2/24/2020

Escolarmente

Todos sabemos que a instituição escola anda pelas ruas da amargura. É recorrente, é cíclico, mas anda.

Do exagero disciplinar e curricular de outros tempos, abriu-se lugar ao exagero do laxismo, indisciplina e outras que tais e retirou-se a autoridade aos professores os quais não passam de meros piões das nicas. Agressões de alunos a alunos e destes a professores são rotineiras e já não indignam tanto quanto uma reacção dita racista a um desportista.
Hoje em dia, espicaçados pela premência do politicamente correcto esgotamos facilmente a nossa reserva de indignação em algumas situações e depois ficamos sem gás, sem chama para outros motivos de indignação.

Apesar de tudo, a escola e a educação são fundamentais e mesmo com notícias recorrentes de falta de condições em edifícios (com os pais a suportar do seu bolso algumas reparações, como foi notícia por estes dias) e falta de pessoal docente e auxiliar, certo é que no geral nunca houve tão boas condições.

Noutros tempos, a quarta classe era coisa séria. Hoje em dia passa-se quase uma década a fazer de conta que se anda a aprender, num quase permanente Jardim Infantil ou Pré-Primária. Não supreende, por isso e com isso, que seja surpreendente a impreparação de uma parte significativa dos alunos, sobretudo no ensino básico mas mesmo no secundário. Mas já não é necessário saber fazer contas certas, bastando saber utilizar a calculadora e o computador e consultar a Wikipédia. Está lá tudo, bastando copiar modernamente (copy/paste). A cabulice evoluiu e já não dependemos da espreitadela por cima do ombro do companheiro da frente ou do lado.

Os exames e avaliações tendem a acabar porque importa disfarçar os baixos resultados, porque os sucessivos Governos não lidam bem com números e estatísticas tão pouco abonatórias.

Mas, bem ou mal, é o que temos e é por aí que vamos indo. E, claro, é apenas uma opinião. Haverá outras, eventualmente totalmente opostas.


Planta e vista de um escola no séc. XIX.[daqui]

2/20/2020

Vitorino Nemésio - Se bem me lembro...

Passam hoje 42 anos sobre a morte de Vitorino Nemésio (19 de Dezembro de 1901 - 20 de Fevereiro de 1978).

Figura ímpar da cultura portuguesa e açoreana. Poeta, romancista,cronista e académico. 
De tudo quanto se possa dizer da vida e obra de Vitorino Nemésio, de um modo geral ficou associado popularmente ao programa na RTP "Se bem me lembro...", que apresentou entre 1969 e 1975. Semanalmente até 1974 e depois de forma quinzenal. Durante cerca de 30 minutos o professor discorria sobre diversos temas, desde a cultura em geral até aos diferentes contextos da vida e sociedade. Com um estilo muito próprio, certo é que as suas conversas eram sempre agradáveis de ouvir porque revelavam o poder da comunicação e profundidade de conhecimentos e cultura.

2/19/2020

Nicolau Copérnico

Passam hoje 547 sobre o nascimento de Nicolau Copérnico. (Polónia - Toruń, 19 de Fevereiro de 1473 -   Frauenburgo, 24 de Maio de 1543).
Este matemático é considerado o pai da astronomia pelo desenvolvimento da então arrojada teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Foi também cónego da Igreja Católica, governador e administrador, jurista, astrónomo e médico.
A sua revolucionaria teoria que colocava o Sol como o centro de um sistema orbitado pela Terra chocou com a teoria geocêntrica então vigente, que defendia que a Terra era o centro do universo. Tal situação valeu-lhe alguns dissabores com alguns sectores da Igreja, mas constituiu o ponto de partida para a ciência da astronomia.

2/14/2020

Dia dos Namorados

Chefe, mas pouco - Who's the Boss?


A RTP Memória tem estado a passar a série "Chefe, mas Pouco", do original "Who's the Boss?". Trata-se de um série no registo de comédia, sitcom, com origem no sítio do costume, os Estados Unidos, tendo sido exibida originalmente pela ABC entre 20 de Setembro de 1984 e 25 de Abril de 1992. Em Portugal iniciou em 1989. Uma criação e produção de de Martin Cohan e Blake Hunter, com realização de Asaad Kelada e Tony Singletary.
Foram oito temporadas com um total de 193 episódios coma  duração de aproximadamente 25 minutos cada.
A base da história é simples, como nos diz a própria RTP na apresentação da série:

"A vida de Tony Micelli sofreu um grande abalo depois da sua mulher ter morrido e também devido ao facto de uma lesão, o ter impedido de continuar a jogar baseball.
Apesar de tudo, resolve provar que é capaz de educar sozinho a sua filha pré-adolescente, tendo para isso, que mudar de cidade. Depois de conhecer Angela Bower, uma executiva que também tem alguns problemas ligados à educação do filho de sete anos, decide ser seu empregado doméstico.
Muitas peripécias acabam por acontecer,mas o maior problema é saber quem é o chefe de família..."

Principal elenco:
Tony Danza como Tony Micelli
Judith Light como Angela Robinson Bower
Alyssa Milano como Samantha Micelli
Danny Pintauro como Jonathan Bower
Katherine Helmond como Mona Robinson

De todos os actores, talvez a que veio a ter maior fama, terá sido Alyssa Milano, sendo que tanto Judith Light como Tony Danza ainda continuam ligados à televisão. 

A série foi muito popular,  de resto percebe-se pela sua duração. Um estilo muito ligeiro, porventura demasiado infantil, mas sempre com alguns apontamentos de destaque de bons princípios e valores sobretudo os ligados à família. O empregado, Tony, sempre num registo descontraído acaba por ser mais que um funcionário e de algum modo torna-se parte daquela família. Em quase todos os episódios transparece a atracção mútua entre Tony e Angela mas que nunca deu em nada, nem podia, pois afinal de contas era o sal que temperava a série.

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