins.

Depois, no regresso a casa, visitei a bela Linhares com o seu castelo de duas torres e o casario encastrado nos penedos e ainda  Vouzela (onde almocei naquinhos de vitela solteira de Lafões, na localidade de Cambra), passagem pelas Termas de S. Pedro do Sul (bem conhecida de outras visitas) e percurso final subindo a Serra da Freita, por S. Crístovão de Lafões (mosteiro da Ordem de Cister), Santa Cruz de Trapa (solar dos Malafaias) e por Manhouce (cantado por Isabel Silvestre), onde, à sombra da sua ponte romana,  me refresquei nas águas cantantes do límpido rio Teixeira seguindo-se o resto da subida até Albergaria da Serra - Arouca, onde o rio Caima se despenha na majestosa Mizarela. Depois, finalmente, um salto final até casa, já não muito longe.

Para muitos, admito,  seria um calvário percorrido em quase 800 Km, por vales, serras e planaltos, mas para mim e para quem me acompanhou, foram alguns dias repletos de coisas boas: história, cultura, paisagem, gastronomia (cabrito, javali, vitela de lafões, vitela arouquesa, doces regionais e conventuais) e contacto com gente ainda pura, como a velhinha de quase 90 anos, em Sortelha, tecendo cestinhos de junco ou do não menos velhinho de Alfaiates que se dignou servir de guia.

Para finalizar e servir de simples testemunho, de seguida ficam algumas das centenas de fotografias que colhi.

 

(clicar nas imagens para ampliar)

casa da insua sn 01

Penalva do Castelo -Casa da Ínsua

casa da insua sn 02

Penalva do Castelo -Casa da Ínsua

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Guarda - Sé Catedral - vista norte

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Guarda - Sé Catedral - vista sul

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Guarda - Sé Catedral - pormenor interior

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Belmonte - castelo

belmonte sn 02

Belmonte - Igreja de S. Tiago

belmonte sn 03

Belmonte - Vista do castelo

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Sortelha - castelo

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Sortelha - casario

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Sabugal - castelo

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Sabugal - interior do castelo

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Sabugal - vista do castelo

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Alfaiates - castelo

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Alfaiates - igreja da Misericórdia

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Almeida - vista parcial

linhares sn 01

Linhares - castelo

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Linhares - vista do castelo

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Vouzela - ponte romana sobre o rio Zela

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Vouzela - igreja matriz - Nª Sª Assunção - estilo românico

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Serra da Freita - rio Caima - frecha da Mizarela

 

 

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8/25/2009

Clubes de Portugal - Caderneta de cromos de futebol - Época 78/79

clubes de portugal cromos sn 01

A caderneta de cromos de futebol CLUBES DE PORTUGAL, uma edição de Acílio Ascenção Silva, referente à época 78/79, é uma das muitas colecções feitas por mim e pelo meu irmão mais velho. As carteirinhas eram compradas a meias numa das mercearias da aldeia.

A caderneta é composta por um total de 192 cromos, sendo cada uma das 16 equipas representadas com 11 jogadores, em pose de corpo inteiro e um cromo com a equipa em formação clássica.

A capa tem um grafismo simples mas interessante, reproduzindo uma imagem de acção de um jogo entre o V. Setúbal e o Benfica, precisamente no Estádio do Bonfim. Na imagem, em primeiro plano, talvez na sequência da marcação de um canto ou de um livre,  reconhece-se o defesa do Benfica, Alhinho num ombro-a-ombro com um jogador dos sadinos. Mirobaldo, Narciso ou outro? Por mim vou no Mirobaldo.

A caderneta tem as dimensões de 215 x 297 mm. Uma das curiosidades da caderneta, caso único por mim conhecido, é o facto do último cromo de cada equipa ser colado numa disposição horizontal, no canto inferior direito. Há quem entenda que tal situação resulta de um erro de maquetagem. Acho que não, até porque a maquetagem poderia facilmente ser corrigida antes de serem impressas as cadernetas. Penso que a disposição tem um objectivo de equilíbrio com o cromo da equipa em formação, colado na parte superior direita. Seja como for, considero-a uma disposição pouco feliz mas sob um ponto de vista de coleccionismo apresenta características únicas.

A caderneta é relativamente rara e pela suas características globais tem alguns aspectos herdados dos cromos de caramelos.

Relativamente à época em questão, a equipa do F.C. do Porto surge representada em primeiro lugar já que havia vencido o campeonato na época anterior (77/78), depois do tal jejum de 18 anos, uma vez que tinha vencido pela última vez em 58/59. Depois da vitória em 77/78, com os mesmos pontos (51) do S.L. Benfica, o F.C. Porto, então treinado pelo carismático José Maria Pedroto, venceu o campeonato da época seguinte. O tri-campeonato foi-lhe roubado pelo Sporting C.P.

 

clubes de portugal cromos sn 02

clubes de portugal cromos sn 03

clubes de portugal cromos sn 04

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8/24/2009

Cruzada - Revista Eucarística


 cruzada julho 1965 sn

cruzada abril 1990 sn

cruzada maio 1998 sn

cruzada julho 2001 sn

cruzada maio 2007 sn

cruzada maio 2008 sn

cruzada janeiro 2009 sn

cruzada maio 2009 sn

Este artigo foi motivado pela capa da edição de Julho de 1965 da revista CRUZADA (imagem de cima), onde é retratado o Papa Paulo VI. Com ela veio-me à memória a sua visita a Portugal e ao Santuário de Fátima, em 13 de Maio de 1967, por ocasião do 50º aniversário sobre a data das aparições.
Na altura o evento mereceu a transmissão em directo pela RTP, a preto-e-branco, um marco histórico para a televisão portuguesa. Desde a saída de Roma, a aterragem em Monte Real e a chegada ao santuário, com passagem por Leiria, o acontecimento mereceu por parte da jovem estação de televisão (10 anos) um envolvimento grandioso para a época, com 150 profissionais, 6 carros de reportagem, 5 equipas e 19 câmaras (10 em Fátima) e dois helicópteros. A RTP teve a ajuda de meios técnicos emprestados pelas televisões italiana, francesa e espanhola. A visita mereceu ainda 5 horas de transmissão pela rede da Eurovisão. Os Estados Unidos, Canadá, México e Brasil também receberam imagens deste acontecimento.
Lembro-me que o meu avô materno era das poucas pessoas da freguesia a terem um televisor pelo que toda a gente da aldeia apinhou-se defronte do aparelho Telefunken que foi colocado à porta da sala, virado para o exterior. Era uma autêntica plateia digna de uma sala de espectáculos. Meu Deus, quanto tempo já passou...

Quanto à revista CRUZADA:

Fundada em 1930, é uma revista mensal, ilustrada, com 32 páginas. Tem como finalidade principal a difusão da doutrina da Igreja Católica, na fidelidade aos ensinamentos do Magistério, e o incremento e evangelização da piedade popular.
Pensada, inicialmente, para as crianças e jovens, acabou por fazer sucesso junto de leitores de todas as idades. A confirmá-lo está a tiragem mensal (90.000 exemplares), que faz desta revista um dos órgãos de comunicação da Igreja Católica em Portugal com maior difusão. Está presente junto dos emigrantes portugueses, tendo assinantes em 82 países.
Mantém desde há longos anos uma secção mensal – Testemunhos Vivos – destinada a publicar cartas de leitores que testemunham o poder da fé e da confiança em Deus, nas mais diversas e, por vezes, dramáticas circunstâncias.
Outra secção mensal intitula-se Perguntas com Resposta e destina-se a esclarecer dúvidas, no âmbito da fé, da moral e da religião, na fidelidade ao Magistério da Igreja Católica.


(fonte: AO)

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