Todos sabemos do conjunto de dificuldades de adaptação ao novo dinheiro, bem como a curiosidade que na altura despertou. A curiosidade passou, é certo, mas as dificuldades, principalmente de conversão, ainda fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas, de modo especial dos idosos. Actualmente, de um modo geral, já estamos mais ou menos familiarizados com o sistema, mas de facto foi uma etapa marcante para todos os portugueses e obviamente para a população dos Estados que aderiram ao sistema.
9/03/2009
Notas portuguesas antigas
Todos sabemos do conjunto de dificuldades de adaptação ao novo dinheiro, bem como a curiosidade que na altura despertou. A curiosidade passou, é certo, mas as dificuldades, principalmente de conversão, ainda fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas, de modo especial dos idosos. Actualmente, de um modo geral, já estamos mais ou menos familiarizados com o sistema, mas de facto foi uma etapa marcante para todos os portugueses e obviamente para a população dos Estados que aderiram ao sistema.
9/01/2009
Vestuário - roupas dos anos 60 - 12
8/30/2009
Espelhos meus - Repost
Hoje em dia, quanto aos homens, estão na moda os cabelos desalinhados, eriçados, amassados, engasgados e tudo o mais que signifique despreocupação quanto ao look. Houve, porém, um tempo em que um macho que se prezasse, gostava de exibir uma cabeleira devidamente penteada, pelo que, tal como as senhoras, era frequente trazerem consigo um pequeno espelho de bolso o qual era utilizado em qualquer ocasião, com maior ou menor formalismo.
Actualmente quase toda a gente anda de automóvel e beneficia do seu conforto, mas noutros tempos o uso da bicicleta, da moto e da motorizada, era a regra e como tal era necessário dar uma arranjadela aos cabelos desalinhados pelo vento e até pelo uso do incómodo capacete.
Ora um dos modelos desses espelhos de bolso, era produzido em Espinho pela fábrica Luso - Celuloide, fundada em 1944 pelos irmãos Artur Henriques e Afonso Henriques, inicialmente dedicada a bijuteria e quinquilharias e posteriormente alargada aos brinquedos. Um pouco mais tarde, já nos anos 50, o sócio Afonso Henriques separa-se e funda a também fábrica de brinquedos Hércules. O irmão Artur fica com a Luso mas esta, talvez por acordo, muda de nome, dando lugar à conhecida marca de brinquedos Osul (Luso lido ao contrário). Entre os brinquedos mais conhecidos e apreciados desta marca, bem como da Metosul, criada posteriormente nos anos 60 e que duraria até aos anos 80, destacam-se os modelos de camiões e automóveis, actualmente valiosos objectos de colecção e até de museu.
Os espelhos em questão, que creio serem dos anos 50, a ter em conta algumas equipas representadas, são circulares, com 58 mm de diâmetro. Numa face, o espelho; Na outra, eram representados alguns clubes de então, nomeadamente o SL Benfica, o Sporting e o FC do Porto com um grafismo que incluía o nome do clube, o emblema e um jogador devidamente equipado, como aliás se pode ver pela imagem acima.
Hoje estes espelhos são relativamente raros e muito procurados por coleccionadores, sendo que o principal interesse reside na particularidade do tema, o futebol.
Lua - Quarto Crescente de Agosto
Um mês depois, voltei a fotografar a Lua na sua fase de Quarto Crescente.
A principal diferença, relativamente às fotografias obtidas em finais de Julho, reside essencialmente no ângulo da zona iluminada o que pode ser verificado por comparação..
Por outro lado, obtive uma segunda fotografia com o uso de flash o que foi suficiente para lhe dar uma tonalidade mais laranja.
8/29/2009
Ovelha tresmalhada
Eu sei que hoje em dia os gostos estão muito massificados e correntemente gostamos das mesmas coisas que a maioria das pessoas gosta, seja naquilo que comemos, vestimos, calçamos mas também até nos aspectos culturais, do desporto, do entretenimento e do lazer.
Não admira, pois, que nesta altura do ano, marcada pelas férias de grande parte da nossa população, os destinos preferidos desta continuem a ser as zonas de praia, no litoral, de modo especial na costa algarvia.
No estrangeiro estão também muito massificados os chamados supermercados do turismo, nas zonas das Caraíbas e México, como Punta Cana, Cancun e outros.
Somos, assim, ovelhas de um enorme rebanho que seguem instintivamente na cola do rabo de outras, rumando a pastos comuns, abanando os mesmos chocalhos.
Pode ser um terrível defeito, mas nunca gostei de alinhar por essa maioria pelo que neste período fujo do litoral como o diabo da cruz. Põem-me doente as estradas cheias de carros apressados, os estacionamentos atafulhados e as praias apinhadas de pessoas que, contudo, cada uma por si, age como se estivesse isolada no seu cantinho, na sua casa, seja na forma de se exibir, de comer, conversar, jogar a bola, fazer (quase) sexo, enfim, perturbar os outros a cada instante e em cada momento.
Neste sentido, adoro a praia em Dezembro ou em Janeiro, fria e ventosa, mas deserta, sem o tal rebanho massificado. Para a frequentar prefiro o gorro e o cachecol ao calção. As poucas vezes que faço praia resulta do sentido de sacrifício pelos filhos.
Como opção a estes lugares onde toda a gente vai, escolho sempre destinos no interior do nosso belo Portugal. Desta feita, depois de Chaves - Trás-os-Montes, no ano passado, optei pela região da Guarda, a cidade mais alta do país (1056 m). Fiquei por uns dias num excelente hotel, localizado mesmo à saída da A25, e aproveitei o tempo para visitar não só a cidade, onde de resto já havia estado há anos, mas sobretudo para fazer uma série de percursos repletos de história e cultura, nomeadamente o circuito das aldeias históricas.
Assim, para além da cidade da Guarda, com destaque para a Sé Catedral, a Torre de Menagem, a Torre dos Ferreiros e toda a zona histórica envolvente, incluindo o Museu da Guarda, Igreja da Misericórdia, etc, visitei com alguma calma a judaica Belmonte, a granítica Sortelha, Sabugal, aos pés do rio Côa, Alfaiates, Almeida e Castelo Bom. No primeiro dia, à vinda para a Guarda, já tinha feito paragens em Penalva do Castelo, incluindo na Casa da Ínsua, um belo palacete rodeado de belos jardins.
Depois, no regresso a casa, visitei a bela Linhares com o seu castelo de duas torres e o casario encastrado nos penedos e ainda Vouzela (onde almocei naquinhos de vitela solteira de Lafões, na localidade de Cambra), passagem pelas Termas de S. Pedro do Sul (bem conhecida de outras visitas) e percurso final subindo a Serra da Freita, por S. Crístovão de Lafões (mosteiro da Ordem de Cister), Santa Cruz de Trapa (solar dos Malafaias) e por Manhouce (cantado por Isabel Silvestre), onde, à sombra da sua ponte romana, me refresquei nas águas cantantes do límpido rio Teixeira seguindo-se o resto da subida até Albergaria da Serra - Arouca, onde o rio Caima se despenha na majestosa Mizarela. Depois, finalmente, um salto final até casa, já não muito longe.
Para muitos, admito, seria um calvário percorrido em quase 800 Km, por vales, serras e planaltos, mas para mim e para quem me acompanhou, foram alguns dias repletos de coisas boas: história, cultura, paisagem, gastronomia (cabrito, javali, vitela de lafões, vitela arouquesa, doces regionais e conventuais) e contacto com gente ainda pura, como a velhinha de quase 90 anos, em Sortelha, tecendo cestinhos de junco ou do não menos velhinho de Alfaiates que se dignou servir de guia.
Para finalizar e servir de simples testemunho, de seguida ficam algumas das centenas de fotografias que colhi.
(clicar nas imagens para ampliar)
Penalva do Castelo -Casa da Ínsua
Penalva do Castelo -Casa da Ínsua
Guarda - Sé Catedral - vista norte
Guarda - Sé Catedral - vista sul
Guarda - Sé Catedral - pormenor interior
Belmonte - castelo
Belmonte - Igreja de S. Tiago
Belmonte - Vista do castelo
Sortelha - castelo
Sortelha - casario
Sabugal - castelo
Sabugal - interior do castelo
Sabugal - vista do castelo
Alfaiates - castelo
Alfaiates - igreja da Misericórdia
Almeida - vista parcial
Linhares - castelo
Linhares - vista do castelo
Vouzela - ponte romana sobre o rio Zela
Vouzela - igreja matriz - Nª Sª Assunção - estilo românico
Serra da Freita - rio Caima - frecha da Mizarela
8/25/2009
Clubes de Portugal - Caderneta de cromos de futebol - Época 78/79
A caderneta de cromos de futebol CLUBES DE PORTUGAL, uma edição de Acílio Ascenção Silva, referente à época 78/79, é uma das muitas colecções feitas por mim e pelo meu irmão mais velho. As carteirinhas eram compradas a meias numa das mercearias da aldeia.
A caderneta é composta por um total de 192 cromos, sendo cada uma das 16 equipas representadas com 11 jogadores, em pose de corpo inteiro e um cromo com a equipa em formação clássica.
A capa tem um grafismo simples mas interessante, reproduzindo uma imagem de acção de um jogo entre o V. Setúbal e o Benfica, precisamente no Estádio do Bonfim. Na imagem, em primeiro plano, talvez na sequência da marcação de um canto ou de um livre, reconhece-se o defesa do Benfica, Alhinho num ombro-a-ombro com um jogador dos sadinos. Mirobaldo, Narciso ou outro? Por mim vou no Mirobaldo.
A caderneta tem as dimensões de 215 x 297 mm. Uma das curiosidades da caderneta, caso único por mim conhecido, é o facto do último cromo de cada equipa ser colado numa disposição horizontal, no canto inferior direito. Há quem entenda que tal situação resulta de um erro de maquetagem. Acho que não, até porque a maquetagem poderia facilmente ser corrigida antes de serem impressas as cadernetas. Penso que a disposição tem um objectivo de equilíbrio com o cromo da equipa em formação, colado na parte superior direita. Seja como for, considero-a uma disposição pouco feliz mas sob um ponto de vista de coleccionismo apresenta características únicas.
A caderneta é relativamente rara e pela suas características globais tem alguns aspectos herdados dos cromos de caramelos.
Relativamente à época em questão, a equipa do F.C. do Porto surge representada em primeiro lugar já que havia vencido o campeonato na época anterior (77/78), depois do tal jejum de 18 anos, uma vez que tinha vencido pela última vez em 58/59. Depois da vitória em 77/78, com os mesmos pontos (51) do S.L. Benfica, o F.C. Porto, então treinado pelo carismático José Maria Pedroto, venceu o campeonato da época seguinte. O tri-campeonato foi-lhe roubado pelo Sporting C.P.
8/24/2009
Cruzada - Revista Eucarística
Pensada, inicialmente, para as crianças e jovens, acabou por fazer sucesso junto de leitores de todas as idades. A confirmá-lo está a tiragem mensal (90.000 exemplares), que faz desta revista um dos órgãos de comunicação da Igreja Católica em Portugal com maior difusão. Está presente junto dos emigrantes portugueses, tendo assinantes em 82 países.
Mantém desde há longos anos uma secção mensal – Testemunhos Vivos – destinada a publicar cartas de leitores que testemunham o poder da fé e da confiança em Deus, nas mais diversas e, por vezes, dramáticas circunstâncias.
Outra secção mensal intitula-se Perguntas com Resposta e destina-se a esclarecer dúvidas, no âmbito da fé, da moral e da religião, na fidelidade ao Magistério da Igreja Católica.
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