8/13/2008
Filuminismo - Humor nas Olimpíadas
8/11/2008
O Carrocel Mágico - Franjinhas, Anita, Saltitão e companhia
A série já deu origem a um filme, com animação digital, em 2005 (The Magic Roundabout) e também a uma nova série, de concepção digital, no canal inglês Nick Jr.
Na televisão do meu saudoso avõ, em 1969 e por aí fora, o Carrocel Mágico e as aventuras do Franjinhas e da Anita, com as trapalhadas do "mauzão" Saltitão torni-cotim-torni-cotão, eram para mim sagradas, pelo que era um lufa-lufa a fazer os deveres de casa e da escola para não perder pitada de cada episódio. É certo que hoje temos a noção que eram histórias extremamente simples, mas quando crianças basta muito pouco para que todas as histórias e aventuras se transformem em maravilhosas e inesquecíveis.
Panini - O mundo dos cromos - II
A introdução da Panini no segmento do futebol português aconteceu em 1981/1982, ainda com a parceria da Agência Portuguesa de Revistas, procurando esta preencher uma lacuna editorial abandonada no início dos anos 70, com a publicação da caderneta "Equipas de Futebol dos Clubes da I Divisão - Época 71/72". A edição deste novo arranque designou-se de Futebol 82.
A avaliar pelo editorial da caderneta, augurava-se uma parceria com grande futuro, mas parece que essas perspectivas não passaram de boas intenções. A própria gaffe do editorial que designa a parceira como Paganini, deixava adivinhar o curto reinado da dupla editorial. Paralelamente a Panini vivia dificuldades e incertezas internas no que coincidiu com o declínio da Agência Portuguesa de Revistas.
No entanto, prometendo um bom começo, logo a seguir à Futebol 82, a experiência ao nível do futebol foi repetida nos anos seguintes com a Futebol 83 e a Futebol 83/84, estas já com uma nítida quebra de qualidade deixando adivinhar o fim da parceria, o que de facto aconteceu.
Depois de um interregno nas edições de futebol, também resultado da tal instabilidade interna e financeira, a Panini celebrou um acordo com o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, adquirindo em exclusivo os direitos da edição oficial do campeonato maior do futebol português. A primeira caderneta de uma nova era no mercado de edição de cromos do futebol nacional, foi a Futebol 91, referente à época futebolística de 90/91.
José Couceiro, presidente do SJPF da altura, dizia que " surge agora a possibilidade de reunir numa colecção de cromos, um arquivo de grande valor, tanto pela qualidade gráfica, como pela informação disponível". Dizia ainda: "No entanto, o mais importante para todos os futebolistas é sem dúvida o reforço da defesa do direito à imagem, que durante tantos anos não foi respeitado, e constantemente sofreu os mais reprováveis abusos por parte de diversos editores".
Quanto à questão da qualidade, a Panini na altura, talvez por critérios economicistas, não trouxe nada de absolutamente novo, apresentando até uma qualidade global inferior ao que produzia em Itália, para além de que até aí, nas editoras nacionais, produziram-se boas colecções, com bastante informação, mesmo nos anos 60 e princípios dos anos 70, quando os recursos gráficos estavam anos atrasados comparativamente com os disponíveis no início dos anos 90, como se compreenderá.
Quanto à defesa da imagem dos futebolistas, é verdade que no passado foram produzidas várias edições que graficamente eram muito pobres, mas o problema dos jogadores, mais do que a defesa da sua imagem, era a defesa dos seus interesses, monetários, claro. Tinham certamente esse direito, já que eram eles o fundamento primeiro dos cromos, mas o acordo, que tem permanecido no segredo dos deuses, veio a mostrar-se bastante lesivo para os coleccionadores, fundamentalmente pela morte da concorrência editorial, levando ao apagamento ou mesmo à extinção de várias editoras que ao longo 30 anos produziram cadernetas com bastante diversidade, muitas das quais com elevada qualidade.
- parceria Agência Português da Revistas / Panini
- Caderneta "Os Aristogatos"
- Caderneta "O Abismo Negro"
- Caderneta "Equipas de Futebol de Clubes da I Divisão - Época 71/72, considerada a última colecção de cromos da APR antes da parceria com a Panini, 10 anos depois
- Caderneta "Fetebol 82", a primeira das três colecções resultantes da parceria Agência Português da Revistas / Panini
- Futebol 83
- Futebol 83/84, a última da parceria APR/Panini
(a continuar)
8/09/2008
Panini - O mundo dos cromos - I
- O famoso logotipo
- A primeira capa da colecção de futebol do campeonato italiano, com a representação do jogador do AC Milan, o sueco Nils Liedholm
- O primeiro cromo de futebol a ser impresso, o guarda-redes do Inter de Milão, Bruno Bolchi.
As capas das cadernetas das colecções referentes ao Calciatori, o campeonato de Itália.
PANINI - Uma história de sucesso
Quando se fala em cromos, colecções de cromos ou cadernetas de cromos, há um nome que surge como indissociável: Panini.
Vejamos um pouco da sua história, de forma resumida, baseada na informação oficial expressa no site oficial da marca:
A Panini foi fundada em 1961 com o lançamento da primeira colecção do Campeonato Italiano de futebol. Em 1945, os nossos fundadores, os irmãos Panini, abriram um quiosque perto da catedral de Modena e em 1954 fundaram a Panini Brothers, empresa de distribuição de jornais.
O êxito da empresa, relacionado com a edição e venda de cromos começou com a produção da primeira colecção do campeonato italiano referente à época de 1961/1962. Na capa era representado numa acção de jogo o jogador do AC Milan, o sueco Nils Liedholm. O primeiro cromo a ser impresso foi o guarda-redes do Inter de Milão, Bruno Bolchi. Os cromos iniciais precisavam de cola para serem afixados nas cadernetas. O papel autocolante, que se mantém nos nossos dias, foi introduzido em 1971.
O primeiro grande evento desportivo internacional ligado ao futebol a merecer uma colecção foi o Mundial do México, em 1970, marcando assim a sua internacionalização e predominância na edição das cadernetas oficiais quer do Mundial quer do Euro.
Ainda nos primeiros tempos, em Itália, a Panini editou as primeiras colecções de cromos com temas extra-futebol em 1965, dedicadas aos aviões e mísseis. Actualmente, para além de outras vertentes editoriais da empresa, a Panini continua a dominar o mercado dos cromos, quer no tema futebol, tendo contratos de exclusividade em vários países e entidades associativas, como também nos temas extra-futebol, editando várias colecções por ano.
A empresa permaneceu nas mãos da família até alcançar uma facturação anual, de cerca, de 60 milhões de dólares. Em 1988 a empresa foi vendida ao grupo Maxwell, que promoveu uma série de mudanças administrativas e colocou a direcção da empresa em mãos estrangeiras. Após anos de instabilidade financeira, em 1992 a Panini foi comprada por Bain Galo Cuneo e De Agostini. Dois anos de boa gestão foram suficientes para devolver à empresa o seu antigo esplendor. A Panini foi adquirida pela Marvel Entertainment Group, que manteve a mesma equipa, gerida por A.H.Sallustro. A sede da empresa permaneceu em Itália.
A 8 de Outubro de 1999 a Panini foi comprada pelo grupo italiano Fineldo Spa, Sociedade Financeira de Vitório Merloni, juntamente com o corpo directivo da empresa. O grupo Fineldo está envolvido na fabricação de vários produtos de consumo e actividades financeiras.
Em 2000 o Grupo Panini fechou um acordo para aquisição da parte maioritária das acções de ""DigitalSoccer Project"", que desenvolve revolucionários softwares no setor do desporto. Também, a Panini, adquiriu em França a ""World Foot Center"" empresa que opera no sector do merchandising, distribuição e promoções no mundo do futebol. Neste mesmo período, o Grupo Panini cedeu a sua actividade de produção de papel autocolante, conhecida como Divisão Adespan, à Avery Dennison, empresa líder mundial neste sector.
O Grupo Panini, com sede em Modena (Itália) e filiais nos principais países europeus, no Chile e no Brasil, é líder mundial no sector de cromos ), 4° editor europeu no segmento jovem, líder italiano na distribuição de Comics e, encontra-se neste momento, a desenvolver um sólido programa no sector da multimédia. Em 2006, o Grupo atingiu uma facturação de 579 milhões de euros em mais de 110 países, com 705 funcionários.
A divisão de cromos e cards, faz parte de um importante grupo internacional que em Itália e nos principais países da Europa, consiste em 4 divisões. Além da divisão de cromos e cards, existe a divisão de New Media (Panini Interactive, que actua no sector da Internet e nos serviços com ela relacionados), uma divisão de Comics e uma empresa de distribuição de Comics (Pan Distribuzione , que além da distribuição, faz o trabalho de logística e análise de mercado dos produtos).
(a continuar)
8/06/2008
Nucrema - O sabor que vence!
A par da Tulicreme, a Nucrema era das mais deliciosas e conhecidas pastas de barrar o pão, com o seus delicados sabores de avelã e chocolate. Era de comer e chorar por mais. Acontece que a maior parte das famílias de há 30 anos, infelizmente, não tinham meios para aceder facilmente a estas lambarices, pelo que para muitas crianças era apenas um delicioso creme que se comia com os olhos quando se via o reclame na televisão. Mas mesmo assim imaginava-se o seu sabor quando se comia uma simples côdea de pão, o que já não era mau.
A Nucrema apareceu em 1980, com a etiqueta D. Amolochitis S.A., sendo comprada em 1987 pela Interia S.A., por sua vez adquirida pelo grupo grego Ion S.A. em 1991, que continua a produzir este emblemático produto.
Publicidade nostálgica - Desodorizante 8x4
Sempre me intrigou este nome, e considero-o um bocado esquisito quando aplicado a este tipo de produto, mesmo sendo uma marca internacional, propriedade da conhecida Beiersdorf, mas a verdade é que o 8x4 é uma das marcas mais populares desde há longos anos. Em spray ou em stick, o 8x4 tinha a vantagem de oferecer sempre fragâncias frescas e suaves, em contraponto a outras marcas com perfumes demasiado intensos, que mais pareciam insecticidas para melgas e mosquitos.
Apesar da marca oferecer as habituais variantes para homens e para mulheres, pode ser apenas uma suposição, mas o 8x4, pelo menos no meu tempo de rapazola adolescente, foi sempre muito conotado com aromas femininos, pelo que a rapaziada preferia usar os "insecticidas" a suportar o rótulo de "florzinha" ou "maricas".
Quanto à sua eficácia de frescura durante 24 horas, bem penso que isso não resultava muito nos pedreiros e nos trolhas.
8/05/2008
João de Deus - Caderno escolar
Publicidade nostálgica - Sabão Clarim
Sabão Clarim. Com Clarim, toca a lavar! Este slogan ainda hoje está presente na memória de muita gente. De facto este produto foi sempre muito popular e ainda hoje é muito usado apesar de já quase ninguém lavar à mão. Mas há sempre aquela peça de roupa que não justifica ir à máquina.
Recordo o Clarim e o seu inconfundível perfume a fresco e recordo sobretudo as longas horas que a minha mãe e todas as mulheres da aldeia dedicavam à lavagem manual da roupa, que era uma tarefa bastante dura e ingrata, especialmente em dias de inverno. Para além de repetitiva, exigia grandes esforços, desde o transportar a roupa à ida e à volta (ainda mais pesada), até ao ensaboar, esfregar na pedra áspera de granito e ao torcer. Depois de todo o processo era ainda necessário estender a roupa num sítio adequado para ficar a corar. O aparecimento e a generalização das máquinas de lavar veio desafogar as mulheres domésticas de um trabalho deveras penoso.
Para facilitar essa tarefa comum e quase quotidina, e porque era na altura uma importante infra-estrutura comunitária, quase todas as aldeias tinham um ou mais lavadouros públicos, dispersos por vários lugares, onde se juntavam várias mulheres ou raparigas, sempre em ambiente de amena conversa, com boatos e mexericos na ordem-do-dia e até mesmo a cantar. Assim transformava-se uma tarefa ingrata num momento de alegria. Havia ainda quem lavasse a roupa na borda de um regato ou em qualquer outro sítio com água corrente, proporcionando assim quadros pitorescos do diário da aldeia.
Por isso, quando se passava por um destes locais, para além do tagarelar do mulherio sentia-se esse perfume a sabão Clarim, que assim lavava a roupa e até a água. Depois, como diz a cantiga da Aldeia da Roupa Branca, na voz da inconfundível Beatriz Costa, "...ai rio não te queixes, ai que o sabão não mata, ai até lava os peixes, ai põem-nos como prata..."
Outros tempos, outros usos e costumes.
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