1/30/2011

Espaço 1999

espaço 1999

espaço 1999 personagens

espaço 1999 cromos

Para quem gosta de ficção científica e astronomia, como nós gostamos, a série de televisão Espaço 1999 é merecidamente uma das séries de culto.

Passou originalmente na RTP, no tempo do “preto-e-branco”, em 1976, aos sábados, e episódio a episódio fascinava-nos aquele mundo de tecnologia e que remetia a um tempo futuro que ainda estava distante. Recordo-me que este era um dos exercício que fazia com frequência, ou seja, fazer as contas a quantos anos então faltavam para o de 1999 e por conseguinte qual a minha idade nessa altura. Faltavam, pois, 23 anos, e então achava que isso era uma eternidade. Mesmo assim, apesar do Homem já ter pisado a Lua, nunca achei muito plausível que duas décadas depois já fosse possível ter uma base lunar e dispor da tacnologia avançada ali demonstrada. Se em vez de 1999 fosse um 2099, quem sabe.

Não nos vamos alongar nos aspectos técnicos da série, até porque, felizmente, está bem referenciada na web e há bons sítios a ela dedicada.

Para além da memória que guardo da série, do dia-a-dia da base lunar e seus habitantes, prisioneiros numa lua violentamente arrancada da órbita terrestre e à deriva pelo espaço profundo, guardo ainda uma caderneta, com 400 cromos, que nessa altura coleccionei. Foi uma edição da Agência Portuguesa de Revistas, e os cromos eram fotogramas de diversos episódios da série.


1/26/2011

José Mourinho – Pai e filho de espírito no banco.

 

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José Mourinho, o treinador português recentemente eleito pela FIFA como o melhor treinador do mundo, é por demais conhecido nesta sua função que começou ao serviço do S.L. Benfica, seguindo-se U. de Leiria, F.C. Porto, Chelsea, Inter de Milão e agora Real Madrid.


Faz hoje, 26 de Janeiro, 48 anos, pois nasceu em 1963. Grosso modo, tem a minha idade.


Todavia, pouco conhecida é a sua curta e insignificante carreira de futebolista.
José é filho de Félix Mourinho, um bom guarda-redes dos anos 60/70, ao serviço do V. de Setúbal e Belenenses (de 1969 a 1974). Seu pai enveredou depois pela carreira de treinador tendo passado pelo Vitoria de Setubal, Belenenses, Rio Ave, Estrela de Portalegre, União da Madeira, União de Leiria, Varzim, Benfica de Castelo Branco, Sporting da Covilhã e Amora.

A pouco mais de meio da época de 80/81, Félix Mourinho, já no papel de treinador, veio substituir o Fernando Cabrita nos comandos do Rio Ave, então na 2ª Divisão. A verdade é que o clube de Vila do Conde acabou por subir. Na época seguinte, já na divisão principal, uma das aquisições foi precisamente o filho José, de 18 anos, que na altura estudava no ISEF e no tempo livre treinava e fazia parte da equipa de reservas. Todavia, apesar de treinar mas nem sempre jogar mesmo pela equipa suplente, José Mourinho foi convocado para a equipa principal num jogo disputado no Restelo, contra o Belenenses. É verdade que José Mourinho não arredou do banco mas ficou para a história, que de resto só ganhou notoriedade depois do reconhecido êxito como treinador.

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- Félix Mourinho (pai de José Mourinho) guarda-redes do C.F. Belenenses


1/25/2011

Moussine – A maquilhagem da mulher moderna

 

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Cartaz publicitário de Junho de 1961.  Moussine, uma marca  de mousse de maquilhagem que se perdeu no tempo, mas então muito apreciada.

O que nos chama mais a atenção é o facto do apelo à ”mulher moderna”. Ou seja, cada tempo tem o seu conceito de modernidade, fosse nos anos 60, seja agora em pleno séc. XXI. Todavia, a questão da maquilhagem continua porventura ainda com maior actualização e poucas são as mulheres, modernas ou nem por isso, a não dispensar uns retoques.  Muito mais do que isso, estão na moda os “enchimentos” e às tantas já nem sabemos se apalpamos  a “xixa” natural ou se um naco de silicone embrulhado em pele.

Pode-se, assim, concluir que nestes tempos que correm a modernidade assenta sobretudo em pressupostos da imagem, do antes parecer do que ser.


1/24/2011

Sabonete Luz – Jane Powell

 

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Cartaz publicitário, de 1961, ao clássico sabonete Lux, o usado por 9 em cada 10 estrelas.

Pelo Santa Nostalgia já demos a conhecer várias estrelas que usavam Lux, mas desta feita, a estrela retratada era a bela actriz Jane Powell.

1/23/2011

Bomba H – Revista de Humor

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Numa época em que não abundavam as publicações de conteúdo erótico ou pornográfico, ou, existindo, com um acesso algo clandestino, dificultado e reservado, em Portugal, principalmente depois do 25 de Abril de 1974, foram surgindo algumas revistas num formato baseado no humor mais ousado, recorrendo normalmente a fotografias de beldades com as maminhas a descoberto ou com cartoons humorísticos, quase sempre de produção estrangeira. O slogan: “Uma explosão mensal de humorismo internacional”.

Uma dessas revistas, de que bem me lembro e que guardo alguns exemplares, era a Bomba H, em formato de bolso, propriedade de Mário Assunção e José Martins Ramos, com Mário Assunção a director e António Gomes de Almeida a chefe-de-redacção.

A Bomba H tinha publicação mensal, com tiragens entre os 5000/10000 exemplares, e terminou em 1978, ao fim de 176 números.

Esta revista misturava numa “salada” de erotismo soft os bonecos dos cartoons, com pequenos textos e fotografias, tudo a preto-e-branco, excepto a capa e contra-capa que eram a cores.

Não surpreende assim que a Bomba H fizesse parte dos aliciantes dos adolescentes, que, claro está, a mantinham afastada dos olhares dos pais.

Hoje em dia, esta constatação não deixa de nos fazer sorrir pela leveza dos conteúdos face a revistas generalistas e ao alcance de qualquer criança, como as populares Maria, Ana, TV 7 Dias e outras mais, onde alguns conteúdos frequentemente roçam a alarvidade e a pornografia.


1/20/2011

Festa das Fogaceiras

 

Hoje, 20 de Janeiro, é feriado municipal em Santa Maria da Feira, tendo lugar no centro da cidade a secular Festa das Fogaceiras, resultante de antigos votos ao Mártir S. Sebastião.

A origem da Festa das Fogaceiras

A “Festa das Fogaceiras” apareceu-nos datada de 1505, altura em que o País foi fustigado por uma “epidemia brava e cruel”, a peste. Então os Condes do Castelo e da Feira, ramo nobre criado em 14 de Janeiro de 1452, apelaram ao Mártir S. Sebastião para que acabasse com o morticínio dos Feirenses, prome¬tendo-lhes a realização de uma festa anual, onde o “voto” seria a “fogaça”!

Até 1700 - data em que o Condado do Castelo e da Feira se extinguiu por falta de descendência, passando os seus domínios para a “Casa do Infantado” - a “Festa das Fogaceiras” foi promovida pelos senhores das Terras de Santa Maria da Feira, habitantes do paço intra-muros do Castelo.
Daí, e durante quatro anos, a festa foi suspensa, reatando-se a tradição de seguida, e até 1749, por iniciativa das famílias mais abastadas do Concelho. Verificou-se entretanto novo surto de peste e em 1753, por Alvará de 30 de Julho, o Infante D. Pedro, irmão de D. João V, determinou à Câmara Municipal que assumisse definitivamente a realização da “Festa das Fogaceiras”, para o que dispenderia 30.000 réis!

Esta determinação foi justificada com a vontade do povo e a existência “imemorial” do voto.
Por isso, o voto foi cumprido pela Câmara Municipal até 1910, altura em que, invocando-se a separação entre a Igreja e o Estado, a festa passou a ser realizada por autoridades civis, a título indivídual, e pela Santa Casa da Misericórdia.

No dia 15 de Julho de 1939, a Câmara Municipal deliberou retomar a responsabilidade de realização da festa, decisão que se mantém agora como atribuição assumida pelo poder autárquico concelhio.

As “fogaças do voto” foram inicialmente distribuídas pela população em geral, depois pelos pobres, mais tarde pelos presos e pelas personalidades concelhias, em fatias chamadas “mandados” e hoje entregues à autoridade religiosa, política e militar regional que tem jurisdição sobre o Município de Santa Maria da Feira.

fonte: Link

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Fogaça – Um pão doce, com base de farinha e ovos, caracterizado pelo golpe superior em cruz, que depois de cozido resulta nos 4 coruchéis representativos das 4 torres do Castelo da Feira.


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