3/07/2010
Livros de religião da escola primária
3/04/2010
O Infante D. Henrique
A 4 de Março de 1394 (passam hoje 616 anos) nascia Henrique, o quinto filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre.
Com seus irmãos formou a chamada "Ínclita Geração" (1).
Diz-se que nasceu na cidade do Porto, embora há quem diga que não ou que essa ideia carece de provas ou fundamentos.
Para a História ficou conhecido como o Infante D. Henrique, grande impulsionador da ciência das navegações, das viagens marítimas e descobertas de novos mundos.
Por tudo isso, tornou-se num dos principais vultos da História de Portugal e desde sempre foi uma figura a merecer destaque nas lições dos nossos livros escolares, tanto nos livros de leitura como nos livros de História.
Como exemplo disso, publico abaixo duas páginas sobre o Infante D. Henrique,inclusas no meu Livro de Leitura da Terceira Classe e duas outras páginas do meu Livro de História da Quarta Classe.
(clicar nas imagens para ampliar)
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(1)
Filhos de D. João I:
Do casamento de D. João I com Filipa de Lencastre (1359-1415) nasceram nove filhos. Destes, os seis que chegaram à idade adulta seriam lembrados como a ínclita geração:
* Branca de Portugal (1388-1389), morreu jovem
* Afonso de Portugal (1390-1400), morreu jovem
* Duarte I de Portugal (1391-1438), sucessor do pai no trono português, poeta e escritor
* Pedro, Duque de Coimbra (1392-1449), foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo. Foi regente durante a minoridade do seu sobrinho, o futuro rei D. Afonso V e morreu na Batalha de Alfarrobeira
* Henrique, Duque de Viseu, O Navegador (1394-1460), investiu a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia
* Isabel (1397-1471) casou com Filipe III, Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras
* Branca de Portugal (1398), morreu jovem
* João, Infante de Portugal (1400-1442), condestável de Portugal e avô de Isabel de Castela
* Fernando, o Infante Santo (1402-1443), morreu no cativeiro em FezD. João teve ainda dois filhos naturais de Inês Pires:
* Afonso (1377-1461), primeiro Duque de Bragança
* Beatriz (ca. 1386-1447), casada com Thomas Fitzalan, 12.º Conde de Arundel
(fonte: Wikipedia)
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3/03/2010
Vidas em flôr – Novo Livro de Leitura – 4ª Classe
3/01/2010
Margarina Planta
Série de três cartazes publicitários à margarina Planta, publicados em 1966 e 1967 e um vídeo no Youtube a condizer.
Para os cozinhados, as donas-de-casa preferiam a margarina Vaqueiro, mas para barrar o pão, logo pela manhã ou como lanche vespertino, a Planta era de facto a gordura preferida.
O paladar da Planta era assim apregoado como “para pessoas de bom gosto”. Era considerada “a mais saborosa”, “a mais pura” e “a mais fresca”.
Podia ser tudo isso, mas na verdade nunca fui grande apreciador destas gorduras. Quando muito, preferia uma semelhante, mas que considerava mais apetitosa, a Alpina; Mesmo hoje, raramente como Planta, e apenas ao pequeno almoço quando durmo fora, barrando o pão com aquelas pequeninas embalagens individuais, quase sempre misturadas com comptas e pattés.
Nos meus tempos de criança e adolescente preferia os clássicos cremes de chocolate, como a Tulicreme.
Seja como for, a Planta tem o mérito de ser uma clássica marca e um clássico produto que chegou aos nossos dias com a mesma popularidade.
2/28/2010
Livro de Leitura da 4ª Classe – Ulysses Machado
Hoje trago à memória o “Livro de Leitura da 4ª Classe”, de autoria de Ulysses Machado.
A edição em causa, a 17ª, apresenta o formato de 147 x 195 mm, com capa cartonada, lombada de tecido envernizado e com 228 páginas.
A edição não tem qualquer referência quanto à data, mas porque faz referência a uma passagem do Diário do Governo de 21/03/1932, julgo ser do final dos anos 30, princípios de 40.
Ulysses Machado, embora pouco saibamos da sua pessoa e da sua obra, foi autor conceituado de muitos manuais da escola primária, tanto livros de leitura para as diferentes classes, como de gramática, aritmética, geometria e diversos cadernos de problemas e exercícios.
Este livro de leitura, apresenta muitas e bonitas ilustrações, a maioria a preto-branco, mas algumas a cores, de autoria do mestre Alfredo Moraes (1)
(1) Alfredo de Moraes – 1872/1972 - Aguarelista e ilustrador, nasceu em Lisboa em 1872.
Trabalhou em litografia na Imprensa Nacional e foi professor na Sociedade Nacional de Belas Artes. Fez ilustrações para jornais - como Folha do Povo, Diário da Manhã, O Século, Diário de Notícias, O Mundo – e para numerosos livros, sendo disputadíssimo pelas editoras. De entre estas ilustrou uma tradução de D. José Carcomo de D. Quichote da Mancha e uma adaptação para jovens para a Biblioteca Ideal, ambas nos anos 20 do século XX. Morreu em Lisboa em 1972.
(fonte: Biblioteca Nacional)
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2/26/2010
Filuminismo – Figuras de sempre
No final dos anos 70 a Fosforeira Portuguesa – Espinho, lançou uma interessante colecção de carteiras de fósforos, com o tema “Figuras de Sempre”, retratando figuras ou profissões típicas do nosso Portugal. Não faltam profissões ou figuras como o vendedor de gravatas, o pedinte, o calceteiro, o soldado, a varina, a empregada doméstica, o vendedor de castanhas, o bêbado, o amolador, a fadista, etc.
Ao todo são 24 carteiras, com outros tantos belos desenhos num estilo caricaturado e deveras peculiar. Não consegui obter o nome do artista. Ainda cheguei a alvitrar o nome de Abel Manta, mas o estilo….Talvez os leitores possam ajudar a esclarecer esta autoria. Infelizmente, neste aspecto de obtenção de informações e dados sobre o filuminismo em Portugal, de facto constata-se uma lacuna enorme de informação. Sendo um tema clássico do coleccionismo, porventura a par da filatelia e numismática, e deveras interessante pela beleza e diversidade de temas, impressiona negativamente que quase não exista informação ao nível da web. Mesmo o Museu dos Fósforos, sediado na cidade de Tomar, que representa uma das maiores colecções europeias, não disponibiliza qualquer informação online, o que seria interessante até para incentivo deste coleccionismo em particular. Mas, enfim…é o que temos.
Esta colecção, “Figuras de sempre”, embora de estilo diferente, está dentro da temática de outra colecção similar da mesma fábrica, a “Figuras Típicas”, também dos anos 70.
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