3/07/2010

Livros de religião da escola primária

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Hoje trago à memória os meus livros de religião da escola primária; Quatro livros, um por cada classe.
Ambos os livros são homogéneos quanto ao formato, 167 x 115 mm. Os livros da 1ª e 2ª classes têm 32 páginas cada, o da 3ª classe, 56 e o da 4ª classe 64.
Esta série foi editada pelo Secretariado Nacional da Catequese. O livro da 1ª classe foi editado no ano de 1962, o da 2ª classe em 1963, o da 3ª classe em 1964 e o da 4ª classe em 1965.

Todos os quatro livros apresentam belos desenhos a cores de Baptista Mendes, um conhecido ilustrador, sobretudo do universo da Banda Desenhada. Excepto o livro da 1ª classe, exclusivamente ilustrado com desenhos, os restantes 3 livros apresentam também fotografias.
Tenho um carinho especial por estes quatro livrinhos porque fazem parte do universo de memórias da minha infância e certamente de muitos portugueses.

Estes livros apesar de serem orientadores das aulas de religião e moral no Ensino Primário Elementar, no fundo eram uma repetição de matérias e conhecimentos já adquiridos na Catequese e pelos catecismos. Por isso estes quatro livrinhos não deixam de ser catecismos.
Nesses tempos, o ensino da doutrina católica e sobretudo dos valores e deveres cívicos e morais (transversal à religião) tinham muita importância na educação. Hoje em dia, para o bem e para o mal, é o que se sabe; Em nome da liberdade religiosa e dos princípios da laicidade do Estado, as aulas de moral e religião católica deixaram de ser obrigatórias e apenas facultativas, e não tardará que sejam proibidas. 

O crucifixo, herança de uma Europa que cresceu e se desenvolveu durante séculos pelos valores por ele simbolizado, afinal os valores do Evangelho, estão, a modos de motivo de vergonha e renúncia cultural, a ser retirados das salas públicas como se de tumores se tratasse. É claro que este é um assunto que não cabe aqui analisar e discutir, nem é esse o nosso propósito, mas mais do que a retirada dos crucifixos dos espaços públicos ou da liberdade religiosa, que defendemos, preocupa-nos é a perda avassaladora dos tais valores morais e cívicos. O abuso do conceito de liberdades e garantias, em simultâneo com o esquecimento dos deveres e responsabilidades, tem conduzido a um desequilíbrio e a resultados pouco ou nada positivos.

Todavia, mais do que lamentos ou vislumbres pessimistas, mesmo que ainda mal refeitos do drama do miúdo de Mirandela, que se suicidou aparentemente como desfecho de uma sequência de constantes agressões por parte de outros alunos da sua escola, , importa aqui evocar coisas mais positivas, como as memórias e nostalgias de tempos bem felizes, os da nossa infância, os da nossa meninice. O resto são sinais dos tempos e que os jornais de cada dia, e a comunicação social em geral, se encarregam de nos relembrar o estado das coisas.

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3/04/2010

O Infante D. Henrique

 

 

A 4 de Março de 1394 (passam hoje 616 anos) nascia Henrique, o quinto filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre.
Com seus irmãos formou a chamada "Ínclita Geração" (1).
Diz-se que nasceu na cidade do Porto, embora há quem diga que não ou que essa ideia carece de provas ou fundamentos.
Para a História ficou conhecido como o Infante D. Henrique, grande impulsionador da ciência das navegações, das viagens marítimas e descobertas de novos mundos.
Por tudo isso, tornou-se num dos principais vultos da História de Portugal e desde sempre foi uma figura a merecer destaque nas lições dos nossos livros escolares, tanto nos livros de leitura como nos livros de História.
Como exemplo disso, publico abaixo duas páginas sobre o Infante D. Henrique,inclusas no meu Livro de Leitura da Terceira Classe e duas outras páginas do meu Livro de História da Quarta Classe.

 

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(clicar nas imagens para ampliar)

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(1)

Filhos de D. João I:

Do casamento de D. João I com Filipa de Lencastre (1359-1415) nasceram nove filhos. Destes, os seis que chegaram à idade adulta seriam lembrados como a ínclita geração:

* Branca de Portugal (1388-1389), morreu jovem
* Afonso de Portugal (1390-1400), morreu jovem
* Duarte I de Portugal (1391-1438), sucessor do pai no trono português, poeta e escritor
* Pedro, Duque de Coimbra (1392-1449), foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo. Foi regente durante a minoridade do seu sobrinho, o futuro rei D. Afonso V e morreu na Batalha de Alfarrobeira
* Henrique, Duque de Viseu, O Navegador (1394-1460), investiu a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia
* Isabel (1397-1471) casou com Filipe III, Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras
* Branca de Portugal (1398), morreu jovem
* João, Infante de Portugal (1400-1442), condestável de Portugal e avô de Isabel de Castela
* Fernando, o Infante Santo (1402-1443), morreu no cativeiro em Fez

D. João teve ainda dois filhos naturais de Inês Pires:

* Afonso (1377-1461), primeiro Duque de Bragança
* Beatriz (ca. 1386-1447), casada com Thomas Fitzalan, 12.º Conde de Arundel

(fonte: Wikipedia)

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3/03/2010

Vidas em flôr – Novo Livro de Leitura – 4ª Classe

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Hoje trago à memória o livro “Vidas em flôr – Novo Livro de Leitura – 4ª Classe”, do Ensino Primário Elementar.
Este manual escolar, aqui representado na sua 11ª edição, foi editado em 1972, com composição, impressão e distribuição da Atlântida Editora, S.A.R.L., de Coimbra, integrando a colecção “Santa Cruz” daquela editora.

O livro, com capa cartonada, tem o formato de 163 x 228 mm, com 160 paginas, recheadas de belas ilustrações e fotografias. Pela assinatura não consegui identificar os ilustradores já que a eles não é feita referência, o que é pena, pois, afinal de contas, na maioria dos casos estes livros ficaram-nos na memória sobretudo pelas imagens eo que elas representavam.

Este livro tem muitas e belas lições, algumas delas adaptações de inúmeras outras que povoaram os livros escolares no tempo do Estado Novo.

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3/01/2010

Margarina Planta

 

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Série de três cartazes publicitários à margarina Planta, publicados em 1966 e 1967 e um vídeo no Youtube a condizer.

Para os cozinhados, as donas-de-casa preferiam a margarina Vaqueiro, mas para barrar o pão, logo pela manhã ou como lanche vespertino, a Planta era de facto a gordura preferida.

O paladar da Planta era assim apregoado como “para pessoas de bom gosto”. Era considerada “a mais saborosa”, “a mais pura” e “a mais fresca”.

Podia ser tudo isso, mas na verdade nunca fui grande apreciador destas gorduras. Quando muito, preferia uma semelhante, mas que considerava mais apetitosa, a Alpina; Mesmo hoje, raramente como Planta, e apenas ao pequeno almoço quando durmo fora, barrando o pão com aquelas pequeninas embalagens individuais, quase sempre misturadas com comptas e pattés.

Nos meus tempos de criança e adolescente preferia os clássicos cremes de chocolate, como a Tulicreme.

Seja como for, a Planta tem o mérito de ser uma clássica marca e um clássico produto que chegou aos nossos dias com a mesma popularidade.

2/28/2010

Livro de Leitura da 4ª Classe – Ulysses Machado

 

Hoje trago à memória o “Livro de Leitura da 4ª Classe”, de autoria de Ulysses Machado.

A edição em causa, a 17ª, apresenta o formato de 147 x 195 mm, com capa cartonada, lombada de tecido envernizado e com 228 páginas.

A edição não tem qualquer referência quanto à data, mas porque faz referência a uma passagem do Diário do Governo de 21/03/1932, julgo ser do final dos anos 30, princípios de 40.

Ulysses Machado, embora pouco saibamos da sua pessoa e da sua obra, foi autor conceituado de muitos manuais da escola primária, tanto livros de leitura para as diferentes classes, como de gramática, aritmética, geometria e diversos cadernos de problemas e exercícios.

Este livro de leitura, apresenta muitas e bonitas ilustrações, a maioria a preto-branco, mas algumas a cores, de autoria do mestre Alfredo Moraes (1)

 

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(1) Alfredo de Moraes – 1872/1972 - Aguarelista e ilustrador, nasceu em Lisboa em 1872.

Trabalhou em litografia na Imprensa Nacional e foi professor na Sociedade Nacional de Belas Artes. Fez ilustrações para jornais - como Folha do Povo, Diário da Manhã, O Século, Diário de Notícias, O Mundo – e para numerosos livros, sendo disputadíssimo pelas editoras. De entre estas ilustrou uma tradução de D. José Carcomo de D. Quichote da Mancha e uma adaptação para jovens para a Biblioteca Ideal, ambas nos anos 20 do século XX. Morreu em Lisboa em 1972.

(fonte: Biblioteca Nacional)

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2/26/2010

Filuminismo – Figuras de sempre

 

No final dos anos 70 a Fosforeira Portuguesa – Espinho, lançou uma interessante colecção de carteiras de fósforos, com o tema “Figuras de Sempre”, retratando figuras ou profissões típicas do nosso Portugal. Não faltam profissões ou figuras como o vendedor de gravatas, o pedinte, o calceteiro, o soldado, a varina, a empregada doméstica, o vendedor de castanhas, o bêbado, o amolador, a fadista, etc.

Ao todo são 24 carteiras, com outros tantos belos desenhos num estilo caricaturado e deveras peculiar. Não consegui obter o nome do artista. Ainda cheguei a alvitrar o nome de Abel Manta, mas o estilo….Talvez os leitores possam ajudar a esclarecer esta autoria. Infelizmente, neste aspecto de obtenção de informações e dados sobre o filuminismo em Portugal, de facto constata-se uma lacuna enorme de informação. Sendo um tema clássico do coleccionismo, porventura a par da filatelia e numismática, e deveras interessante pela beleza e diversidade de temas, impressiona negativamente que quase não exista informação ao nível da web. Mesmo o Museu dos Fósforos, sediado na cidade de Tomar, que representa uma das maiores colecções europeias, não disponibiliza qualquer informação online,  o que seria interessante até para incentivo deste coleccionismo em particular. Mas, enfim…é o que temos.

Esta colecção, “Figuras de sempre”, embora de estilo diferente, está dentro da temática de outra colecção similar da mesma fábrica, a “Figuras Típicas”, também dos anos 70.

 

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