8/05/2011
Livros escolares antigos - Capas
8/01/2011
Chegada dos Magriços
No dia 1 de Agosto de 1966, chegava ao Aeroporto da Portela - Lisboa, a selecção portuguesa de futebol, "Os Magriços", proveniente de Inglaterra onde brilhantemente participara no Mundial de Futebol, conseguindo um excelente 3º lugar.
A selecção foi recebida em apoteose por milhares de adeptos que esperaram pelo equipa até de madrugada.
Durante quase 40 anos este 3º lugar manteve-se como o melhor feito da nossa selecção principal de futebol, sendo ultrapassado apenas em 2004 quando, em casa, conseguimos o 2º lugar do Campeonato da Europa, perdendo, todavia, de forma inglória para os gregos que nos castigaram duplamente na prova já que igualmente nos venceram no jogo de abertura.
7/26/2011
Sachas e merendas
Como se disse, era um trabalho de paciência e moroso. Era simultaneamente duro, pois exigia uma posição de costas vergadas e quase sempre debaixo do sol tórrido. Pelas suas características, era uma tarefa que envolvia várias pessoas, da casa e da família, mas também de vizinhos que vinham ajudar ou mesmo de jornaleiros (a quem se pagava a jorna combinada, no final do dia).
A merenda quase sempre era pouco substancial: Broa de milho, vinho da casa, azeitonas, cerejas se as houvesse e alguma fruta, tudo produção da casa. Se o proprietário fosse pessoa de posses, então a coisa podia ser quase uma refeição, com uma panela de arroz, umas iscas de bacalhau frito ou até mesmo uma galinha caseira estufada.
Logo depois da merenda, com as forças e os ânimos restabelecidos, toca a pegar nas enxadas com as mãos calejadas e voltar para debaixo do sol e da poeira e cavar e mais cavar.
Sempre se disse que o trabalho dignifica a pessoa humana. Assim é, mas convenhamos que hoje os tempos assentam numa filosofia bem diferente. Mesmo com as naturais excepções, a regra é procurar levar a vida sem trabalho, sem canseiras e responsabilidades e foge-se dele como o diabo da cruz. Procura-se emprego mas não trabalho. Mesmo com a crise e com níveis absurdos de desemprego, ainda há quem prefira a mama do subsídio ou do apoio a ter que enfrentar o trabalho diário.
7/21/2011
Totobola
Ao longo de todo este tempo de vida, o TOTOBOLA teve altos e baixos mas perdeu notoriedade e interesse por parte dos apostadores principalmente a partir da introdução de outros concursos, como o Totoloto, que surgiu no ano de 1985.
Para combater este desinteresse dos apostadores, têm sido feitas alterações no sistema e no regulamento, mas parece que a coisa não tem resolvido e por isso continua a despertar pouco entusiasmo.
Nos seus tempos áureos, nos anos 60 e 70, o TOTOBOLA despertava o interesse do país e de todos quantos semana a semana alimentavam a esperança de obter o primeiro prémio, o que acontecia quando se acertava na totalidade dos 13 resultados, ou mesmo um segundo prémio, acertando em 12.
Apesar disso, nem sempre um primeiro prémio era garantia de muito dinheiro pois este concurso fundamentava-se em muito no factor surpresa. Ora seguindo-se a lógica do favoritismo das equipas que jogavam em casa ou mesmo das equipas mais fortes em cada época, o normal era existir muitos apostadores com a chave certa. Esta quase regra era apenas quebrada quando existia um resultado considerado surpresa, como seja uma equipa pequena, do fundo da tabela ou de um escalão inferior (o que acontecia com frequência em jogos da Taça de Portugal) ir empatar ou até mesmo ganhar a casa de um dos grandes. Aí, sim, era quase certo que se o 13, a haver, daria bom dinheiro.
Para ilustrar esta memória, publica-se aqui um boletim do TOTOBOLA, datado de 29 de Janeiro de 1967. Como se poderá ver, tinha um grafismo elementar e clássico, com alguma publicidade e a característica folha papel-químico, que permitia a duplicação do boletim de modo a ficar como elemento de prova para o apostador. Claro que era necessário assinar o boletim caso contrário o mesmo era considerado nulo.
Como se compreenderá, desde então as coisas mudaram muito até aos nossos dias, em plena era da informática e do digital, onde até é possível apostar via internet e saber os resultados quase na hora.
Apesar das suas vicissitudes, o TOTOBOLA é um dos símbolos emblemáticos de outros tempos e justo morador de memórias passadas. Teve um tempo de ouro e até teve lugar a um programa próprio na RTP, o "Vamos Jogar no Totobola", nos anos 80/90, já num período onde se adivinhava a sua decadência, a qual tem crescido notoriamente nos tempos actuais.
7/20/2011
Compal – É mesmo natural!
Hoje na hora do almoço estive a escorar alguns ramos de um pessegueiro que tenho no quintal.
A generosidade da natureza foi grande neste ano, pelo que para prevenir a quebra dos ramos mais pesados, o que já aconteceu num destes dias, tomei as devidas precauções.
Os pêssegos já estão no tamanho e cor ideais mas precisam de mais uma semana para amadurecerem. De resto já tenho colhido alguns, pois até gosto deles sem estarem demasiado maduros.
Este simples episódio, traz-nos à memória um cartaz publicitário aos sumos Compal, uma marca de referência na transformação de sumos de frutas, publicado numa revista em 1967.
Para se saber algo mais sobre a história desta empresa e marca de referência, a COMPAL - Companhia Produtora de Conservas Alimentares, cuja actividade teve início em 1952, no Entroncamento, quando se deu a união de duas fábricas a ENCA - Empresa Nacional de Conservas Alimentares e a SFL - Sociedade de Fruta Liquida, nada melhor que dar um saltinho ao blog "O Grupo CUF - Elementos para a sua História”.
Os meus pêssegos:
7/17/2011
Salsichas TÓBOM
Quando ouvimos falar de salsichas, provavelmente as marcas Izidoro e Nobre, ou até mesmo a Sicasal, serão as que logo relacionamos, porque de facto em Portugal serão as que têm maior notoriedade, seja pela qualidade intrínseca deste produto específico, seja pela frequência com que são publicitadas nos média, nomeadamente na televisão.
Nos anos 60, todavia, para além destas marcas também se comecializavam as salsichas TÓBOM, produzidas pela “Companhia de Criação e Comercialização de Gados”, do Montijo.
Eram umas salsichas do famoso tipo “francfort” e que já então faziam as delícias dos mais novos, uma solução fácil para uma refeição rápida.
Não tenho informações precisas, mas creio que a fábrica e a marca TÓBOM já se extinguiram, pois desde há muito que não vejo sinal das mesmas. Consegui localizar uma marca com a mesma designação, referenciada à Barvima, mas desconheço se há ou não qualquer relação, até porque esta moderna Tóbom se refere a néctares.
Fica a memória, avivada por um anúncio de revista publicado no início de 1961.
7/15/2011
“O Pajem” e “Andorinha”
Fica a memória embora para os mais velhos.
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