3/03/2010
Vidas em flôr – Novo Livro de Leitura – 4ª Classe
3/01/2010
Margarina Planta
Série de três cartazes publicitários à margarina Planta, publicados em 1966 e 1967 e um vídeo no Youtube a condizer.
Para os cozinhados, as donas-de-casa preferiam a margarina Vaqueiro, mas para barrar o pão, logo pela manhã ou como lanche vespertino, a Planta era de facto a gordura preferida.
O paladar da Planta era assim apregoado como “para pessoas de bom gosto”. Era considerada “a mais saborosa”, “a mais pura” e “a mais fresca”.
Podia ser tudo isso, mas na verdade nunca fui grande apreciador destas gorduras. Quando muito, preferia uma semelhante, mas que considerava mais apetitosa, a Alpina; Mesmo hoje, raramente como Planta, e apenas ao pequeno almoço quando durmo fora, barrando o pão com aquelas pequeninas embalagens individuais, quase sempre misturadas com comptas e pattés.
Nos meus tempos de criança e adolescente preferia os clássicos cremes de chocolate, como a Tulicreme.
Seja como for, a Planta tem o mérito de ser uma clássica marca e um clássico produto que chegou aos nossos dias com a mesma popularidade.
2/28/2010
Livro de Leitura da 4ª Classe – Ulysses Machado
Hoje trago à memória o “Livro de Leitura da 4ª Classe”, de autoria de Ulysses Machado.
A edição em causa, a 17ª, apresenta o formato de 147 x 195 mm, com capa cartonada, lombada de tecido envernizado e com 228 páginas.
A edição não tem qualquer referência quanto à data, mas porque faz referência a uma passagem do Diário do Governo de 21/03/1932, julgo ser do final dos anos 30, princípios de 40.
Ulysses Machado, embora pouco saibamos da sua pessoa e da sua obra, foi autor conceituado de muitos manuais da escola primária, tanto livros de leitura para as diferentes classes, como de gramática, aritmética, geometria e diversos cadernos de problemas e exercícios.
Este livro de leitura, apresenta muitas e bonitas ilustrações, a maioria a preto-branco, mas algumas a cores, de autoria do mestre Alfredo Moraes (1)
(1) Alfredo de Moraes – 1872/1972 - Aguarelista e ilustrador, nasceu em Lisboa em 1872.
Trabalhou em litografia na Imprensa Nacional e foi professor na Sociedade Nacional de Belas Artes. Fez ilustrações para jornais - como Folha do Povo, Diário da Manhã, O Século, Diário de Notícias, O Mundo – e para numerosos livros, sendo disputadíssimo pelas editoras. De entre estas ilustrou uma tradução de D. José Carcomo de D. Quichote da Mancha e uma adaptação para jovens para a Biblioteca Ideal, ambas nos anos 20 do século XX. Morreu em Lisboa em 1972.
(fonte: Biblioteca Nacional)
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2/26/2010
Filuminismo – Figuras de sempre
No final dos anos 70 a Fosforeira Portuguesa – Espinho, lançou uma interessante colecção de carteiras de fósforos, com o tema “Figuras de Sempre”, retratando figuras ou profissões típicas do nosso Portugal. Não faltam profissões ou figuras como o vendedor de gravatas, o pedinte, o calceteiro, o soldado, a varina, a empregada doméstica, o vendedor de castanhas, o bêbado, o amolador, a fadista, etc.
Ao todo são 24 carteiras, com outros tantos belos desenhos num estilo caricaturado e deveras peculiar. Não consegui obter o nome do artista. Ainda cheguei a alvitrar o nome de Abel Manta, mas o estilo….Talvez os leitores possam ajudar a esclarecer esta autoria. Infelizmente, neste aspecto de obtenção de informações e dados sobre o filuminismo em Portugal, de facto constata-se uma lacuna enorme de informação. Sendo um tema clássico do coleccionismo, porventura a par da filatelia e numismática, e deveras interessante pela beleza e diversidade de temas, impressiona negativamente que quase não exista informação ao nível da web. Mesmo o Museu dos Fósforos, sediado na cidade de Tomar, que representa uma das maiores colecções europeias, não disponibiliza qualquer informação online, o que seria interessante até para incentivo deste coleccionismo em particular. Mas, enfim…é o que temos.
Esta colecção, “Figuras de sempre”, embora de estilo diferente, está dentro da temática de outra colecção similar da mesma fábrica, a “Figuras Típicas”, também dos anos 70.
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2/23/2010
Zeca Afonso – 02/08/1929 – 23/02/1987
Fosse vivo e Zeca Afonso, nascido em 2 de Agosto de 1929, celebraria hoje o seu 81º aniversário. Mas não chegou a tantos, pois deixou-nos em 23 de Fevereiro de 1987, portanto com 58 anos.
Zeca Afonso é por demais conhecido pelo que se dispensam grandes apresentações. Deixou-nos um enorme legado musical, de música popular e de cariz intervencionário.
Recordo-me sempre da data do seu falecimento por ter ocorrido no dia em que realizei o meu exame prático de condução, precisamente na cidade onde Zeca Afonso nasceu, em Aveiro.
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2/17/2010
Royco – Caldos, sopas e birras de crianças
Cartaz publicitário de Junho de 1967 aos produtos Royco, marca que aqui já falamos.
Nesta cartaz é feita publicidade aos caldos ou canja de galinha. Apesar de se apregoar que a coisa é boa, a criança, como todas as crianças, está a fazer uma careta de quem não está a apreciar muito.
Noutros tempos como na actualidade, continua a ser um frete fazer com que as crianças gostem e comam sopa. De um modo geral é sempre uma dificuldade com que qualquer mãe se depara na hora das refeições. Mesmo noutros tempos, em que as lambarices não abundavam e por vezes a fome batia à porta e ao estômago, já as coisas eram difíceis. Daí que as mães, quase sempre, e os pais, raramente, lá tentavam de tudo para fazer com que os petizes papassem a sopa. Desde os incentivos, os miminhos, as brincadeiras e as festas para distraír e levar a criançada a abrir a boca e a engolir, ou então com promessas de coisas do interesse dos miúdos até aos castigos quando se perdia a paciência, todos nós temos as nossas histórias associadas ao comer da sopa ou do caldo, como era vulgar dizer-se em ambientes rurais.
Pessoalmente sempre gostei de sopa, até porque nos meus tempos de criança muitas vezes era a refeição principal pelo que por esse hábito, hoje faz parte da refeição diária, onde têm destaque os legumes. Sempre que é possível, gosto de comer a “sopa à lavrador”, com os ingredientes em tamanho reduzido, e com os feijões inteiros, mas sem serem passados pela varinha mágica.
Em criança, quando a varinha mágica era uma raridade ou até desconhecida, recordo-me que os mais velhos comiam a sopa com o garfo, uma vez que os ingredientes eram de facto substanciais (batatas aos cubos, couves, feijão, cebola, alguns arrozeiros). No final, a parte sobrante mais líquida e coada, era designada de “muado” e era oferecida carinhosamente pelos pais aos mais novos.
Quanto à velha questão das crianças não gostarem de sopa, como já tem sido afirmado ou até estudado, parece que estas não têm o sentido do sabor tão desenvolvido quanto um jovem ou adulto, pelo que é natural que os habituais ingredientes de uma sopa convencional lhes saibam de forma mais amarga e ácida e por isso menos apelativos e apreciados. É pois natural que com o avançar da idade a relutância em comer a sopa seja reduzida e até invertida. Por mim recordo-me que apesar de gostar da sopa, detestava quando ela era composta por nabos. Lembro-me até de um dia vomitar por causa de ter comido sopa com bocados desse tubérculo, sempre muito abundante nas nossas hortas. Durante muitos anos esse ingrediente ficava de lado, mas actualmente, depois de voltar a experimentar, gosto muito. O mesmo acontece com os grelos, que agora adoro, embora em mais novo detestasse pelo seu sabor amargo característico.
2/15/2010
Por favor não comam os malmequeres – Série TV
"Por favor não comam os malmequeres", no original "Please Dont´t Eat the Daisies" é uma série de TV, produzida em 1965, nos Estados Unidos, composta por 58 episódios de cerca de 30 minutos cada, correspondentes a duas temporadas, exibida originalmente na NBC entre 1965 e 1967.
A série gira à volta de uma típica família americana, os Nash (um professor de teatro, a bela esposa, e quatro filhos rapazes, dois deles gémeos), com as peripécias e trapalhadas próprias do dia-a-dia passado na sua casa, uma velha mansão vitoriana. O carismático e bonacheirão cão da família, o Lad, ou LadDog, tem uma importante acção em toda a série.
A série foi baseada no livro homólogo, de Jean Kerr, que também inspirou, parcialmente o argumento de um filme-comédia com o mesmo nome, de 1960, realizado por Charles Walters e interpretado por Doris Day e David Niven.
Na série, lista dos principais intérpretes e personagens:
Patricia "Pat" Crowley...Joan Nash
Mark Miller...Jim Nash
Kim Tyler...Kyle Nash
Brian Nash...Joel Nash
Jeff Fithian...Trevor Nash
Joe Fithian...Tracy Nash
A série foi exibida pela RTP no início dos anos 70. Não tenho presente a data em concreto, mas tenho informações seguras de que passava em 1973, habitualmente às quintas-feiras, logo na parte inicial da abertura da emissão, que então acontecia pelas 12:45 sensivelmente.
Tenho vivas algumas memórias de alguns episódios mas apesar do estilo ligeiro e bem disposto, muito prório deste tipo de séries americanas, preferia as séries temperadas pela acção, mistério e aventura, o que não era propriamente o estilo de "Por favor não comam os malmequeres”. Apesar disso, foi uma série muito popular mesmo junto dos mais novos e que hoje sabe bem recordar.
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